<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393</id><updated>2012-01-02T17:18:21.030-08:00</updated><title type='text'>Império Romano</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>227</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-2752245236557187212</id><published>2011-03-16T08:54:00.001-07:00</published><updated>2011-03-16T09:00:39.101-07:00</updated><title type='text'>A verdadeira face de Sêneca</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mestre da arte da retórica, o filósofo viveu no centro do poder durante os principados de Calígula, Cláudio e Nero. Uma figura ambígua, que pregava um código de conduta bem diferente da sua prática&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kEnllf0I75s/TYDdnxmvhGI/AAAAAAAAGS4/rFywJZ9NuhQ/s1600/O%2Bverdadeiro%2Bbusto%2Bde%2BS%25C3%25AAneca%252C%2Bdescoberto%2Bem%2Bescava%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Barqueol%25C3%25B3gicas%2Bcom%2Bo%2Bnome%2Bdo%2Bfil%25C3%25B3sofo%2Bentalhado%2Bno%2Bm%25C3%25A1rmore.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584707213339886690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 392px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kEnllf0I75s/TYDdnxmvhGI/AAAAAAAAGS4/rFywJZ9NuhQ/s400/O%2Bverdadeiro%2Bbusto%2Bde%2BS%25C3%25AAneca%252C%2Bdescoberto%2Bem%2Bescava%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Barqueol%25C3%25B3gicas%2Bcom%2Bo%2Bnome%2Bdo%2Bfil%25C3%25B3sofo%2Bentalhado%2Bno%2Bm%25C3%25A1rmore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O verdadeiro busto de Sêneca, descoberto em escavações &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;arqueológicas com o nome do filósofo entalhado no mármore.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Córdoba entre os anos 4 e 1 a.C., Lucius Annaeus Sêneca era a própria imagem de sua época. Segundo filho de Sêneca, o Orador, e por isso também conhecido como Sêneca, o Jovem, mudou-se cedo para Roma. Tinha um vivo interesse pela filosofia dos mestres, como o estóico Átalo, ou o pitagórico Sótio. Para eles, a moral tinha prioridade absoluta. Sêneca conseguiu se destacar em uma sociedade cuja elite valorizava um mesmo ideal: ser orador. Em torno da eloqüência organizavam-se reuniões de salão e leituras públicas. Sêneca fez parte da Corte romana, e se comprazia em uma vida requintada que não combinava com seus ensinamentos. Não se deixar corromper, não ser tentado pelo luxo e pela luxúria, levar uma vida simples e honesta: essa era a sua filosofia. Mas não sua vida. Foi mais retórico que estóico, mais trapaceiro que honesto e mais ligado ao artifício que à verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi sempre assim. Sêneca parece ter levado uma vida recatada durante a juventude. Em sua carreira de servidor do Império, o cursus honorum, galga algumas posições na magistratura, além de revelar-se brilhante advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calígula, cultor ele próprio da eloqüência, tinha restrições às qualidades de Sêneca. Desprezava seu estilo estudado e elaborado, acusava seus livros, os mais populares da época, de “inconsistentes” e de serem “puras tiradas teatrais”. Às vezes, preparava respostas aos discursos do orador. Só poupou Sêneca da morte por estar convencido de que ele não chegaria à velhice devido à sua saúde frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o principado de Cláudio e Messalina, Sêneca participava de bom grado das recepções dadas pela imperatriz. Depois, Messalina deixou de convidá-lo, alegando que ele se permitia fazer observações pouco respeitosas. Com sua eloqüência, Sêneca fascinava demais os jovens para não ser considerado perigoso. Sêneca revelou ao imperador a conduta libertina de sua esposa. Messalina se defendeu, lembrando a avareza de Sêneca e suas relações com suas serviçais do palácio, e a audácia com que ele tinha ousado insultar Calígula. Por fim, acusou-o de semear a discórdia entre ela e o imperador.&lt;br /&gt;Os temores de Messalina aumentaram quando suas primas Júlia e Agripina foram trazidas por Cláudio de volta do exílio a que Calígula as condenara. Sêneca se tornou amante de Júlia – que era casada – e se pôs a aconselhar Agripina, seduzida por sua capacidade de encantar a multidão. A lei condenava ao exílio todos os homens culpados de adultério. Assim, Messalina informou Cláudio do romance com Júlia. Sêneca foi mandado para a Córsega e Júlia, para a ilha de Pandateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo permaneceu no exílio por oito anos. Enviou várias cartas aduladoras a Messalina, tentando fazê-la mudar de idéia. Pensando em suicídio, com a saúde abalada, ninguém acreditava que voltasse a Roma. Todavia, mesmo que por vezes sua conduta fosse condenável, os romanos ainda o respeitavam, pois tomava posições firmes diante dos problemas de sua época, não hesitando, por exemplo, em condenar os combates de gladiadores. Depois da morte de Messalina, Agripina, a Jovem (homônima de sua mãe), manobrou para se casar com seu tio Cláudio, o que se efetivou no ano 49, e desde o início de seu reinado impôs seus caprichos. Conseguiu que Sêneca fosse trazido de volta do exílio e que se tornasse pretor (ver glossário). Confiou a Sêneca a educação de seu jovem filho, Domício, o futuro Nero. Mas Agripina se deu rapidamente conta do gosto pelo poder de Sêneca e de sua habilidade de manobra. Sêneca, por sua vez, logo percebeu a crueldade de Agripina e decidiu se opor a ela, aliando-se a Sextus Afranius Burrus. Os dois homens orientavam o jovem Nero: Burrus, por seus talentos militares, e Sêneca, por seus ensinamentos de sabedoria. Aos 12 anos, Nero viu em Sêneca um substituto do pai, Domitius Athenobarbus, que tinha morrido dez anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Cláudio, coube a Sêneca a honra de redigir o elogio fúnebre proferido por Nero. A fim de exibir sua sabedoria e de fazer seu talento brilhar, Sêneca tinha o costume de redigir para Nero discursos cheios de clemência, favorecendo acusados pertencentes aos altos estratos sociais. Sêneca conseguiu pouco a pouco desviar para si mesmo toda a afeição que Nero sentia pela mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Agripina tentou se reaproximar do filho para retomar sua influência sobre ele, Sêneca se apressou a enviar uma ex-escrava, Claudia Acte, para seduzir o imperador. Na verdade, estava preocupado com o futuro de sua carreira, caso Agripina conseguisse retomar as rédeas do Estado. Em 58, o advogado Suillius acusou Sêneca de ser hostil aos amigos do antigo imperador, Cláudio. Acrescentou ainda que, acostumado à vida de estudos, Sêneca tinha inveja dos que dedicavam uma eloqüência “sadia” à defesa dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sêneca acumulava uma fortuna de 300 milhões de sestércios, que certamente não vinham de suas aulas de filosofia. Em Roma, caíam em sua rede os testamentos dos velhotes sem herdeiros. Pela usura, esgotou a Itália e as províncias. Como advogado não tinha direito de receber pagamentos pelo trabalho que fazia. Como resultado de ter enfrentado Sêneca, Suillius foi acusado de todos os crimes e mandado para as ilhas Baleares . Entretanto, se Suillius também era afeito à corrupção, seu mestre havia sido o próprio Sêneca.Quando Nero organizou o assassinato da mãe, o filósofo limitou-se a lhe perguntar se deveria encarregar os soldados do assassinato, sem proferir uma única palavra para salvar Agripina.SUICÍDIO Para não perder o posto, Sêneca prestou-se a todas as concessões. Quando seu príncipe decidiu se misturar aos histriões (ver glossário), ele providenciou uma cena teatral. Quando quis conduzir uma biga de corrida, mandou delimitar na colina do Vaticano uma área onde pudesse guiar seus cavalos.A morte de Burrus em 62 afetou seu poder. Muitos foram os que tentaram afastar Nero do filósofo, denunciando as imensas riquezas que ele havia acumulado durante os anos em que vivera na Corte. Sêneca queria ultrapassar o imperador, pelos atrativos de seu jardim e pela magnificência de suas casas de campo. Seu orgulho o levou a acreditar que era o melhor orador do mundo. Quanto às diversões do príncipe, depois de tê-las facilitado, as lamentava. Sentindo-se ameaçado, se afastou da Corte.&lt;br /&gt;Mesmo assim, contra sua vontade, Sêneca se viu envolvido na Conspiração de Pisão, organizada por Caio Calpúrnio Pisão para assassinar Nero. Com o fracasso do complô, Nero ordenou a condenação de Sêneca à morte. Tiberius Plautius Silvanus Aelianus, que também havia feito parte da conspiração, mas tinha o pudor de não se mostrar em público, mandou um de seus centuriões avisar Sêneca da sentença fatal. Fiel no fim ao estoicismo que havia ensinado durante toda a vida, Sêneca ditou seu testamento e instou os amigos que choravam a se manterem fortes. Sua esposa, Pompéia Paulina, disse-lhe que estava disposta a morrer com ele. Temendo que ela fosse ultrajada depois de sua morte, Sêneca não se opôs. A mesma lâmina cortou as veias de seus braços e dos dela. Sêneca mandou que lhe abrissem também as veias das pernas e da parte posterior dos joelhos, porque seu sangue escorria demasiado lentamente.Nero, que não tinha nada contra Paulina e temia ver sua impopularidade aumentar se a deixasse morrer, ordenou que ela fosse salva. Paulina se deixou seduzir pelos encantos da vida. Por que morrer, se Nero não tinha nada contra ela? Quanto a Sêneca, que não conseguia morrer, pediu a um amigo médico que lhe trouxesse o veneno que já tinha providenciado havia tempos. Ele o tomou, mas em vão, pois seus membros já estavam frios. Entrou então em uma banheira com água quente e molhou os escravos que o cercavam, dizendo que oferecia aquela libação a Júpiter Libertador. Não sabia que, instados por Nero, seus serviçais acorriam à volta de Paulina, reanimando-a, amarrando seus braços para estancar o sangue. Pelo contrário, tomado pela dor, Sêneca achava que Paulina suportava os piores tormentos. Sentiu-se tentado a correr ao seu quarto, para lhe pedir que não consumasse tal sacrifício. Mas se lembrou da firmeza dela, e ordenou que o levassem a uma estufa, onde o vapor o sufocasse.Depois de morto, seu corpo foi incinerado sem qualquer pompa, como havia ordenado. Após levar uma vida luxuosa e dissimulada na Corte, durante 13 anos, e ser um cortesão disposto às piores concessões políticas; depois de se envolver em duvidosas transações financeiras; depois de praticar a usura sem qualquer escrúpulo e ser um oportunista até mesmo no ensino da moral estóica, Sêneca era dono de uma imensa fortuna, ao mesmo tempo em que pregava a filosofia da medida, da sabedoria e da moderação.Sua vida, assim como sua arte, oscilou entre um desregramento que por vezes beirou a luxúria, e um ideal de firmeza exagerado. Sêneca só foi sincero em suas convicções no início da carreira e no fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CRONOLOGIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;4-1 a.C.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Período estimado para o nascimento de Sêneca, em Córdoba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;5&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O jovem Sêneca reside em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;37&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Entra em conflito com o imperador Calígula, que o poupa de uma sentença de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;41&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;É enviado para o exílio pelo imperador Cláudio por influência de Messalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;49&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Agripina, a nova esposa de Cláudio, convence-o a trazer Sêneca de volta para Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;54-62&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Período em que atua como conselheiro do imperador Nero, até a morte de Burrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;65&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Sêneca, sentenciado à morte por Nero, se suicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_verdadeira_face_de_seneca_imprimir.html"&gt;Revista História Viva&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-2752245236557187212?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/2752245236557187212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=2752245236557187212' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2752245236557187212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2752245236557187212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2011/03/verdadeira-face-de-seneca.html' title='&lt;strong&gt;A verdadeira face de Sêneca&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kEnllf0I75s/TYDdnxmvhGI/AAAAAAAAGS4/rFywJZ9NuhQ/s72-c/O%2Bverdadeiro%2Bbusto%2Bde%2BS%25C3%25AAneca%252C%2Bdescoberto%2Bem%2Bescava%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Barqueol%25C3%25B3gicas%2Bcom%2Bo%2Bnome%2Bdo%2Bfil%25C3%25B3sofo%2Bentalhado%2Bno%2Bm%25C3%25A1rmore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-1835027629916166611</id><published>2011-01-22T12:13:00.001-08:00</published><updated>2011-01-22T12:44:38.754-08:00</updated><title type='text'>O fracasso do evergetismo romano na Judéia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Este artigo se propõe a investigar as causas pelas quais o processo de dominação romana foi se degradando aos poucos na Judeia do século I&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs6lKCIxbI/AAAAAAAAGRs/yCkCJG3Q-94/s1600/Ruinas%2Bromanas%2Bna%2Bcidade%2Bde%2BCesareia%252C%2Bfundada%2Bpelo%2Bent%25C3%25A3o%2BRei%2BHerodes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565106174569268658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs6lKCIxbI/AAAAAAAAGRs/yCkCJG3Q-94/s400/Ruinas%2Bromanas%2Bna%2Bcidade%2Bde%2BCesareia%252C%2Bfundada%2Bpelo%2Bent%25C3%25A3o%2BRei%2BHerodes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas de Cesareia, fundada pelo então Rei Herodes, o Grande.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Evergetismo romano era um princípio político em que, através de um acordo entre interessados, geralmente um nobre e um vassalo, ou o rei e um nobre, o de mais alto escalão oferece favores e espera algum tipo de retribuição e reconhecimento da outra parte a fim de impor sua autoridade pela consensualidade. No caso da Judeia, este acordo foi feito pelo imperador romano e a classe dirigente da Judeia, a qual, por sua vez, deveria reproduzir o modelo ao povo. Contudo, vários fatores neste processo impediram o Império Romano e a classe dirigente da Judéia de colocar em prática este modelo de dominação, levando à fatídica guerra do ano 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito dos romanos estarem interessados na Palestina foi, provavelmente, alcançar o Egito, incorporado pelo império décadas seguintes. Antes desse acontecimento, a Palestina era a fronteira sudeste do Império Romano e estava sob o controle do legado da província da Síria. Hircano II, filho de Alexandre Janeu, que conseguiu o favor de Pompeu, recebeu o sumo-sacerdócio, mas não o título real.&lt;br /&gt;A história se repetiu: depois de um breve período de liberdade, os judeus caíram mais uma vez sob domínio estrangeiro. O controle dos romanos sobre seus domínios orientais era firme, tanto que as repetidas tentativas de vários membros da família dos hasmoneus de obter o poder foram, na realidade, insignificantes.&lt;br /&gt;Os líderes judeus tiveram de tomar muito cuidado para apoiar o candidato certo, assegurando com isso a manutenção do limitado grau de autogoverno que possuíam. Hircano II conseguiu essa façanha; depois da morte de Pompeu, apoiou César e este o recompensou com o título de “etnarca” (líder do povo).&lt;br /&gt;Ao conquistar a Palestina, em 63 a.C., Pompeu dividiu o reino hasmoneu em duas jurisdições: ao &lt;em&gt;ethnos&lt;/em&gt; judaico foram concedidas regiões consideradas predominantemente judaicas: parte da Judéia ao redor de Jerusalém, uma parte da Idumeia ao Sul, a Pereia ao leste, do curso mais baixo do Jordão, e, finalmente a Galileia. O restante havia sido restituído às &lt;em&gt;poleis&lt;/em&gt; helenistas, que os hasmoneus haviam tentado eliminar enquanto realidade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herodes recebeu o título de “Rei dos Judeus” em 37 a.C. com o apoio dos romanos, da mesma forma conseguiu consolidá-lo com a ajuda de Roma. Era astuto e inescrupuloso, mas também audaz e hábil quando necessário para tomar decisões rápidas e agir com firmeza. Herodes eliminou os adversários do seu regime e todos os considerados perigosos para seu governo. Não respeitou laços de amizade ou familiares. Não havia dúvida, porém, que a situação da Judeia melhorou muito pelo ato de Herodes ser um adepto aberto e caloroso do helenismo. Sua admiração pelos valores helenistas e sua atitude positiva para com a cultura ocidental faria com que as coisas fossem mais fáceis para qualquer um que desejasse a aceitação romana.&lt;br /&gt;Certamente, Herodes Magno foi o primeiro modelo romano de dominação implantado na Judeia, visto ter ele pertencido a uma classe proeminente da região da Idumeia. Em qualquer província dominada tal cooperação de uma elite local era um elemento tido por certo pela administração romana e importante para sua atuação.&lt;br /&gt;Dirigentes locais mantinham a ordem através de seu prestígio entre o restante da população e por sua própria conta poderiam controlar uma pequena tropa levemente armada para trabalhos de polícia. Faziam uso de seus conhecimentos locais para reunir estatísticas de recenseamento e eram responsáveis pela coleta de impostos.&lt;br /&gt;Em troca de seus serviços as aristocracias locais podiam habitualmente esperar receber benefícios de Roma. Dentre esses, o principal era confirmação e o apoio romano ao seu prestígio local, mas podiam também esperar tirar algum lucro, ficando com a parte da renda da coleta de impostos. Finalmente, poderiam esperar a cidadania, juntando-se assim à próxima classe dirigente romana, por meio de serviço no exército romano ou como representantes (procuradores) dos imperadores. A entrega do poder a tais homens também traria vantagens práticas. O desejo de preservar suas propriedades manteria esses líderes locais favoráveis à paz e, consequentemente, a Roma, e sua posse de suficiente riqueza lhes possibilitaria assegurar um pagamento regular de impostos com seus próprios recursos, mesmo se enfrentassem dificuldades na coleta do tributo exigido do resto da população. Desse modo, a utilidade apoiava os interesses. Durante a firme conquista do seu império, Roma sempre favoreceu as oligarquias ricas dos estados com que entravam em contato, governando as províncias por meio do apoio dos ricos.&lt;br /&gt;Era prática romana não só de confiar em líderes locais existentes como também, e de modo igualmente importante, deixar, sempre que possível, intactas as instituições locais estabelecidas quando era criada uma província, era conhecida como &lt;em&gt;evergetismo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;No caso da Judeia, a instituição óbvia de onde se poderia esperar que proporcionasse no país a desejada impressão de paz e continuidade era o Templo e seus sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fracasso do evergetismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sistema imperial, a aplicação essencial do poder era beneficiar as elites e seus agregados pela aquisição adicional de terras e produtos – vegetal, animal e humano. A principal manifestação desse poder era a extorsão periódica necessária para a proteção imperial em um sistema de tributação para o benefício das elites.&lt;br /&gt;Em termos de economia formal, todas as economias do Império Romano eram economias de subsistência. Produtores isolados podiam produzir somente o necessário para subsistir durante um determinado ano. A economia não tinha excedente.&lt;br /&gt;Então, como era possível para as pessoas sobreviverem em economias de subsistência dado o tipo de controle e de constante extorsão aplicados pelo Império Romano sobre as pessoas que não pertenciam às elites?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conjunto básico de dispositivos é encontrado em vários sistemas de parentesco, famílias nucleares, famílias extensas e organizações de clãs.&lt;br /&gt;Uma extensão desses dispositivos pode ser encontrada nas relações de pseudoparentesco presentes em muitas sociedades camponesas. O status igual criava dispositivos para ajudar um ao outro em situações difíceis, como vizinhos e amigos. Finalmente, há um número típico de mecanismos sociais camponeses que funcionam para equalizar a pobreza por meio de rituais de consumo visíveis, doações e, especialmente, patronagem. A seguir, Malina descreve como funcionava este sistema:&lt;br /&gt;O primeiro laço patrono-cliente se estabelece entre duas partes desiguais em &lt;em&gt;status&lt;/em&gt;, riqueza e influência. Segundo, a formação e manutenção do relacionamento depende da reciprocidade na troca de bens e serviços. Entretanto, essas trocas mútuas envolvem bens e serviços não comparáveis.&lt;br /&gt;Numa transação típica, a pessoa de baixo &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; (cliente) receberá bens materiais e serviços destinados a reduzir ou melhorar as ameaças no seu ambiente, enquanto a pessoa de status alto (patrono) recebe menos recompensas tangíveis, tais como serviços pessoais, indicações de boa opinião, deferência ou lealdade (ou como em Roma, em certo tempo, serviços de natureza diretamente política, tal como o voto). Terceiro, o desenvolvimento e manutenção de um relacionamento patrono-cliente se apóia principalmente no contato face-a-face entre duas partes; as trocas incluídas nesse relacionamento eram de caráter altamente íntimo e particular e dependiam dessa proximidade (MALINA, 2004, p.40).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é necessário destacar outras características desta prática de relações sociais para entendermos melhor a situação das classes pertencentes à não-elite dentro deste sistema. As economias domésticas e políticas envolvem grandes áreas de terras com investimento mínimo por parte dos proprietários; o mesmo é verdade para suas atividades de extração. A administração econômica está preocupada mais com a expropriação do que com o desenvolvimento. A tributação existe para o benefício das elites, não para o bem comum. As atividades econômicas domésticas e a política visam mais à expansão do controle dos domínios ou territórios cada vez maiores ao invés de olhar para o desenvolvimento interno. Há uma exploração intensiva dos recursos básicos naturais.&lt;br /&gt;Finalmente, o comércio é orientado aparentemente para as elites em outras cidades. Esse comércio é regulado pelas autoridades políticas e freqüentemente realizado por grupos externos recrutados.&lt;br /&gt;Estudos comparativos sugerem que as relações de patrono-cliente tendem a surgir onde a autoridade é dispersa e a atividade do Estado tem alcance limitado, e onde há considerável separação entre os níveis do lugarejo, da cidade e do Estado” (SALLER, 1982, p.205).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações de patronocliente fornecem parte da resposta à questão de como um império tão vasto era governado por um corpo administrativo de tamanho tão diminuto, não simplesmente na esfera da política e da administração, mas também num sentido socioeconômico mais amplo.&lt;br /&gt;A troca recíproca pessoal, mas vertical, de bens e serviços nas relações patrono-cliente opõe-se diametralmente às associações horizontais e à reciprocidade personificada dos laços de parentesco nas pequenas cidades. As ligações verticais de alguns camponeses solapam a solidariedade das comunidades camponesas. Entre os pobres urbanos romanos, não se deve pensar que eles estivessem satisfeitos com a dependência ou que o patronato de fato minorasse a fome e a pobreza. A elite romana valia-se do patronato apenas como um instrumento de controle social, uma forma de impor certa hegemonia sob bases consensuais.&lt;br /&gt;Essa consolidação do poder por meio da transformação do sistema de patronato pessoal se evidencia na administração emergencial do império a partir da própria cidade imperial. Este sistema tinha por fundamento o valor romano básico segundo o qual a honra e o prestígio, que todos clamavam para ter, derivavam do poder de dar o que os outros precisavam e queriam.&lt;br /&gt;É de se presumir que este tipo de relação social trouxesse muitos benefícios mútuos para ambas as partes. No modelo provinciano local, para os funcionários o apoio dos notáveis locais seria necessário, entre outros motivos para protegê-los de problemas futuros, como queixas de má administração.&lt;br /&gt;Para as elites locais, os clientes teriam melhores condições do que outras pessoas na consecução de suas ambições, fossem estas o poder, a honra ou os ganhos materiais para si, caso conseguissem ter um bom relacionamento com os funcionários romanos, ou, o que era bem melhor, com o próprio imperador.&lt;br /&gt;Augusto e seus sucessores governavam distribuindo &lt;em&gt;beneficia&lt;/em&gt; como favores pessoais a senadores e &lt;em&gt;equites&lt;/em&gt;. Como documenta Saller:&lt;br /&gt;Todas as magistraturas, cargos e honras senatoriais estavam à disposição do imperador (...) todas eram usadas – seja de modo direto, pelo imperador, ou indiretamente, pelos que lhe eram próximos – como &lt;em&gt;beneficia&lt;/em&gt; nas relações patronais de troca (...). Além disso, considerava-se o patronato o método usual por meio do que particularmente novos homens garantiam o avanço na carreira senatorial (SALLER, 1982, p.45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os imperadores, contudo, não monopolizavam o patronato. Nem o podiam, a fim de não solaparem o incentivo à gratidão pessoal da parte dos seus súditos. Antes, se empenhavam em estimular, por meio de oferecimento de recursos, os patronos aristocráticos a recompensar seus clientes. Os imperadores bem sucedidos eram os que mantinham contentes os aristocratas imperiais ao permitir-lhes a manutenção de seu exaltado &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; social, o que implicava a disposição para permitir que grandes casas exibissem sua influência patronal à maneira tradicional.&lt;br /&gt;Horsley (2004, p.101-102) afirma que foi por meio deste sistema de patronato pessoal que Roma administrava, com um certo sucesso, as províncias.&lt;br /&gt;A idéia tradicional de que Roma apoiava as aristocracias municipais por todo o império e em contrapartida se beneficiava de sua adesão tinha aqui seu paralelo no plano pessoal. Assim como o imperador distribuía sua cota de &lt;em&gt;beneficia&lt;/em&gt; a fim de comprar a lealdade da aristocracia romana, assim também o governador construía uma leal e útil clientela entre aristocracia provincial, recorrendo para isso tanto ao favorecimento de clientes em disputas locais como ao fornecimento do patronato necessário à entrada na aristocracia imperial. E prossegue:&lt;br /&gt;Tendo o imperador como modelo tanto para as cidades remotas como para a própria Roma, a elite provincial e a romana lutavam por prestígio e nomeação para o sacerdotado, em particular como oficiantes em sacrifícios públicos, os rituais que manifestavam a solidariedade dos organismos políticos de cidades, províncias e do império como um todo. A elite religiosa era a própria elite político-econômica. A elite político-econômica dominava a sociedade urbana e provincial precisamente graças a seu patrocínio e seu controle dos sacrifícios públicos e do culto ao imperador!&lt;br /&gt;Em linguagem paulina e dêutero-paulina, os ‘principados e poderes’ podem muito ter dado de si a impressão de forças cósmicas sobre humanas.&lt;br /&gt;Mas também eram forças bastante concretas, produtos humanos de instituições político-religiosas e de relações patrono-cliente que vieram a constituir as relações de poder da ordem imperial romana. (Horsle y, 2004, p.101-102)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs9KYF6mzI/AAAAAAAAGR0/Ih-OK__OnFI/s1600/Moeda%2Bde%2BHerodes%2BAgripa%2BI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565109013021629234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs9KYF6mzI/AAAAAAAAGR0/Ih-OK__OnFI/s400/Moeda%2Bde%2BHerodes%2BAgripa%2BI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Moeda de Herodes Agripa I; O Imperador Cláudio &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;concedeu-lhe o governo da Judeia, Samaria e Idumeia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os reis dependentes e sumos sacerdotes que governavam a Judeia no século I d.C. eram partes integrantes da ordem imperial romana recém estabelecida no Oriente Médio. A face que Roma apresentava ao povo judeu era a dos reis herodianos e dos sumos sacerdotes em Jerusalém. Esta nova estrutura estabelecida por Roma como o único grande império remanescente, porém, significava ruptura e desordem para povos subjugados do Oriente Médio, como os judeus.&lt;br /&gt;Os romanos instalaram seus próprios governantes dependentes, os reis herodianos e os sumos sacerdotes de Jerusalém, que controlaram a área e, ao mesmo tempo, consolidaram um estilo de vida cada vez mais perdulário, desperdiçando em reconstruções ou em cidades recém fundadas, como Séforis e Tiberíades. Além do trauma e da opressão militar, a ordem imperial que os romanos impuseram ao povo judeu significava camadas múltiplas de governantes e exigências de tributos e impostos, sobrecarregando, assim, o costume tradicional de dízimos e ofertas para sacerdotes do Templo. O impacto do controle imperial ocidental, e as tentativas dos governantes independentes para integrar a Palestina na economia imperial ocidental, as tentativas dos governantes dependentes para integrar a Palestina na economia imperial romana mais ampla ameaçavam a viabilidade e a continuação do modo de vida tradicional da Judeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta questão moral da sociedade de patronagem foi tratada por Anthony Hall (1977, p.511), que propõe uma distinção clara entre aquelas relações de apadrinhamento que se baseiam numa aceitação patente dos valores tradicionais por parte dos subordinados e as que se baseiam em formas de repressão óbvia por parte dos poderosos num momento em que sentem que estão perdendo lentamente sua legitimidade. E prossegue: Elas estavam centradas na aceitação geral, por parte dos membros da massa rural, do sistema sócio-econômico e da estrutura de valores que permitiam que eles fossem explorados. Desde que o sistema de apadrinhamento lhes garantisse os meios necessários de sobrevivência, eles retribuíam com lealdade ao seu senhor (HALL, 1977, p.511).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sistema de patronato o papel sacrificial do imperador não pode ser compreendido em isolamento, pois está ligado intrinsecamente à sua filantropia e à sua generosidade e, portanto, ao acúmulo de capital simbólico. No tocante a isso, sua atividade sacrificial serve de exemplo a todas as elites do império.&lt;br /&gt;Portanto, o sacerdotado tinha uma função muito específica: ser um veículo para a institucionalização do evergetismo com relação ao povo de Roma e de compelir a elite senatorial a imitar a generosidade do imperador. Se os principais membros da ordem senatorial também dão, o evergetismo se torna um signo de responsabilidade social de toda uma ordem. E o fato de darem em consideração a um bem não político, um sacerdotado, bem puramente simbólico, deixa claro que o sistema evergético é para o bem do povo, que recebe reais benefícios em troca de concessão de honras. Contudo, Gordon destaca que:&lt;br /&gt;(...) o verdadeiro propósito do dar não é receber honras, mas manter o poder e a riqueza da elite.&lt;br /&gt;Nunca se enfatiza o suficiente que o relativo ‘sucesso’ do Império romano, em comparação com outros impérios pré-industriais, bem mais violentamente extrativos e instáveis, reside em larga medida na extensão do sistema evergético de troca desigual de modo bem amplo em todo o império (GORDON, 2004, p.136).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre Grimal (1999, p.111) menciona que os candidatos ao sistema de favorecimento do Império Romano tinham que ser suficientemente ricos para enfrentarem as despesas decorrentes das honras e, em primeiro lugar, para fazerem à comunidade a dádiva de uma quantia, a &lt;em&gt;summa honoraria&lt;/em&gt;, que é o agradecimento do eleito aos eleitores. E prossegue:&lt;br /&gt;São os membros desta aristocracia de facto que contribuem para todas as despesas mais ou menos sumptuárias da pequena cidade: construção de monumentos, edificação de estátuas para decorar o fórum local ou para honrar um imperador cujo reinado se inicia. O valor supremo é a glória, ou pelo menos, a notoriedade. De vez em quando, em determinadas ocasiões, um notável oferece a todos os concidadãos um banquete público, muitas vezes acompanhado de uma distribuição de dinheiro. Muitas inscrições conservam a memória destes actos de generosidade, deste ‘evergetismo’ praticado em todas as regiões do Império.&lt;br /&gt;A própria idéia de poder é inseparável da de ‘beneficência’ (GRIMAL, 1999, p.111).&lt;br /&gt;É evidente que o propósito maior desta filantropia não é aliviar a pobreza. Parte da função dos gestos filantrópicos é registrar e naturalizar as desigualdades do sistema social de cada comunidade, da mesma maneira como o patronato e a generosidade dos imperadores congregam e orquestram a hierarquia geral do sistema como um todo: as dádivas, as relações de respeito, dependência, autoridade e poder em que se apóia todo o sistema evergético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, A natureza daquilo que é dado, a distribuição de comida, vinho, azeite e dinheiro; as edificações; os produtos artísticos, os bens em prata para rituais; as fundações e orfanato, tudo isso constrói uma imagem daquilo que a comunidade precisa, imagem construída pela elite em termos de seus juízos próprios de valor. Perdulárias quantidades de bens para os deuses são postas lado-a-lado com necessidades de órfãos. Assim como assume responsabilidade pela comunidade, a elite assume responsabilidade pelos deuses. Assim, estabelece-se como principal transmissora dos valores centrais na comunidade. Ao mesmo tempo, a comunidade se torna dependente da elite no tocante aos recursos para o culto ‘piedoso’, isto é, equipa com itens adequadamente fornecidos em abundância de parafernália religiosa: a elite se insere sub-repticiamente na comunicação entre o aqui e o outro mundo, não reivindicando algum status mediador especial, mas fornecendo os elementos do culto. (GORDON, 2004, p.139)&lt;br /&gt;Desta forma, podemos entender que o sistema sacrificial é um dos vínculos essenciais entre o sistema imperial organizado no centro e o controle local exercido pelas elites locais na periferia. O evergetismo é o uso socialmente responsável da riqueza, e, por isso, como sistema, proclama a necessidade da desigualdade social. Além disso, o evergetismo sacrificial contribui muito para uma reformulação da noção de comunidade na ausência de estruturas políticas por meio das quais as aspirações da massa da população podem ter sido articuladas.&lt;br /&gt;Por outro lado, a parte desempenhada pelas elites, centrais e locais, na manutenção do sistema sacrificial não era desinteressada, mas antes um elemento crucial no domínio que elas exerciam.&lt;br /&gt;Certamente este tipo de sistema de controle social foi colocado pela política romana e apropriado pelas elites da Judeia. O pobre, o faminto e o sedento poderiam esperar ansiosamente pela solução iminente de suas dificuldades. Contudo, os aristocratas judeus falharam em tradicionais papéis sociais. Ou seja, o sistema patronal na Judeia falhou, trazendo um colapso na economia camponesa e aumentando a tragédia diante dos recorrentes males do campesinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As evidências, ou a falta de registros, mostram que as elites israelitas deixaram de cumprir com suas obrigações para com os clientes locais. Sua preocupação era somente com o acúmulo de terras em detrimento do desaparecimento gradual das pequenas propriedades. Ao invés de mediar com os romanos pela situação do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, parece que os aristocratas de Israel escolheram usar seu próprio poder e a presença romana para obrigar o campesinato local para além de seus limites suportáveis.&lt;br /&gt;Podemos aplicar ao fracasso da Judeia exatamente a descrição do sistema patronato-cliente feito por Wallace-Hadril:&lt;br /&gt;A nobreza dirigente, os sacerdotes, magistrados juízes, conselheiros legais e generais, formavam um só esquadrão de interceptação de todas as principais linhas de comunicação com o centro do poder estatal e os recursos que este tinha que distribuir. Seu sucesso no controle residia tanto no seu poder de recusar como em sua disposição a distribuir os bens. Desse ponto de vista, a incapacidade de algumas centenas de pessoas atenderem às necessidades de centenas de milhares, seu completo fracasso em minorar a pobreza, a&lt;br /&gt;fome e as dívidas, e, em verdade, sua exploração dessas circunstâncias a fim de garantir vantagens para si mesmos não podem ser vistas tanto como argumentos em favor da tese da impropriedade do patronato quanto como condições de seu florescimento. (Walace -Hadril , 1989, p.73)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, as sociedades agrárias na região do Mediterrâneo dão a impressão de gritante injustiça na esfera distributiva. Um pequeno número de indivíduos gozava de imenso luxo, gastando em um dia bens e serviços suficientes para a manutenção de um grande número de pessoas em um ano; enquanto isso, uma parte considerável da população tinha negada a satisfação das necessidades básicas da vida. John Kautsky (1982, p.20, 21, 25) atribui esta disparidade social a um fenômeno político que ele distingue entre impérios mercantis e império tradicional.&lt;br /&gt;Nos impérios agrários tradicionais, a aristocracia toma o produto excedente da classe camponesa; no império agrário mercantil, a aristocracia toma a terra da classe camponesa. O primeiro devora o esforço e o produto dos camponeses, o segundo aquilo que lhe confere identidade e dignidade.&lt;br /&gt;A comercialização da terra empurra um grande e crescente número de camponeses abaixo de donos de uma pequena propriedade para arrendatário, depois para diarista, para mendigo e muitos para bandidos. Kautsky (1982, p.18), ao analisar os impérios tradicionais, diz que os aristocratas “vivem à custa” dos camponeses. Desta forma, há uma relação unilateral: o aristocrata toma e o camponês dá, ou seja, não há uma reciprocidade na relação entre aristocrata e camponês. Nos impérios tradicionais, a classe camponesa e a aristocracia vivem quase que em mundos diferentes; além da expropriação da produção excedente em forma de aluguéis, pedágios, impostos, ou exigências de trabalho, a última quase não interferia na primeira; mesmo que o camponês fosse rebaixado à condição mínima de subsistência ele continuava dono de sua terra e livre para usá-la.&lt;br /&gt;Nos impérios mercantis, porém, a aristocracia, além de aumentar os impostos até reduzir o camponês ao nível mais baixo de subsistência, também poderia tomar sua terra, tornando-o arrendatário ou trabalhador na terra que outrora possuía como herança familiar. Isso se dava pelo fato de que a tributação crescente achatava tanto as condições de vida que o endividamento progressivo era inevitável. Este, por sua vez, levava à expropriação da terra à medida que os devedores se tornassem insolventes e as hipotecas fossem executadas.&lt;br /&gt;Assim, a principal indicação para esta diferença entre estes dois tipos de impérios é a questão da alienabilidade da terra. No reino tradicional, caso da Judeia, a terra é herança familiar a ser conservada pela classe camponesa. No império agrário mercantil, a terra é mercadoria comercial a ser explorada pela aristocracia. A comercialização rural, a expropriação da terra e a degradação do camponês são mais ou menos sinônimos. E à proporção que aumentam, aumentam também as incidências de resistência, rebelião e revolta camponesa.&lt;br /&gt;Como diz Kautsky: Acima de tudo, o camponês, ao contrário do fazendeiro, não considera a terra como capital ou mercadoria (...). A terra se torna alienável e uma mercadoria apenas sob o impacto da comercialização, como aconteceu na Grécia, em Roma, no império chinês, e na Europa medieval. No império aristocrático tradicional a terra não se compra ou vende. A habilidade para explorar os camponeses na terra – e, neste sentido, sua própria terra – pode ser passado de um aristocrata para outro por conquista, acordo, ou herança, mas, sujeito à exploração aristocrata, o camponês é um homem que tem o efetivo controle de um pedaço de terra ao qual ele está ligado por laços de tradição e sentimento. A terra e ele são partes de uma coisa só, um velho corpo estabelecido de relacionamentos, independente de se o camponês é legalmente o dono ou arrendatário, livre ou servo (Kautsk y, 1982, p.273).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, os camponeses, que durante séculos aceitaram seu modo de vida de subsistência e a apropriação do excedente, sentem na comercialização o cheiro de ruína e se esforçam por obter não só a restauração do direito de explorar as bases tradicionais de seu modo de vida mas visões mais utópicas de igualdade social e, acima de tudo, de liberdade para viver segundo os costumes de seus ancestrais que eles consideram o mundo ideal.&lt;br /&gt;Max Weber (2004, p.168) também prevê este tipo de conflito ao argumentar que: Nessa expansão, interesses capitalistas no solo podem entrar em conflito com aqueles dos camponeses.&lt;br /&gt;Esse conflito desempenhou um papel importante, na política de expansão de Roma, durante a longa época das lutas estamentais até o tempo dos Gracos: naturalmente, os grandes proprietários de dinheiro, gado e escravos desejavam ver tratado o solo recém-conquistado como terra pública arrendável (ager publicus), enquanto os camponeses, desde que não se tratasse de regiões excessivamente remotas, exigiam sua distribuição para prover seus descendentes com terras.&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, à medida que a comercialização rural vai destruindo o modo de vida do camponês tradicional, rompendo a rede de segurança baseada nas relações de parentesco na aldeia na tentativa de mudar a condição da terra de herança familiar inalienável em mercadoria comercial negociável, a resistência camponesa aumenta gerando uma rede de conflitos como prelúdio de uma rebelião armada.&lt;br /&gt;Também podemos crer que a comercialização da terra não só transtorna a vida camponesa no que diz respeito à sua relação com a terra, mas também com a vida tradicional na cidade e até na metrópole. Esta comercialização pode tornar relativa a importância dos sacerdotes, negar o valor do Templo e todo o aparato religioso, mudar a validade da lei, costumes e moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs_eSz5V2I/AAAAAAAAGR8/XUAro1-Ov_4/s1600/Prov%25C3%25ADncia%2Bda%2BJud%25C3%25A9ia%2Bcerca%2Bde%2B60%2Bd.C...gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565111554224510818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 348px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs_eSz5V2I/AAAAAAAAGR8/XUAro1-Ov_4/s400/Prov%25C3%25ADncia%2Bda%2BJud%25C3%25A9ia%2Bcerca%2Bde%2B60%2Bd.C...gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Província da Judéia cerca de 60 d.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Podemos concluir que o processo de romanização acentuou as graves tensões sociais e econômicas que levaram parte da população nativa da Judeia, cujo modo de vida era pautado pela estrita observação da lei mosaica, às repetidas demonstrações de rebelião em toda a história romana. Esta tensão foi, sem dúvida, produzida pelo contraste de estilos diferentes de vida econômica. O Império Romano era mercantil ao invés de tradicional. Estava interessado não apenas em manter a posse de territórios e cobrar impostos, mas também em desenvolver territórios e aumentar receitas. Sobrepondo-se a isto, está a tradição judaica, com sua insistência em um Deus de direito e justiça, que mantinha um povo no direito e na justiça, por uma lei de direito e justiça em uma terra de direito e justiça (CROSSAN, 2004, p.220).&lt;br /&gt;Aqui a tradição e o comércio conflitam fortemente no ponto da comercialização rural, em que a terra para os romanos era um bem empresarial, e a tradição legal, segundo a qual, para alguns judeus, a terra era uma dádiva divina. Por isso, entendemos que as relações entre os judeus tradicionais e os romanos imperiais se tornaram insuportáveis e desastrosas.&lt;br /&gt;Outro fator que também contribuiu para o fracasso do evergetismo na Judeia foi a progressiva concentração de propriedade, a qual aguçou a luta pela sua distribuição no século I d.C. e alimentou a fogueira dos moradores rurais contra a elite judaica durante a revolta de 70 d.C. Por confisco, Herodes tinha se adonado de muitíssima terra (JOSEFO, 2005, p.307). Estas propriedades foram mais tarde vendidas pelos romanos (JOSEFO, 2005, p.355).&lt;br /&gt;Como somente os homens de grande capital tinham direito à compra, os ricos enriqueciam mais ainda. Suas terras eram usadas para produzir mercadorias de exportação. Desde muito cedo o bálsamo estava nas mãos dos governantes (JOSEFO, 2005, p.361). Príncipes herodianos forneciam cereais às cidades helenísticas (JOSEFO, 2005, p.321; Vita 1, p.119). O azeite era exportado com bons lucros à Síria (JOSEFO, 205). Os grandes proprietários já detinham os terrenos mais férteis.&lt;br /&gt;A pressão socioeconômica resultou, sobretudo, de uma luta pela distribuição dos bens entre as camadas que produzem e as que se beneficiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta luta, porém, não se opõem classes claramente delimitadas. Pelo contrário, a luta pela distribuição continua pelos grupos exploradores. Elites do poder romano e autóctones faziam concorrência em torno da sua parcela na exploração do país.&lt;br /&gt;Nesta concorrência, podemos encontrar explicação para a situação explosiva da Palestina no século I d.C..&lt;br /&gt;A importância dos impostos estatais transparece nos eventos verificados quando Calígula tentou erigir sua estátua no Templo de Jerusalém (39/40 d.C.): face às demoradas demonstrações de protesto, temia-se, na época, que a cessação da agricultura traria como saldo necessário o banditismo, porque os camponeses participantes da manifestação não teriam condições de pagar os impostos (JOSEFO, 2005, p.274). Eram, pois, muitas vezes, dívidas de tributos que impeliam ao abandono da terra natal e, indefeso, o trabalhador sentia-se à mercê dos credores.&lt;br /&gt;Aos tributos estatais juntavam-se os religiosos. A principal fonte de renda dos sacerdotes, o dízimo, não constituía mera exigência teórica. Para os fariseus fazia parte do programa religioso. Josefo narra que aconteciam lutas acirradas em torno da sua distribuição: “Os sumos sacerdotes por fim foram tão longe em sua insolência e audácia que não vacilaram em enviar seus servos às eiras e fazer com que tirassem o dízimo devido dos sacerdotes; isto trouxe o resultado de que os mais pobres entre os sacerdotes morriam de indigência” (Josefo, 2005, p.206).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais determinante que a soma quantitativa das cobranças de impostos, segundo Theissen (1989, p.42), foi sua concorrência: os romanos tinham poder militar para impor sua tributação, enquanto a aristocracia sacerdotal tinha meios ideológicos para arrecadá-la. A concorrência traz dois resultados, conclui Theissen: Primeiro, quanto menores eram os instrumentos de política real da aristocracia local, mais ela tinha que compensar com ênfase legitimadora o que faltava em força real. Reforço legitimador conseguia-se pela insistência na lei, já que na lei era assegurada e legitimada a base da existência dos sacerdotes pela vontade divina. Objetivamente lhes interessava um certo rigorismo legalista.&lt;br /&gt;O partido dos saduceus aristocráticos e dos fariseus legalistas, antigamente inimigos, passaram a lutar juntos por este interesse, de modo que sua disputa arrefeceu no sec. I d.C: o que os fariseus propagavam por motivos religiosos (p.ex., o dízimo), tinha que convir aos aristocratas sacerdotais já por razões econômicas.&lt;br /&gt;(...) Uma segunda decorrência da competição entre os dois sistemas de impostos foi que o etnocentrismo e a xenofobia tinham que ser convenientes à aristocracia, que podia canalizar contra os romanos as agressões nutridas pela luta em torno da distribuição de bens. (...) Por mais que a aristocracia estivesse interessada num entendimento com os romanos, dificilmente podia, por razões de política interna, prescindir deles como objeto da hostilidade nacional. (Theisen , 1989, p. 42)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a origem de grande parte da tensão social na Judeia estava no crescimento e natureza mutável da economia, que estimulava cada vez mais intensamente a hostilidade de classes. Josefo fala de uma doença universal na Judeia a partir do ano 6 d.C., que levou os ricos a oprimir as massas e as massas a saquear os ricos (JOSEFO, 2005, p.260).&lt;br /&gt;As causas de tal hostilidade estavam na lacuna que se ampliava entre ricos e pobres à medida que a economia da Judeia era integrada, de modo singular, no mais amplo mundo mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Rosana Marins dos Santos Silva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seer.ufrgs.br/index.php/webmosaica/article/viewFile/15549/9305"&gt;www.seer.ufrgs.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-1835027629916166611?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/1835027629916166611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=1835027629916166611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1835027629916166611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1835027629916166611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2011/01/o-fracasso-do-evergetismo-romano-na.html' title='&lt;strong&gt;O fracasso do evergetismo romano na Judéia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTs6lKCIxbI/AAAAAAAAGRs/yCkCJG3Q-94/s72-c/Ruinas%2Bromanas%2Bna%2Bcidade%2Bde%2BCesareia%252C%2Bfundada%2Bpelo%2Bent%25C3%25A3o%2BRei%2BHerodes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-7286357871595114496</id><published>2011-01-21T09:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T10:00:36.265-08:00</updated><title type='text'>Mãe de todas as Constituições</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quando os plebeus se retiraram de Roma, em 287 a.C., escreveu-se um capítulo da história constitucional européia &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Roma, a polêmica em torno da igualdade de direitos entre patrícios nobres e plebeus não pertencentes à nobreza durou mais de dois séculos. Por volta de 450 a.C. todas as leis romanas foram expostas ao público no Fórum Romano, gravadas em 12 tábuas de bronze, de modo a proteger os cidadãos da arbitrariedade dos funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 421 a.C. os plebeus ganharam o direito de exercer a menor magistratura – a questura. Seguiram-se então carreiras militares de menor escalão. Em 366 a.C. eles nomearam pela primeira vez um cônsul e enviaram representantes ao Senado romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos mais tarde, um plebeu chegou a ser nomeado ditador – o principal cargo público romano da época, embora temporário. A impressão era, então, de que se alcançara uma equiparação dos interesses entre as classes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luta centenária pela igualdade de direitos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a aparência era enganosa, como ficou claro em meados de 287 a.C., quando os patrícios tentaram reverter a situação através da promulgação de uma nova legislação de defesa. A razão não ficou muito clara. Talvez a intenção fosse cancelar os direitos dos plebeus e consolidar os dos patrícios, ainda sob a impressão da difícil vitória sobre os samnitas, povo que vivia ao sul da cordilheira dos Apeninos. De qualquer forma, ao ser apresentada, a nova legislação de defesa fez irromper intensos protestos entre os plebeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plebeus entram em greve e elaboram nova lei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a apresentação do projeto de lei dos patrícios, os plebeus decidiram abandonar Roma, paralisando assim a vida econômica da cidade. Esse protesto – que ficou conhecido nos anais da história romana como a "secessão da plebe" (&lt;em&gt;secessio plebis&lt;/em&gt;) – é comparável a uma greve geral. A cidade ficou esvaziada e ninguém se responsabilizava pelas tarefas que se acumulavam dia após dia em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os plebeus indignados reuniram-se no Janículo, colina que se estende da margem direita do rio Tibre até o Vaticano, no atual bairro de Trastevere. Ali, eles investiram Quinto Hortênsio como ditador e decidiram elaborar um projeto alternativo à legislação de defesa dos patrícios, que deveria levar o nome do líder plebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei Hortênsia (&lt;em&gt;lex hortensia&lt;/em&gt;) estabelecia que as decisões dos plebeus eram válidas não somente para eles, mas também para todo o povo de Roma, sem obrigatoriedade do sufrágio dos senadores. Quando os enviados da classe plebeia apresentaram o projeto de lei aos patrícios, com a observação de que os plebeus só voltariam à cidade depois que a lei entrasse em vigor, a decisão já estava praticamente tomada. Para evitar danos econômicos a Roma, os patrícios aprovaram a nova lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda hoje principal instrumento de participação popular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Plebis scitum &lt;/em&gt;era como se chamava o novo princípio legal que os plebeus acrescentaram ao Direito Romano. Essa "lei imposta pelo povo" é o modelo de todos os "plebiscitos", ou seja, dos referendos populares, principal instrumento de participação do cidadão nas decisões políticas da moderna democracia européia. Com a imposição do &lt;em&gt;plebis scitum &lt;/em&gt;em 287 a.C., terminaram as assim chamadas "lutas de classes" em Roma, e iniciou-se uma época áurea para a cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.dw-world.de/dw/"&gt;Deutsche Welle&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-7286357871595114496?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/7286357871595114496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=7286357871595114496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7286357871595114496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7286357871595114496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2011/01/mae-de-todas-as-constituicoes.html' title='&lt;strong&gt;Mãe de todas as Constituições&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-6001544119190056601</id><published>2011-01-21T09:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T15:26:48.366-08:00</updated><title type='text'>A anarquia militar entre os anos 235 d.C. e 284 d.C.</title><content type='html'>&lt;em&gt;O fim da Dinastia dos Severos marca o início de um período de grande decadência&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTnHzeSd2qI/AAAAAAAAGRk/2oboaWM4ONo/s1600/Busto%2Bde%2BMaximino%2BI%2BTr%25C3%25A1cio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564698501710731938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTnHzeSd2qI/AAAAAAAAGRk/2oboaWM4ONo/s400/Busto%2Bde%2BMaximino%2BI%2BTr%25C3%25A1cio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Busto de Maximino I Trácio; Ele foi o primeiro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imperadores&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; soldados do século III. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O seu governo é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;frequentemente &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;considerado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como o início da Crise do terceiro século.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Alexandre Severo, o Império Romano submerge numa profunda crise caracterizada pelo ataque dos bárbaros e pela sucessão anárquica de imperadores. Perante a crise generalizada o povo faz ouvir o seu grito de resistência à situação difícil, lutando com grande determinação e abrindo caminho para uma lenta recuperação. Mas os alicerces do Império ficariam irremediavelmente abalados e, durante meio século, inúmeros imperadores são proclamados pelas legiões e depostos, pelas mesmas ou pelos seus opositores, após um período variável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como imperadores da anarquia militar encontramos: Maximino I Trácio (235 d. C.-238 d. C.), Gordiano I e II, Balbino e Pupieno (238 d. C.), Gordiano III (238 d. C-244 d. C.), Filipe I, o Árabe (244 d. C.-249 d. C.), Décio (249 d. C.-251 d. C.), Treboniano Galo (251 d. C.-253 d. C.), Emiliano (253 d. C.), Valeriano (253 d. C.-260 d. C.), Galieno (253 d. C.-268 d. C.), Macrino, os usurpadores Quieto (260 d. C.-261 d. C.) e Auréolo (268 d. C.), e os Ilírios Cláudio II o Gótico (268 d. C.-270 d. C.), Aureliano (270 d. C.-275 d. C.), Tácito (275 d. C.-276 d. C.), Probo (276 d.C.- 282 d.C.), Caro (283 d. C.), Numeriano (283 d. C.-284 d. C.) e Carino (283 d. C.-285 d. C.). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos morrem assassinados, com a exceção de Décio, que morre em combate, Valeriano, que morre em cativeiro dos Persas, e Cláudio II, que morre de peste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias as motivações dos pretendentes ao trono imperial: uns são forçados ou pressionados pelas tropas, outros procuram o lucro e o sentimento de ser todo-poderoso, outros ainda são motivados por um sentimento de patriotismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assiste-se a um recuo das fronteiras: Valeriano evacua os Campos Decumates, Aureliano renuncia à Dácia e no Norte da África há um recuo em direção à costa. Ao mesmo tempo os soldados imperiais tratam com violência os cidadãos romanos e instala-se uma profunda crise econômica, que é simultaneamente causa e conseqüência de toda a situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senado perde poder e corre o risco de separação do poder imperial. Paradoxalmente, surge lentamente nas povoações, que vêem no poder imperial e na generosidade de quem o exerce o único recurso, um sentimento de patriotismo romano. Mas o Império não se deixa abandonar à tragédia, resistindo com grande determinação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, aos poucos, sobretudo durante o reinado de Aureliano, abre-se um caminho para a recuperação. Aureliano foi o restaurador da unidade imperial e autor de diversas reformas mas é com Diocleciano (284 d. C.-305 d. C.) que se dá o restabelecimento do poder do Império, depois dos esforços empreendidos pelos seus antecessores e conterrâneos Ilírios (desde Cláudio II Gótico, em 268-270).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Infopédia&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-6001544119190056601?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/6001544119190056601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=6001544119190056601' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/6001544119190056601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/6001544119190056601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2011/01/anarquia-militar-entre-os-anos-235-dc-e.html' title='&lt;strong&gt;A anarquia militar entre os anos 235 d.C. e 284 d.C.&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTnHzeSd2qI/AAAAAAAAGRk/2oboaWM4ONo/s72-c/Busto%2Bde%2BMaximino%2BI%2BTr%25C3%25A1cio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-5843272070397956972</id><published>2010-12-07T04:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T05:29:09.828-08:00</updated><title type='text'>Inimigos de Roma</title><content type='html'>&lt;em&gt;A Roma Antiga passou séculos colecionando grandes inimigos &lt;br /&gt;na Gália, Cartago e Grécia. A cidade sofreu derrotas que quase &lt;br /&gt;a derrubaram, mas conseguiu subjugar as ameaças durante &lt;br /&gt;quinze séculos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yDbr3vKI/AAAAAAAAGPY/eswEUNUzunw/s1600/Imagem%2B1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547715719287258274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yDbr3vKI/AAAAAAAAGPY/eswEUNUzunw/s400/Imagem%2B1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS GENERAIS QUE DESAFIARAM O IMPÉRIO - SÉC IV A.C AO V D.C&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo romance, poesia épica ou mesmo a tradição oral, sempre trabalha com uma idéia comum de dualidade: os grandes heróis têm inimigos igualmente grandiosos, para reforçar a importância e a valentia desse guerreiro perante os demais indivíduos de sua sociedade. Foi assim com Aquiles, personagem da Ilíada, de Homero, que confrontou o troiano Heitor; o mesmo ocorre com Edmond Dantes, da obra de Alexandre Dumas O Conde de Monte Cristo, que passou mais de uma década tramando sua vingança contra o rival Fernand. É essa oposição, no fim, que dá um caráter mítico a esses personagens literários. Contudo, esse mesmo conceito pode ser aplicado às civilizações reais, como Roma, que ao longo dos séculos colecionou uma imensa galeria de algozes vindos de diversos cantos do mundo com o desejo de vencer o grande exército e assumir a soberania da Europa e do Mediterrâneo. De Cartago, na África, surgiu Anibal Barca, que quase derrotou as legiões nas portas da cidade; da Gália, Vercingetórix reuniu tribos bárbaras e por pouco não subjugou Júlio César; da Grécia, Pirro, herdeiro de Alexandre, tentou dar início a um novo império helênico. Todos chegaram perto de derrubar a cidade, mas sempre foram repelidos pelas legiões inspiradas por Júpiter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yU-r5tKI/AAAAAAAAGPg/FRzuR7yMBFQ/s1600/Imagem%2B2.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547716020740404386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yU-r5tKI/AAAAAAAAGPg/FRzuR7yMBFQ/s400/Imagem%2B2.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as civilizações que chegaram a seu apogeu na Antiguidade, Roma, sem dúvida, foi a mais 'odiada' pelos inimigos. Os vizinhos gregos e macedônios se confrontaram com a Pérsia, mas não tiveram mais atritos graves com outras nações, além das inúmeras guerras internas. No Oriente Médio, persas e babilônios se enfrentaram em diversas batalhas, mas não chegaram a reunir tantos adversários importantes quanto os romanos. Por fim, os egípcios sempre procuraram manter um bom relacionamento com os povos vizinhos - salvo algumas exceções, como os núbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A GUERRA SAGRADA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yj7GVRuI/AAAAAAAAGPo/wf-wjRSjS34/s1600/Imagem%2B2.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547716277475559138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 357px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yj7GVRuI/AAAAAAAAGPo/wf-wjRSjS34/s400/Imagem%2B2.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para os romanos, a guerra era uma instituição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sagrada &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;envolta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em rituais de legitimação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por causa da &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;importância para a sociedade, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os deuses mais &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;evocados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eram Marte e Júpiter &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capitolino. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;geral, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;as&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; batalhas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tinham &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;funções tanto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;proteção &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quanto de expansão do domínio da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os romanos, porém, realmente juntaram uma quantidade muito grande de generais opositores com potencial suficiente para pôr a existência da cidade em risco. Isso, segundo o historiador norte-americano Daniel Roberts, professor da University of Richmond (Estados Unidos), pode ser explicado pelas aspirações expansionistas dos governantes da cidade, que sempre olharam para os vizinhos com desejos de conquista. "Até a invasão dos persas, as cidades-Estado gregas eram muito provincianas e, depois de derrotá-los na Batalha de Salamina, na Segunda Guerra Médica, retomaram seus conflitos internos. Mas os romanos da República e do Império eram guiados por imperialismos agressivos. Esta tendência de fazer algumas regiões como alvo de conquista deixou os povos muito nervosos e prontos para resistir aos avanços de Roma", argumenta. "Roma prevaleceu quase sempre porque destruiu inimigos resistentes. Mas algumas regiões, como a Germânia e Grã-Bretanha, provaram ser demasiadamente distantes e difíceis de assimilar o regime romano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INIMIGOS DE ROMA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, havia ainda uma característica cultural muito forte que foi determinante para a existência de tantos conflitos envolvendo as legiões de Roma: a guerra, segundo o historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), era sagrada. A premissa mais importante para a religião romana era o respeito aos ritos, fundamental para a manutenção da sociedade. Sendo assim, conta Tito Lívio, criou-se um conceito religioso para a própria guerra, da mesma forma como havia práticas religiosas para a instituição da paz. O próprio ato de declarar guerra a uma nação inimiga deveria seguir um rito: o emissário, ao chegar à fronteira inimiga, cobria a cabeça com um véu de lã e fazia preces a Júpiter, antes de expor as reclamações de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, a 'encenação' religiosa servia apenas para justificar o início das hostilidades contra outras nações com amparo na própria religião. O intuito era fazer com que Júpiter desse um sinal, caso a declaração de guerra fosse injusta. Se nada ocorresse, a batalha era válida. Caso nada ocorresse naturalmente, o conflito estaria autorizado pelos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1zrsZfmgI/AAAAAAAAGPw/_tLn8dXopCM/s1600/Imagem%2B3.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547717510479976962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; CURSOR: hand; HEIGHT: 376px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1zrsZfmgI/AAAAAAAAGPw/_tLn8dXopCM/s400/Imagem%2B3.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Romanos comemorando um triunfo com&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a exibição pública &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;escravos capturados. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O triunfo era concedido ao general &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;grandes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; vitórias e trazia glória e honra &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;exército. Pintura de Charles Gleyre.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o historiador David Mattingly, da University of Leicester (Inglaterra), os piores inimigos de Roma podem ser divididos em três categorias. A primeira era formada por generais de grandes potências militares, como Anibal (Cartago) e Pirro (Épiro). No segundo grupo estavam líderes militares de tribos bárbaras. Por fim, ele aponta guerreiros que comandaram revoltas contra os romanos, como Vercingetórix, Armínio e Boudica. "O que caracteriza esse grupo é que muitos desses generais tinham apreciado o status anteriormente fornecido pelo estado romano. A decisão de se rebelar representou uma reversão da atitude inicial desses generais", analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O INÍCIO DOS CONFRONTOS: BRENNO SAQUEIA ROMA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes confrontos começaram a surgir durante as primeiras décadas do século IV a.C, bem antes da cidade de Roma se tornar uma potência militar temível. Naquele período, o povo celta (chamado pelos romanos de gaulês) realizou inúmeras invasões na Europa Central e Ocidental, ocupando um território que ia do Oceano Atlântico ao Rio Danúbio. No século anterior, diversos grupos já haviam cruzado os Alpes e se instalado na planície do Rio Pó, ao norte da Itália, formando a chamada Gália Cisalpina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP10UEiC6ZI/AAAAAAAAGP4/GUQyFH5n3hs/s1600/Imagem%2B3.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547718204153063826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP10UEiC6ZI/AAAAAAAAGP4/GUQyFH5n3hs/s400/Imagem%2B3.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Desgraça para os vencidos" foi a resposta de Breno&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quando recebia o resgate dos romanos para terem&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de volta sua cidade. A frase, em latim Vae Victis, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foi &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;usada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para explicitar a lei do mais forte. Enquanto &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os romanos reclamavam do lastro do ouro que&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;haveriam que pagar, o gaulês teria jogado sua &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;espada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na balança, mostrando que quem diz o &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;justo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou não são os que detêm o poder. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acima, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o quadro Breno e seu botim de Paul Jamin.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, os gauleses começaram a conquistar algumas cidades etruscas. Esse crescimento territorial incomodava cada vez mais os romanos. Com o conflito inevitável, o general Brenno combateu as legiões de Roma e derrotou o grande exército na Batalha de Allia (na região onde hoje fica a Toscana), distante 15 quilômetros de Roma. A perda das legiões permitiu a invasão e o saque da cidade, três dias depois. Isso, segundo a tradição romana, ocorreu em 390 a.C., mas Aristóteles aponta o ano de 387 a.C. como data exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente disso, boa parte da população romana foi executada durante a pilhagem. Nada ficou de pé, com exceção da cidadela do Capitólio, onde a resistência agüentou um cerco de seis meses. Conta a lenda que Roma foi obrigada a pagar um resgate de 1000 libras de ouro para que os gauleses desocupassem a cidade. Contudo, permaneceu uma antiga rixa entre os dois povos, que culminaria nas Guerras Gálicas séculos depois, quando os romanos conheceram um de seus maiores opositores: Vercingetórix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa derrota, segundo o historiador Mikhail Rostovtzeff , serviu para que os próprios romanos conhecessem suas limitações militares, ao perceberem que o exército formado basicamente por patrícios era fraco e a cidade, pouco guarnecida. Assim, ordenou-se a construção de grandes muralhas de pedra, criando uma grande fortaleza, e a profissionalização das legiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A LUTA CONTRA PIRRO, O NOVO ALEXANDRE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, Roma buscou se expandir, anexando algumas cidades gregas no Sul da Itália. Nápoles e algumas outras decidiram se submeter ao domínio romano. Outras, porém, opuseram-se à aliança forçada. Tarento controlava o sudeste italiano com uma economia baseada no comércio. Era uma comunidade rica formada por mercadores, que tinha boas relações comerciais com os vizinhos helenos, para quem fornecia cereais e grãos. Para defender a expansão de Roma, Tarento declarou guerra aos romanos em 281 a.C. No ano seguinte, a cidade conquistou o apoio de um general importante: Pirro, herdeiro de Alexandre da Macedônia e rei do Épiro, região norte da Grécia, um 'comandante hábil e estadista ambicioso', nas palavras de Rostovtzeff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP11V2sDJvI/AAAAAAAAGQA/LNRcPXJJUUc/s1600/Imagem%2B4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547719334308292338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP11V2sDJvI/AAAAAAAAGQA/LNRcPXJJUUc/s400/Imagem%2B4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O general Pirro, como muitos outros líderes gregos, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;considerava-se herdeiro e sucessor de Alexandre, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Grande&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ( mosaico acima ). Mesmo conseguindo uma&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vitória &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;militar sobre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os romanos foi incapaz de deter &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;capacidade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de recuperação de seus inimigos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O interesse de Pirro em defender Tarento era meramente político. "Esperava ele unir os italianos e gregos sicilianos sob sua bandeira e realizar dessa forma, no Ocidente, aquilo que Alexandre fizera no Oriente - criar um poderoso império grego, que pudesse dominar Roma e Cartago, e liderar as forças do Ocidente numa luta pela conquista do Oriente", narra Rostovtzeff , no clássico História de Roma. Para deter os romanos, o monarca do Épiro desembarcou em Tarento com 20 mil homens, além de 20 elefantes indianos. Além disso, ele também recebeu o apoio de samnitas (que já tinham se confrontado com Roma anteriormente), lucânios e brúcios, somando uma força militar com 40 mil lanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pirro travou e venceu duas grandes batalhas contra os romanos, em 280 e 279 a.C., causando centenas de baixas às legiões da República. Porém, os generais de Roma adotaram uma estratégia paciente e esperaram pelo enfraquecimento do próprio inimigo. Como Pirro não conseguiu se estabelecer na Itália, travaram uma nova batalha em 275 a.C., com vitória para o lado de Roma. O rei do Épiro foi obrigado a se retirar do território italiano, abandonando Tarento à fúria dos romanos. A vitória das legiões nessa ocasião, segundo Rostovtzeff , só foi possível por conta do preparo militar que a cidade adotou após o saque dos gauleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a derrota do herdeiro de Alexandre foi fundamental para a expansão romana na Europa. "A guerra contra Pirro foi essencial para ganhar o controle do Sul da Itália", analisa a historiadora Kathleen Coleman, professora da Harvard University (Estados Unidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARTAGO, A GRANDE RIVAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP12Ug7VKRI/AAAAAAAAGQI/muzUR5DIEkI/s1600/Imagem%2B5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547720410798565650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP12Ug7VKRI/AAAAAAAAGQI/muzUR5DIEkI/s400/Imagem%2B5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a questão é guerra, os historiadores Dan Roberts (University of Richmond) e Daniel Potter (University of Michigan) concordam em um ponto: o cartaginês Anibal Barca (247 -183 a.C), filho do já lendário Amilcar, foi o pior algoz da história de Roma e, sem o confronto com ele, a cidade jamais teria se tornado um grande Império.&lt;br /&gt;A relação entre a grande cidade e a família Barca começou antes mesmo do nascimento de Anibal. O primeiro a desafiar a paciência dos romanos foi seu pai, Amilcar. Os atritos entre as duas cidades começaram por conta do interesse de ambas em assumir o controle do Mar Mediterrâneo e, com isso, ganhar soberania nas relações comerciais. A situação se agravou quando Roma dominou os portos do Sul da Itália e começou a crescer pelo oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP12w0iIwII/AAAAAAAAGQQ/Qc3NRqjb7no/s1600/Imagem%2B6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547720897097941122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP12w0iIwII/AAAAAAAAGQQ/Qc3NRqjb7no/s400/Imagem%2B6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pintura de Willian Turner mostra a inesperada travessia &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do exército de Aníbal pelos Alpes italianos. No caminho &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;insalubre, foram perdidos inúmeros elefante e milhares &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;soldados. Mesmo assim, o elemento surpresa forneceu aos &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cartagineses uma vantagem tática essencial sobre os romanos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O estopim da Primeira Guerra Púnica foi a disputa pelo controle da Sicília, uma ilha estratégica localizada entre Cartago e o Sul da Itália. Amilcar comandou os exércitos cartagineses em terra e em mar, mas foi incapaz de impedir o avanço romano, que conseguiu derrotar a frota cartaginesa e, depois, tomar a Sicília. Para combater a superioridade naval dos inimigos, Roma obteve ajuda de gregos italianos e sicilianos para construir uma frota imensa e vencer. Em 256 a.C., Atílio Régulo invadiu a África, mas não foi capaz de destruir Cartago definitivamente, pois Xantipo, um mercenário espartano, ajudou os africanos nos combates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, Roma conquistou quase toda a Sicília e garantiu a soberania sobre o Mediterrâneo. Para evitar um desastre ainda maior, os políticos de Cartago foram obrigados a assinar um acordo de paz. A humilhação, porém, alimentou novos sonhos de atacar Roma em breve: como analisava Carl von Clausewitz, inimigo não destruído sempre carrega um forte sentimento de vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/12/inimigos-de-roma-2-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2ª Parte --&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Confira as atualizações do portal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJy21MEL3QI/AAAAAAAAGEI/BgN0vOOn42s/s1600/atualiza%C3%A7%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 156px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJy21MEL3QI/AAAAAAAAGEI/BgN0vOOn42s/s200/atualiza%C3%A7%C3%B5es.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520488268137487618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cimérios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Os Cimérios foram nômades que, de acordo&lt;br /&gt;com Heródoto, viviam originalmente na região&lt;br /&gt;norte do Cáucaso e no Mar Negro nos séculos&lt;br /&gt;VIII e VII a.C.. Suas origens são obscuras. O&lt;br /&gt;primeiro registro histórico desse povo aparece&lt;br /&gt;nos anais da Assíria no ano 714 a.C.. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/12/cimerios.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Inimigos de Roma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Roma passou séculos colecionando grandes&lt;br /&gt;inimigos. De todas as civilizações que chegaram&lt;br /&gt;a seu apogeu na Antiguidade, Roma, sem dúvida,&lt;br /&gt;foi a mais 'odiada' pelos inimigos. A cidade sofreu&lt;br /&gt;derrotas que quase a derrubaram, mas conseguiu&lt;br /&gt;subjugar as ameaças durante quinze séculos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/12/inimigos-de-roma-1-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Muralha Dinamarquesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; O Danevirke era uma muralha de terra que&lt;br /&gt;separava a Jutlândia do Império Franco. Sua&lt;br /&gt;finalidade primordial era proteger o importante&lt;br /&gt;centro comercial de Hedeby. Segundo fontes&lt;br /&gt;escritas, a construção de Danevirke foi iniciada&lt;br /&gt;com o rei dinamarquês Gudfred em 808. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povoviking.blogspot.com/2010/12/muralha-dinamarquesa.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Lisboa, antigo viveiro de ambições&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; No século XV, a capital portuguesa e&lt;br /&gt;seu porto atraíam exploradores e produtos&lt;br /&gt;de muitas partes do mundo. Mais parecia&lt;br /&gt;uma torre de Babel, ainda que jamais tenha&lt;br /&gt;perdido o ar provinciano. As marcas desse&lt;br /&gt;passado estão à disposição do visitante. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/12/lisboa-antigo-viveiro-de-ambicoes.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que você faz em vida ecoa na eternidade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-5843272070397956972?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/5843272070397956972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=5843272070397956972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5843272070397956972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5843272070397956972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/12/inimigos-de-roma-1-parte.html' title='&lt;strong&gt;Inimigos de Roma&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1yDbr3vKI/AAAAAAAAGPY/eswEUNUzunw/s72-c/Imagem%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-2908897666776612220</id><published>2010-12-07T04:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T04:55:37.529-08:00</updated><title type='text'>Inimigos de Roma</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ANÍBAL BARCA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 221 a.C., surge militarmente a figura do grande inimigo: Aníbal substituiu o pai e deu início aos preparativos para a nova guerra, que começou em 218. Neste período, Cartago já havia ocupado terras em Portugal e na Espanha, ou seja, estava cercando Roma, geograficamente. Ele era um general mais ousado que o pai, e decidiu empregar uma estratégia corajosa para derrotar as legiões. Ao invés de realizar um ataque direto pelo mar, Aníbal marchou com o exército pela Gália Meridional, cruzando os Alpes em pleno inverno, com cerca de 50 mil soldados e 37 elefantes indianos de cinco toneladas. Mesmo tendo perdido uma parte considerável de seus homens durante os 190 quilômetros de travessia, ele entrou na Itália em 217 a.C., apavorando até mesmo os generais romanos, que jamais esperavam por uma invasão desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP13fr9urDI/AAAAAAAAGQY/08J9jxHA3r8/s1600/Imagem%2B7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547721702251605042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP13fr9urDI/AAAAAAAAGQY/08J9jxHA3r8/s400/Imagem%2B7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aníbal Barca (247 a.C - 183 a.C.), um &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;perigosos e famosos inimigos de&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roma. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escultura de Sébastien Slodzt, 1704.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A fama de Aníbal aumentou mais ainda no ano seguinte, quando, após vencer inúmeras batalhas e causar incontáveis baixas aos inimigos, confrontou as legiões e as venceu. Sua atuação brilhante frente ao exército garantiu uma grande vitória, que representaria a derrota definitiva dos romanos na Segunda Guerra Púnica. Porém, ele não chegou a invadir Roma, permitindo que a cidade se reerguesse. De qualquer forma, tudo parecia caminhar para um pedido de trégua, já que Roma perdeu mais uma batalha, em Canas. Só que a situação começou a mudar em 212, quando o cônsul Marcelo tomou Siracusa após um longo cerco. Assim, os cartagineses foram expulsos da Campânia, e Cápua foi reocupada pelos romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa derrota, o poder de Aníbal foi enfraquecendo, o que o forçou a recuar. Então, o general Públio Cornélio Cipião, conhecido depois como Africano, foi escalado a comandar as legiões em uma nova incursão. Primeiro, ele derrotou os cartagineses na região da Espanha, antes de invadir a África. As lutas em solo cartaginês começaram em 204 a.C. e só terminaram após dois anos de combates, quando os romanos conseguiram derrotar Aníbal na famosa Batalha de Zamma - nem mesmo a infinidade de mercenários e os elefantes foram capazes de conter a virulência dos guerreiros europeus, causando a ruína quase completa de Cartago. A paz, no fim, foi concluída em 201 a.C., quando Cartago foi condenada a pagar altos impostos aos romanos, além de ser forçada a destruir todos os navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a cidade ainda não estava completamente arruinada e começou a se recuperar aos poucos: Cartago voltava a tornar-se um incômodo. Segundo Rostovtzeff , Roma desafiou os cartagineses a uma nova guerra antes mesmo que o inimigo se rearmasse. Os conflitos ocorreram entre 149 e 146 a.C. Para se proteger, os norte-africanos se refugiaram atrás das grandes muralhas. Nesses três anos, eles foram massacrados sem piedade pelas legiões comandadas por Cipião Emiliano, filho adotivo do já lendário Cipião Africano. Após a derrota, Cartago foi anexada e transformada em uma simples província. O solo da cidade foi amaldiçoado e coberto de sal grosso para impedir que nada nascesse novamente por ali. A vitória trouxe a hegemonia no Mediterrâneo e representou o início de uma era de crescimento econômico e territorial para Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOVAMENTE, A GÁLIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP14SOe3oDI/AAAAAAAAGQg/cbWQI7GIGWQ/s1600/Imagem%2B8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547722570510868530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 351px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP14SOe3oDI/AAAAAAAAGQg/cbWQI7GIGWQ/s400/Imagem%2B8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pintura representa a vitória de Julio César sobre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; os belgas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que, segundo &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os relatos do general romano, eram os mais ferozes entre os gauleses.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O saque de Roma por Brenno não representou apenas o surgimento do primeiro inimigo histórico dos romanos, mas também plantou um grande ódio pelo povo celta no coração dos cidadãos de Roma. Entre 58 e 51 a.C., o general Júlio César (100 - 44 a.C.), que anos depois se tornaria ditador, ocupou-se de conquistar os territórios gauleses obtendo uma grande vitória. Porém, isso custou muitos homens, já que, do outro lado, estava Vercingetórix, um gaulês determinado a subjugar Roma definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto começou quando o romano descobriu que os helvécios, tribo próxima dos gauleses, preparavam uma migração em massa para a Gália, atravessando Provença. Para impedir a ocupação, César foi obrigado a levar o estandarte das legiões por praticamente todo o território gaulês, em uma guerra sangrenta. Após inúmeras derrotas consecutivas, os celtas foram cercados na cidade de Avaricum, que resistiu à ocupação romana por 27 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fortificação, havia comida e suprimentos para agüentar a um cerco de meses, mas uma tempestade acobertou uma invasão de romanos, que saltaram as muralhas e assassinaram até mesmo mulheres, crianças e idosos. Apenas 800 pessoas sobreviveram onde antes moravam cerca de 40 mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o tempo que os romanos perderam na ocupação de Avaricum foi suficiente para o habilidoso Vercingetórix conseguir o apoio de diversas tribos bárbaras da região, agrupando-as em um único exército contra Roma. Essa força conjunta conseguiu repelir os romanos na Gergóvia e, em seguida, partiu para Alésia, onde o líder das tribos acreditava poder derrotar Roma com seus 80 mil gauleses. César, em pouco tempo, conseguiu construir inúmeras trincheiras e muralhas pelo caminho, para se defender de ataques de surpresa. Cerca de 55 mil legionários cercaram os inimigos. Júlio César, então, construiu novas barricadas, do lado oposto, para impedir a chegada de reforços - conta-se que Vercingetórix esperava a chegada de 300 mil gauleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, após uma grande seqüência de combates, a fome obrigou Vercingetórix a entregar as armas e pedir rendição - foi levado a Roma para ser exibido como troféu e acabou sendo decapitado anos mais tarde, quando César apresentou-se como ditador perpétuo ao povo. Enfim, o grande gaulês foi morto em um espetáculo público. Como os próprios romanos diziam, era a política do panis et circus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O TRIUNFO DOS BÁRBAROS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP15Ceea4hI/AAAAAAAAGQo/6hslexPRsis/s1600/Imagem%2B9.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547723399437672978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP15Ceea4hI/AAAAAAAAGQo/6hslexPRsis/s400/Imagem%2B9.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Armínio e sua amada, numa visão do&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;século XIX (Johannes Gehrts, 1884).&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem toda a história da antiga Roma foi coberta de grandes vitórias e glória. A cidade também passou por alguns momentos difíceis e, por pouco, não sucumbiu aos ataques de generais invasores, como os germânicos Armínio, o visigodo Alarico e o lendário líder dos hunos, Átila. Considerados bárbaros pelos romanos, esses guerreiros conseguiram causar estragos até mesmo na credibilidade das legiões.&lt;br /&gt;O primeiro deles a desafiar Roma foi Armínio. Porém, sua relação com a cidade começou de outra forma. No ano 8 a.C., os romanos conseguiram conquistar as tribos locais após uma longa e sangrenta guerra por expansão territorial e política.&lt;br /&gt;O pai de Armínio, Segimero, aceitou fechar uma aliança com Roma para encerrar as hostilidades. O acordo possibilitou que o então jovem germânico fosse levado à Itália para receber treinamento militar. Após algum tempo, ele ainda foi contemplado com a cidadania romana, o que permitiu que chegasse a ocupar o cargo de tribuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a situação mudou. Em 7 d.C., Armínio voltou à Germânia como um grande guerreiro e decidiu desertar. Ele abandonou os romanos, que cobravam altos tributos para castigar o povo local, e decidiu contra-atacar. O general se tornou um grande herói nacional ao comandar o exército na Batalha da Floresta de Teutoburgo, quando três legiões foram dizimadas no campo de combate. Após anos de guerra, Roma decidiu abandonar a região em 16 d.C. Contudo, a Germânia entrou em um longo período de instabilidade que gerou brigas internas. Armínio acabou assassinado no ano 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O IMPÉRIO DE JOELHOS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP15zWDEJ4I/AAAAAAAAGQw/ClLQIT9jG-w/s1600/Imagem%2B9.2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547724238989043586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP15zWDEJ4I/AAAAAAAAGQw/ClLQIT9jG-w/s400/Imagem%2B9.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo e com a crise do Império, inúmeras tribos bárbaras, como godos, ostrogodos e francos, começaram a incomodar Roma. Porém, foi um visigodo, Alarico, quem se destacou como o maior algoz no século IV d.C. De origem germânica, ele liderou tropas locais, as chamadas foederati, que lutavam sob ordens dos romanos em campanhas militares. Foi fiel a Teodósio até a morte do imperador em 395.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Império, então, foi dividido entre Arcádio (que ficou com a parte Oriental) e Honório (que passou a controlar o lado Ocidental). Porém, as mudanças enfureceram Alarico: ele pleiteava há anos a sua promoção a general de um exército regular e não teve o pedido atendido pelos novos imperadores, que o menosprezavam. Com isso, ele se rebelou - assim como Armínio fizera séculos antes - e se auto-proclamou rei dos visigodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se vingar dos antigos aliados, começou uma campanha na Grécia, em 395. Dois anos depois, atravessou o golfo de Corinto, no Peloponeso, invadiu o Épiro e tomou a Ilíria. Em seguida, deu início à guerra contra Roma, em duas incursões pela Península Itálica (entre 400 e 403, e 407 e 410). Durante o levante, subjugou os exércitos inimigos e saqueou Roma, em 410 - esse acontecimento é considerado um dos grandes marcos do início da queda do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP16cgJqzII/AAAAAAAAGQ4/1v8TFQi8U9Q/s1600/Imagem%2B9.3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547724946075733122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP16cgJqzII/AAAAAAAAGQ4/1v8TFQi8U9Q/s400/Imagem%2B9.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por diversos anos Átila (406 - 453) chantageou o indefeso&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Império Romano do Ocidente. O Huno recebia anualmente uma &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;enorme quantia em ouro, o que apenas fortalecia seu império&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;enfraquecia os latinos. Em 452 chegou até as portas de &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roma, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tendo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; recuado após seu encontro com o papa Leão I. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Surge então Átila, o huno, que ganhou dos católicos o simbólico apelido de Flagelo de Deus. Ele é considerado o último e mais poderoso rei dos hunos, que somou um território imenso, do Rio Danúbio ao Mar Báltico. Átila pilhou praticamente todas as grandes cidades bálcãs e, depois das conquistas, resolveu ampliar os domínios até Roma. A campanha do huno começou na metade do século V, quando invadiu o país e saqueou diversas províncias, em 452 d.C. O rei bárbaro chegou a se reunir com o papa Leão I, em uma tentativa de acordo: o monarca, no fim, foi convencido de que sua retirada era a melhor alternativa. Mesmo assim, os romanos já estavam muito enfraquecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal feito de Átila foi ter conseguido sitiar Constantinopla, a capital do Império no Oriente. Seu objetivo era forçar a cidade a retomar o pagamento de impostos, que não eram quitados desde a morte de Teodósio. Finalmente, em 476, Odoacro, um general germânico que lutava contratado pelos romanos, revolta-se e depõe o imperador-fantoche Romulo Augustulo. Considerando o título problemático e sem sentido, Odoacro recusa ser nomeado imperador, torna-se o primeiro rei da Itália e acaba com o capenga Império Romano do Ocidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conheça os antagonistas de Roma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Brenno: o saqueador de Roma (Gália)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe com certeza se Brenno realmente existiu. Para alguns historiadores, esse nome seria genérico e significaria 'general', na antiga língua celta. De qualquer forma, Roma conheceu seu primeiro algoz entre 390 e 387 AC, quando as legiões não foram capazes de segurar o avanço gaulês na Itália. Os exércitos romanos tombaram na Batalha de Allia, permitindo o avanço das tropas da Gália até o interior da cidade, que foi pilhada. Muitos cidadãos acabaram sendo assassinados por Brenno, que só desocupou Roma após o pagamento de 1000 libras de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Aníbal: batalha nas portas de Roma (Cartago)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Aníbal Barca assumiu o controle dos exércitos de Cartago em 221 AC, substituindo seu pai, Amilcar. No entanto, ele foi mais ousado e quase venceu os romanos na Segunda Guerra Púnica: cruzou os Alpes com 50 mil homens e 37 elefantes de batalha, causando inúmeras baixas nas legiões inimigas. Em 216, na Batalha de Canas, conta-se que Anibal tinha apenas 40 mil homens, mas com uma estratégia brilhante venceu 80 mil romanos - 45 mil deles acabaram sendo mortos no próprio local. Derrotado em Zamma por Cipião Africanus, em 202 AC, o cartaginês se refugiou na África, onde cometeu suicidou 19 anos mais tarde, para não ser capturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Viriato: a resistência da Lusitânia (Lusitânia)&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;Anos depois das Guerras Púnicas, Roma encampou uma guerra sangrenta para expandir seus territórios pela Península Ibérica. A idéia era conquistar posições na Lusitânia (onde atualmente fica a Espanha e Portugal) e, com isso, consolidar os domínios romanos Conheça os antagonistas de Roma em um ponto estratégico para evitar invasões africanas à Europa. Porém, os lusitanos contavam com um general determinado a barrar as legiões: Viriato. Entre 147 e 139 AC, ele liderou os exércitos locais em batalhas que culminaram em vitórias sobre Roma, tornando-se um herói lendário para seu povo. O estilo de luta dos nativos, mais afeitos a guerrilhas e emboscadas que a grandes batalhas de campo, era um obstáculo cotidiano para os generais de Roma, que só conseguiram se livrar de Viriato contratando um assassino, traidor dos lusitanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Pirro: o herdeiro de Alexandre (Épiro)&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;Quando Tarento decidiu se opor à expansão romana no Sul da Itália, Pirro, rei do Épiro e herdeiro de Alexandre da Macedônia, resolveu enviar tropas para ajudar os aliados e, com isso, dar início a seu próprio plano de unificar gregos sicilianos e italianos para edificar um grande império. O monarca desembarcou na cidade sitiada com 20 mil homens e 20 elefantes - além de conquistar apoio de outros 20 mil samnitas, lucânios e brúcios. Entre 280 e 279 AC, Pirro venceu Roma em duas grandes batalhas, mas mesmo assim não conseguiu se estabelecer na região. Em 275 AC, foi derrotado pelos generais inimigos e teve de abandonar a Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Espártaco: o escravo rebelde (Trácia)&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;Espártaco nasceu livre, na Trácia, mas tornou-se escravo após desertar do batalhão no qual servia. Seu destino mudou ao ser vendido a Lentulo Batiato, na Cápua, onde passou a ser treinado em uma escola de gladiadores. Em 73 AC, os gladiadores se rebelaram, tomando armas e armaduras para combater os romanos. Espártaco conduziu o bando para uma cratera no Vesúvio, que aos poucos foi recebendo reforços de escravos fugidos de várias regiões da Itália. A milícia derrotou vários comandantes de Roma, em dois anos de luta. Porém, Marco Licínio Crasso conseguiu derrotá-los em 71 AC, e ordenou que os sobreviventes fossem crucificados na Via Ápia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Vercingetórix: O último suspiro Gaulês( Gália)&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;Quando Júlio César foi incumbido de conquistar a Gália (58 a 51 AC), não imaginou que encontraria uma resistência tão maciça, com guerreiros tão determinados a expulsar os romanos da região. O principal líder das tribos celtas era Vercingetórix, que unificou os clãs e reuniu cerca de 80 mil homens em Alésia, para combater os legionários. Porém, o general romano construiu trincheiras em toda a região, cercando os inimigos e impedindo a chegada de reforços. Após muitas batalhas, César pôde finalmente ser proclamado "o pacificador" da Gália e descansar...até a Guerra Civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Armínio: o Libertador da Germânia (Germânia)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O germano Armínio foi levado a Roma em 8 AC, após sua tribo ser conquistada e seu pai, Segimero, ter aceito uma aliança com os conquistadores: com isso, o jovem recebeu treinamento militar, se tornou tribuno e foi agraciado com cidadania romana. No ano 7 depois de Cristo, ao voltar para sua terra natal, Armínio abandonou os romanos, que castigavam o povo com altos impostos, e comandou os germanos na grande Batalha da Floresta de Teutoburgo - três legiões foram massacradas. Após anos de conflitos, Roma decidiu abandonar a região em em 16 DC, deixando a Germânia imersa em guerras internas. Por fim, Armínio, o "Libertador da Germânia", foi assassinato em 21 DC, provavelmente pelo próprio sogro, Segestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Boudica: a vingadora celta (Bretanha)&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;Boudica se tornou rainha dos Icenis (uma tribo celta) no século I DC, após a morte de seu marido, um antigo aliado de Roma. Porém, após assumir o trono, ela descobriu que os romanos tinham outros planos: Nero queria consolidar seu poder na região. Roma anexou o território celta e capturou Boudica e suas filhas, que foram torturadas e estupradas: mas a rainha guerreira jurou vingança. Ela conduziu icenis e outros celtas em um grande levante contra as legiões, que fez o Império pensar na possibilidade de retirar as tropas da região. Mesmo após sua derrota, Boudica continuou sendo um símbolo de resistência para o povo. Sua fama conquistou a simpatia inclusive da rainha Victoria, no século XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Átila: o Flagelo de Deus &lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Uma característica sempre foi inerente aos hunos: a predisposição à guerra. Átila não foi diferente. Ele comandou um império que ia do Rio Danúbio ao Mar Báltico. Sua sagacidade fez com que fosse apelidado pelos católicos de "Flagelo de Deus". Após saquear boa parte das cidades balcânicas, Átila voltou sua atenção para a Itália. Em 452 DC, o huno invadiu o País e pilhou inúmeras regiões, o que assustou não só os romanos, mas o próprio papa Leão I. Durante o encontro entre o monarca e o sacerdote, Átila foi convencido a se retirar. Morreu no ano seguinte, sem antes conseguir empreender novo ataque a Constantinopla, que havia deixado de pagar impostos após a morte de Teodósio, em 450.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/12/inimigos-de-roma-1-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;--1ª Parte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Leituras da História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-2908897666776612220?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/2908897666776612220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=2908897666776612220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2908897666776612220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2908897666776612220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/12/inimigos-de-roma-2-parte.html' title='&lt;strong&gt;Inimigos de Roma&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP13fr9urDI/AAAAAAAAGQY/08J9jxHA3r8/s72-c/Imagem%2B7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-7638748868276881976</id><published>2010-11-09T09:12:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T05:53:29.275-08:00</updated><title type='text'>O Comércio no Império Romano</title><content type='html'>&lt;em&gt;Com o Império em expansão, se estendendo até o norte da Europa, Oriente Médio e nordeste da África, o comércio crescia a olhos vistos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmBdh7MHhI/AAAAAAAAGJI/TvjwK-EdsVc/s1600/Barco%2Btransportando%2Bbarris%2Bde%2Bvinho%252C%2Bfragmento%2Bde%2Buma%2Bl%25C3%25A1pide%2Bsepulcral%2Bde%2BNeumagen%252C%2Bs%25C3%25A9culo%2BIII%2Bd.C...jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537599561151553042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmBdh7MHhI/AAAAAAAAGJI/TvjwK-EdsVc/s400/Barco%2Btransportando%2Bbarris%2Bde%2Bvinho%252C%2Bfragmento%2Bde%2Buma%2Bl%25C3%25A1pide%2Bsepulcral%2Bde%2BNeumagen%252C%2Bs%25C3%25A9culo%2BIII%2Bd.C...jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barco transportando barris de vinho, fragmento de &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lápide sepulcral de Neumagen, século III d.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As prósperas regiões do Império&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas para melhorar o rendimento na agricultura – a irrigação, a drenagem e a recuperação de terras – garantiram um adequado fornecimento de mantimentos que fez aumentar rapidamente as populações urbanas. Nas secas terras do Mediterrâneo criaram-se reservas de água para a irrigação mediante a construção de grandes e sofisticados açudes. Por outro lado, nas áreas como as Fenlands, ao leste da Bretanha, ou na planície do Pó, as terras baixas pantanosas se recuperaram mediante extensas redes de canais de drenagem. O emprego de moinhos de água é conhecido desde a própria Roma, a Ágora ateniense, o Muro de Adriano no norte da Bretanha e pela notável bateria de moinhos em série de Barbegal, na Gália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura era principal fonte de riqueza do Império Romano, mas o comércio também foi importante. Os produtos agrícolas eram comercializados ao redor do Mediterrâneo, já que as grandes cidades dependiam dos alimentos que chegavam por via marítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roma, com uma população aproximada de um milhão de pessoas, era a cidade mais importante do império, tanto em termos políticos como econômicos, apesar de grande parte da riqueza ter fluído para o centro, as províncias também prosperaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bitínia, Ásia, Síria, Egito, África Proconsular, o sul da Espanha, Grécia, Itália e Gália Narbonense eram as regiões mais desenvolvidas. A maioria das províncias do império eram quase auto-suficientes em artigos de produção em série nos fins do século II d.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmDgjKijfI/AAAAAAAAGJQ/2Q6Svzecrsg/s1600/Principais%2Bexporta%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Bdas%2Bprov%25C3%25ADncias.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537601812047236594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmDgjKijfI/AAAAAAAAGJQ/2Q6Svzecrsg/s400/Principais%2Bexporta%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Bdas%2Bprov%25C3%25ADncias.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Ásia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A província da Ásia era uma das províncias mais prósperas e de maior desenvolvimento cultural do Império. O Império trouxe uma época de paz que permitiu o crescimento econômico de cidades como Éfeso, Pérgamo, Esmirna, Sardes e Mileto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belas cidades apareceram não apenas no sul e no oeste da península, mas também na região central. Em todas estas cidades havia obras monumentais tais como ágoras, ginásios, estádios, teatros, banhos e outras edificações, sendo muitas delas em mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas, também, foram pavimentadas com mármore e demarcadas com colunatas, dessa forma protegendo os cidadãos do Sol e da poeira no verão, e do frio e da lama no inverno. Havia água canalizada para as cidades via aquedutos a partir de fontes, assim como uma bem mantida rede de estradas de pedras interligando as cidades da península.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Hispânia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência romana Península Ibérica fez-se sentir em todos os setores. De uma economia rudimentar passou-se a uma economia agrícola com bom aproveitamento dos solos e das várias culturas, como o trigo, oliveira, fruta e vinha. Os romanos implementaram as trocas comerciais, fomentaram a circulação da moeda, trouxeram o arado de madeira, as forjas, os lagares, os aquedutos, as estradas e as pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As povoações, até aí predominantemente nas montanhas, passaram a surgir nos vales ou planícies, habitando casas de tijolo cobertas com telha. Como exemplo de cidades que surgiram com os Romanos, temos Braga (Bracara Augusta), Beja (Pax Julia), Santiago do Cacém (Miróbriga), Conímbriga e Chaves (Aquae Flaviae).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indústria desenvolveu-se, sobretudo a olaria, as minas, a tecelagem, as pedreiras, o que ajudou a desenvolver também o comércio, surgindo feiras e mercados, com a circulação da moeda e apoiado numa extensa rede viária que ligava os principais centros de todo o Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bretanha&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande riqueza mineral da Bretanha foi um dos principais motivos para a conquista romana. Havia imensas quantidades de ferro e estanho, que foram de enorme importância para os romanos. Ouro e prata também estavam disponíveis, o que foi extremamente necessária para completar as minas quase esgotados na Hispânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geograficamente, nas planícies britânicas, tanto as cidades como as fazendas, eram bem integradas à economia mercantil.Londres e as outras antigas cidades da Bretanha desenvolveram-se e prosperaram durante os dois primeiros séculos de administração romana. Eram exportados ouro, prata, ferro, estanho, grãos, carne e lã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o Limes foi fortificado na Bretanha, sob os imperadores Adriano (117-138 d.C.) e Antonio Pio (138 - 161 d. C.), surgiu ao sul da muralha fronteiriça um espaço de próspera atividade econômica. Investidores extraiam chumbo, prata, ferro e sal. Cidades eram fundadas, ruas pavimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Macedônia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia foi fortemente estimulado pela construção da via Egnatia, a instalação de mercadores romanos nas cidades, e a fundação de colônias romanas. Com vastas e ricas pastagens aráveis, as famílias dominantes adquiriram enormes fortunas com o trabalho escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhoria das condições de vida das classes produtivas acarretou um aumento no número de artesãos na província. Pedreiros, mineiros, ferreiros eram empregados em todo tipo de atividades comerciais e artesanais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia de exportação foi baseada essencialmente na agricultura e pecuária, enquanto que o ferro, cobre e ouro, juntamente com produtos como madeira, resina, breu, linho, cânhamo e peixes também foram exportados. Portos como Dion, Pela, Tessalônica e Kassandreia prosperaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Síria&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o domínio romano, a Síria prosperou. Grãos, frutas, pano, vidro, lã, linho, têxteis, cerâmica, madeira e resina foram exportados em abundância. Corantes também, especialmente o corante roxo extraído de moluscos na costa síria foram de particular importância. Os portos e as rotas de comércio com o Extremo Oriente tiveram grande importância econômica para a Síria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades como Antioquia, Alepo, Palmira, Damasco e Jerash ficaram ricas com o comércio de sedas, madeira de cedro, perfumes, jóias, vinhos, especiarias e outras mercadorias. Cresceram a ponto de tornarem-se os principais centros comercias da Síria Romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Egito&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Egito era uma província cheia de prestígio, fácil de defender e fornecia o trigo necessário a Roma. As principais plantações eram de trigo, uvas para fazer vinho em quantidades enormes, especialmente no final do período romano. Os imperadores ainda tinham o monopólio sobre as minas, as salinas e a produção de papiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a descoberta dos ventos monções do Oceano Índico, Alexandria passou ser o centro do comércio entre Oriente e Ocidente e a segunda cidade mais importante do Império Romano. Alexandria era um grande armazém, recebia e exportava os produtos do Egito e os materiais exóticos da Índia e do Oriente, trazidos nas épocas das monções aos portos do Mar Vermelho e transportados para o Nilo por todo o deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;África Proconsular&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na África Proconsular, o cultivo da terra tornou-se uma tarefa altamente lucrativa. No primeiro século, a terra fértil a sul de Cartago produziu enormes quantidades de trigo. No segundo século, as culturas foram estendidas mais para sul, com os olivais a tornarem-se uma nova fonte de lucro. Pomares e vinhas também se tornaram uma marca deste tempo. A pecuária também teve um papel econômico muito importante. Gado ovino e bovino, cabras e cavalos, todos traziam grandes lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de estradas revelou-se inestimável para o sucesso da indústria agrícola. Do ponto de vista do consumo local, permitia que os produtos fossem levados com facilidade para os mercados das cidades. Do ponto de vista do império, permitia que uma importante indústria de exportação funcionasse. Em portos famosos como o da Cartago romana, os navios partiam para Roma carregados com trigo, garum, cerâmica e mármore dourado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Germânia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colônia, às margens do Reno, rapidamente evoluiu para um dos mais importantes centros de comércio romano ao norte do Alpes. Ainda hoje vemos muitos traços desta época: partes ainda existentes da muralha romana, cinco dos outrora 12 portões, parte do aqueduto, e o famoso mosaico de Dionísio, exposto no Museu Romano-Germânico. Até hoje o mapa da cidade de Colônia espelha a rede de ruas e avenidas da época romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos campos eram cultivados tipos de cereais mais rentáveis, introduzidas raças de gado e cavalo maiores. A viticultura se estendia pelas regiões do Reno, Mosel e Neckar. Todos os tipos de frutos que conhecemos hoje, como cerejas ou peras, eram colhidos; e da mesma forma o aspargo, o salsão e a acelga, os castanheiros e nogueiras. Até o final do domínio dos romanos, o número de plantas comestíveis no sul da Germânia duplicou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Itália&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália, era cultivado milho, trigo, cevada, azeitona e uva. No centro da Itália eram fabricados utensílios domésticos que serviam para equipar o Exército romano na Gália e na Germânia e sendo negociados fora dos limites do império, na Bretanha e no norte da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmFZ73FRlI/AAAAAAAAGJY/rl9boyzXfaU/s1600/Cer%25C3%25A1mica%2Bde%2BArezzo%252C.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537603897440683602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmFZ73FRlI/AAAAAAAAGJY/rl9boyzXfaU/s400/Cer%25C3%25A1mica%2Bde%2BArezzo%252C.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cerâmica fabricada em Arezzo, Itália.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No fim do século I a.C. e no início do I d.C., o comércio de cerâmica, cujo principal centro de produção era Arezzo, na Itália, abastecia o mercado romano, bem como as províncias ocidentais, as do norte e o sudeste do império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Judéia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a sua posição estratégica, a Judéia era uma região de passagem. Por ela circulavam soldados, comerciantes, mensageiros, diplomatas, etc. Esta região possuía importantes centros urbanos, como Cesaréia Marítima, Gaza e Jerusalém, que concentravam pessoas e atividades econômicas. Como em outras áreas do Império, nesta região existiam vias e portos, que facilitavam as comunicações e transporte de mercadorias e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio, tanto interno quanto externo, também era praticado. O comércio interno, pouco conhecido, consistia-se nas trocas locais e, sobretudo, visava o abastecimento das grandes cidades. Quanto ao externo, importava-se produtos de luxo, consumidos pelas elites e pelo Templo. Por outro lado, exportavam-se alimentos – frutas, óleo, vinho, peixes – e manufaturas, como perfumes, além do betume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Acaia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos tinham um complexo sistema bastante de indústria e comércio no local durante a maior parte da sua civilização. Muitas matérias-primas como chumbo, cobre e ferro, estavam disponíveis na Acaia. Dos itens agrícolas, as importações mais importantes incluíam azeitonas, azeite, vinho e mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente qualquer item de luxo doméstico foi produzido na Acaia. Preciosos óleos, pós, perfumes, cosméticos, roupas, cerâmicas, tintas, móveis e muitos outros produtos foram fabricados em fábricas e oficinas gregas. Esculturas e outras obras de arte também foram exportadas para o mundo romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Gália&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o Império, a Gália desfrutou de uma prosperidade efetiva. Nos séculos I e II d.C., a Gália prosperou através da exportação de carne, cereais, vinho, prata, vidro e cerâmica. Cidades como Arles, Narbonne e Trèves (Trier) tiveram um grande crescimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cereais eram cultivados nas planícies da bacia parisiense e da Bélgica. Também eram cultivados cânhamo e linho para a produção dos célebres panos gauleses. A estes recursos tradicionais, os Romanos acrescentam a cultura da vinha, que se implantou nas regiões setentrionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Arábia Pétrea&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o domínio romano, a Arábia Pétrea prosperou. Bens de todas as variedades, como incenso, especiarias e tecidos passavam por cidades como Petra e Bostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista romana da Arábia foi uma vitória importante tanto comercial como militar. Os romanos tinham o controle completo de todas as rotas de comércio acessíveis e importantes do Mediterrâneo. Outro benefício da adição da Arábia foi que os romanos garantiram o flanco sul das províncias da Síria e da Judéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Dácia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na província da Dácia as principais atividades eram agricultura, apicultura, vinicultura, criação de gado e trabalho em metal. Os Dácios criavam grandes rebanhos de gado e de ovinos e eram conhecidos pela apicultura. Cavalos Dácios foram muito respeitados e procurados para uso militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos tinham o controle sobre as minas minas de ouro e prata da Transilvânia. A província mantinha também um considerável mercado externo, como é visto pelas várias moedas estrangeiras encontradas no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Panônia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto nos distritos montanhosos, o país foi bastante produtivo. Seus principais produtos agrícolas foram aveia e cevada. Videiras e oliveiras foram pouco cultivadas. A madeira foi uma de suas mais importantes exportações. Mineração de ferro e prata também foi predominante. A província também era famosa por sua raça de cães de caça popular na caça de javalis e bisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bitínia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A província da Bitínia, estava situada em uma planície fértil. Em seus vales eram colhidos grãos em abundância. Um fluxo constante de mercadorias passava pelos seus excelentes portos. Suas principais cidades foram Nicomédia, Nicéia e Prusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Ilíria&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua posição no Mar Adriático e sua proximidade com a Itália fizeram dela um importante elo comercial entre a Europa ocidental e oriental. Ouro, prata, ferro e peles de animais eram exportados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Moesia&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse Romano na Moesia foi motivado pelas ricas minas e os férteis campos. A Moesia também serviu como o mais importante tampão entre as províncias gregas e vários potenciais invasores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A importância do comércio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio marítimo teve grande importância no mundo romano. A economia do Império teve como base uma única moeda corrente, a cobrança de baixas tarifas alfandegárias e uma rede de estradas e portos protegidos. Tudo isso para facilitar as trocas comerciais entre as várias regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmHD8Az6KI/AAAAAAAAGJg/38hBKxxYw6A/s1600/Roman_ships.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537605718547622050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmHD8Az6KI/AAAAAAAAGJg/38hBKxxYw6A/s400/Roman_ships.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmIKXc6GnI/AAAAAAAAGJo/vQk3nhnJqlQ/s1600/navio-romano-reconstrucao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537606928504068722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmIKXc6GnI/AAAAAAAAGJo/vQk3nhnJqlQ/s400/navio-romano-reconstrucao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação de navios mercantes e militares; A viagem por mar&lt;br /&gt;permitia o transporte de produtos de forma fácil e com baixo custo.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Império era um lugar seguro para se viver e para comercializar. Isso encorajou as pessoas a viajar e a comercializar dentro e fora do Império. O desenvolvimento do comércio estimulou a construção naval. Os romanos adotaram modelos já existentes de navios mercantes, adaptados para grandes volumes de carga e movidos por farto velame, acrescidos de vela de proa. Landström descreve tais embarcações como grandes e redondas, com a roda de proa saliente e castelo de popa alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os navios de guerra, os romanos adotaram os ensinamentos gregos, prevalecendo as trirremes. Embora exista grande número de representações, são muitos os detalhes que permanecem controversos. Esses navios parecem pesados e fortes, dotados de torre na popa, mastro central e vela de proa. Possuíam rijo esporão na proa e apresentavam a popa alta, decorada em curva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do comércio realizou-se uma importante ponte cultural entre o Império Romano e outras civilizações espalhadas pelo mundo. Os romanos possuíam diversas manufaturas cuja produção estava fortemente vinculada aos mercados estrangeiros, tanto dentro como fora dos limites imperiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidro e perfumes feitos na Síria e no Egito, eram vendidos, no Oriente Próximo, para mercadores gregos, latinos, indianos, partos e até chineses, ocasionalmente. Estes produtos eram levados para todas as províncias do império, onde eram utilizados pelas elites locais como símbolos de ostentação, prestígio e civilização. Esta prática social, encontrada também na China, na Índia e na Pártia, dava ensejo a importação dessas mercadorias de luxo, que atingiam preços excelentes fora do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este teria sido um dos motivos que levou Roma a construir toda uma política de segurança forte nas províncias orientais. Envolvidos em freqüentes conflitos com os partos, seus perigosos adversários políticos, comerciais e militares, as legiões romanas tentavam garantir a posse de inúmeros nós comerciais onde transitavam os produtos estrangeiros, e sobre os quais os Estados podiam fazer suas lucrativas tributações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hispânia, Bretanha e Panônia importavam cerâmica fina; os portos fronteiriços do norte também necessitavam de vinho, óleo e com freqüência vidro. A Acaia recebia metais e sorgo; Egito, vinho, mel, betume, metal e cavalos; Ilíria, jóias e bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roma, centro do império, consumia cereais importados da Sicília e da África, vinho da Gália e azeite de oliva proveniente em especial da região correspondente à Espanha e ao Egito. Os mármores coloridos, utilizados nas principais construções e em esculturas da capital e de outras cidades, vinham da Ásia e do norte da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo alimentos, como azeitonas, figos, nozes e cerejas, eram levados à capital, chegando a influenciar a culinária romana. Temperos simples como o vinagre e o azeite deram lugar, a partir do século 1 d.C., ao famoso garum, um molho à base de peixe e ervas usado para temperar tudo, de vegetais a carnes. Os centros de produção de garum na Espanha e em Pompéia abasteciam Roma regularmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os primeiros séculos d.C., o comércio entre o Império Romano e a Índia era promissor. Os romanos ricos desenvolveram o gosto pelas especiarias da Índia como a pimenta, os tecidos indianos, bem como pelos instrumentos musicais, formas de vestir, etc. Também havia o gosto por animais exóticos e vivos como o pavão, tigres, elefantes, leões, além de papagaios e animais de estimação. Roma costumava pagar muito bem em ouro por estas “especiarias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro século d.C., os romanos estavam queimando 2.800 toneladas de incenso e 550 toneladas de mirra (essas duas ervas eram mais caras do que o ouro) por ano. Como resultado, o Imperador Augusto quintuplicou o número de navios comerciais que navegavam entre o Egito e a Índia, de vinte para cem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rotas e entrepostos comerciais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmKUAn4G5I/AAAAAAAAGJw/FA3gfcvO1A8/s1600/Principais%2Brotas%2Bde%2Bcom%25C3%25A9rcio%2Bromano%252C%2Binterna%2Be%2Bexterna%2Bem%2B180AD.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537609293198007186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmKUAn4G5I/AAAAAAAAGJw/FA3gfcvO1A8/s400/Principais%2Brotas%2Bde%2Bcom%25C3%25A9rcio%2Bromano%252C%2Binterna%2Be%2Bexterna%2Bem%2B180AD.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Principais rotas de comércio romano por volta de 180 d.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Distintamente de outras civilizações mediterrânicas que fundaram o seu desenvolvimento comercial quase unicamente a partir dos seus portos, os romanos utilizaram a sua rede de estradas em paralelo com a sua frota comercial. Isto favoreceu os intercâmbios no interior continental, provocando uma expansão mercantil fulgurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unificação política crescente dos países mediterrâneos, conduzida pelo Império Romano, deu origem à deslocação de algumas rotas marítimas e a utilização de novos portos. A consolidação da marinha romana sob Augusto praticamente eliminou a ameaça de pirataria. Regiões inteiras especializaram-se e comerciaram entre si. Inúmeras rotas marítimas permitiram que produtos de forma barata e fácil fossem transportados e comercializados ao redor do Mediterrâneo. Viagens como de Alexandria a Puteoli duravam entre 15 a 20 dias; De Gaza a Bizâncio entre 10 a 12 dias; De Cartago a Ostia entre 3 a 6 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de estradas, que partia de Roma, o sistema monetário único, a língua e o sistema legal comum para todo o império garantiam o intercâmbio de bens e de pessoas, tanto por terra quanto por mar, para qualquer lugar, formando uma vasta região quase auto-suficiente e sem obstáculos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio internacional ligou, através de rotas comerciais por via terrestre e por via marítima, a Índia a Roma, desenvolvendo-se intensas transações entre as duas regiões. Logo após os Romanos conquistarem o Egito Antigo em 31 a.C., o comércio e a comunicação regular entre a Índia, o Sudeste Asiático, o Sri Lanka, a China, o Médio Oriente, a África e a Europa, florescem a um nível nunca visto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotas terrestres e marítimas tornam-se rigorosamente conectadas, e começam-se a difundir pelos três continentes novos produtos, tecnologias e idéias. O comércio e a comunicação intercontinental tornam-se regulares, organizados e protegidos pelos "Grandes Poderes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rota da Seda era uma série de rotas interconectadas através do Sul da Ásia, usadas no comércio da seda e de outras mercadorias entre o Oriente e a Europa. A rota da seda continental dividia-se em rotas do norte e do sul, devido à presença de centros comerciais no norte e no sul da China. A Rota da Seda norte atravessava o Leste Europeu, a península da Criméia, o Mar Negro, o Mar de Mármara, chegando aos Bálcãs e por fim, a Itália; a rota sul percorria o Turcomenistão, a Mesopotâmia e a Anatólia. Chegando a este ponto, dividia-se em rotas que levavam à Síria ou ao Egito e ao Norte da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rota da seda marítima foi aberta entre Jiaozhi (controlada pelos chineses, localizada no Vietnã moderno, próximo a Hanói) e os territórios nabateus na costa noroeste do Mar Vermelho. Provavelmente inaugurada no século I d.C., estendia-se pelo litoral da Índia e Sri Lanka e pelos portos controlados por Roma, entre eles os principais portos egípcios. Os mercadores transportavam pela rota da seda continental ou pela marítima, produtos com ouro, prata, seda, cobre, ferro, chumbo, bronze, escravos, tartarugas, cavalos, ursos, conchas, marfim, âmbar, vidro e jade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rota do Incenso originalmente ligava Shabwah em Hadramaut, o reino oriental no Sul da Arábia a Gaza. As rotas de caravanas de camelos através dos desertos da Arábia e os portos ao longo da costa do sul da Arábia faziam parte de uma vasta rede de comércio que abrangia a maior parte do mundo então conhecido por geógrafos greco-romanos como Arábia Feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incenso e mirra, altamente valorizados na Antiguidade como perfumes, só poderiam ser obtidos a partir de árvores plantadas no sul da Arábia, Etiópia e Somália. Os mercadores árabes transportavam para os mercados romanos não só incenso e mirra, mas também especiarias, ouro, marfim, pérolas, pedras preciosas e tecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do século I d.C., as relações cordiais entre o Reino de Meroe na Núbia e os governantes romanos do Egito contribuíram para a expansão do comércio romano, através do Mar Vermelho e no Oceano Índico. O comércio de Meroe tornou-se intimamente ligado à riqueza do Egito romano. Por meio de rotas, pelo Nilo ou ao longo do Mar Vermelho, produtos eram comercializados entre a Núbia e o Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio transahariano viveu seu primeiro auge no século I a. C. com a ascensão do Império Romano. Pelo Saara fluíam mercadorias como ouro, escravos, marfil e animais exóticos em intercâmbio com bens de luxo de Roma. A maior utilização do camelo tinha uma importância crucial para o comércio no norte da África a partir do século I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmL4GFVPwI/AAAAAAAAGJ4/NtEX8AvbZhQ/s1600/%25C3%2582mbar%2BB%25C3%25A1ltico..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537611012650647298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmL4GFVPwI/AAAAAAAAGJ4/NtEX8AvbZhQ/s400/%25C3%2582mbar%2BB%25C3%25A1ltico..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Âmbar Báltico.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A antiga Rota do Âmbar ligava o Mar do Norte e o Mar Báltico à Itália, Grécia, o Mar Negro e o Egito antes mesmo do nascimento de Jesus e durante um grande período após isto. Um componente vital aos objetos ornamentais, o âmbar era transportado por esta rota. Os principais trechos fluviais eram feitos pelo Vístula e Dniepre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a expansão do Império Romano até o Danúbio, provavelmente já no início do século I sob os governos de César Augusto e Tibério, a Rota do Âmbar tornou-se uma estrada romana dentro da área pertencente ao Império. O trecho romano da Rota do Âmbar pode ser encontrado nos registros da Tabula Peutingeriana (um mapa que mostra a rede de estradas do Império Romano datado do século IV). A estrada oferecia maior segurança, no período de inverno, ligando Carnuntum, no Danúbio, a Aquileia, na Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram detectados vestígios das vias de troca das regiões do Elba ao Mediterrâneo, pelo vale do Remo, pela Mosela e pelo corredor roaniano, ou pelo Vistula e o mar Negro. Barcos germânicos subiam esses rios para adquirir os bens romanos. Trocava-se, âmbar, peles, madeira e escravos por metais preciosos, vinhos, tecidos e objetos de caldeiro ou jóias, fabricados sobretudo nas cidades do Império. Os romanos também tinham negócios com os sármatas no Danúbio e no Tisza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Declínio do comércio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, o número de escravos declinou ao longo do Alto Império, chegando, no século 3, a uma situação de escassez definitiva. E o primeiro efeito da crise do escravismo foi a crise econômica, gerando alta de preços, escassez e desabastecimento das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise econômica abalou as estruturas de produção, devido ao aumento contínuo das taxas de impostos administrativos, altas despesas burguesas em habitação nos centros urbanos, desvalorização da moeda, deterioração das condições de vida das classes inferiores pelo difícil acesso a folles de bronze, encarecimento dos produtos e substituição do pagamento em dinheiro por produtos, o que ocasionou a decadência do comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um aumento sistemático das importações de produtos agrícolas. Isso significava um aumento da saída de moedas do Império, agravado pelo fato de as minas de metais preciosos estarem esgotadas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O somatório desses elementos assim como a insegurança crescente das rotas e o do advento do colonato geraram uma grave crise financeira que, por sua vez, provocou o declínio do comércio e de toda a atividade urbana. Enquanto o comércio durou, desempenhou um grande papel histórico e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Revista Geo / Só História / Blog Marius / Revista Aventuras na História / Algarvivo.com / Museu Nacional do Mar / Adlocutio / www.ufrgs.br / Wysinger / Centro Cultural Banco do Brasil / How Stuff Works / Wikipédia / www.unicamp.br / Uol Educação / Blog Rotas do Mundo Antigo / www.unrv.com / Deutschland 2006 / Portal São Francisco / www.eumed.net / Wikilingue / Revista Morashá / Monografias.com / www.ifcs.ufrj.br / Artigos Netsaber / www.transoxiana.org / Portal Turquia / Infopédia / IGS Brasil&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-7638748868276881976?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/7638748868276881976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=7638748868276881976' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7638748868276881976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7638748868276881976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/11/o-comercio-no-imperio-romano.html' title='&lt;strong&gt;O Comércio no Império Romano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNmBdh7MHhI/AAAAAAAAGJI/TvjwK-EdsVc/s72-c/Barco%2Btransportando%2Bbarris%2Bde%2Bvinho%252C%2Bfragmento%2Bde%2Buma%2Bl%25C3%25A1pide%2Bsepulcral%2Bde%2BNeumagen%252C%2Bs%25C3%25A9culo%2BIII%2Bd.C...jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-3603076767472170889</id><published>2010-10-19T12:01:00.001-07:00</published><updated>2010-11-09T10:13:44.941-08:00</updated><title type='text'>Relações entre Romanos e Bretões</title><content type='html'>&lt;em&gt;O objetivo deste artigo é refletir sobre as relações sociais, econômicas e culturais empreendidas entre os romanos e os bretões, nas fronteiras da Bretanha. Esta reflexão terá como&lt;br /&gt; base as obras “Vida de Agrícola” de Tácito e “Comentários&lt;br /&gt; sobre a Guerra da Gália” de Júlio César.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TL3sz6eH_pI/AAAAAAAAGHQ/l-70lWB86tk/s1600/Est%C3%A1tua+de+Agr%C3%ADcola.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529836294093930130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TL3sz6eH_pI/AAAAAAAAGHQ/l-70lWB86tk/s400/Est%C3%A1tua+de+Agr%C3%ADcola.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estátua de Agrícola em Bath, Inglaterra. Agrícola foi&lt;br /&gt;responsável por boa parte da conquista da Bretanha.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No período republicano, a Cidade-Estado de Roma travou inúmeras batalhas, tentando manter sua hegemonia na região do Lácio e procurando expandir seus domínios políticos e econômicos para outras regiões banhadas pelo Mediterrâneo. Ao longo de séculos, os romanos foram construindo o seu Império. Segundo Norma Musco Mendes, Roma foi levada, inicialmente, à conquista por necessidades vitais, entre elas destacando-se as questões da defesa nacional, da necessidade de obtenção de terras, e da manutenção de pontos comerciais e estratégicos importantes; e os interesses da aristocracia pelos recursos provinciais. Havia também mecanismos ideológicos importantes, tais como o patriotismo e a necessidade de glória militar, indispensáveis para a obtenção da dignidade e da autoridade (Mendes, 1988: 42), e para a ascensão no cursus honorum, no caso dos magistrados republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para Paul Veyne, Roma encarnava uma forma arcaica, não de imperialismo, mas de isolacionismo. Para este autor, Roma negava a pluralidade das nações e comportava-se como se fosse o único Estado na plena acepção da palavra. Os romanos não procuraram uma semi-segurança, comum no dia-a-dia, em equilíbrio com outras cidades,  mas sim tentaram implementar uma tranqüilidade total e absoluta, fazendo por encontrar de uma vez para sempre a segurança definitiva. Tamanha ambição levou-os a conquistar todo o horizonte humano, até os seus limites conhecidos, até o mar e os bárbaros, para ficar enfim sozinha no mundo, quando tudo tiver sido conquistado. Para Veyne, o que Roma queria era conseguir para si uma segurança total e definitiva, deixando outros povos na total insegurança dos dominados (Veyne, 1989: 12-13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de polêmica, esta afirmação de Veyne é bastante interessante, pois inverte toda a concepção que se construiu a respeito das ações bélicas dos romanos. Ao invés de um povo fundamentalmente prático e bélico, Veyne os apresenta como um povo que procurou a segurança e a paz final mediante a realização de combates e  batalhas constantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Norberto Luiz Guarinello, ao se analisar o imperialismo romano, vários fatores devem ser destacados. Em primeiro lugar, deve-se atentar para a relação existente entre guerra e cidadania. A expansão teve sempre caráter coletivo e colocou em oposição cidadãos a não-cidadãos, a estrangeiros, a povos diversos e diferentes dos romanos (Guarinello, 1987:11). Em segundo lugar, havia as questões econômicas envolvidas no processo. Buscavam-se riquezas imediatas, com as pilhagens  e os saques, e as riquezas a longo prazo, com a tributação fixa e com a obtenção de territórios, proporcionando rendas estáveis à Cidade-Estado dominante (Gurinello, 1987:12).  Em terceiro lugar, havia as questões políticas, mediante o necessário aliciamento das aristocracias locais. Havia também aspectos religiosos importantes, pois as batalhas contra estrangeiros e inimigos eram sempre apresentadas como uma reparação de uma injustiça ou dano cometidos contra o povo romano, como a recuperação de algo perdido, e não como uma conquista ou saque, objetivando um ganho consciente e imotivado, construindo-se, assim, uma justificativa moral e um arcabouço ideológico para explicar as conquistas e seus conseqüentes ganhos materiais (Guarinello, 1987:39-44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, nesta fase republicana e de conquistas constantes, o povo romano foi entrando em contato com etnias muito diversas. Entre estes povos, ressaltamos o caso dos Bretões, ou seja, povos que habitavam a região que os romanos chamavam de Bretanha. Antonio da Silveira Mendonça, tradutor das obras de Júlio César para o português, prefere chamá-los de Britanos, ao invés de Bretões, visto que traduziu o nome do território ocupado por eles como Britânia e não como Bretanha, fazendo uma analogia com a tradução de Germânia/Germanos. Denominados de Bretões ou Britanos, são dos povos que ocupavam a região atualmente pertencente, em sua maior parte, à Inglaterra sobre os quais queremos falar neste trabalho.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conhecê-los um pouco melhor, devemos analisar as informações que os romanos, os conquistadores, nos forneceram sobre eles. Para tanto, utilizamos as obras “Vida de Agrícola” de Tácito e “Comentários sobre a Guerra da Gália” de Júlio César, nas quais aparecem referências aos Bretões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Vida de Agícola” foi composta por Tácito em 98 d.C. e trata-se de um misto de  elogio fúnebre, feito a Agrícola, emérito magistrado e sogro de Tácito, e de obra de História. Agrícola foi Cônsul e Governou a Bretanha sob o governo de Domiciano. Segundo Tácito, saiu-se tão bem neste governo que acabou gerando inveja no Imperador, que teria afastado-o dos negócios públicos e até mesmo levanta a suspeita de Agrícola ter sido envenenado (Tácito, 43). Este texto é considerado uma de suas obras menores, e já aparece em seu interior uma certa preocupação “etnográfica” em descrever usos e costumes de povos diversos dos romanos, preocupação esta que terá seu ápice na produção da “Germânia’. Ao divulgar a vida do sogro, Tácito se preocupa em descrever características dos povos com os quais Agrícola teria entrado em contato durante seu governo na Bretanha, e assim aparecem os Bretões na narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a obra de Júlio César é anterior a de Tácito. Foi escrita e divulgada em plena época das Guerras Civis em Roma, quando esta estava deixando de ser uma Cidade-Estado e passando a se constituir como um Estado-Império. No seu primeiro Consulado, em 59 a. C., César dominou a cena política. Contudo, para aumentar sua dignitas, era necessário alcançar a glória militar, mediante a realização de campanhas vitoriosas contra povos inimigos dos romanos. Nas batalhas, César poderia demonstrar toda a sua capacidade estratégica e toda a sua coragem e virilidade, isto é, toda a sua virtus.  E pela expressão prática da  virtude, ele poderia aumentar a sua fama ou existimatio (prestígio, honra), e assim conquistar mais autoridade e poder de comando (Yavetz, 1990: 241-256). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta maneira, ao término de seu primeiro consulado e a contragosto do Senado, que queria lhe atribuir o comando de uma província mais inexpressiva, coube-lhe a Gália e o Ilírico. Ao político César estava aberta a grande  temporada das armas, com o poder sobre um grande exército e onde poderia resplandecer a sua bravura (Mendonça, 1999:24). Nesta empreitada, a Gália foi submetida, tributos foram exigidos e populações inteiras foram escravizadas. Empolgado com a conquista da Gália, que ele mesmo descreveu em sua obra De Bello Gallico, César lança suas topas sobre a Germânia e sobre a Bretanha, levando os estandartes das legiões romanas a tremularem pela primeira vez nestas regiões. E também entrando em contato com as etnias que ocupavam os lugares invadidos.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Antonio da Silveira Mendonça, tanto o De Bello Gallico quanto o Bellum Civile se enquadram numa subclasse da historiografia romana chamada commentarius. Em latim, o termo, vinculado etimologicamente a mens, teve o sentido de livro de reflexões, caderno de apontamentos, lembrete, diário, texto escrito ao correr da pena, conciso e destituído de ornamento. Na historiografia latina passou a significar registro condensado e autobiográfico, destituído de preocupação estética, feito por políticos e generais para servir de assunto e matéria-prima a ser reescrita e elaborada artisticamente por historiadores (Mendonça, 1999: 27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, os Comentários sobre a Guerra da Gália, qualquer que tenha sido sua forma de veiculação – volante, relatório ao Senado, livro – foram de importância decisiva para a divulgação dos feitos de César na Gália, na Germânia e na Bretanha, para lograr, mesmo a contragosto do Senado, solenidades públicas de agradecimento aos deuses. Nesta narrativa, ainda, perpetuavam-se, visando a posteridade, os feitos e as virtudes de Júlio César, enquanto Governador da Gália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de distantes no tempo, as duas obras analisadas têm pontos em comum. Foram escritas para relatar ações de governadores à frente da Bretanha; narram várias características dos povos Bretões, no intuito de explicar os problemas e as vicissitudes enfrentadas pelos governadores; e para enfatizar as virtudes dos romanos, ressaltam as qualidades dos Bretões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos são mostrados como extremamente poderosos exatamente porque são capazes de dominar pela inteligência das táticas e pela força das armas inimigos também poderosos. Os Bretões, em ambas as narrativas, são descritos como uma etnia que se recusa a se render, além de serem apresentados como valorosos e corajosos combatentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta técnica retórica de se superestimar os povos com os quais se entrava em combate, visando fortalecer a imagem construída acerca dos próprios romanos, era bastante antiga, e remontava aos escritos das poleis gregas. Como comenta José Antonio Dabdab Trabulsi, na obra de Heródoto, intitulada “História”, já os bárbaros eram o espelho no qual ele via o mundo grego (Trabulsi, 2001:60). Os escritores romanos se utilizaram dos mesmos artifícios, isto é, construíram sua imagem a partir da imagem que construíam dos outros povos com os quais entravam em contato.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César entrou em contato com os primeiros Bretões ainda na Gália. Segundo ele, os Bretões dominavam técnicas marítimas e tinham, pelo mar, chegado ao território que pertence hoje à Bélgica e ao norte da França. Ali, infligiram a guerra aos povos autóctones, ganharam as batalhas e começaram a cultivar os campos (César, 12.1). Portanto, os Bretões foram identificados como povos imperialistas, como os romanos, visto que se preocuparam em expandir o seu território e em conquistar as riquezas alheias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou à Bretanha, César encontrou povos que, segundo seu relato, detinham hábitos não muito diferentes dos gauleses (César, 14.1):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A maioria dos interioranos não semeiam cereais, mas vivem de leite e carne, vestidos de peles. Todos os Bretões, porém, se pintam com um pastel que produz uma cor azul, e têm por isso aspecto bem horrível na guerra. São de cabelos compridos e corpo todo raspado, exceto a cabeça e o lábio superior. Cada dez ou doze têm, entre si, esposas comuns, principalmente irmãos com irmãos, pais com filhos. Os nascidos destes, se os houver, são tidos como filhos daqueles a quem foi cada virgem entregue primeiro” (César, 14.1-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, percebe-se como os Bretões se diferenciavam em seus costumes dos romanos. São vistos com estranheza, mas deviam ser estudados e conhecidos para serem vencidos com mais facilidade. Devia-se conhecer profundamente os hábitos dos inimigos para se poder superá-los. Eram estranhos aos olhos romanos, mas fortes, e por isso lutar contra eles, e vencê-los, era uma atitude que aumentava a dignidade e a fama dos contendores.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este estranhamento inicial também aparece na obra de Tácito. Segundo este, a Bretanha era uma província violenta (Tácito, 8), na qual os veteranos eram trucidados, as colônias incendiadas, os exércitos sofriam grandes perdas, e na qual os legionários tinham que lutar primeiro pela salvação e depois pela vitória (Tácito, 5). Para controlar uma situação tão delicada, o Senado teria que mandar um homem honrado e valoroso, que dependendo de sua conduta à frente desta província poderia voltar ainda mais honrado e prestigiado. Este foi, para Tácito, o caso de Agrícola. Ele fortaleceu seu caráter, aumentou sua dignidade e demonstrou suas virtudes nas batalhas contra os Bretões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Tácito, foi Agrícola o responsável por finalizar a conquista da Bretanha, iniciada por César (Tácito, 10). Conquista esta, que na realidade, nunca se efetivou por inteiro, tanto que no governo de Adriano, este imperador, para conter as hordas de Bretões não pacificados, se viu impelido a construir a sua famosa muralha na Bretanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos físicos, Tácito retratou os Bretões como possuidores de espessas cabeleiras e de grande altura. Eram homens de grande audácia no provocar os perigos e seriam mais bravos do que os gauleses, “como quem não foi ainda amolecido por uma longa paz” (Tácito, 11): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sua força está na infantaria; alguns grupos lutam de carro; o mais nobre guia, os dependentes, combatendo, o protegem. Em outros tempos, obedeciam a reis; agora se repartem por chefes, segundo as facções e preferências. E, ao defrontarmos povos tão valentes, nada nos é mais útil do que não tomarem decisões comuns” (Tácito, 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos colocavam, assim, em prática a antiga máxima do dividir para dominar. E era interessante conquistar a Bretanha, pois, apesar do clima ser áspero, o solo era bom para a agricultura e a pecuária e encontravam-se em seu território ouro e prata, além de outros metais (Tácito, 12). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de um bom governador para a província foi destacada ainda mais na obra, quando Tácito afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os Bretões obedecem sem dilação a recrutamentos, tributos e encargos impostos por nossa ordem, contanto que não haja injustiças; a estas dificilmente as toleram, já bastante dominados para que obedeçam, mas não ainda para que sirvam” (Tácito, 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Bretões estavam em contato com os romanos desde a chegada de Júlio César, portanto, desde o período republicano. Várias fortificações já tinham sido construídas e tropas lá se encontravam estacionadas. Colônias tinham sido fundadas e acampamentos erguidos. Veteranos estavam instalados com suas famílias. Porém, o equilíbrio destas trocas culturais, comerciais e políticas dependia da eqüidade e da justiça garantidas pelas ações dos governadores, os representantes de Roma na província. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns chefes Bretões foram obrigados a mandarem seus filhos para serem instruídos pelo próprio Agrícola nas artes liberais e na língua romana. Aprenderam a usar a toga e a freqüentarem os banhos e os festins. Nas palavras de Tácito, “passava por cultura o que na realidade era parte da servidão” (Tácito, 21). Também é perceptível que muitas vezes os romanos lançavam uma etnia contra a outra. Há a descrição de batalhas nas quais Germanos foram recrutados para lutarem contra os Bretões (Tácito, 28; Tácito, 36). E há relatos também de Bretões pacificados recrutados para lutarem contra grupos Bretões ainda não pacificados (Tácito, 29). Era uma maneira de enfraquecer os bárbaros, fazendo-os usarem suas potencialidades e energia bélicas em lutas entre si e de dividi-los ainda mais, para dominá-los mais facilmente, e também de salvaguardar a vida dos cidadãos romanos. Como enfatiza Tácito: “os defeitos dos inimigos trazem glórias para os nossos exércitos” (Tácito, 32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos se organizavam mais e melhor para enfrentarem um inimigo tão poderoso. Nas palavras de Tácito, “só a vista dos exércitos romanos já punha estupefactos os Bretões”(Tácito, 25).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos oito anos que passou na Bretanha, Agrícola escreveu várias cartas para Tácito. Foi de seu conteúdo que ele se serviu várias vezes para retratar os Bretões (Tácito, 39). Agrícola reclamava sempre que os Bretões conheciam as terras nas quais lutavam melhor do que os romanos, e que por isso venciam muitas batalhas (Tácito, 33). Ao final das contendas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os Bretões, dispersos, e misturando os lamentos de homens e mulheres, lavavam os feridos, chamavam os ilesos, abandonavam suas casas ou eles mesmos as incendiavam, raivosos, e escolhiam esconderijos que logo abandonavam. (...) Bem se sabia que sacrificavam suas mulheres e seus filhos se a perda era iminente, como que por piedade” (Tácito, 38).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Bretões eram tão valorosos, apesar de bárbaros, que preferiam a morte de seus parentes a vê-los se tornarem escravos dos romanos. Agrícola teria ressaltado, inclusive, que os exércitos romanos deveriam combater os inimigos externos, deixando as questões internas para os políticos, pois “nunca se deveriam imputar aos exércitos ou as demoras das guerras ou as causas das rebeliões” (Tácito, 34).        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem que Tácito construiu para o sogro é a do governador ideal, contrastando-a com a crueldade dos Bretões. Agrícola tinha chegado mesmo a diminuir o tamanho de sua própria casa na Bretanha, para controlá-la melhor. Evitava luxos para se concentrar nas questões de defesa do território. Não tratava de assuntos públicos por intermédio de libertos e escravos. Cercava-se de bons e valentes centuriões e soldados, que conseguiam sua atenção por seus atos e não por seus favores. Perdoava as pequenas faltas e era severo com as grandes falhas. À frente dos cargos administrativos, colocava os que não prevaricassem. Abrandava, pela eqüidade das obrigações, a cobrança de trigo e de tributos dos Bretões (Tácito, 19). E conseguia, deste modo, fortalecer a sua liderança frente às legiões estacionadas na Bretanha e acalmar os Bretões. Sua imagem de governador justo e clemente se adequava às suas ações, na visão de Tácito.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Por tudo isso, tinha despertado a ira e a inveja de Domiciano. Para Tácito, quem realmente mandava na Bretanha era Agrícola (Tácito, 39), e isto era inadmissível para um mau imperador, como Domiciano, que determinou que Agrícola deixasse seu governo na Bretanha e retornasse imediatamente a Roma. Como indica Tácito, “tantos foram os exércitos perdidos na Mésia, na Dácia, na Germânia e na Panônia (por Domiciano) (...) que corria de boca em boca o pedido de que tomasse Agrícola o comando” (Tácito, 41). No embate com os Bretões, Agrícola tinha mostrado o seu valor e aumentado a sua dignidade a ponto de incomodar o soberano. Os rumores tornavam Agrícola um elemento perigoso para a manutenção do poder de Domiciano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Agrícola, Tácito escreveu seu elogio fúnebre, enfatizando que Agrícola deveria ser venerado pela admiração e imitado sempre que possível (Tácito, 46), porque, ainda segundo Tácito, “as imagens, exatamente como a face humana, são fracas e mortais, porém a beleza de espírito é eterna e pode ser expressa não por alheia matéria ou arte, mas pela própria maneira de se proceder” (Tácito, 46).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ao descrever os costumes e as características particulares dos inimigos de Roma, como é o caso dos Bretões, os dois autores antigos, aqui rapidamente analisados, buscaram enfatizar as qualidades dos romanos. Quanto mais forte e cruel o inimigo, melhor precisariam ser aqueles que se propunham a derrotá-los. Os romanos tiveram que aprender na prática a lidar com etnias diferentes da sua, com povos cujos costumes se diferenciavam dos seus. E seus escritores usaram esta diferença para legitimarem as ações dos próprios romanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Ana Teresa Marques Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.unicamp.br/nee/arqueologia/arquivos/historia_militar/divers_etnica.html"&gt;www.unicamp.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/10/china-han-e-o-ocidente-1-parte.html"&gt;► Relações entre Romanos e Chineses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2008/03/romanos-e-partosatividades-blicas-na.html"&gt;► Relações entre Romanos e Partos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/09/germanos-e-romanos.html"&gt;► Relações entre Romanos e Germanos &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-3603076767472170889?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/3603076767472170889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=3603076767472170889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3603076767472170889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3603076767472170889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/10/relacoes-entre-romanos-e-bretoes.html' title='&lt;strong&gt;Relações entre Romanos e Bretões&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TL3sz6eH_pI/AAAAAAAAGHQ/l-70lWB86tk/s72-c/Est%C3%A1tua+de+Agr%C3%ADcola.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-3539117590715658604</id><published>2010-09-20T12:55:00.001-07:00</published><updated>2010-10-19T17:28:05.226-07:00</updated><title type='text'>Constantino e as transformações do Império Romano no século IV</title><content type='html'>&lt;em&gt;Uma descrição do mundo romano após a Tetrarquia. Analisaremos as questões políticas relativas ao mundo romano durante o período &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe9ja4vrbI/AAAAAAAAGBw/x0Hte1hAoC8/s1600/Est%C3%A1tua+de+Constantino+I+em+York,+Inglaterra..bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519088284576230834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 289px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe9ja4vrbI/AAAAAAAAGBw/x0Hte1hAoC8/s400/Est%C3%A1tua+de+Constantino+I+em+York,+Inglaterra..bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estátua de Constantino I em York, Inglaterra.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte de Galério em 311, quatro imperadores disputam o poder: Constantino, Maximino Daia, Maxêncio e Licínio. A guerra entre eles torna-se inevitável. Licínio e Maximino se enfrentavam no Oriente, enquanto Constantino e Maxêncio, no Ocidente. Em um primeiro momento, Licínio e Maximino fizeram um acordo. Em 313, Licínio casa-se com a meia-irmã de Constantino, Flávia Júlia Constantina, com quem teve um filho, Licínio II. Por razões políticas, volta-se contra Maximino Daia, derrotando-o no mesmo ano. Maximino foi condenado à morte. Desse modo, o Oriente voltou a ter um único senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a derrota e morte de Maxêncio em 312, na ponte Mílvia, uma nova aliança é estabelecida entre Constantino e Licínio. Após alguns enfrentamentos iniciais, firmaram a paz em Sérdica, no ano de 317. Durante esse período, ambos nomearam novos &lt;em&gt;césares&lt;/em&gt;, segundo as suas conveniências, membros da sua família, independentemente da idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Senado Romano, por causa do aumento dos impostos, pediu a Constantino que invadisse Roma, expulsando Maxêncio. Essa passagem foi ricamente descrita por Eusébio de Cesareia e Lactâncio. Na realidade, o exército de Constantino era bem inferior ao de Maxêncio, mas, como comandante militar, Constantino era superior ao rival. Napoleão Bonaparte, imperador francês, já dizia no século XIX: “é melhor um exército de coelhos comandados por um leão, do que um exército de leões comandados por um coelho”. Em 313, já como senhor do Ocidente, Constantino assina o Edito de Milão, com Licínio, senhor do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunidos em Milão, em 313, Constantino e Licínio assinam o Edito de Milão. Em resumo, o documento declarava que o Império Romano seria neutro em relação ao credo religioso, acabando oficialmente com toda perseguição sancionada oficialmente, especialmente ao Cristianismo. A aplicação do Edito fez devolver os lugares de culto e as propriedades que tinham sido confiscadas dos cristãos e vendidas em praça pública. O Edito deu ao Cristianismo (e a todas as outras religiões) o estatuto de legitimidade, comparável com o paganismo e, com efeito, desestabeleceu o paganismo como a religião oficial do Império Romano e dos seus exércitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de consolidar a totalidade do Império Romano sob o seu domínio, Licínio em breve armou seu exército contra Constantino I. Como parte do seu esforço de ganhar a lealdade dos seus soldados, Licínio dispensou o exército e o serviço civil da política de tolerância do Edito de Milão, permitindo-lhes a expulsão dos cristãos. Em resumo, Licínio torna-se um perseguidor. Depois de novos enfrentamentos, em 324, Constantino reunifica o império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantino, além de mandar executar Licínio, seu cunhado, e o filho dele, Licínio II, em 325, depois de prometer publicamente não fazê-lo (Eusébio de Cesareia cita em seus escritos que Licínio estava à frente de uma série de intrigas), meses depois mandou executar Crispo, seu filho mais velho (seu &lt;em&gt;César&lt;/em&gt; e vencedor de Licínio na batalha naval de Crisópolis, em 324), o que lhe permitiu o acesso ao Bósforo e às províncias orientais de Licínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As razões dessa execução ainda são um tanto obscuras. Alguns historiadores como Zósimo, no século V, e João Zonaras, no século XII, relatam um envolvimento amoroso entre a madrasta, Fausta (293-326), filha de Maximiano, também condenada à morte, por adultério, e Crispo (305-326).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras teorias acrescentam que Fausta estava com medo de que o filho do primeiro casamento fosse o sucessor de Constantino; e Crispo, filho de Constantino com Minervina (pouco sabemos dessa união), educado por Lactâncio, já havia demonstrado sua competência como militar e administrador sendo considerado como o neto favorito de Helena (mãe de Constantino). Influenciado pela mãe e atormentado após descobrir a inocência do filho (causa principal da condenação de Fausta), Constantino teria aceito o batismo, que segundo Eusébio de Cesareia, perdoaria seus pecados. O compositor italiano Donizetti, em 1831, escreveu a ópera Fausta, que narra boa parte dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o seu reinado, dedicou-se a reformar profundamente o Império. Modificou a composição do Senado, cujo conselho estava composto por 600 membros, aumentando para 2.000 magistrados. Outra inovação foi a reforma da prefeitura do pretório: os comandantes da guarda imperial se converteram em altos funcionários provinciais, dotados de amplos poderes civis, responsáveis por manter a ordem pública e as finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não retornar à antiga forma de governo de que seu pai fez parte, Constantino limitou-se, dois anos antes de sua morte, a dividir o governo dos territórios em cinco partes: três partes, as maiores, seriam entregues a seus três filhos; as outras duas, a três de seus sobrinhos. Ou seja: coube ao filho mais velho, Constantino II, a Bretanha, a Gália e a Espanha; Constâncio II ficou com a rica parte oriental do Império, que desde 333 governava como César em Antioquia; o mais jovem, Constante, ficou com a Itália, a África e a Panônia. Os primos Flávio Júlio, Dalmácio e Anibaliano ficaram, respectivamente, com os Bálcãs e a Ásia Menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe-vqDgcDI/AAAAAAAAGB4/PqEF8W2Ji3U/s1600/Cristograma+de+Constantino.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519089594317959218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe-vqDgcDI/AAAAAAAAGB4/PqEF8W2Ji3U/s320/Cristograma+de+Constantino.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cristograma de Constantino.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A ascensão de Constantino esteve ligada à transformação do Cristianismo. Os relatos de Eusébio de Cesareia, seu biógrafo, retratam o sonho de Constantino, à tarde, antes da batalha da ponte Mílvia. Ordenou pintar nos escudos de suas tropas o monograma cristão (☧). Assim venceu o usurpador Maxêncio. Essa passagem é citada por Lactâncio e Eusébio de Cesareia, este último a cita duas vezes: na &lt;em&gt;História Eclesiástica &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;De Vita Constantini&lt;/em&gt;. A tradição cristã diz que pouco antes de entrar em combate contra Maxêncio, o imperador “rezava e fazia frequentes súplicas”, segundo o seu amigo e biógrafo Eusébio de Cesareia, quando surgiu um sinal divino no céu: as iniciais da palavra Cristo em grego (&lt;em&gt;ΧΡ&lt;/em&gt;), acompanhada da inscrição &lt;em&gt;in hoc signus vinces&lt;/em&gt; (com esse sinal vencerás). Constantino teria mandado pintar o sinal nos escudos dos soldados, vencendo, assim, a batalha. Segundo o retórico cristão Lactâncio, contemporâneo de Eusébio de Cesareia, a visão de Constantino ocorreu durante o sono, pouco antes do combate. Lembramos, ainda, que Eusébio escreveu a sua obra em grego, e Lactâncio, em latim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo (☧), ΧΡ, as iniciais da palavra Cristo em grego, pode ser encontrado na bandeira do Estado do Vaticano, na estola dos bispos católicos e na sacristia das igrejas, entre outros lugares. A data do Natal, 25 de dezembro, foi oficializada por Constantino. Era o dia do culto ao Deus Sol, Apolo. Antes disso, o Natal era comemorado no dia 6 de janeiro (hoje dia de Reis). Na época, para popularizar a religião, trocavam as datas festivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantino tinha inicialmente uma religião solar, de tendência monoteísta, culto ao Sol ou &lt;em&gt;sol invictus&lt;/em&gt;. Ele se considerava inspirado por um Deus Único, mas mal definido, e mantinha as funções de &lt;em&gt;pontifex maximus&lt;/em&gt; (Sumo Pontífice, sacerdote do Colégio dos Pontífices, mais alto cargo religioso em Roma, desde o século VII a.C.) e mestre do paganismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador paulista Pedro Paulo Funari define essa suposta conversão de Constantino como um jogo político. Segundo o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o imperador Constantino concedeu aos cristãos, por meio do chamado Edito de Milão, em 313, liberdade de culto. Em seguida, esse mesmo imperador procurou tirar vantagem e interveio nas questões internas que dividiam os próprios cristãos e convocou um concílio, uma assembléia da qual participavam os principais padres cristãos. Nos Concílios foram discutidas as diretrizes básicas da doutrina cristã. Depois, Constantino cuidou pessoalmente para que as determinações do concílio fossem respeitadas, ou seja, passou a ter um controle muito maior dos cristãos e suas idéias. Antes de morrer, o imperador resolveu batizar-se também (FUNARI, 2002, p. 143).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo econômico, com o intuito de controlar a inflação, Constantino criou uma nova moeda de ouro, o &lt;em&gt;solidus&lt;/em&gt;, diminuindo o peso do &lt;em&gt;aureus&lt;/em&gt; (antiga moeda de ouro). Essa moeda teve a primeira cunhagem em 310 e conseguiu estabilizar rapidamente o sistema monetário. O &lt;em&gt;solidus&lt;/em&gt; circulava só entre a elite político-econômica, e não entre as classes mais baixas, que continuavam utilizando moedas de bronze, cobre ou prata, que eventualmente sofriam as devidas desvalorizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 324, é cunhado o &lt;em&gt;miliarense&lt;/em&gt;, moeda de prata que poderia chegar ao valor de 1/12 do &lt;em&gt;solidus aureus&lt;/em&gt;. Quanto à massa em circulação, era constituída por espécies de cobre e bronze, de peso variável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantino apoderou-se dos tesouros do antigo rival Licínio, mas dois anos mais tarde, a maior parte das casas monetárias, fundadas por Diocleciano, era fechada. Em 332, graças ao confisco dos bens dos templos pagãos, foi possível reabri-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na administração, ocorreram alterações significativas nas funções. O ministro do tesouro real, o &lt;em&gt;rationalis&lt;/em&gt;, cedeu lugar ao &lt;em&gt;conde das liberalidades sagradas&lt;/em&gt;; e o &lt;em&gt;procurator rei privatae&lt;/em&gt; passou a ser chamado &lt;em&gt;conde dos bens privados&lt;/em&gt;, na organização dos bens e da fortuna do príncipe para que revertessem as rendas do &lt;em&gt;ager publicus&lt;/em&gt;, dos domínios confiscados, das terras municipais e os recursos dos templos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a política constantiniana de grandes despesas não conseguiu deter a inflação. Um fato importante que gerava o aumento dos preços era a prática do fornecimento de pão, que a princípio era gratuito, passando, em seguida, a um preço reduzido, bem como as distribuições de azeite e de carne de porco, que aumentaram à medida que eram ampliadas as fronteiras imperiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Constantino em 337, teve início um período de lutas internas pelo poder. Os numerosos meios-irmãos e sobrinhos de Constantino foram assassinados por políticos poderosos. Constâncio II defendia uma sucessão dinástica ordenada, livre da disputa entre os diversos ramos da família. Essa idéia, assassinato dos membros da família, foi defendida por Helena (futura Santa Helena), mãe de Constantino, sendo provável que Constâncio II, o homem-forte do novo regime, tenha ordenado o massacre. Deixou vivos, por razões sucessórias (também como refém) os jovens primos Constâncio Galo e Juliano. Mais tarde, ambos assumiram a função de &lt;em&gt;César&lt;/em&gt;, primeiro Galo, depois Juliano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte de Constantino em 337, o massacre de seus familiares, a morte de Constantino II (317-340) e Constante (320-350), o Império retorna às mãos de um único senhor, Constâncio II (317-361), responsável pelo reinado mais longo do século IV, após a morte do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas administrativos e a questão sucessória levam Constâncio a nomear seu primo, Constâncio Galo como &lt;em&gt;César&lt;/em&gt;. As intrigas palacianas e a instabilidade de Galo levam-no a ser executado sob a acusação de traição. Seu irmão Juliano é chamado à presença de Constâncio em &lt;em&gt;Mediolanum&lt;/em&gt; (Milão). Em 355, foi nomeado &lt;em&gt;César&lt;/em&gt; da parte ocidental do Império e casou com a irmã do imperador. Nos anos seguintes, lutou contra as tribos germânicas que tentavam entrar em território do Império. Nesta luta, distinguiu-se como estrategista, administrador e legislador. Recuperou Colônia Agripina (Colônia, Alemanha) em 356, derrotando os alamanos (em Argentoratum, na Batalha de Estrasburgo, França / Alemanha) assegurando a fronteira do Reno por outros cinquenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 360, Constâncio lhe ordenou transferir suas tropas da Gália, comandadas por Juliano, para o exército do leste. Tanto Juliano quanto seus soldados não gostaram da atitude de Constâncio, o que provocou uma insurreição que fez com que as tropas da Gália proclamassem Juliano, &lt;em&gt;Augustus&lt;/em&gt; e novo imperador. Não houve uma luta propriamente dita entre Constâncio e Juliano. Constâncio II morreu de peste (peste bubônica, muito comum na época) quando se deslocava para a Gália. As próprias legiões de Constâncio reconheceram Juliano como único imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como profundo conhecedor da lei, Juliano elaborou um corpo legislativo e restabeleceu a posição dos senadores municipais e recuperou o estado lastimável em que se encontravam as cúrias. É bom lembrar que a aplicação de suas leis ocorreu em todo o território romano, ocidental e oriental. Influenciado pelos fundamentos aristotélicos sobre a lei, tentou associar essa teoria com a sua prática legislativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a luta contra os persas sassânidas, Juliano sofreu um ferimento mortal por uma flecha ou lança. Libânio, filósofo e amigo pessoal do imperador, escreveu que Juliano foi assassinado por um soldado cristão de seu próprio exército, embora essa acusação não fosse corroborada por Amiano Marcelino nem por nenhum outro historiador contemporâneo. Joviano, seu sucessor, governou apenas oito meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valentiniano e Teodósio: uma nova dinastia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valentiniano I (321-375), antigo comandante militar durante o governo de Juliano e Joviano, foi proclamado imperador pelo exército de Niceia. Instalou-se em &lt;em&gt;Mediolanum&lt;/em&gt; (Milão) e associou-se ao seu irmão Valente. Conseguiu expulsar os alamanos da Gália e estabeleceu a paz na Bretanha, sufocando uma série de revoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ocidente, Valentiniano I foi sucedido por seus filhos Graciano e Valentiniano II, que na ocasião estavam com 16 e 4 anos. Ambos foram controlados, reciprocamente, por seus conselheiros. Esses governos não foram suficientemente fortes, e o usurpador Magno Máximo assassinou Graciano em Lion (França) e instalou sua corte em Trèveres (Trier, Alemanha), esperando o reconhecimento de seu poder por parte de Teodósio, que governava o oriente desde 379.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJfB1m7nSCI/AAAAAAAAGCA/3nKv20pJnyc/s1600/Ef%C3%ADgie+de+Teod%C3%B3sio+I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519092995093645346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJfB1m7nSCI/AAAAAAAAGCA/3nKv20pJnyc/s320/Ef%C3%ADgie+de+Teod%C3%B3sio+I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Efígie de Teodósio I.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Teodósio I (346-395), filho de Flávio Teodósio, um general de Valentiniano I, condenado à morte por Valentiniano I, recebeu de Graciano a parte oriental do Império em janeiro de 379. Seus primeiros anos de governo estiveram ligados aos problemas com os invasores godos. Em 382, firmou um tratado com eles, por meio do qual poderiam se estabelecer em território romano, porém deveriam integrar-se ao exército como federados. Mais tarde, Teodósio assina um acordo com os persas sassânidas, poderoso império rival de Roma no século IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ano de 387, Máximo invade a Itália, destronando Valentiniano II, que consegue refúgio no Oriente com Teodósio. Em resposta, o Imperador do Oriente marchou contra Máximo em 388, vencendo o usurpador, que morreu em combate. Restabeleceu assim, Valentinano II como Imperador do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, Valentiniano aparece morto, supostamente por suicídio. Arbogasto, general franco, escolhe Flávio Eugênio como Imperador. Eugênio, pagão, tenta restaurar o culto aos deuses, sendo derrotado e morto pelas tropas de Teodósio em Aquileia. O Império é unificado pela última vez. Toda a corte é assentada em Milão, nova capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teodósio morreu na cidade de Milão em janeiro de 395. Foi o último imperador que, graças à sua habilidade pessoal e sua força de caráter, exerceu um controle sobre o Império Romano. Deixou o poder nas mãos de seus filhos Arcádio (377 ou 378-408), em Constantinopla, e Honório (387-423), em Milão. Apesar de nenhum dos dois ter a personalidade ou o carisma do pai, a sucessão transcorreu sem resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Considerações Finais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arcádio morreu em 408, e seu filho Teodósio II, coimperador desde 402, com um ano de idade, o sucedeu. Em 423, morre Honório, depois de um reinado de atividade nula. Em 425, Valentiniano III, filho de Gala Placídia, irmã de Honório, é instituído Imperador do Ocidente. Com apenas seis anos de idade, a regência coube à sua mãe, e a partir de 433, o poder passou para o &lt;em&gt;magister militum&lt;/em&gt; (mestre dos soldados) Flávio Aécio. Nesse período, os Vândalos instalaram-se no império, e os hunos cruzam as fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuidade dinástica não impediu as rivalidades políticas entre os partidários de um ou outro imperador. Mas, apesar da pouca idade dos governantes, a influência dos seus generais e ministros foi de suma importância para uma efêmera estabilidade política nesses tempos extremamente difíceis para o Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período ocorreram menos desordens do que nos anteriores. Efetivamente após ter conhecido uma dinastia constantiniana e uma valentiniana, o século V conhece uma dinastia teodosiana, ambas interligadas entre si pelo casamento dos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a surgir um sentimento de lealdade monárquica, apesar de uma série de transtornos. A melhor prova disso é que, apesar de toda a carência militar e política, os filhos de Teodósio I morreram de morte natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia familiar foi suficientemente forte para que, de uma dinastia a outra, se procurasse criar um laço por meio do matrimônio. Valentiniano casa o filho Graciano, então como dezesseis anos, com a neta de Constantino, de treze anos. E Teodósio, por sua vez, desposou a filha de Valentiniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, vai-se instalando nas vastas regiões imperiais um respeito ao imperador como governante supremo. Por este motivo, não podemos considerar completamente ineficazes os esforços das dinastias do Baixo Império para regularizar a transmissão de poder, uma herança que os reis medievais vão aproveitar muito bem, para legitimar e consolidar seus reinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova capital é efetivada, Constantinopla, antiga colônia grega de Bizâncio. A sua vida política, econômica e social, aos poucos vai se fortalecendo, rivalizando com a própria Roma. A idéia de Constantino era enfraquecer o incontrolável Senado Romano, estabelecer um eixo político-econômico mais próximo aos Bálcãs, protegendo a área contra uma futura invasão persa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bases das reformas de Constantino foram mantidas pelos seus sucessores. A aliança com a Igreja, legítima herdeira de Cristo e do Império, tornou-se cada vez mais forte. Com isso, está formado uma das bases do pensamento político medieval. O Sumo Pontífice, bispo de Roma, e as dinastias germânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Cláudio Umpierre Carlan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.unicamp.br/chaa/rhaa/downloads/Revista%2011%20-%20artigo%202.pdf"&gt;www.unicamp.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-3539117590715658604?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/3539117590715658604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=3539117590715658604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3539117590715658604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3539117590715658604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/09/constantino-e-as-transformacoes-do.html' title='&lt;strong&gt;Constantino e as transformações do Império Romano no século IV&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe9ja4vrbI/AAAAAAAAGBw/x0Hte1hAoC8/s72-c/Est%C3%A1tua+de+Constantino+I+em+York,+Inglaterra..bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-1520000601718550139</id><published>2010-09-20T12:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T12:54:40.679-07:00</updated><title type='text'>Vespasiano</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tito Flávio Sabino Vespasiano&lt;/strong&gt;, em latim Titus Flavius Vespasianus (perto de Rieti, 17 de Novembro 9 d.C. — Aquae Cutiliae, 23 de Junho 79), foi um imperador romano, o primeiro da dinastia Flávia, que ocupou o poder em 69 d.C., logo após o suicídio de Nero (68) e o conturbado Ano dos quatro imperadores (69). Foi proclamado imperador pelos seus próprios soldados em Alexandria. Sucederam-lhe sucessivamente dois dos seus filhos, Tito e Domiciano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe4E0O8UNI/AAAAAAAAGBY/5WpJaGDBUSE/s1600/Busto+de+Vespasiano..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519082261246136530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe4E0O8UNI/AAAAAAAAGBY/5WpJaGDBUSE/s400/Busto+de+Vespasiano..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Busto de Vespasiano.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;De origem modesta, descendia de uma família do ordo equester que atingira o classe senatorial durante os reinados dos imperadores da Dinastia Júlio-Claudiana. Designado cônsul em 51, ganhou renome como comandante militar, destacando-se na invasão romana da Britânia (43). Comandou as forças romanas que fizeram face à rebelião dos judeus de 66 Quando se dispunha a sitiar Jerusalém, a capital rebelde, o imperador Nero suicidou-se, sumindo o Império num ano de guerras civis conhecido como o Ano dos Quatro Imperadores. Após a rápida sucessão e falecimento de Galba e Otão e a ascensão ao poder de Vitélio, os exércitos das províncias do Egito e Judeia proclamaram Vespasiano imperador a 1 de julho de 69 No seu caminho para o trono imperial, Vespasiano aliou-se com o governador da Síria, Caio Licínio Muciano, quem conduziu as tropas de Vespasiano contra Vitélio, enquanto o próprio Vespasiano tomava o controle sobre o Egito. A 20 de dezembro, Vitélio foi derrotado e ao dia seguinte Vespasiano foi proclamado imperador pelo Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca informação sobreviveu dos dez anos de governo de Vespasiano. Destaca-se o programa de reformas financeiras que promoveu, tão necessário após a queda da Dinastia Júlio-Claudiana, a sua bem-sucedida campanha na Judeia e os seus ambiciosos projetos de construção como o Anfiteatro Flávio, conhecido popularmente como o Coliseu Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reformulou o Senado e a Ordem Eqüestre e desenvolveu um sistema educativo mais amplo. Reprimiu a sublevação da Gália, mas incompatibilizou-se com os meios senatoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período de seu governo ficou marcado por uma eficaz administração econômica quer na capital do império quer nas províncias, com um aumento significativo do tributo anual e a implementação de medidas econômicas muito mais severas, o que permitiu atingir níveis de progresso assinaláveis nas finanças do Estado, tendo inclusive angariado fundos para a construção do templo dedicado a Júpiter Capitolino e para o Coliseu de Roma (ou Anfiteatro Flávio). Após a sua morte a 23 de junho de 79 foi sucedido no trono pelo seu filho maior, Tito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Família e carreira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano nasceu em Falacrinae, no território dos Sabinos, perto de Reate. O seu pai era um membro do ordo equester que se enriqueceu como arrecadador de impostos na província romana da Ásia e como prestamista na Helvécia, onde Vespasiano viveu durante algum tempo. A sua mãe, Vespásia Pola, era irmã de um senador.&lt;br /&gt;A pedido da sua mãe, Vespasiano seguiu a carreira política do seu irmão Tito Flávio Sabino. Serviu no exército como tribuno militar em Trácia (36) No ano seguinte foi eleito questor e serviu em Creta e Cirene. Foi ascendendo pelo Cursus honorum sendo eleito edil em 39 e pretor em 40, aproveitando a oportunidade para se congraçar com o imperador Calígula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa época contraiu matrimônio com Flávia Domitila, a filha de um cavaleiro de Ferentium. Vespasiano e Flávia tiveram dois filhos, Tito e Domiciano e uma filha, chamada Domitila. Foi então que Flávia faleceu, e Vespasiano converteu a Cenis, sua amante, na sua esposa em tudo menos no nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Cláudio foi designado imperador em 41, Vespasiano foi designado legatus da Legio II Augusta, estacionada na Germânia. Esta nomeação foi devida à influência do liberto imperial, Tibério Cláudio Narciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Invasão da Britânia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 43 d.C., Vespasiano e a Legio II Augusta participaram na invasão romana da Britânia. O futuro imperador distinguiu-se nesta campanha sob o comando de Aulo Pláucio. Após participar nas batalhas cruciais de Medway e Tâmisa, Pláucio enviou-o a sudoeste, e ordenou-lhe penetrar no território hostil através das terras que hoje são os modernos condados de Hampshire, Wiltshire, Dorset, Somerset, Devon e Cornualha. O general romano queria com este movimento assegurar os portos da costa sul e os portos com minas de estanho de Cornualha e as minas de prata de Somerset.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano marchou sobre Noviomagus Reginorum (Chichester) a fim de subjugar as tribos de Durotrigenes e Dumnonios.Capturou 20 oppida (fortalezas situadas no alto das colinas), submeteu a duas poderosas nações e reduziu Vectis. Além disso, estabeleceu uma fortaleza e uma colônia de legionários veteranos em Isca Domnoniorum. À sua volta a Roma foi recompensado com escolhias triunfais (ornamenta triunphalia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carreira Política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano foi eleito cônsul por volta de finais de 51, após o qual se retirou da vida pública, à qual regressou em 63 sendo nomeado governador da província da África. Segundo Tácito, o seu governo foi "infame e odioso", mas segundo Suetônio, foi "reto e honorável". O ditame deste segundo ajusta-se mais à realidade pois, pelo general, os cargos de governador eram vistos pelos ex-cônsules como perfeitas oportunidades para fazer fortuna e recuperar o dinheiro que usaram nas suas campanhas políticas. A corrupção estava tão difundida que tudo governador voltava da sua província com os bolsos cheios. Contudo, Vespasiano empregou o seu tempo no cargo para fazer amizades em vez de dinheiro; algo que seria muito mais valioso nos anos seguintes. Durante o seu tempo na África do Norte, sofreu dificuldades financeiras e teve de liquidar parte das suas propriedades. Para recuperar a sua fortuna, ressuscitou o comércio com mulas, o que lhe valiou o apelido de mulio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o seu regresso da África, viajou para Grécia integrado no séquito do imperador Nero. Porém, perdeu o favor imperial por não mostrar suficiente atenção aos recitais do imperador com a lira. Por esta época, a carreira de Vespasiano entrou num ponto morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grande Revolta Judia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 66, Vespasiano foi designado para conduzir a guerra contra os rebeldes judeus da Judeia, que ameaçava o bem-estar das províncias romanas do Oriente. Esta rebelião conduzira ao assassinato do anterior governador e fizera fugir a Caio Licínio Muciano, governador da Síria, quando este tentou restaurar a ordem na zona. Duas legiões, com oito esquadrões de cavalaria e 10 coortes auxiliares, foram enviados para a província sob o comando de Vespasiano, além das tropas que formavam a guarnição. O seu filho maior, Tito Flávio Sabino Vespasiano, serviu como ajudante pessoal. Durante a guerra Vespasiano tornou-se patrono de Flávio Josefo, um líder da resistência judaica que em A guerra dos judeus oferece uma visão próxima do futuro imperador e do seu herdeiro Tito durante a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano dos quatro imperadores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Nero em 68, Roma sofreu uma sequência de efêmeros imperadores e guerras civis. Galba foi assassinado por Otão, o que foi derrotado por Vitélio. Os partidários de Otão, procurando outro candidato ao trono ao que apoiar, decidiram-se por Vespasiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Suetônio, uma profecia alegou que os futuros imperadores viriam do Oriente. Vespasiano acabou acreditando que esta profecia se referia a ele, e uma série de oráculos e augúrios aos que consultou reforçaram esta crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitélio, o imperador então, tinha as melhores tropas do seu lado, as experimentadas legiões da Gália e Germânia. Contudo, as legiões da Ilíria, Moésia e Panônia proclamaram a sua lealdade a Vespasiano, tornando-o o amo da metade do mundo romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Vespasiano se dirigiu para o Egito para assegurar o fornecimento de grão, as suas tropas entraram na Itália pelo noroeste no comando de Marco Antônio Primo. As tropas de Vespasiano derrotaram as de Vitélio em Bedriacum e avançaram para Roma. Após uma luta feroz, os soldados entraram na cidade. Durante a confusão da luta o Capitólio incendiou-se e o irmão de Vespasiano, que era o prefeito da cidade foi assassinado por uma multidão da qual a duras penas escapou Domiciano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recebeu as notícias da derrota e morte do seu adversário Vitélio, expediu um envio de grão para Roma, com um édito no qual anulava as leis de Nero, incluindo as relativas à traição. De caminho para Roma, visitou o Templo de Serapis, no qual experimentou uma visão. Durante a visão foi encontrado por uns sacerdotes do templo, que ficaram convencidos de que podia obrar milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sequelas da Guerra Civil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe5YCq6kaI/AAAAAAAAGBg/K0tb2VTfyZE/s1600/Ef%C3%ADgie+de+Vespasiano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519083691050701218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe5YCq6kaI/AAAAAAAAGBg/K0tb2VTfyZE/s400/Ef%C3%ADgie+de+Vespasiano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Efígie de Vespasiano.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano foi declarado imperador pelo Senado enquanto estava na província de Egito em dezembro de 69. A administração do Império ficou nas mãos do antigo governador da Síria e aliado de Vespasiano, Caio Licínio Muciano, auxiliado pelo filho do imperador, Domiciano. Durante o seu governo, Muciano iniciou a reforma fiscal que devia restaurar os fundos do Império. Após a chegada a Roma de Vespasiano em finais de 70, Muciano pressionou o imperador de modo a que recolhesse tantos impostos como lhe for possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano e Muciano ressuscitaram velhos impostos e instituíram outros novos, aumentaram o tributo das províncias e vigiaram constantemente os funcionários públicos do tesouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à austeridade da qual Vespasiano demonstrou, mudou o comportamento da sociedade romana em diversos sensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípios de 70, Vespasiano estava ainda no Egito. Segundo Tácito, a viagem foi adiada por causa do mau tempo. Contudo, os historiadores modernos sustêm que Vespasiano ficou a fim de consolidar o seu poder na província. Começaram a circular pelo Egito histórias a respeito da divindade do imperador. Durante este período estouraram protestos em Alexandria motivadas pela nova política fiscal do imperador, que causaram que os envios de grão a Roma parasse. Porém, Vespasiano conseguiu restaurar o fornecimento, pois a população da capital imperial estava à beira de desfalecer de inanição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O levantamento do Egito aumentou ainda mais a crise que experimentava o Império, crise motivada pelas guerras civis que açoitavam estas terras. A rebelião da Judeia foi finalmente sufocada por Tito em 66, após a captura de Jerusalém. Em janeiro de 70 a Gália experimentou um levantamento conhecido como a rebelião dos batávios. Os rebeldes eram antigos auxiliares comandados por Caio Júlio Civil e Júlio Sabino, que reclamava a sua condição de imperador da Gália na sua condição de descendente vivo de Júlio César. As forças sublevadas derrotaram e absorveram duas legiões romanas antes de serem derrotadas em finais de ano pelo cunhado de Vespasiano, Quinto Petílio Cerial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chegada a Roma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano regressou para Roma em meados de 70; era a primeira vez que entrava na cidade como imperador. À sua chegada, o novo líder do Império empreendeu de imediato uma série de manobras políticas destinadas a consolidar e legitimar a sua posição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; A fim de previr o seu amotinamento, ofereceu presentes aos cidadãos e ao exército.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Reestruturou as ordens senatorial e equestre, arrebatando aos seus inimigos as suas posições de poder e substituindo-os pelos seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Advogou pela autonomia regional dos gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Campanha propagandística&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das manobras que realizou Vespasiano a fim de reforçar o seu poder foi pôr em funcionamento uma autêntica campanha propagandística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Através dos seus agentes, o imperador encarregou-se de que as histórias a respeito da sua divindade, nascidas no Egito, circulassem por todo o Império.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; As moedas cunhadas durante o seu reinado proclamavam as suas vitórias militares e a paz que graças a ele experimentava o Império.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; A palavra Vindex foi retirada das moedas de modo a que a opinião pública esquecesse o general rebelde do mesmo nome ("Víndice").&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; As suas obras e projetos incluíam sempre uma inscrição na qual Vespasiano gabava ou condenava os imperadores anteriores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Foi construído no Fórum um templo à paz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Os escritos publicados durante o seu reinado deviam passar um filtro com o objetivo de publicar nada que pudesse danificar a sua imagem pública.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Foram oferecidas recompensas financeiras aos historiadores antigos. Os historiadores que viveram durante o seu reinado, tais como Tácito, Suetônio, Flávio Josefo e Plínio o Velho, falam suspeitosamente bem do imperador, ao mesmo tempo que criticam os seus predecessores no trono.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Tácito admite que a sua posição se viu reforçada por Vespasiano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Josefo identifica-o como salvador e protetor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Plínio dedica a sua obra História Natural ao filho de Vespasiano, Tito.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Foram castigados os que falaram contra do imperador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Muitos filósofos estóicos foram acusados de corromper a moral romana com falsos ensinos e foram expulsos da capital.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Helvídio Prisco, um filósofo republicano, foi executado pelos seus ensinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obra e conspirações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe7IkMhyeI/AAAAAAAAGBo/I-krq9sbdJ8/s1600/Anfiteatro+Fl%C3%A1vio.+Iniciado+durante+o+reinado+de+Vespasiano+e+terminado+pelo+seu+filho+Tito..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519085624195402210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe7IkMhyeI/AAAAAAAAGBo/I-krq9sbdJ8/s400/Anfiteatro+Fl%C3%A1vio.+Iniciado+durante+o+reinado+de+Vespasiano+e+terminado+pelo+seu+filho+Tito..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anfiteatro Flávio. Iniciado durante o reinado &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Vespasiano e terminado pelo seu filho Tito.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pouca informação fica do reinado de Vespasiano entre 71 e 79. Os historiadores afirmam que ordenou a construção de diversos edifícios públicos e que sobreviveu de uma série de conspirações urdidas a fim de derrocá-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; O imperador tratou de reconstruir Roma, a capital do Império, após o Ano dos Quatro Imperadores. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Construiu o Templo da Paz e o de Cláudio Deificado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Erigiu uma colossal estátua do deus Apolo, a qual fora projetada durante o reinado do imperador Nero, ao que dedicou uma parte do Teatro de Marcelo (75). &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; Começou a construção do Coliseu. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Segundo Suetônio, Vespasiano foi vítima de constantes conspirações na sua contra, embora somente seja conhecida a encabeçada por Aulo Cecina Alieno e Éprio Marcelo (78/79), homens de confiança do imperador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 23 de junho de 79, Vespasiano faleceu vítima de uma inflamação intestinal, que o conduziu a um excesso de diarréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-1520000601718550139?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/1520000601718550139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=1520000601718550139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1520000601718550139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1520000601718550139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/09/vespasiano.html' title='&lt;strong&gt;Vespasiano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJe4E0O8UNI/AAAAAAAAGBY/5WpJaGDBUSE/s72-c/Busto+de+Vespasiano..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-3045124207626309119</id><published>2010-08-26T10:26:00.001-07:00</published><updated>2010-09-20T13:58:47.754-07:00</updated><title type='text'>Para enaltecer o imperador</title><content type='html'>&lt;em&gt;Cartas trocadas entre o governador Plínio e o imperador romano Trajano mostram que a troca de favores era prática comum na política dos primeiros séculos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THakC25itfI/AAAAAAAAF5w/HZQdawaiyuA/s1600/Imperador+Trajano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 328px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THakC25itfI/AAAAAAAAF5w/HZQdawaiyuA/s400/Imperador+Trajano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509771563137938930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um elogio poderia ser tecido assim que um cargo fosse concebido. Era deste modo que funcionava a política imperial romana de Marco Nerva Trajano: ele não era um homem independente que dispensava favores. Pelo contrário, era de origem espanhola (da província da Hispania), foi o primeiro não romano a assumir o governo de Roma sem ser da elite local e precisava conquistar a simpatia de seu povo com a ajuda de outros homens. Por isso colocou em prática o clientelismo (troca de favores) que hoje é condenável na política, mas que antigamente era uma estratégia bem vista. Foi graças a Caio Plínio Segundo, também chamado de o Jovem, da província de Bitínia (atual Turquia), que Trajano ficou conhecido como um homem de virtude e piedade – foi ele quem cumpriu o principal papel de enaltecer o imperador. E a visão que se tem até hoje de Trajano foi aquela retratada pelo governador da Bitínia, ou seja, mostra apenas o lado que o próprio Plínio queria que ficasse conhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plínio começou elogiando Trajano quando ainda era cônsul. Ganhou em troca, em 111 d.C., o cargo de governador. Em um discurso que ficou conhecido como Panegírico, ele escreve sobre os aspectos positivos de Trajano e usa uma das crenças mais fortes da época para valorizá-lo: dizia que ele teria sido escolhido pelas divindades. O texto foi lido por Plínio no senado para tentar convencer os outros de que Trajano era um bom imperador. A idéia do discurso surgiu de um boato de que Trajano, quando ainda era militar, estava subindo as escadas do capitólio para pedir a bênção em campanha militar e a população apontou dizendo que aquele que subia era um desígnio das divindades e que seria o imperador. “Como Trajano era de origem provincial, ele poderia não ser bem visto na política. No exército tinha uma boa reputação, porque era militar, mas precisava construir esta impressão também na política”, conta o historiador Thiago David Stadler. A imagem de que o imperador é poderoso tanto quanto as divindades também é representada, na época, por meio do dinheiro: a face de Trajano aparece de um lado da moeda enquanto o rosto de Júpiter está no verso. É como se os dois fossem colocados no mesmo patamar, apesar de Júpiter ser a maior divindade romana na mitologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do discurso, Plínio começou a trocar cartas com o imperador. Elas eram públicas e mostram que por trás do pedido de reforma de um banheiro público, por exemplo, Plínio conseguiu criar a boa imagem de um homem não-romano. Eles trocaram cartas entre 98 e 113 d.C.: foram 124 ao todo – elas foram estudadas e traduzidas para o português por Stadler, durante a pesquisa de mestrado, sob a orientação do professor Renan Frighetto. “Analisei cada uma para observar como se constrói a imagem de alguém. Como se chega a essa idealização. Plínio sempre se remete a Trajano de maneira elogiosa, o chama de santíssimo imperador, fala que ele é o melhor dos melhores homens”. E mesmo que o assunto fosse uma obra da cidade, Plínio trata o imperador da seguinte maneira: “Santíssimo imperador, devido a sua graciosidade vamos conseguir construir mais um teatro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As cartas mostram ainda a política não só pelas obras, mas por sua subjetividade. É preciso entender o jogo de palavras”, diz Stadler. No mundo grego acreditava-se que um homem conseguiria ser virtuoso em três situações: nascia assim, aprendia a ser ou o exercício diário o levava a ser virtuoso. Stadler encontrou um quarto ponto sobre a virtude ao analisar as 124 cartas. “Era possível ser uma pessoa virtuosa na sociedade que analisei a partir do momento que alguém o considerasse assim. Trajano poderia não ser virtuoso, mas passou a ser quando um homem público, no caso Plínio, o elevou como tal”, explica. Stadler lembra que a boa imagem de Trajano durou tanto que, 400 anos depois, na Idade Média, ele ainda era associado aos bons imperadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trajano foi o responsável pela maior expansão territorial de Roma, conquistou dois povos inimigos (partos e dácios) de maneira que poucos imperadores foram capazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Plínio, resolveu alguns problemas de banheiros públicos que estavam caóticos, se preocupou com o saneamento básico, com a construção de teatros e solucionou problemas com escravos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plínio chegou a pedir para que a região da Bitínia tivesse um Corpo de Bombeiros porque a população andava apavorada com o fogo, pois tinham poucos baldes à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as cartas poderiam demorar cerca de quatro meses para chegar, muitas das questões tratadas no papel eram resolvidas antes mesmo que o imperador respondesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os imperadores eram vistos como divindades somente depois da morte. Havia um local em Roma onde eram levantadas estátuas em homenagem aos imperadores mortos. Plínio chega a pedir a construção de uma dessas estátuas para Trajano, ainda em vida, como um símbolo de poder e adoração. Apesar de Trajano não ter gostado, respondeu em uma das cartas que essa estátua deveria ser usada para que ele fosse adorado como um pai e não como um deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.gazetadopovo.com.br"&gt;Gazeta do Povo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/augusto-o-herdeiro-de-cesar.html"&gt;► Augusto – O Herdeiro de César&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/12/caligula-um-maluco-no-poder-1-parte.html"&gt;► Calígula, um maluco no poder&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/11/marcos-aurelio-no-danubio.html"&gt;► Marcos Aurélio no Danúbio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/gestao-publica-de-diocleciano.html"&gt;► A gestão pública de Diocleciano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-3045124207626309119?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/3045124207626309119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=3045124207626309119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3045124207626309119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3045124207626309119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/08/para-enaltecer-o-imperador.html' title='&lt;strong&gt;Para enaltecer o imperador&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THakC25itfI/AAAAAAAAF5w/HZQdawaiyuA/s72-c/Imperador+Trajano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-104835606212494649</id><published>2010-07-30T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-11-14T15:20:42.573-08:00</updated><title type='text'>A Gália ocupada pelos romanos</title><content type='html'>Travando uma dura campanha militar que se estendeu por sete anos, Julio César, pró-consul romano da Gália Narbonense, entre 58 e 51 a.C., conseguiu submeter as 60 tribos celtas que habitavam as três partes da Gália original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMFzi30a_I/AAAAAAAAFrs/ewL3atNx2OY/s1600/684-004-7F5DBB33.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499745953041902578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 337px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMFzi30a_I/AAAAAAAAFrs/ewL3atNx2OY/s400/684-004-7F5DBB33.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, cessada a resistência nativa ao redor do ano 50 a.C., teve início o lento processo de absorção dos derrotados pelos vencedores. Política que continuou se prolongando com sucesso pelo império de Otávio Augusto e de Tibério Cláudio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O começo da conquista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de César ser um homem ambicioso. Desejoso de fazer fama nos combates e nas aquisições territoriais fazia tempo que os romanos olhavam cobiçosamente para a Gália. Ainda que ela se apresentasse extremamente dividida (Bélgica-Aquitânia- e Gália propriamente dita), com suas 60 tribos se desentendendo e sendo rivais, ela era uma ameaça permanente a fronteira norte da Itália. Além de possuir enorme riqueza agrícola e mineral, bem como prodigiosa criação de gado, tinha uma notável rede de rios navegáveis, tais como o Ródano, o Garona, o Loire, Mosele, Reno, Oise, Saône, Somme, Sena, etc., apresentava-se, pois, como uma questão de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto assim que foi daquelas terras de onde partiu a maior ameaça que Roma sofreu em todos os tempos: a impressionante campanha de Aníbal Barca, o general cartaginês que por pouco não pôs fim à própria Roma, quando invadiu a Itália em 218 a.C.. Portanto, os estadistas romanos estavam sempre à espreita de uma oportunidade de rumarem com suas armas para o norte e colocar a Gália inteira sob sua tutela. César narrou no De Bello gallico (‘Comentários sobre a Guerra Gálica’, Livro I,) que foi atendendo ao chamado dos celtas que terminou por envolver-se na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou em ação a pedido dos galos-sequanos para neutralizar o chefe germano Ariovisto que assolava a região e a partir de então suas legiões não pararam mais de marchar e lutar até que todo o território celta ficasse submetido. Sua força núcleo compunha-se das legiões Claudia (VII legião), Augusta (VIII legião), Hispana (IX legião) e a Gemina (X Legião), num total de 24 mil combatentes, fora os 12 mil das tropas auxiliares. Seu objetivo era impedir por meio militar que o líder suevo implantasse, como era o intento dele, uma Gália Germânica na parte setentrional da França de hoje (pois ela poderia servir como trampolim para futuras incursões dos bárbaros sobre a área controlada pelos romanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra que os dois deram começo, em setembro do ano de 58 a.C., com a vitória espetacular de César nos Vosges (batalha de Ochsenfeld, para os alemães), nas proximidades de Mulhouse (hoje na Alsácia), foi a primeira de uma série travada entre romanos e germanos que se estendeu por séculos e que tinha como alvo o domínio da Gália, até quando os francos sálicos(vindos da Francônia alemã) a ocuparam definitivamente no século V, fundando a França moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMHzYAHf6I/AAAAAAAAFr0/E8gRU253UoM/s1600/GallicWarmap.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499748149147172770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMHzYAHf6I/AAAAAAAAFr0/E8gRU253UoM/s400/GallicWarmap.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campanha militar de Julio César na Gália.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesta impressionante operação, agindo numa área imensa, quase duas vezes superior a da Itália, suas coortes combateram os helvécios, os germanos e, também, ao atravessar o canal da Mancha para invadir a Bretanha, no ano de 54 a.C., as tribos bretãs. Depois de ter batido os germanos, teve a seu favor o fato dos celtas não possuírem um governo central. A Gália subdivida-se entre as tribos marítimas, as da Gália central e da Bélgica, mostrou-se incapaz de fazer uma frente comum contra o romano invasor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior resistência à ocupação partiu do chefe Vercingetórix, bravo filho de Celtilo Arverno, que, conclamando as demais tribos gaulesas (senones, parísios, pictones, cadurcos, turonos, aulercos, lemovices, andes, etc.), lutou heroicamente contra o cerco romano em Alésia até que viu-se constrangido à rendição no ano de 52 a.C., não suportando o sitio e a fome que as legiões lhe impuseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Gália Narbonense&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César na sua conquista não partira da Itália e sim da Gália Narbonense, também conhecida como Gália Transalpina, região que desde 120-118 a.C. fazia parte do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMIqUXIZGI/AAAAAAAAFr8/CIYuHBmzV_8/s1600/Narbone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499749093062763618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMIqUXIZGI/AAAAAAAAFr8/CIYuHBmzV_8/s400/340x255.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas de uma antiga via romana em Narbone;&lt;br /&gt;Narbone, foi a primeira cidade romana na Gália.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aquela margem do Mar Mediterrâneo que ligava a Ligúria à Espanha, dos Alpes aos Pirineus, que os franceses hoje denominam genericamente como Languedoc-Roussinon/ Provence, durante muito tempo foi hegemonizada pela cidade-estado de Marselha (fundada pelos gregos fócios em 600 a.C. sendo assim a cidade mais antiga da França), que matinha relações de amizade e dependência para com Roma. Todavia, razões geopolíticas fizeram com que os romanos, na esteira da última guerra púnica, a de 146 a.C., se decidissem por implantar uma colônia na região. Foi assim que nasceu a vila de Narbo Martius fundada pelo cônsul Aenobarbo Cneu Domitio que logo se lançou na construção de uma obra histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intento deles era não só fixar-se no sul da Gália – que passou a ser designada como Província Nostra, ou simplesmente Provence - como também abrir uma estrada da Itália alpina à Espanha pirenaica, rota que passou a se chamar de Via Domitia, cujos começos datam de 118 a.C.. Dali mesmo, de Narbone, outro longo caminho foi planejado, visando à ligação dos dois mares, o Mediterrâneo com o Atlântico, denominada de Via Aquitânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para proteger sua aliada Marselha das incursões bárbaras que a ameaçavam, o general Sextus Calvinus fundou Aquae Sextiae, no ano de 120 a.C., há 30 quilômetros de distancia ao norte dela, oppidum que veio a se tornar mais tarde na famosa Aix-en-Provence, agradável local de repouso e veraneio, prodigiosamente provido de águas quentes salutares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali é que, em 102 a.C., poucos anos depois da sua fundação, se travou a lendária batalha de Aquae Sextiae entre o cônsul romano Caio Mario e os Kimber, teutões-cimbrios, que foram derrotados. Desastre que culminou no suicídio em massas de 300 mulheres germanas e seus filhos que não aceitaram ser escravizadas pelos vitoriosos. Esta batalha garantiu em definitivo a posse do espaço Narbonense pelos romanos, província que serviu como base e ponto de partida para o grande assalto ao país dos celtas ensejado por César meio século depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A política da ocupação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Octávio Augusto, tornado princep et imperator pelo Senado, no ano de 27 a.C., deu seguimento a política de César em integrar os gauleses ao projeto de domínio romano. Para os nobres celtas ele ofereceu posições de mando na administração e na magistratura, fazendo deles novos cidadãos do império com direito a pertencer ao cursus honorum, e para os jovens guerreiros gauleses, cheios de energia e vigor, abriu-lhes as portas do serviço militar, particularmente na arma da cavalaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMKBcsidcI/AAAAAAAAFsM/ClNXwMoYMSs/s1600/Teatro+Orange.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499750589948655042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMKBcsidcI/AAAAAAAAFsM/ClNXwMoYMSs/s320/Teatro+Orange.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Teatro romano de Orange, França.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Transformou a cidade de Ludgunun (Lyon) no centro da Gália federada, fazendo com que anualmente delegações de representantes tribais, presentes na Dieta, viessem prestar homenagens à pessoa do imperador, tornado culto sagrado. Estas reuniões podem ser consideradas como o embrião histórico da assembléia nacional francesa. Lentamente notou-se a alteração dos costumes, os ‘gauleses cabeludos’ deram lugar a uma população galo-romana que gradativamente foi sendo introduzida nos hábitos e costumes trazidos pelo invasor. Uma nova língua começou também a ser falada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que rude e impreciso, foi na Provence que, desprendendo-se do latim vulgar, o provençal (ou occitano), pai do idioma francês, derivado da Língua Romana Rústica, conheceu seus primeiros avanços. (*) Administrativamente a Gália foi divida em quatro partes: Aquitânia (com capital em Bordeaux), Belga ( capital em Tréveris), Ludgunense (capital em Lyon) e Narbonense (com capital em Narbone), chamada mais tarde de Septimania. O antigo sistema cantonal dos celtas foi definitivamente substituído pelo municipia romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Divisão da Gália Romana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Aquitânia&lt;/u&gt; - Bordeaux&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Ludgunense&lt;/u&gt; - Lyon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Belga&lt;/u&gt; - Tréveris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Narbonense&lt;/u&gt; - Narbone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, coube ao imperador Tibério Cláudio, que nascera em Lyon, em 10 a.C., adotar uma política mais afirmativa no sentido de distribuir a cidadania romana ao número mais amplo possível de gauleses. Nada lhe parecia melhor para a proteção das fronteiras – talvez por sugestão do seu preceptor o historiador Tito Lívio - do que a participação dos nativos, agora cada vez mais integrados e comprometidos na estabilidade do império. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, foi importante a campanha romana contra a ilha da Bretanha, comandada pelo general Aulo Plaucio, em 43, visto que Claudio estimulou-a como um elemento fundamental para estreitar a confraternização militar entre romanos e gauleses, escolhendo os bretões como inimigo comum. Ao atrair a nobreza nativa (que adotou o tria nomina do cidadão romano) e interferir o mínimo possível nos usos e costumes locais (proibiu-se, todavia, os sacrifícios humanos), dando a maior autonomia possível aos municípios gauleses ( só lhes extraindo impostos extraordinários em caso de emergência), Roma não conheceu mais atos de rebeldia na região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governadores provinciais e seus agentes foram instruídos em servirem mais como árbitros dos conflitos entre as cidades federadas ou entre as tribos rivais e não como representantes de uma máquina repressora. E, claro, manterem os privilégios e regalias dos comerciantes romanos na área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifica-se em retrospecto que a romanização da Gália foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização almejados pelos Césares na ocupação da Europa Ocidental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire"&gt;Educaterra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/romanizacao-da-peninsula-iberica.html"&gt;► Romanização da &lt;br /&gt;Península Ibérica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/02/imperio-romano-no-norte-de-africa.html"&gt;► Império Romano &lt;br /&gt;no Norte da África&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/o-egito-romano.html"&gt;► O Egito Romano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-104835606212494649?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/104835606212494649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=104835606212494649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/104835606212494649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/104835606212494649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/galia-ocupada-pelos-romanos.html' title='&lt;strong&gt;A Gália ocupada pelos romanos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFMFzi30a_I/AAAAAAAAFrs/ewL3atNx2OY/s72-c/684-004-7F5DBB33.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-4240254052464690262</id><published>2010-07-22T17:17:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T11:36:53.368-07:00</updated><title type='text'>Gordiano III</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Marcus Antonius Gordianus Pio&lt;/strong&gt; (20 de janeiro, 225 - 11 de fevereiro, 244), conhecido em Inglês como Gordiano III, foi imperador romano de 238 a 244. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjf4BtGTSI/AAAAAAAAFq8/vbMXU11FgSQ/s1600/Busto+de+Gordiano+III,+entre+242+e+244.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496889498828950818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 312px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjf4BtGTSI/AAAAAAAAFq8/vbMXU11FgSQ/s400/Busto+de+Gordiano+III,+entre+242+e+244.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordiano era filho de Antonia Gordiana e seu pai era um anônimo senador romano que morreu antes de 238. Antonia Gordiana era filha do imperador Gordiano I e irmã mais nova do imperador Gordiano II. Muito pouco sabemos sobre sua infância antes de tornar-se imperador romano. Gordiano tinha assumido o nome de seu avô materno em 238.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ascensão ao poder&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência do assassinato do imperador Alexandre Severo em Moguntiacum (moderna Mainz ), capital da província romana da Germânia Inferior, Maximino Trácio foi aclamado imperador, apesar da forte oposição do senado romano e da maioria da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta no que foi considerado em Roma uma rebelião, seu avô e tio Gordiano I e Gordiano II foram proclamados co-Imperadores em Thysdrus na Província da África. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua revolta foi reprimida dentro de um mês por Cappellianus, governador da Numídia e apoiador leal de Maximino Trácio. Seu avô e tio foram derrotados e morreram e Capelliano entrou triunfalmente em Cartago. Os Gordianos mais velhos estavam mortos, mas a opinião pública salvou sua memória como grandes homens defensores da paz, amantes da literatura e vítimas da opressão de Maximino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Maximino estava à beira da marchar sobre Roma e o Senado elegeu Pupieno e Balbino como imperadores. Estes senadores não eram homens populares e Roma ficou chocada pelo fato de Gordiano I eleger seu neto como imperador ao lado de Pupieno e Balbino e elevá-lo ao título de César. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pupieno e Balbino derrotaram Maximino, principalmente devido à deserção de várias legiões, nomeadamente a Parthica II que assassinou Maximino. Mas seu reinado conjunto foi condenado desde o início com revoltas populares, o descontentamento militar e até mesmo um enorme incêndio que consumiu Roma em Junho de 238. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se César e pouco depois Imperador quando tinha ainda treze anos de idade, em julho do ano de 238. Tal sucedeu na sequência da morte de Maximino Trácio e do assassínio de dois outros imperadores, posteriormente, Balbino e Pupieno, todos sucumbindo às mãos da Guarda Pretoriana, muito ativa naquele fatídico ano de 238, um dos mais sangrentos e turbulentos da história de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Governo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à idade de Gordiano, o governo imperial foi entregue para as famílias aristocráticas, que controlavam os negócios de Roma, através do senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Gordiano III, apesar de jovem, conheceu-se alguma estabilidade imperial e um período de relativo êxito, nomeadamente nos três primeiros anos (238-241), em que o imperador e seus conselheiros continuaram essencialmente a política de Gordiano I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjg9ur9KqI/AAAAAAAAFrE/mvf2UO-fPUQ/s1600/Moeda+emitida+para+comemorar+o+casamento+de+Gordiano+III..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496890696314727074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjg9ur9KqI/AAAAAAAAFrE/mvf2UO-fPUQ/s400/Moeda+emitida+para+comemorar+o+casamento+de+Gordiano+III..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Moeda emitida para comemorar o casamento de Gordiano III.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas 241 acabaria por ser um ano de mudança. Gordiano III nomeou para Prefeito do Pretório Caio Fúrio Timesiteo, um reputado administrador público romano, especialista em finanças, e um militar bem sucedido e eficiente, ainda que com alguma ambição à mistura. Ainda nesse ano, Gordiano casou-se com Sabina Furia Tranquillina, filha deste alto funcionário romano e seu aliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chefe da guarda pretoriana e sogro do imperador, Timesitheus rapidamente se tornou o governante de fato do império romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro século, as fronteiras Romanas enfraqueceram-se devido aos ataques das tribos germânicas através do Reno e Danúbio e do reino sassânida através do Eufrates. Em 242, os persas sob Sapor I invadiram a Mesopotâmia, o jovem imperador enviou um grande exército para o Oriente. Gordiano III e Timesiteo a empreenderem uma grande campanha militar de Roma contra os Persas, que acabou por ser bem sucedida, esmaltada por retumbantes vitórias. Os sassânidas foram derrotados na Batalha de Resaena em 243 e conduzidos de volta ao longo do Eufrates. Gordiano, apoiado em Timesiteo, reforçou as fronteiras africanas do Império, recuperou a Síria, reconquistou Carre (localidade na atual Síria) e conseguiu mesmo reocupar toda a Mesopotâmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha foi um sucesso e Gordiano, que se juntou ao exército, estava planejando uma invasão ao território do inimigo, quando o seu sogro, morreu em circunstâncias pouco claras. Sem Timesitheus, a campanha, e segurança do imperador, estavam em risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcus Julius Philippus, também conhecido como Filipe, o Árabe, interveio neste momento como o novo prefeito do pretório e a luta prosseguiu. Filipe, figura ambiciosa e sedenta de poder, principalmente o imperial. Gordiano, fragilizado pela morte do seu aliado pretoriano, não mais conheceu a tranquilidade imperial dos primeiros anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordiano III acabou por ser assassinado, em 244, com apenas 20 anos de idade. No início de 244, os persas contra-atacaram. Fontes persas alegam que em uma batalha travada (Batalha de Misiche) perto da moderna Fallujah (Iraque), resultou em uma grande derrota romana e na morte de Gordiano III. Fontes romanas não mencionam esta batalha e sugerem que Gordiano III morreu longe dali no rio Eufrates. Apesar das fontes antigas, muitas vezes descreverm Filipe, o Árabe, que o sucedeu como tendo assassinado Gordiano III  em Zaitha (Qalat Salihiyah es), a causa da morte de Gordiano III é desconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEtS2YXu1nI/AAAAAAAAFrc/RIHmRVlPV6o/s1600/Busto+do+jovem+Gordiano+III..jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 341px; height: 364px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEtS2YXu1nI/AAAAAAAAFrc/RIHmRVlPV6o/s400/Busto+do+jovem+Gordiano+III..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497578864344225394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Busto de Gordiano III, entre 242 e 244.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Apesar da oposição do novo imperador, Gordiano III foi divinizado pelo Senado após a sua morte, a fim de acalmar a população e evitar tumultos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-4240254052464690262?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/4240254052464690262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=4240254052464690262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4240254052464690262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4240254052464690262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/gordiano-iii.html' title='&lt;strong&gt;Gordiano III&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjf4BtGTSI/AAAAAAAAFq8/vbMXU11FgSQ/s72-c/Busto+de+Gordiano+III,+entre+242+e+244.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-6687305398481220731</id><published>2010-07-22T17:10:00.001-07:00</published><updated>2010-07-22T17:17:46.288-07:00</updated><title type='text'>Tacitus</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Marcus Claudius Tacitus &lt;/strong&gt;(200 - 276) foi imperador romano de setembro de 275 a junho 276.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjeFnvbYUI/AAAAAAAAFqs/RUPQYul6kbU/s1600/Claudius+Tacitus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496887533354312002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjeFnvbYUI/AAAAAAAAFqs/RUPQYul6kbU/s400/Claudius+Tacitus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Biografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nasceu em Interamna (Terni) em Itália. No decurso da sua longa vida, ele desempenhou o cargo de vários escritórios civil, incluindo o de cônsul em 273.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o assassinato de Aureliano, ele foi escolhido pelo Senado para sucedê-lo, e a escolha foi ratificada cordialmente pelo exército. Sua primeira ação foi a avançar contra os mercenários bárbaros que tinham sido recolhidos por Aureliano para completar as forças do Império Romano em sua campanha no Leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEje4LpyCvI/AAAAAAAAFq0/dvuS2Ltlr8I/s1600/Imperador+T%C3%A1cito+sobre+uma+moeda.+O+reverso+celebra+sua+vit%C3%B3ria+sobre+as+tribos+do+Leste..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496888401987767026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEje4LpyCvI/AAAAAAAAFq0/dvuS2Ltlr8I/s400/Imperador+T%C3%A1cito+sobre+uma+moeda.+O+reverso+celebra+sua+vit%C3%B3ria+sobre+as+tribos+do+Leste..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imperador Tácito sobre uma moeda. O reverso&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; celebra &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sua vitória sobre as tribos do Leste.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estes mercenários haviam saqueado várias cidades nas províncias do Império Romano Oriental após Aureliano ter sido assassinado e a campanha cancelada. Seu meio-irmão, o prefeito pretoriano Florianus e Tácito obtiveram uma vitória contra essas tribos, entre as quais hérulos, o que concedeu-lhe o título do imperador Maximus Gótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tácito provavelmente morreu de febre (segundo Aurélio Victor, Eutrópio e a História Augusta) - embora Zósimo tenha alegado que ele foi assassinado - em Tiana na Capadocia, em Junho de 276.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-6687305398481220731?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/6687305398481220731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=6687305398481220731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/6687305398481220731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/6687305398481220731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/tacitus.html' title='&lt;strong&gt;Tacitus&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjeFnvbYUI/AAAAAAAAFqs/RUPQYul6kbU/s72-c/Claudius+Tacitus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-1055961318923937467</id><published>2010-07-22T17:01:00.001-07:00</published><updated>2010-11-14T15:17:18.709-08:00</updated><title type='text'>Lusitânia</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lusitânia&lt;/strong&gt; (em latim: Lusitania) foi o nome atribuído na antiguidade ao território oeste da Península Ibérica onde viviam os povos lusitanos desde o Neolítico, e que após a conquista romana passou a designar a província romana cuja capital era Emerita Augusta, atual Mérida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjb80pWICI/AAAAAAAAFqU/iiYl8nIJPMs/s1600/Localiza%C3%A7%C3%A3o+da+prov%C3%ADncia+Lusit%C3%A2nia+no+Imp%C3%A9rio+Romano..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496885183176384546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 382px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjb80pWICI/AAAAAAAAFqU/iiYl8nIJPMs/s400/Localiza%C3%A7%C3%A3o+da+prov%C3%ADncia+Lusit%C3%A2nia+no+Imp%C3%A9rio+Romano..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Localização da província Lusitânia no Império Romano.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Lusitânia romana incluía aproximadamente todo o território português atual a sul do Douro, a Extremadura espanhola e parte da província de Salamanca. Tornou-se uma província romana a partir de 29 a.C. até ao fim do vínculo com Roma e entrega aos Alanos em 411 d.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Divisão administrativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lusitânia estava densamente povoada especialmente a sul do Tejo, existindo nela diversas comunidades, tal como descrevem os geógrafos Estrabão, Pompónio, Plínio e Ptolomeu entre os séculos I a.C. e II d. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjdgZoObJI/AAAAAAAAFqk/5JEYlmpPkk4/s1600/Ponte+de+Alc%C3%A2ntara+sobre+o+Tejo,+constru%C3%ADda+em+104+d.C..jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjdgZoObJI/AAAAAAAAFqk/5JEYlmpPkk4/s400/Ponte+de+Alc%C3%A2ntara+sobre+o+Tejo,+constru%C3%ADda+em+104+d.C..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496886893910846610" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ponte de Alcântara sobre o Tejo, construída em 104 d.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A província foi subdividida entre o império de Augusto e o de Cláudio em três conventus iuridicus, unidades territoriais presididas por cidades capitais com assento de tribunal e de assembleias conjuntas de romanos e indígenas (conventus) que aconselhavam o governador na administração da justiça, entre outras possíveis atribuições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Conventus Emeritensis, com capital em Emerita Augusta (Mérida, Espanha).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Conventus Scalabitanus, com capital em Scalabis Iulia (Santarém, Portugal).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Conventus Pacensis, com capital em Pax Iulia (Beja, Portugal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conventus presidiam um total de 46 populis, sendo 5 cidades de colonos romanos, entre as quais Pax Julia (Beja), Scalabis (Santarém) e Olissipo (Lisboa), município de direito romano, e três que usufruíam o direito lácio - Ebora (Évora), Myrtilis (Mértola) e Salacia (Alcácer do Sal); finalmente 37 eram da classe estipendiária, entre as quais se destacam Aeminium (Coimbra), Balsa (Tavira), Miróbriga (Santiago do Cacém). Algumas dessas comunidades encontram-se por localizar com precisão: Ossonoba (Faro?), Cetóbriga (Tróia de Setúbal?), Collippo (Leiria?), Arabriga (Alenquer?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História posterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vínculo administrativo com Roma terminaria em 411 quando o imperador Honório, após um prolongado período de guerra civil, estabeleceu um pacto com os Alanos que lhes concedia a Lusitânia. Dois anos mais tarde, porém, seriam os Visigodos que dominariam a Lusitânia a sul do Tejo, enquanto que a norte os Suevos continuavam com o seu reino, com capital em Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/romanizacao-da-peninsula-iberica.html"&gt;► Romanização da Península Ibérica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/11/o-comercio-no-imperio-romano.html"&gt;► O Comércio no Império Romano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-1055961318923937467?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/1055961318923937467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=1055961318923937467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1055961318923937467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1055961318923937467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/lusitania.html' title='&lt;strong&gt;Lusitânia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjb80pWICI/AAAAAAAAFqU/iiYl8nIJPMs/s72-c/Localiza%C3%A7%C3%A3o+da+prov%C3%ADncia+Lusit%C3%A2nia+no+Imp%C3%A9rio+Romano..png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-241065079932358522</id><published>2010-07-22T16:47:00.001-07:00</published><updated>2010-11-14T15:16:21.859-08:00</updated><title type='text'>Hispânia Tarraconense</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Hispânia Tarraconense&lt;/strong&gt; (em latim Hispania Citerior Tarraconensis) foi uma província romana da Península Ibérica, que suplantou a anterior Hispânia Citerior. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjYm_tgCjI/AAAAAAAAFp8/8blm6G91Tjg/s1600/Hisp%C3%A2nia+segundo+a+divis%C3%A3o+provincial+romana+de+27+a.C..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496881509654596146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjYm_tgCjI/AAAAAAAAFp8/8blm6G91Tjg/s400/Hisp%C3%A2nia+segundo+a+divis%C3%A3o+provincial+romana+de+27+a.C..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hispânia segundo a divisão provincial romana de 27 a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A sua capital era a Colonia Iulia Vrbs Triumphalis Tarraco, a atual Tarragona, (Catalunha, Espanha). Fazia fronteira a sudoeste com a Lusitânia e Bética e a nordeste com a Gália Aquitânia e Gália Narbonense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da queda do Império Romano do Ocidente, a província seria dominada pelos Visigodos e mais tarde parcialmente tomada durante a invasão árabe da Península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Limites e extensão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A província Hispania Citerior Tarraconensis, no seu momento de maior extensão, abrangia as duas terceiras partes da Península Ibérica, e compreendia as regiões a norte e a sul do Ebro, dos Pireneus a norte até Sagunto a sul, o vale de Douro, exceto a zona da sua margem meridional entre o Tormes e a sua desembocadura em Cale (Porto, Portugal), os vales do Tejo e do Guadiana até os limites com a Lusitânia, e o extremo oriental de Andaluzia, a leste da fronteira da Baetica que discorria de Cástulo (Linares), passando por Acci (Guadix) até a Baía de Almeria, ficando estas zonas (que durante vários anos pertenceram à Baetica) em território tarraconense; a leste limitava com o mare Nostrum -mar Mediterrâneo-, e a oeste com o Oceano Atlântico e a norte com o Golfo da Biscaia e a cordilheira dos Pireneus, que a separava do sul da Gália, ou seja, das províncias romanas de Aquitânia e Gália Narbonense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gallaecia e a Cartaginensis foram cindidas posteriormente da Tarraconensis, ambas no século III, e a Balearica da Cartaginensis, em finais do século IV, sendo transformadas em províncias independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organização administrativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por decisão de Augusto em 27 a.C., a Tarraconensis foi uma província imperial, assim como a Lusitânia, enquanto a Bética foi senatorial; a Tarraconensis tinha categoria consular, enquanto as outras duas províncias eram de categoria pretória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEja6d1ZYmI/AAAAAAAAFqM/FpynQJiw9sk/s1600/A+pen%C3%ADnsula+Ib%C3%A9rica+nos+tempos+de+Adriano+(117-138),+mostrando+a+nordeste+a+prov%C3%ADncia+da+Hispania+Tarraconensis.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496884043181548130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEja6d1ZYmI/AAAAAAAAFqM/FpynQJiw9sk/s320/A+pen%C3%ADnsula+Ib%C3%A9rica+nos+tempos+de+Adriano+(117-138),+mostrando+a+nordeste+a+prov%C3%ADncia+da+Hispania+Tarraconensis.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A península Ibérica nos tempos de Adriano (117-138), &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mostrando a nordeste a província da Hispania Tarraconensis.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;À frente da Tarraconensis encontrava-se o governador da província -Legatus Augusti pro Praetore Provinciae Hispaniae Citerioris Tarraconensis-, cujo officcium se encontrava na capital provincial, a Colonia Tarraco. À época de Augusto e Tibério, segundo indica Estrabo, tinha como subordinados três legados à frente de três legiões, que ficaram reduzidos a dois sob Calígula e a um a partir de Nero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes dimensões da província determinaram que, em algum momento entre Tibério e Cláudio, o governador recebesse como auxiliares na administração de justiça sete legados, chamados legati iuridici, à frente de conventus iuridicus. Estes legati eram nomeados diretamente pelo imperador. Os sete conventos jurídicos da província eram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Lucensis, com capital no Municipium? Lucus Augusti (Lugo).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· &lt;/strong&gt;Bracarensis, com capital no Municipium Bracara Augusta (Braga).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Asturicensis, com capital no Muncipium Asturica Augusta (Astorga).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Cluniensis, com capital na Colonia Clunia Sulpicia (Coruña del Conde).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Carthaginensis, com capital na Colônia Carthago Nova (Cartagena).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Caesaraugustanus, com capital na Colônia Caesar Augusta (Saragoça).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Tarraconensis, com capital na Colônia Tarraco (Tarragona).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada uma das sedes conventuais, foi organizado o culto imperial, dedicado aos genii imperatoris e aos imperadores divinizados, com um sacerdócio próprio masculino -flamines augusti- e feminino -flaminicai augusti-, eleitos dentre as elites das comunidades privilegiadas - coloniae muncipia - da província. Anualmente, eram designados dentre eles a um flamen e uma flaminica -não era estranho que fossem casal- para se ocuparem do culto imperial na província, desempenhando as suas funções no foro provincial da capital da província, a colonia Tarraco.&lt;br /&gt;A administração financeira da Tarraconensis, pela sua vez, dependia de um procurador imperial -procurator Caesaris-, nomeado diretamente pelo imperador dentre os membros do ordem equestre, cujo officium também tinha a sua sede na capital da província. Contudo, a partir de finais do século I ou começos do século II, a zona de mineração aurífera do noroeste da província começou a ser administrada por um procurador específico -procurator metallorum-, cargo desempenhado normalmente um liberto imperial, que tinha a sede do seu officum em Asturica Augusta, capital do conventus Asturicensis. Os procuratores dependiam diretamente do imperador e não do governador provincial, embora ambos os cargos devessem colaborar para a correta administração da província.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os séculos IV e V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 400, a situação do Império Romano do Ocidente tinha-se voltado crítica, pois a atuação de Estilicão para conter os Visigodos de Alarico tivera sucesso à custa de reduzir as guarnições do exército imperial sobre o Reno sob o mínimo necessário para garantir a segurança fronteiriça, de maneira a que Vândalos, Suevos e Alanos, conseguiram cruzar a fronteira imperial e invadir a Gália em 406.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Honório em Ravenna foi incapaz de responder a esta nova ameaça, e o governador da Britânia proclamou-se imperador como Constantino III e, com as suas tropas, entrou na Gália. Os povos bárbaros mencionados, em 409, pressionados por este último exército romano organizado, apesar dos esforços de Dídimo e Veriniano, parentes de Teodósio, Honório e Arcádio, ajudados por Gerôncio, general do usurpador Constantino, entraram na Península pelos Pireneus ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tarraconense foi a única província que não foi diretamente afetada por Suevos, Vândalos e Alanos, mas, pouco depois, os Visigodos, tornados em federados do Império e instalados ao sul da Gália, com Tolosa como capital, dirigidos pelo seu rei Ataúlfo, entraram na Hispania para submeter à autoridade imperial as zonas ocupadas pelos povos anteriores, bem como para reprimir a bandidagem local dos Bagaudas na zona do vale do Ebro, em torno de Caesaraugusta. Embora os Visigodos agissem em nome da corte imperial de Ravenna, conseguiram assentar bases sólidas na Península, agindo em nome próprio e já não abandonariam nunca o solo hispânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova da saída da Tarraconensis, e de toda Hispania da órbita imperial é a detenção da chegada de moedas imperiais, pois os últimos exemplares que se encontram na Península correspondem aos primeiros anos de Honório no Ocidente e a Arcádio no Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, o rei Eurico, frente da debilidade da corte de Ravenna, voltou para Península, para incorporar o território ao seu reino, realizando uma campanha brutal, com numerosas matanças e saqueus, relatado por Idácio de Chaves, de maneira a que, por volta de 456, a Tarraconensis se converteu numa parte mais da Visigotia, e o Império teve de ampliar o seu foedus com este povo, reconhecendo de fato a sua independência e a saída da Tarraconensis e de toda a Hispania da órbita imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 459 o imperador Majoriano visitou a província, caminho de Carthago Nova, onde estava reunindo-se uma frota do Império do Ocidente e do Império de Oriente, que incluía aliados Visigodos, para atacarem os Vândalos de Genserico ao norte da África, expedição que fracassou ao ser destruída a frota imperial pelos Vândalos na batalha de Cartagena de 461. A partir deste momento, a influência da corte de Rávena sobre a província Tarraconensis e, em geral, sobre toda a antiga a Diocesis Hispaniarum, desapareceu, de maneira a que, quando o Império do Ocidente foi abolido entre 476 e 485, o Reino Visigodo viu reafirmada a sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O final da província&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do século VI e do século VII, a província Tarraconensis sofreu numerosos ataques promovidos pelos diferentes reinos francos do outro lado do Pirineu, e serviu de base aos diferentes reis visigodos de Toledo para defender as suas posses da Gallia Narbonensis; assim mesmo, os reis Visigodos utilizaram a província como ponto de partida para penetrar e conquistar os territórios de Cantábria e dos Vascones, que se independentizaram ao desaparecer o poder romano na Península.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a invasão muçulmana de 711 e a destruição do Reino Visigodo, o sistema de administração territorial da Península Ibérica herdado de Roma, desapareceu, e com ele a província Tarraconensis, embora a zona oriental servisse como último bastião de resistência aos dois últimos monarcas Visigodos, Agila II (711-713 e Ardo (713-720). O seu território foi integrado na nova região fronteiriça do emirato de Córdova, como marca militar com capital em Saragoça, sob comando da família de conversos Banu Qasi (Filhos de Cassius).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/romanizacao-da-peninsula-iberica.html"&gt;► Romanização da Península Ibérica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/las-medulas-minas-de-ouro-romanas.html"&gt;► Las Médulas - Minas de ouro Romanas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/11/o-comercio-no-imperio-romano.html"&gt;► O Comércio no Império Romano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-241065079932358522?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/241065079932358522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=241065079932358522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/241065079932358522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/241065079932358522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/hispania-tarraconense.html' title='&lt;strong&gt;Hispânia Tarraconense&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjYm_tgCjI/AAAAAAAAFp8/8blm6G91Tjg/s72-c/Hisp%C3%A2nia+segundo+a+divis%C3%A3o+provincial+romana+de+27+a.C..png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-1593695068139704417</id><published>2010-07-22T16:45:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T16:46:38.028-07:00</updated><title type='text'>Batalha de Philippopolis</title><content type='html'>&lt;em&gt;A&lt;strong&gt; Batalha de Philippopolis&lt;/strong&gt; foi travada em 250 d.c. entre os Romanos e os godos.&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha teve lugar na cidade da Trácia de Philippopolis moderna, Plovdiv, Bulgária.&lt;br /&gt;Os godos liderados pelo Rei Cniva, após um longo cerco, saíram vitoriosos. O rei posteriormente se aliou com o comandante da cidade e governador da Trácia, Lucius Prisco, para por Décio como imperador romano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-1593695068139704417?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/1593695068139704417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=1593695068139704417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1593695068139704417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1593695068139704417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/batalha-de-philippopolis.html' title='&lt;strong&gt;Batalha de Philippopolis&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-7154498666282598591</id><published>2010-07-22T16:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T17:17:22.051-07:00</updated><title type='text'>Batalha de Niceia</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;batalha de Niceia&lt;/strong&gt; foi travada em Nicéia, no Ásia Menor no ano de 193 d.c. entre as forças de Septimus Severus e seu rival oriental, Pescênio Níger. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha ocorreu no contexto do Ano dos Cinco Imperadores, um período tumultuado no Império Romano, quando o Imperador Pertinax foi assassinado pela Guarda Pretoriana. A Guarda Pretoriana, em seguida, realizou um leilão para o trono, que foi vencido por Didius Juliano, tornando-se imperador. O leilão era impopular, e Septimus Severus e Pescênio Níger, o governador da Síria (assim como Clódio Albino, governador da Grã-Bretanha) reivindicaram o trono imperial romano após o leilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severo marchou para Roma derrotando Didius, em seguida, marchou para enfrentar Pescênio na batalha. Severus derrotou o seu rival, e terminou sua oferta para o Império Romano no ano seguinte em Issus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-7154498666282598591?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/7154498666282598591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=7154498666282598591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7154498666282598591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7154498666282598591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/batalha-de-niceia.html' title='&lt;strong&gt;Batalha de Niceia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-4999007936886844014</id><published>2010-07-22T16:42:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T16:43:49.430-07:00</updated><title type='text'>Batalha do Margus</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Batalha do Margus&lt;/strong&gt; foi travada em julho de 285 entre os exércitos dos imperadores romanos Diocleciano e Carino, no vale do Rio Margus (hoje Grande Morava) na Mésia (atual Sérvia).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carino levou a maior força, mas a lealdade do seu exército foi definitivamente questionável. As circunstâncias exatas da batalha estão em dúvida, mas sabe-se ao certo que Carino foi morto no curso da batalha, provavelmente por um de seus próprios funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos suspeitam que o prefeito pretoriano Aristóbulo foi o responsável pelo assassinato de Carino, um argumento que ganha credibilidade no fato de Diocleciano depois ter recompensado Aristóbulo, confirmando-o no cargo de Prefeito do pretório e Consul para o restante de 285. Diocleciano ficou então com o controle total do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sua vitória, Diocleciano administrou o juramento de lealdade aos ex-soldados de Carino, em seguida, voltou sua atenção para a fronteira do Danúbio, onde os Marcomanni e Quadi estavam realizando assaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-4999007936886844014?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/4999007936886844014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=4999007936886844014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4999007936886844014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4999007936886844014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/batalha-do-margus.html' title='&lt;strong&gt;Batalha do Margus&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-9077141626760392359</id><published>2010-07-22T16:36:00.001-07:00</published><updated>2010-07-22T16:42:07.513-07:00</updated><title type='text'>Pompeu, o guerreiro de Roma</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ele foi um líder militar habilidoso, que dominou países e ampliou o poder de Roma. Mas caiu diante de Júlio César&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjWUG5RjII/AAAAAAAAFp0/HN7nby63WnA/s1600/Cneu+Pompeu+Magno.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 331px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjWUG5RjII/AAAAAAAAFp0/HN7nby63WnA/s400/Cneu+Pompeu+Magno.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496878986142256258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de mil navios piratas tomavam conta do Mediterrâneo e pilhagens e latrocínios aterrorizavam a costa da Itália em 66 a.C. Foi quando 13 grupos de navios romanos atacaram, de surpresa, numa manobra nada simples. Um jovem general, que acabara de receber do Senado poder ilimitado sobre os mares, bolou uma manobra para acabar com os piratas. Seu nome era Cneu Pompeu Magno, ou simplesmente Pompeu. Ele contava com 500 barcos, 120 mil homens e 5 mil cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pompeu dividiu o Mediterrâneo em 13 regiões. Se atacasse num só ponto, os piratas teriam tempo de reagir. Se os romanos formassem blocos de soldados pela costa, a surpresa seria tão grande que só restaria aos navios opositores a fuga. A tática de Pompeu deu certo. Os piratas não tiveram como revidar a ofensiva. Muitos escaparam e se refugiaram na Sicília, para onde Pompeu partiu com força máxima. Em 40 dias, o Mediterrâneo estava livre dos que ameaçavam o comércio do Império Romano e mais de 20 mil deles foram capturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi um motivo suficiente para o Senado estabelecer uma lei, a Manília, que dava poder a Pompeu sobre todas as terras fora da Itália. Amparado na legislação, ele partiu para vencer outro grande inimigo de Roma, Mitríades, rei do Ponto (a atual Turquia), e conquistar mais territórios. O general era um militar de hábil senso estratégico e combatia junto com seus soldados no chão ou sobre um cavalo. Dominava a luta com a espada, o gládio (espada curta) e o pilo (tipo de lança). Nascido em 106 a.C., desde a juventude Pompeu era chamado por senadores para resolver problemas com adversários externos. “Pompeu ia para a frente de combate e obteve popularidade com suas façanhas”, diz Norma Musco Mendes, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ele ganhou inimigos poderosos. O maior foi Júlio César, que decidiu lutar pelo posto máximo em Roma. O processo começou quando ele venceu a Guerra da Gália (a atual França). Depois de derrotar os gauleses, César atravessou com suas tropas o Rubicão, rio que separa a Itália da Gália, em direção a Roma. O Senado já o via como uma ameaça, um futuro ditador. Pompeu, mais moderado, teve o Senado a seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 58 anos, Pompeu recebeu autoridade dos senadores para impedir os planos de César. Mas esse era outro gênio militar. Os dois generais se enfrentaram na Itália, na Espanha e nos Bálcãs – nas três batalhas, Pompeu foi derrotado. Em Farsália (no norte da Grécia), Pompeu teve o revés definitivo, mesmo com uma cavalaria bem armada. Empunhando lanças, os soldados de César se anteciparam ao exército oponente e mataram cerca de 6 mil combatentes, capturando 24 mil homens. Pompeu, depois de 34 anos de vitórias e aos 59 de idade, se viu obrigado a fugir. Escolheu seguir de barco para o Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei do Egito era Ptolomeu, de apenas 10 anos. Por isso, o governo era dominado por um conselho formado por Tódoto, Áquila e Potino. Os três, com medo de César, decidiram planejar uma armadilha para Pompeu. Áquila convocou o tribuno Septimio e o centurião Sálvio, e os três foram receber o barco de Pompeu. O general romano passou para o barco dos conspiradores para ser morto a golpes de punhal e espada. Pompeu teve sua cabeça cortada. Ela foi levada a Julio César, que teria ficado indignado com o crime e mandado matar os assassinos de Pompeu. César terminou nomeado ditador de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mania de matar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;10 dos 12 primeiros césares foram assassinados. Veja alguns dos mais famosos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Júlio César (governou de 59 a 44 a.C.)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Seu assassinato foi planejado por aristocratas romanos, entre os quais Brutus, que, ao contrário do que se pensa, não era filho de César. Morreu a punhaladas pelos conspiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Cláudio (de 41 a 54 d.C.)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Morreu na mesa de jantar. Sua mulher, Agripina, para garantir que o filho Nero assumisse, teria mandado matá-lo. Cláudio comeu um cogumelo venenoso misturado a um prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Calígula (de 37 a 41 d.C.)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais excêntricos imperadores – nomeou seu cavalo como cônsul –, mandava assassinar inimigos, como os antecessores. Foi morto por guardas numa emboscada tramada pelo Senado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assim era Pompeu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Conquistador&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Em 34 anos à frente dos exércitos romanos, ele conquistou a Armênia, a Sicília, a Capadócia, a região ibérica, a Síria, a Mesopotâmia, a Fenícia, a Palestina, a Judéia e a Arábia. No norte da África, as tropas de Pompeu mataram, em apenas uma batalha, cerca de 20 mil inimigos – só 3 mil conseguiram escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Estrategista&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Na região do Ponto (atual Turquia), as tropas de Pompeu ocuparam um monte, abandonado pelo rei Mitríades por não ter água. O general romano calculou que, se havia plantas, encontraria água abaixo do solo. Com muita água, teve tempo de decidir como sitiaria Mitríades. Os romanos mataram mais de 10 mil homens. Mitríades fugiu com 800 cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Adorado pelo povo&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;A glória militar do general o fez muito popular. Suas conquistas se reverteram em terras, escravos, bens e novas rotas comerciais que geraram riqueza e prosperidade para os cidadãos romanos. Por isso, Pompeu era literalmente festejado pelo povão: em sua homenagem, o Senado ordenava grandes festejos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-9077141626760392359?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/9077141626760392359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=9077141626760392359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/9077141626760392359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/9077141626760392359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/pompeu-o-guerreiro-de-roma.html' title='&lt;strong&gt;Pompeu, o guerreiro de Roma&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjWUG5RjII/AAAAAAAAFp0/HN7nby63WnA/s72-c/Cneu+Pompeu+Magno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-4802722352872773713</id><published>2010-07-22T16:27:00.001-07:00</published><updated>2010-07-26T09:02:26.490-07:00</updated><title type='text'>Spartacus, o homem que desafiou Roma</title><content type='html'>&lt;em&gt;O ex-escravo colocou em risco o poder do império durante os três anos de uma rebelião com milhares de comandados que abalou a Itália&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjUJ5mXGjI/AAAAAAAAFps/GXqby9tH2ZY/s1600/Spartacus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 348px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjUJ5mXGjI/AAAAAAAAFps/GXqby9tH2ZY/s400/Spartacus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496876611751320114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exército dos mais improváveis virou de pernas para o ar o coração do Império Romano, cerca de 70 anos antes do nascimento de Cristo. Embora fosse inteiramente formada por escravos, a imensa maioria deles sem nenhuma experiência militar, essa força rebelde chegou a contar com 90 mil soldados, deu um trabalho imenso aos principais comandantes de Roma e chegou perto de engendrar o colapso político e econômico da Itália. À frente dos revoltosos estava um ex-gladiador, um gênio militar nato, apesar da origem aparentemente humilde. Seu nome era Spartacus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 2 mil anos depois, os detalhes da vida e personalidade desse guerreiro foram quase totalmente engolidos pela lenda. Para os antigos historiadores gregos e romanos, ele não passava de um bandido, enquanto teóricos socialistas e revolucionários de todos os tipos o transformaram num herói quase sobre-humano. Calúnias ou idealizações à parte, o fato é que a história de Spartacus e seu exército mostram à perfeição como a enxurrada de escravos que havia inundado o Império Romano criou um desequilíbrio social de proporções bíblicas. Sem saber, os romanos tinham plantado a semente de seu próprio pesadelo, embora, no fim das contas, tenham conseguido acabar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mão-de-obra grátis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta de Spartacus só se tornou possível porque Roma, nos dois séculos anteriores ao nascimento do guerreiro, havia se tornado a senhora (quase) absoluta da bacia do Mediterrâneo. Numa série de conquistas, envolvendo basicamente o império de Cartago e as regiões dominadas por macedônios e gregos, Roma incorporou vastos territórios, muitos deles ricos em solos férteis e recursos agrícolas. Além disso, havia um bônus: no mundo antigo, os derrotados nas guerras tradicionalmente se tornavam escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vencer meio mundo em batalha, Roma deixou de ser uma civilização formada basicamente por homens livres e pequenos proprietários de terra para se tornar a dona de uma multidão de escravos. Algumas estimativas modernas sugerem que, na época, havia um escravo para cada três pessoas livres. O problema, porém, não era só esse desequilíbrio demográfico: a mão-de-obra servil favoreceu os grandes proprietários de terra, que passaram a adquirir as pequenas propriedades dos camponeses livres por meios legais ou ilegais. Assim, a zona rural da Itália estava lotada de “sem-terra” e pequenos agricultores empobrecidos e encurralados – um fator que acabaria favorecendo Spartacus e seus comandados. Nas três ou quatro décadas que precederam a revolta do gladiador, a situação explosiva criou outros levantes no campo italiano, em especial na recém-conquistada Sicília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a principal vantagem econômica de incorporar tantos escravos ao império fosse seu emprego na agricultura, havia um contingente, digamos, diferenciado de cativos. Alguns se tornavam servidores domésticos ou, no caso de certas mulheres, literalmente escravas sexuais de seus amos. Mas entre os mais apreciados pelos romanos estavam os escravos destinados às lutas de gladiadores, uma das formas mais populares de entretenimento público no império. As lutas, ou ludi (“jogos”, em latim), como eram mais conhecidas na época, quase sempre comemoravam grandes triunfos militares. Os que tomavam parte dos combates nem sempre recebiam treinamento especial. No entanto, lutadores com potencial para conquistar as multidões eram muito procurados e logo eram incorporados a academias especiais, onde eram treinados e recebiam até certa dose de regalias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente num estabelecimento desses, mantido por um sujeito chamado Lentulus Batiatus, em Cápua, sul da Itália, que Spartacus e seus companheiros originais viviam. Segundo o historiador grego Plutarco, que escreveu seu relato no século 2 d.C., “a maioria deles era de origem gaulesa ou trácia. Esses homens não haviam feito nada de errado, mas, simplesmente por causa da crueldade de seu amo, eram mantidos em confinamento até que chegasse a hora de entrarem em combate”. (A referência a “não fazer nada de errado” tem a ver com o fato de que criminosos condenados às vezes também eram mandados para a arena.) Como sempre, fica óbvio que os historiadores do mundo antigo não faziam muito bem, sua lição de casa: as designações “gauleses” (ou seja, nativos da Gália, na atual França) e “trácios” (originários da Trácia, região que corresponde a partes da Grécia e Bulgária atuais) podem não indicar a origem geográfica, mas o tipo de “modalidade” gladiatorial que os homens de Batiatus praticavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, a maioria dos autores greco-romanos diz que Spartacus era um nativo da Trácia. Para Apiano, escritor contemporâneo de Plutarco e originário de Alexandria, no Egito, ele teria lutado contra os romanos e feito prisioneiro – os trácios eram famosos por seu espírito de luta e, em certo sentido, até selvageria. Plutarco acrescenta, já criando uma aura mítica em torno do gladiador: “Dizem que, quando o levaram a Roma para ser vendido, uma serpente foi vista enrolando-se em torno da cabeça dele enquanto dormia. Sua mulher, que pertencia à mesmo tribo e era uma profetisa, submetida ao êxtase do deus Dioniso, declarou que esse sinal significava que ele teria um poder grande e terrível, o qual, no final, iria levá-lo ao infortúnio”. A história tem toda a cara de ser uma invenção de Plutarco, já que na tradição grega os trácios é que teriam levado o culto de Dioniso para o resto do Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quebrando tudo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade ou mentira, o fato é que Spartacus tinha pelo menos uma virtude: a iniciativa. No ano 73 a.C., ele se tornou o cabeça de uma fuga envolvendo 78 escravos, que se armaram com facas de cozinha e qualquer outro instrumento cortante à vista e deram o fora da tal “academia”. Segundo o mesmo Plutarco, o grupo deu a sorte de cruzar com um carregamento de armas para gladiadores que se dirigia para outra cidade e capturá-lo, o que aumentou suas chances de resistir à eventualidade de um ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gladiadores, que tinham como líderes, além de Spartacus, dois sujeitos conhecidos como Crixus e Oenomaus (supostamente gauleses, embora a classificação também seja duvidosa), se refugiaram no cume do vulcão Vesúvio. Puseram-se a atacar e pilhar as propriedades rurais vizinhas, atraindo mais e mais escravos fugitivos para seu lado. Mas não só cativos: pastores e camponeses pobres da região também começaram a se unir em massa ao chefe gladiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades romanas demoraram para se dar conta da gravidade da situação. Basta dizer que sua primeira tentativa de acabar com a rebelião foi mandar contra Spartacus uma força de 3 mil homens que tinham acabado de entrar para o exército e não tinham treinamento algum. Seu líder, Caio Cláudio Glaber, se limitou a montar seu acampamento bloqueando a trilha que levava para fora do Vesúvio, achando que conseguiria fazer os gladiadores se render pela fome. Segundo relatos da época, porém, o vulcão tinha seu topo coberto por videiras selvagens, que Spartacus e seus companheiros usaram para tecer cordas, com as quais desceram pelo outro lado da montanha. Atacaram Glaber por trás e aniquilaram seu exército de novatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa primeira grande vitória do gladiador, muitos de seus seguidores decidiram marchar para o norte com a intenção de deixar a Itália e voltar para seus países de origem. Enquanto isso, o governo romano resolveu agir e mandou contra Spartacus duas legiões – cerca de 12 mil homens – comandadas pelos dois cônsules, os chefes de governo da república. Parte do exército de escravos, liderado por Crixus, se separou de Spartacus e acabou dizimada, mas o líder rebelde conseguiu derrotar ambas as legiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, os revoltosos (com 90 mil pessoas em seu grupo) chegaram aos Alpes. Mas parte dos homens queria continuar a viver de pilhagem, o que os levou a voltar a Itália. O governo de Roma deu então o comando de dez legiões a Crasso e convocou o herói de guerra Pompeu. Os dois encurralaram Spartacus no sul da Itália. O gladiador e seus homens ainda venceram batalhas. Durante uma delas, o gladiador atacou Crasso e morreu em combate com milhares de seus homens. Outros 6 mil escravos foram crucificados na estrada que ia de Roma a Cápua – a Via Ápia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dois filmes sobre Spartacus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O clássico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a direção de Stanley Kubrick, responsável por outros clássicos, como 2001: uma Odisséia no Espaço, esse filme, de 1960, é provavelmente a principal fonte da fama do líder escravo nos dias de hoje. Dirigida com todo o capricho técnico dos épicos de Hollywood da época, a obra segue à risca a receita do cinemão, até dando ao herói, interpretado por Kirk Douglas, uma paixão pela bela escrava Varínia. O Spartacus do filme é um lutador típico, que quer libertar todos os escravos do império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O enlatado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no ramo nada se cria nos últimos tempos, produtores norte-americanos decidiram fazer, em 2004, uma minissérie para a TV com base no filme de Kubrick. Que essa é a fonte original de Spartacus está na cara pela presença da bela Varínia mais uma vez (um personagem nunca registrado historicamente). De quebra, o herói, encarnado pelo ator croata Goran Visjnic, come o pão que o diabo amassou, trabalhando no deserto egípcio antes de virar gladiador. O que, aliás, lembra outro famoso gladiador do cinema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Treinamento básico de um soldado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal diferença entre as legiões do exército romano e boa parte dos povos que enfrentava em batalha era este detalhe decisivo: a disciplina. Ao menos durante a fase áurea do império, quem ingressava numa legião sabia estar aceitando um período extenso e exclusivo de serviço militar, com duração de 25 anos. O coração das legiões era a infantaria, que era treinada para lutar de forma ao mesmo tempo coesa e flexível. As duas principais armas do legionário eram o pilo, uma lança curta que era arremessada assim que o combate começava, e o gládio, uma pequena espada para o duelo corporal. Uma sacada tecnológica simples tornava o pilo especialmente importante: se ele atingisse o escudo do inimigo, sua ponta se dobrava para dentro e ele ficava enganchado, o que levava a pessoa sob ataque a ter de se livrar do escudo. Além do treinamento para manobras como essa, os soldados romanos também estavam acostumados a carregar mais de 30 kg de seu próprio equipamento em marchas forçadas durante as viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/05/anibal-e-seu-exercito-o-pesadelo-de.html"&gt;► Aníbal e seu exército - O pesadelo de Roma&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/o-verdadeiro-asterix-foi-derrotado-por.html"&gt;► O verdadeiro Asterix foi derrotado por César&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-4802722352872773713?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/4802722352872773713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=4802722352872773713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4802722352872773713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4802722352872773713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/07/spartacus-o-homem-que-desafiou-roma.html' title='&lt;strong&gt;Spartacus, o homem que desafiou Roma&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEjUJ5mXGjI/AAAAAAAAFps/GXqby9tH2ZY/s72-c/Spartacus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-1479843340153910326</id><published>2010-06-24T14:48:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T18:14:37.049-07:00</updated><title type='text'>Massada: a última fortaleza</title><content type='html'>O ano 72 d.C. estava próximo de seu fim quando um sentinela judeu, que montava guarda num posto avançado nas montanhas, avistou uma nuvem de poeira aproximando-se no horizonte. Ele sabia que aquilo só podia significar uma coisa: os romanos estavam chegando. Foi dado o alarme. A última fortaleza da resistência judaica despertou. A guerra havia chegado a Massada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPTdxCyvRI/AAAAAAAAFdM/i3UzdFiGY_k/s1600/Massada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486461279402114322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPTdxCyvRI/AAAAAAAAFdM/i3UzdFiGY_k/s320/Massada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A fortaleza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massada, que, provavelmente, significa "lugar seguro" ou "fortaleza", é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado. Na parte leste, a face do penhasco se eleva 400 metros acima da planície circundante. O acesso só é possível através de uma difícil trilha que serpenteia pela montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vertentes norte e sul são igualmente escarpadas, mas o lado oeste é um pouco mais fácil de atingir. Ali, embora a montanha ainda se eleve a mais de 100 metros de altitude, o terreno sobe com uma inclinação de vinte graus até cerca de 13 metros do topo. O platô de Massada tem a forma aproximada de um losango, com cerca de 600 metros de comprimento e 300 metros na parte mais larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávio Josefo, o famoso historiador judeu do primeiro século, é a principal fonte de informação sobre a história de Massada. Embora alguns de seus relatos e números sejam muitas vezes questionados, grande parte do que ele descreveu foi confirmado pela arqueologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massada tornou-se uma fortaleza judaica durante o período dos hasmoneus (cerca de 150-76 a.C.). Mais tarde, o rei Herodes fez ampliações e reforçou suas defesas (37-31 a.C.). Como era de se esperar, as reformas de Herodes foram impressionantes. Uma dupla muralha de pedra, com 140 metros de extensão e quase seis metros de altura em alguns pontos, estendia-se por todo o perímetro do platô. No espaço de 4 metros de largura que separava as duas muralhas, foram construídos vários quartos, que eram usados para guardar armas e alojar as tropas. A muralha tinha quatro portões e mais de trinta torres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDCwZSQy4DI/AAAAAAAAFks/hgFltMQZok8/s1600/Terma+de+Masada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490081894210134066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDCwZSQy4DI/AAAAAAAAFks/hgFltMQZok8/s320/Terma+de+Masada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Terma de Masada.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPUNFBuZ5I/AAAAAAAAFdU/xAk1EuhTHaM/s1600/Herodes+construiu+dois+pal%C3%A1cios+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486462092220196754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPUNFBuZ5I/AAAAAAAAFdU/xAk1EuhTHaM/s400/Herodes+construiu+dois+pal%C3%A1cios+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPUavDdISI/AAAAAAAAFdc/3NmvJ2hHX_I/s1600/Herodes+construiu+dois+pal%C3%A1cios+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486462326840041762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 187px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPUavDdISI/AAAAAAAAFdc/3NmvJ2hHX_I/s400/Herodes+construiu+dois+pal%C3%A1cios+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Herodes construiu dois palácios com todo &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;conforto e luxo da época: pisos de mosaicos, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;afrescos, colunatas e até uma piscina.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Herodes também construiu dois palácios com todo conforto e luxo da época: pisos de mosaicos, afrescos, colunatas e até uma piscina. Para garantir a auto-suficiência de seu refúgio no deserto, Herodes mandou plantar hortaliças e grãos na montanha, além de construir enormes cisternas escavadas na pedra para coletar água da chuva, com capacidade para mais de 40 milhões de litros. Suas despensas guardavam jarros de azeite, vinho, farinha e frutas. Herodes também tinha um estoque de armas suficiente para um exército de dez mil homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Herodes, a fortaleza de Massada foi ocupada por uma guarnição romana que ficou aquartelada ali por quase cem anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os sicários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPWwkX8SpI/AAAAAAAAFd0/a0qE57IT63Q/s1600/soldado+de+massada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486464900953557650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPWwkX8SpI/AAAAAAAAFd0/a0qE57IT63Q/s320/soldado+de+massada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o censo de Quirino (6 d.C., cf. Lc 2.2), surgiu entre os judeus daquela região uma quarta filosofia ou seita (além dos fariseus, saduceus e essênios). Josefo apontou essa seita como responsável pela destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C. Esse partido defendia a rebelião contra Roma e não reconhecia nenhuma autoridade, senão a divina. Seus seguidores eram conhecidos como sicários, do latim sica, que significa "adaga curva". Alguns estudiosos identificam os sicários com os zelotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josefo não tinha muitas palavras boas a dizer sobre os sicários. Ele os definiu como bandidos, que não assassinavam só os romanos, mas matavam e saqueavam seus próprios compatriotas, cometendo crimes bárbaros e fomentando a revolta, sob uma capa de patriotismo e ideais libertários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 66 d.C., um grupo desses rebeldes entrou furtivamente na fortaleza de Massada e dizimou a guarnição romana aquartelada ali. Pouco depois, o líder dos sicários, Manaém, chegou a Massada com seus homens, saqueou o arsenal e seguiu em direção a Jerusalém, como líder autoproclamado da revolta contra Roma. Chegando em Jerusalém, Manaém agiu com extrema crueldade, assassinando todos os que não se submetiam à sua autoridade. Sua opressão tornou-se tão insuportável que provocou um levante num grupo de judeus de Jerusalém que consideravam sua tirania pior que a de Roma. Nessa revolta, Manaém foi preso e executado. Muitos de seus seguidores, inclusive um parente seu chamado Eleazar ben Jair, fugiram para Massada, onde Eleazar tornou-se líder dos sicários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os seis anos seguintes, os sicários de Massada demonstraram fervorosa devoção religiosa. Entretanto, em total incoerência com essa aparente piedade, Eleazar e seus homens costumavam atacar as povoações vizinhas, até mesmo as de judeus, para roubar provisões. A vila de En-Gedi, situada a cerca de 25 quilômetros ao norte de Massada, foi alvo de seu ataque mais cruel. Os sicários investiram contra a aldeia durante a Festa dos Pães Asmos, roubaram todos os mantimentos, expulsaram os habitantes judeus e, segundo Josefo, mataram setecentas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jerusalém foi finalmente destruída pelos romanos, no ano 70 de nossa era, um pequeno punhado de sobreviventes dirigiu-se para Massada. Na época em que os romanos atacaram a fortaleza na montanha, no final de 72 d.C., a população judaica que ali vivia já somava 967 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O cerco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a tomada de Jerusalém, os romanos começaram a operação de limpeza das áreas conquistadas. Dois baluartes judaicos remanescentes – Herodion e Maqueronte – foram rapidamente esmagados. Massada foi deixada para o novo procurador, Flávio Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silva marchou em direção a Massada com a Décima Legião e uma tropa auxiliar de milhares de soldados, além de milhares de prisioneiros judeus que trabalhavam como escravos, produzindo alimentos e fornecendo água para o exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à base da fortaleza de Massada, Silva começou a elaborar uma estratégia para enfrentar o desanimador desafio que se erguia à sua frente. Após avaliar a situação, ele decidiu, primeiramente, construir oito acampamentos de base em torno da fortaleza. Um deles foi colocado na montanha que dava vista para Massada, no lado sul. O local era um ótimo posto de observação, permitindo acompanhar as atividades dos sicários. O quartel-general de Silva estava localizado num dos acampamentos maiores, a noroeste da fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro objetivo de Silva era impedir que os sicários escapassem. Para isso, construiu uma muralha de três quilômetros de extensão e quase dois metros de espessura, circundando toda a montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDCxizywlwI/AAAAAAAAFk0/XLNnvQcG234/s1600/A+rampa+de+vista+de+cima.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDCxizywlwI/AAAAAAAAFk0/XLNnvQcG234/s320/A+rampa+de+vista+de+cima.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490083157341411074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O general Silva decidiu construir uma rampa de assalto &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sobre a elevação natural na encosta oeste de Massada, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um plano inclinado que deve ter tido uns 160 metros&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de comprimento, 15 metros de largura e 8 metros &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;profundidade, e que ainda hoje pode ser visto.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O segundo objetivo de Silva era transpor a muralha defensiva no alto da montanha e penetrar na fortaleza. Ele sabia que um cerco prolongado estava fora de questão, pois Massada tinha uma abundante reserva de provisões. Então, decidiu construir uma rampa de assalto sobre a elevação natural na encosta oeste de Massada. Esse feito não foi nada desprezível. As tropas de Silva levaram grande quantidade de terra e pedras para o local, e usaram vigas de madeira de tamargueira, com 60 centímetros a 1 metro de comprimento, para escorar a pilha de entulho. Com esse material, construíram um plano inclinado que deve ter tido uns 160 metros de comprimento, 15 metros de largura e 8 metros de profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os sicários sabiam muito bem quais eram as intenções dos romanos, e não ficaram assistindo de braços cruzados. Enquanto os romanos tentavam construir sua rampa, os judeus juntavam grandes pedras, pesando uns 50 quilogramas cada uma, e as mandavam rolando morro abaixo. Além disso, outros sicários arremessavam pedras menores com suas fundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a resistência foi em vão. O plano inclinado foi concluído e as enormes máquinas de guerra dos romanos entraram em ação. Uma dessas torres tinha entre 20 e 30 metros de altura, e, lá de cima, os romanos lançavam uma chuva de setas e pedras sobre os atarantados rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torre também tinha um poderoso aríete, composto de uma enorme tora de madeira com uma ponta de ferro no formato de cabeça de carneiro. A tora era suspensa por cordas, dentro da máquina de guerra. Os soldados empurravam a máquina até perto da muralha ou dos portões e, ao chegarem a uma distância suficiente, puxavam a tora para trás e depois a empurravam para a frente com toda a força. Josefo comentou que nenhuma muralha ou torre conseguia resistir à violência desses golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo disso, os sicários usaram um sistema engenhoso para reforçar a muralha exterior. Usando as vigas dos telhados de 90 por cento das construções de Massada, eles construíram uma muralha de madeira por dentro da muralha de pedra e encheram de terra o espaço entre as duas. A muralha interna "deveria ter entre 20 e 25 metros de extensão, cerca de 18 metros de espessura e 7 a 8 metros de altura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, o aríete tinha pouco efeito sobre este tipo de muralha, exceto o de compactar ainda mais a terra, a cada novo golpe. Mas o sucesso da nova muralha de madeira não durou muito, pois ela tinha uma grande fraqueza: podia ser queimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silva ordenou que suas tropas lançassem tochas flamejantes sobre a muralha, e, em pouco tempo, ela estava em chamas. Quando um vento vindo do norte soprou as chamas de volta na direção dos romanos, os judeus cercados sentiram a esperança renascer. Mas os ventos mudaram outra vez, levando as chamas novamente para a muralha. Enquanto suas defesas queimavam rapidamente, os sicários perceberam que o fim estava próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O suicídio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de investirem para a matança, os legionários voltaram a seus acampamentos para passar a noite, preparando-se para desferir o ataque final pela manhã. Porém, durante a noite, Eleazar ben Jair convenceu seus compatriotas, embora com certa dificuldade, de que era melhor morrerem livres do que sofrerem a tortura que certamente estaria reservada para eles e suas famílias, nas mãos dos romanos. O suicídio coletivo era preferível à escravidão. Com grande tristeza, cada chefe de família matou sua mulher e seus filhos. Em seguida, foram sorteados dez homens para matar os restantes. Desses, um foi selecionado para matar os outros nove, incendiar o palácio onde todos haviam tombado e, depois, suicidar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o raiar do sol, as tropas romanas precipitaram-se pelas fendas da muralha, preparadas para entrar em combate contra a resistência, mas tudo o que encontraram foi o silêncio. Intrigados, os soldados gritaram para atrair os guerreiros. Em vez disso, viram surgir das sombras duas mulheres e cinco crianças, que haviam escapado do massacre da noite anterior escondendo-se em cavernas subterrâneas. Os sobreviventes contaram aos romanos o que os sicários tinham feito, mas eles só acreditaram quando entraram no palácio incendiado e contemplaram o monte de cadáveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mortes ocorreram no décimo quinto dia do mês de nisã, segundo o calendário judaico, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos do ano de 73 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o moderno Estado de Israel homenageia Massada, não necessariamente por seus defensores, mas por seus ideais. As palavras do hino nacional israelense expressam o anseio do coração de todo judeu, desde que os romanos romperam as defesas de Massada: "Viver em liberdade na terra de Sião e Jerusalém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://torahweb.forumbrasil.net/"&gt;Torah Web&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/11/judeia.html"&gt;► Judéia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/11/primeira-rebeliao-judaica.html"&gt;► Primeira Rebelião Judaica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/batalha-de-bete-horon.html"&gt;► Batalha de Bete-Horon&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/cerco-de-gamla.html"&gt;► Cerco de Gamla&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/cerco-de-jerusalem.html"&gt;► Cerco de Jerusalém&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-1479843340153910326?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/1479843340153910326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=1479843340153910326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1479843340153910326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/1479843340153910326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/06/massada-ultima-fortaleza.html' title='&lt;strong&gt;Massada: a última fortaleza&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCPTdxCyvRI/AAAAAAAAFdM/i3UzdFiGY_k/s72-c/Massada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-2756697500148832798</id><published>2010-05-29T18:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T10:33:03.593-07:00</updated><title type='text'>Jerash – uma jornada no tempo  </title><content type='html'>&lt;em&gt;Sítio histórico a 50 quilômetros da capital jordaniana reúne marcas de diferentes civilizações. Durante o Império Romano, a cidade foi uma das Decápolis, grupo de importantes centros comerciais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG9yWAulrI/AAAAAAAAFJs/rwBl3HnktKc/s1600/8347401.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476867294458975922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG9yWAulrI/AAAAAAAAFJs/rwBl3HnktKc/s400/8347401.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus habitantes eram árabe-semitas durante o período pré-clássico do primeiro milênio, quando deram o nome da aldeia de Garschu. Mas tarde os romanos helenizaram o antigo nome árabe de Garschu para Gerasa, e no fim do século 19 os habitantes árabes transformaram a Gerasa romana em Jerash árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruínas são consideradas bem preservadas e guardam marcas das diferentes civilizações que habitaram o local. Indícios apontam a existência de assentamentos humanos na região desde o Neolítico, mas a cidade em si tornou-se mais conhecida na época de Alexandre, o Grande, no século 04 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG-mfjPPbI/AAAAAAAAFJ0/4Vh-Bz-H4bw/s1600/Colonnade+at+Jerash.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476868190372838834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG-mfjPPbI/AAAAAAAAFJ0/4Vh-Bz-H4bw/s400/Colonnade+at+Jerash.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sob o domínio de Roma, porém, que Jerash atingiu seu apogeu. Ela foi conquistada pelo general Pompeu em 63 a.C. Mais tarde Pompeu formaria o primeiro triunvirato ao lado de Julio César e Crasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a conquista, Jerash passou a fazer parte da província romana da Síria e tornou-se uma das Decápolis, grupo de cidades romanas de importância estratégica e comercial localizadas nos territórios atuais da Jordânia, Síria, Israel e Palestina.&lt;br /&gt;Também fazem parte dessa lista cidades como Damasco e Filadélfia, atual Amã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveu em Jerash um dos mais importantes matemáticos da antiguidade, Nicomachus, escritor de livros como “Teologia dos Números” ou a “Introdução à Aritmética”, que serviu de base à matemática por mais de 1000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade foi invadida em 614 pelos persas, entrando em rápido declínio. Em 746, um forte sismo acabou com o resto. Depois disto apenas pequenos povoados ocuparam o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redescoberta em 1806 pelo viajante alemão Ulrich Jasper Seetzen, que encontrou parte de suas ruínas, a cidade encontrava-se quase totalmente encoberta por areia, o que ajudou a sua preservação, sendo revelada através de escavações consecutivas iniciadas 1925. Suas ruínas estão localizadas numa planície cercada por morros, cujas terras férteis garantiram seu desenvolvimento. Jerash é um dos mais importantes vestígios da ocupação romana no Oriente Próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHAATHuEXI/AAAAAAAAFJ8/IQhJGZmvukY/s1600/Arco+de+Adriano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476869733224419698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHAATHuEXI/AAAAAAAAFJ8/IQhJGZmvukY/s400/Arco+de+Adriano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arco de Adriano&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A entrada é pelo Arco de Adriano, enorme estrutura construída para comemorar a visita do imperador à cidade em 129 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHA0G7E1oI/AAAAAAAAFKE/6DhtayJM58c/s1600/Hip%C3%B3dromo+de+Jerash.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476870623303358082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHA0G7E1oI/AAAAAAAAFKE/6DhtayJM58c/s400/Hip%C3%B3dromo+de+Jerash.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hipódromo&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Logo à esquerda de quem passa pelo arco triunfal está o hipódromo, onde hoje são encenados jogos da época, incluindo corridas de carruagens a la Ben Hur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAKo6twJmoI/AAAAAAAAFMM/OjhBtfSMX7Q/s1600/Pra%C3%A7a+Oval....jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477125823503374978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAKo6twJmoI/AAAAAAAAFMM/OjhBtfSMX7Q/s400/Pra%C3%A7a+Oval....jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Praça Oval&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHHsOh9oJI/AAAAAAAAFKU/w7sSrWPrt_o/s1600/F%C3%B3rum+de+Jerash.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476878184487952530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHHsOh9oJI/AAAAAAAAFKU/w7sSrWPrt_o/s400/F%C3%B3rum+de+Jerash.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fórum&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHHLFcqnPI/AAAAAAAAFKM/sgVf7kSKML8/s1600/Cardo+M%C3%A1ximo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476877615114132722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHHLFcqnPI/AAAAAAAAFKM/sgVf7kSKML8/s400/Cardo+M%C3%A1ximo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cardo Máximo&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A parte mais marcante de Jerash, porém, é a grande praça em forma oval, ou o Fórum, que lembra a Praça de São Pedro, no Vaticano, construída muitos séculos depois. Ela é ladeada por duas fileiras de colunas que levam ao Cardo Maximus, principal rua da antiga Gérasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHMPqVzq0I/AAAAAAAAFKc/ayQAdE3_kdA/s1600/o+templo+de+Artemis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476883191295093570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHMPqVzq0I/AAAAAAAAFKc/ayQAdE3_kdA/s400/o+templo+de+Artemis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Templo de Artemis&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dessa via ladeada por pilares algumas estruturas se destacam, como o Nymphaeum, principal fonte da cidade, a entrada para o templo de Artemis, localizado no alto de uma colina com suas impressionantes colunas, e dois arcos monumentais sustentados em quatro pilares cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHNI_DCQWI/AAAAAAAAFKk/mrkeWHhnCX8/s1600/anfitro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476884176106045794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAHNI_DCQWI/AAAAAAAAFKk/mrkeWHhnCX8/s400/anfitro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anfiteatro&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Destaque também para os dois anfiteatros, sendo que o maior está localizado na parte sul do sítio e é famoso por sua acústica, que pode ser comprovada pelos músicos tocadores de gaita de foles que fazem apresentações regulares. Do alto das arquibancadas há uma bela vista de todo o complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto do teatro há ainda o templo de Zeus, que se encontra fechado para restauração, e espalhadas pelo sítio existem ruínas de igrejas bizantinas que ainda guardam parte de seus pisos de mosaico. Existem também restos de construções dos séculos 07 e 08 d.C., época do Califado Omíada, com sede em Damasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu Arqueológico de Jerash abriga uma pequena coleção de artefatos encontrados nas escavações. Há desde capitéis e peças esculpidas em pedra a jóias de ouro, moedas, vidraria e cerâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Jornais de viagens / ANBA Agência de Notícias / Dobrar Fronteiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;✖ &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/11/arquitetura-romana.html"&gt;Arquitetura Romana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;✖ &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/bath-cidade-romana-construida-na.html"&gt;Bath: a cidade romana construída na Inglaterra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;✖ &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/cesareia-de-cidade-romana-fortaleza.html"&gt;Cesaréia - de cidade romana a fortaleza cruzada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;✖ &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/leptis-magna-um-pedaco-de-roma-na.html"&gt;Leptis Magna – um pedaço de Roma na África&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;✖ &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/petra-sinfonia-inacabada-dos-nabateus-1.html"&gt;Petra, sinfonia inacabada dos nabateus&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-2756697500148832798?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/2756697500148832798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=2756697500148832798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2756697500148832798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2756697500148832798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/jerash-uma-jornada-no-tempo.html' title='&lt;strong&gt;Jerash – uma jornada no tempo  &lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG9yWAulrI/AAAAAAAAFJs/rwBl3HnktKc/s72-c/8347401.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-4765942707663726852</id><published>2010-05-17T17:37:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T22:43:15.470-07:00</updated><title type='text'>Romanização da Península Ibérica</title><content type='html'>&lt;em&gt;Na península Ibérica, a romanização ocorreu concomitantemente com a conquista, tendo progredido desde a costa mediterrânica até ao interior e à costa do Oceano Atlântico. Para esse processo de aculturação foram determinantes a expansão do latim e a fundação de várias cidades, tendo como agentes, a princípio, os legionários e os comerciantes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HhzP6At9I/AAAAAAAAE_E/MMDdPk6vFRE/s1600/Templo+romano+de+%C3%89vora,+s%C3%A9culo+I+d.C,+%C3%89vora,+Portugal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472403292791289810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HhzP6At9I/AAAAAAAAE_E/MMDdPk6vFRE/s400/Templo+romano+de+%C3%89vora,+s%C3%A9culo+I+d.C,+%C3%89vora,+Portugal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Templo romano de Évora, século I d.C, Évora, Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os Romanos começaram a conquista da Península Ibérica pelo ano 218 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica, entre Roma e Cartago, em que as tropas comandadas por Cneu Cipião desembarcaram em Ampúrias. Durante vários anos lutaram contra o domínio dos Cartagineses, acabando por expulsá-los da Península em 206 a. C., com a conquista de Cádis, passando a dominar o litoral mediterrânico. Seguiram-se as lutas contra os povos peninsulares. Por 194 a. C. deu-se o primeiro confronto com os Lusitanos. Entre os chefes destes sobressaíam Viriato e Sertório. A conquista da Península iria demorar até 19 a. C., no tempo de Augusto, dada a enorme resistência dos povos peninsulares ao assédio romano. A conquista foi-se estendendo do sul para o norte, mais montanhoso, onde era mais fácil resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros, ao se miscigenarem com as populações nativas, constituíram famílias, fixando os seus usos e costumes, ao passo que os segundos iam condicionando a vida econômica, em termos de produção e consumo. Embora não se tenha constituído uma sociedade homogênea na península, durante os seis séculos de romanização registraram-se momentos de desenvolvimento mais ou menos acentuado, atenuando, sem dúvida, as diferenças étnicas do primitivo povoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua influência fez-se sentir em todos os setores. De uma economia rudimentar passou-se a uma economia agrícola com bom aproveitamento dos solos e das várias culturas, como o trigo, oliveira, fruta e vinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua latina acabou por se impor como língua oficial, funcionando como fator de ligação e de comunicação entre os vários povos. As povoações, até aí predominantemente nas montanhas, passaram a surgir nos vales ou planícies, habitando casas de tijolo cobertas com telha. Como exemplo de cidades que surgiram com os Romanos, temos Braga (Bracara Augusta), Beja (Pax Julia), Santiago do Cacém (Miróbriga), Conímbriga e Chaves (Aquae Flaviae).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_Hj3jhdWnI/AAAAAAAAE_U/oIdHdOiJV8s/s1600/hispromana.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_Hj3jhdWnI/AAAAAAAAE_U/oIdHdOiJV8s/s400/hispromana.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472405565799750258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão administrativa e judicial foi feita à moda de Roma, com a divisão da Península em três províncias (Tarraconense, Lusitânia, Bética) e com a criação dos conventos jurídicos.&lt;br /&gt;A indústria desenvolveu-se, sobretudo a olaria, as minas, a tecelagem, as pedreiras, o que ajudou a desenvolver também o comércio, surgindo feiras e mercados, com a circulação da moeda e apoiado numa extensa rede viária (as famosas "calçadas romanas", de que ainda há muitos vestígios no presente) que ligava os principais centros de todo o Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência romana fez-se sentir também na religião e nas manifestações artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Tratou-se, pois, de uma influência profunda, sobretudo a sul, zona primeiramente conquistada. Os principais agentes foram os mercenários que vieram para a Península, os grandes contingentes militares romanos aqui acampados, a ação de alguns chefes militares, a imigração de romanos para a Península, a concessão da cidadania romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Cidades do tempo dos Romanos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aeminium – Coimbra&lt;br /&gt;Aquae Flaviae – Chaves&lt;br /&gt;Bracara Augusta – Braga&lt;br /&gt;Conímbriga&lt;br /&gt;Ebora Liberalitas Julia – Évora&lt;br /&gt;Egitânia – Idanha-a-velha&lt;br /&gt;Interamniense-Viseo – Viseu&lt;br /&gt;Miróbriga – Santiago do Cacém&lt;br /&gt;Myrtilis – Mértola&lt;br /&gt;Olisipo Felicitas Julia – Lisboa&lt;br /&gt;Ossonoba – Faro&lt;br /&gt;Pax Julia – Beja&lt;br /&gt;Portucale-Castrum Novum – Porto&lt;br /&gt;Salatia – Alcácer do Sal&lt;br /&gt;Scallabis – Santarém&lt;br /&gt;Sellium – Tomar&lt;br /&gt;Tróia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Marius / Wikipédia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/las-medulas-minas-de-ouro-romanas.html"&gt;► Las Médulas - Minas de ouro Romanas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/09/invasoes-germanicas-na-peninsula.html"&gt;► Invasões Germânicas na Península Ibérica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/07/reinos-germanicos-do-ocidente.html"&gt;► Reinos Germânicos do Ocidente Peninsular&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-4765942707663726852?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/4765942707663726852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=4765942707663726852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4765942707663726852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4765942707663726852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/romanizacao-da-peninsula-iberica.html' title='&lt;strong&gt;Romanização da Península Ibérica&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HhzP6At9I/AAAAAAAAE_E/MMDdPk6vFRE/s72-c/Templo+romano+de+%C3%89vora,+s%C3%A9culo+I+d.C,+%C3%89vora,+Portugal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-2127007881815523556</id><published>2010-05-17T17:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T17:37:43.676-07:00</updated><title type='text'>As mulas de Marius</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HgSHBDdjI/AAAAAAAAE-8/97kpuxAlI8o/s1600/legionaries14adonmarch.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HgSHBDdjI/AAAAAAAAE-8/97kpuxAlI8o/s400/legionaries14adonmarch.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472401623957599794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em marcha, o legionário carregava seu equipamento individual, o que incluía rações para um período de 3 (o mais comum) até 15 ou 20 dias. Em campanha, cada soldado não transportava apenas a sua armadura e as armas, também carregava ferramentas (serra, picareta, pá e foice), uma cesta, um balde, roupas extras, utensílios de cozinha, panela e copo. De acordo com a quantidade de rações, o peso carregado oscilava entre 15 e 35 quilos. A trouxa (&lt;em&gt;sarcinae&lt;/em&gt;) era colocada na ponta de uma vara com forquilha que levava ao ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim equipados, os soldados estavam menos dependentes dos comboios de bagagem dando grande mobilidade nas suas deslocações, podendo percorrer longas distâncias no mais curto espaço de tempo. As mulas carregavam os materiais necessários para fortificarem as posições quando se erguia um forte ou acampamento. Levando a sua carga, o soldado estava em regime de marcha pesada, (&lt;em&gt;impeditus&lt;/em&gt;). Sem ela, o regime era de marcha ligeira, (&lt;em&gt;expeditus&lt;/em&gt;). Sob chuva pesada, os escudos eram levados no alto da cabeça do legionário. Antes da batalha, os embrulhos eram arrumados juntos, sob guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de paz ou durante o inverno, instrução constante era levada a cabo, tanto a disciplina de marcha quanto o treinamento com armas. Manobras eram uma parte regular do treinamento e três vezes por mês uma marcha de 16 a 30 km (as legiões de Julius Cesar percorriam em marcha forçada diariamente 50km, tendo este dito que as guerras se ganhavam com os pés), carregados com tudo o que era necessário para a sua sobrevivência. Os homens eram constantemente endurecidos pelo uso da pá, picareta e enxada, em tarefas constantes de construção e engenharia. Sob o Império, as tropas eram usadas na execução de obras públicas: canais, estradas, pontes, anfiteatros e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HHiydVdgI/AAAAAAAAE9c/BiEILLd_Ibg/s1600/roman_army.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 379px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HHiydVdgI/AAAAAAAAE9c/BiEILLd_Ibg/s400/roman_army.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472374422706157058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o consulado de Marius foi introduzido o estandarte da Águia, que era defendido pelos seus soldados dando a sua própria vida para que o símbolo não caísse em mãos inimigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Marius&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-2127007881815523556?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/2127007881815523556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=2127007881815523556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2127007881815523556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2127007881815523556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/as-mulas-de-marius.html' title='&lt;strong&gt;As mulas de Marius&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HgSHBDdjI/AAAAAAAAE-8/97kpuxAlI8o/s72-c/legionaries14adonmarch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-916383584554141615</id><published>2010-05-17T17:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T17:23:52.260-07:00</updated><title type='text'>Os Jogos Circenses</title><content type='html'>&lt;em&gt;As diversões de que dispunham os Romanos de todas as classes eram cada vez mais elaboradas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HcswYXJFI/AAAAAAAAE-k/drSkDokMw48/s1600/ro_jogo%2520circense.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 347px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HcswYXJFI/AAAAAAAAE-k/drSkDokMw48/s400/ro_jogo%2520circense.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472397683691299922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Abril, cerca de 250 000 pessoas iam ao Circo Máximo para ver corridas de cavalos e de carros – que tinham a sua origem nos rituais oferecidos a Ceres, deusa dos cereais, mas esquecidos nos tempos imperiais. Mas as emoções destas perigosas competições eram ultrapassadas pelas sangrentas batalhas no Coliseu, onde homens lutavam com animais selvagens (e cada vez mais exóticos), em venationes (caçadas), ou pelas lutas de gladiadores. O retiarius, com a sua rede e tridente, e o secutor (perseguidor), com um escudo e uma espada; o desarmado mas ágil mirmilo; o hoplomacus com um escudo gigante; o laquearius com o laço; Os Trácios armados, ao estilo da Trácia, com espadas pequenas, como foices – os tipos standard de gladiadores recordavam os inimigos da antiga Roma, agora dominados e lançados uns contra os outros na arena, para entretenimento dos seus conquistadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Muitos gladiadores eram profissionais (há mesmo o caso de cidadãos das classes altas que escolheram voluntariamente essa carreira, talvez devido à excitação que lhe estava associada), mas também os criminosos eram por vezes condenados ao papel de gladiadores como forma de punição. Para muitos gladiadores, a carreira era uma pena de morte: poucos sobreviveram para se reformarem e tornarem-se treinadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Romanos parecem ter tido uma sede insaciável pelo espectáculo, despendendo enormes somas de dinheiro e engenho em efeitos especiais e organização de espectáculos. Num espectáculo no reinado de Sétimo Severo no início do século III, um enorme modelo de uma baleia era arrastado pela arena e abria a boca para lançar 50 ursos contra um grupo de bestiarii (caçadores), armados de pequenas espadas os naumachiae eram acontecimentos realizados em estádios especiais, com aquedutos construídos propositadamente e drenagem, que permitia que as arenas fossem inundadas ou secas quando se quisesse. Estes acontecimentos, cujos custos de produção não foram igualados até que Hollywood os recriou, tinham a forma de batalhas navais em que os intervenientes eram criminosos – com real derramamento de sangue. Estes espectáculos mostram os Romanos no seu melhor e no seu pior, tanto nos sucessos tecnológicos como na crueldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_Hd24naRmI/AAAAAAAAE-s/fF51yjZQFzg/s1600/Gladiadores.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 324px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_Hd24naRmI/AAAAAAAAE-s/fF51yjZQFzg/s400/Gladiadores.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472398957212223074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas suas origens de ritual sagrado, oferecer sangue apaziguava os espíritos dos mortos e as lutas de gladiadores tornaram-se uma afirmação da superioridade romana sobre os seus inimigos bárbaros – e por fim uma gratificação profana dos gostos mais sanguinários dos romanos civilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Marius&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-916383584554141615?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/916383584554141615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=916383584554141615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/916383584554141615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/916383584554141615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/os-jogos-circenses.html' title='&lt;strong&gt;Os Jogos Circenses&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HcswYXJFI/AAAAAAAAE-k/drSkDokMw48/s72-c/ro_jogo%2520circense.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-8403543045975122334</id><published>2010-05-17T16:59:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T17:15:39.298-07:00</updated><title type='text'>Cerco a Jerusalém: judeus e romanos em combate</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os Judeus foram massacrados por tropas romanas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HYzD8RSvI/AAAAAAAAE-E/sq_iCOoqZ6Q/s1600/O+cerco+e+destrui%C3%A7%C3%A3o+de+Jerusal%C3%A9m,+por+David+Roberts+(1850)..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472393393974889202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HYzD8RSvI/AAAAAAAAE-E/sq_iCOoqZ6Q/s400/O+cerco+e+destrui%C3%A7%C3%A3o+de+Jerusal%C3%A9m,+por+David+Roberts+(1850)..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os judeus se rebelaram contra a autoridade romana em 70 d.C. – por causa, entre outras coisas, dos altos impostos cobrados –, quatro legiões foram levadas por Tito Vespasiano para sufocar a revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HZVtimz_I/AAAAAAAAE-M/hrKsKalilrI/s1600/Mapa+de+Jerusal%C3%A9m+em+70,+o+templo+est%C3%A1+em+amarelo.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472393989257089010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HZVtimz_I/AAAAAAAAE-M/hrKsKalilrI/s400/Mapa+de+Jerusal%C3%A9m+em+70,+o+templo+est%C3%A1+em+amarelo.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa de Jerusalém em 70, o templo está em amarelo.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os 70 mil soldados logo viram que a luta não seria fácil. Especialmente quando se defrontaram com as muralhas de Jerusalém, atrás das quais milhares de combatentes judeus buscaram refúgio. A tentativa de invadir a cidade durou sete meses.&lt;br /&gt;Constantemente ameaçados por ações de contra-ataque, os legionários fizeram um dos maiores e mais complexos cercos da Antiguidade. Construíram muralhas, torres de assalto, catapultas, escadas e diversos outros equipamentos que faziam das legiões romanas tropas únicas no mundo antigo – além de ótimos guerreiros, eram também excelentes engenheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HaIYEofYI/AAAAAAAAE-U/nGg-EkpPuUI/s1600/O+saque+de+Jerusal%C3%A9m,+%C3%A0+partir+da+parede+interior+do+Arco+de+Tito,+Roma.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472394859667553666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 330px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HaIYEofYI/AAAAAAAAE-U/nGg-EkpPuUI/s400/O+saque+de+Jerusal%C3%A9m,+%C3%A0+partir+da+parede+interior+do+Arco+de+Tito,+Roma.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O saque de Jerusalém, à partir &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; parede interior do Arco de Tito, Roma.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do trágico combate, quando finalmente conseguiram vencer as três muralhas consecutivas que protegiam a cidade, os legionários, irritados com a resistência dos judeus, promoveram um verdadeiro banho de sangue (foram pelo menos 100 mil mortos) e terminaram por incendiar o Templo de Jerusalém, escravizando os sobreviventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Briga demorada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Setenta mil legionários participaram do cerco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HbEP8tCHI/AAAAAAAAE-c/gbHczCK1Mv0/s1600/Catapulta,+por+Eward+Poynter+(1868)..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472395888278964338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HbEP8tCHI/AAAAAAAAE-c/gbHczCK1Mv0/s400/Catapulta,+por+Eward+Poynter+(1868)..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Catapulta semelhante a usada na&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; época, por Eward Poynter (1868).&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Puro terrorismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para “estimular” os sitiados à rendição, era comum os atacantes promoverem atos de puro terror. Os judeus apanhados pelos romanos fora das muralhas eram crucificados na frente de todos. Um mar de cruzes servia como um aviso macabro do que estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regime forçado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma das maneiras de forçar a rendição dos judeus era fazê-los passar fome. E, com a muralha, não havia como fugir. Em Jerusalém, ela foi construída pelas legiões com madeira e terra em tempo recorde: quatro dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tiro ao alvo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A balística – arte de acertar os projéteis no local designado – era cumprida com precisão pela legião romana. Para medir as distâncias dos tiros, os soldados usavam um projétil de chumbo com uma linha amarrada. Já os judeus, a cada bala lançada, avisavam seus camaradas para se proteger. A frase-senha era meio bizarra: “Bebê chegando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só na sabotagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os judeus usaram diversos e engenhosos contra-ataques, como túneis subterrâneos, por onde saíam à noite para realizar ataques-relâmpagos contra os romanos. Quando os romanos tomaram a segunda muralha, por exemplo, foram atacados por milhares de guerrilheiros que haviam se emboscado nas casas e escombros do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peça de ataque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A torre de assalto, de madeira e couro, era o alvo predileto dos defensores judeus – e uma peça a ser protegida a qualquer custo pelos romanos. O único jeito de deter o monstro era incendiando-o. E foi o que fez um grupo de judeus liderado por João, o Idumeu, numa ousada ação de sabotagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bate-estaca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O exército romano usou bate-estacas para tentar abrir vãos nas muralhas de Jerusalém. Foi assim que a cidade caiu, ao fim do cerco. Vinte homens e um corneteiro tomaram o local por uma brecha na fortaleza Antônia. Os judeus se imaginaram vítimas de um ataque em larga escala e fugiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras da História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-8403543045975122334?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/8403543045975122334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=8403543045975122334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/8403543045975122334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/8403543045975122334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/cerco-jerusalem-judeus-e-romanos-em.html' title='&lt;strong&gt;Cerco a Jerusalém: judeus e romanos em combate&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HYzD8RSvI/AAAAAAAAE-E/sq_iCOoqZ6Q/s72-c/O+cerco+e+destrui%C3%A7%C3%A3o+de+Jerusal%C3%A9m,+por+David+Roberts+(1850)..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-7515240380812139057</id><published>2010-05-17T16:29:00.001-07:00</published><updated>2010-05-17T16:35:52.336-07:00</updated><title type='text'>Augusto – O Herdeiro de César</title><content type='html'>&lt;em&gt;Gaius Julius Caesar Octavianus (63 a.C.-14 d.C.), sobrinho-neto de Júlio César, cujo assassinato se encarregou de vingar, inauguraria, mercê do seu gênio político e administrativo, uma época de esplendor e prosperidade no mundo antigo. Como Júlio César, viria a fazer parte, logo após a sua morte, do panteão dos deuses de Roma&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HRfuLYupI/AAAAAAAAE98/q6yUkHchcy4/s1600/augustus...gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 185px; height: 396px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HRfuLYupI/AAAAAAAAE98/q6yUkHchcy4/s400/augustus...gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472385365133802130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai, Caius Octavius, foi edil e pretor em Roma e, mais tarde, procônsul na Macedônia. A mãe, Ácia, era sobrinha de Júlio César, e este, interessando-se pela carreira do sobrinho-neto, deu-lhe educação aprimorada e o adotou como filho em testamento. O herdeiro, que mais tarde seria conhecido como Augusto, mudou o seu nome para Caio Júlio César Octávio. Com tal patrocínio, a carreira política de Augusto foi fulgurante desde o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A 15 de Março do ano 44 a.C., Júlio César foi assassinado por um grupo de senadores republicanos que desejavam devolver o poder ao Senado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, os assassinos de César não conseguiram restaurar a República, pois Marco António e Lépido, legados militares do falecido, controlavam o exército, e graças a esse fato puderam arrebatar o poder e submeter o Senado. De imediato, Marco António marchou com as suas tropas contra os assassinos de César, enfrentando o exército dos republicanos em Módena. O resultado da batalha manteve-se incerto, até ao ponto de os republicanos parecerem estar quase a vencer quando foram derrotados pelo jovem Octávio, com um exército recrutado com o seu próprio dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois cônsules tinham morrido em combate e Octávio reclamou um dos lugares vagos (a que não tinha direito, dada sua pouca idade).; quando o Senado lho negou, marchou com os seus soldados até Roma e obrigou os senadores conceder-lhe não só o consulado, mas também poderes excepcionais, assim como o &lt;em&gt;imperium&lt;/em&gt;, isto é, o comando militar, em 19 de Agosto de 43 a.C.. Ainda em 43, sob o pretexto de restaurar a República, impôs o segundo triunvirato de cinco anos – o primeiro tinha sido César, Pompeu e Crasso, ao qual presidiu na companhia de Marco António e Lépido, os dois antigos tribunos de César, tendo os três homens dividido entre si o governo do território do império. O triunvirato duraria oficialmente dez anos, mas a influência real de Lépido – nomeado para o cargo de Sumo Pontífice, apagar-se-ia antes do termo desse período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo se tornava evidente a disputa entre Augusto, com o governo do Ocidente, e Marco António, com o do Oriente, pelo domínio de Roma. Em 31 a. C., Augusto declara guerra a Cleópatra, a quem o seu adversário se aliara. Com a conquista do Egito no ano seguinte, Marco António e a rainha suicidar-se-iam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A partir de então, sem rivais a enfrentar, Augusto funda o Império Romano e pôde começar, com um talento político e organizativo ímpar, a dispor de novo as estruturas do império de tal modo que garantia para si o controlo efetivo dos poderes essenciais ao mesmo tempo que mantinha as instituições republicanas. A chave do seu poder residiu num exército fiel, capaz de fortalecer o Estado, ainda que este recurso tenha acabado por gerar um regime militarista. Augusto, formalmente, nunca se proclamou imperador. Assim, durante largos anos ostentou apenas os títulos de cônsul e tribuno, não havendo, contudo, dúvidas de que o seu poder era virtualmente ilimitado. Mais tarde assumiria também a direcção do culto religioso romano. O senado concedeu a Octávio o título de «Augustus» em 16 de Janeiro de 27 a.C., cognome religioso que consagrava sua missão como divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Enquanto os seus generais iam alargando os limites territoriais do império, sobretudo no continente europeu, Augusto consolidava o poder central e organizava a administração no que dizia respeito ao emprego de funcionários, à cobrança de impostos, à emissão de moeda e à manutenção da ordem pela frota e pelas legiões de Roma. Desta forma, o exercício do poder absoluto por Augusto coincidiria com uma época de paz e estabilidade interna no império (a chamada &lt;em&gt;pax romana&lt;/em&gt;), época bem diferente do período conturbado das guerras civis que a precederam. Época áurea do império em vista da ordem social estabelecida e da extensão territorial alcançada, foi também notável pelas grandes obras realizadas (inúmeros templos foram erigidos, fez-se uma extraordinária rede de estradas) e pelas suas manifestações culturais, sobretudo no campo da literatura, em que se distinguiram autores como Virgílio, Horácio e Tito Lívio.&lt;br /&gt; Morre a 19 de Agosto (Augustus em latim) em Nola, aos 76 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Marius&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-7515240380812139057?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/7515240380812139057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=7515240380812139057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7515240380812139057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7515240380812139057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/augusto-o-herdeiro-de-cesar.html' title='&lt;strong&gt;Augusto – O Herdeiro de César&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HRfuLYupI/AAAAAAAAE98/q6yUkHchcy4/s72-c/augustus...gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-3601777043978693016</id><published>2010-05-17T16:20:00.001-07:00</published><updated>2010-07-26T09:09:28.674-07:00</updated><title type='text'>A Mulher Romana</title><content type='html'>&lt;em&gt;«Se pudéssemos viver sem elas, sem dúvida omnes e a molestia careremus; mas uma vez que os deuses decidiram que não se pode viver sem elas, nem com elas conviver racionalmente, não nos resta senão fechar os olhos e pensar no bem do Império.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Catão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A importância da mulher romana na sociedade era muito mais importante do que as considerações de Catão fazem prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; "Os ténues vestígios que elas nos deixam provêm não tanto delas próprias (...) como do olhar dos homens que governam a cidade, constroem a sua memória e gerem os seus arquivos. "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Georges Duby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HPa0TEAXI/AAAAAAAAE90/npGi03jyoxU/s1600/mulheromana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 273px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HPa0TEAXI/AAAAAAAAE90/npGi03jyoxU/s400/mulheromana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472383081854009714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recenseamentos omitem as mulheres. Em Roma só são contabilizadas se forem herdeiras. Só no séc. III d.C, Diocleciano, por razões fiscais, ordena o seu numerando. Havendo poucas informações concretas, restam as imagens e os discursos. Por isso, citando o mesmo autor, o que vemos "não é tanto a realidade das relações entre os sexos, como a perspectiva do olhar masculino que as construiu e que preside à sua representação ".Marguerite Yourcenar, no caderno de apontamentos desse belíssimo livro que se chama "As Memórias de Adriano", comenta: "uma mulher que se conta a si própria será imediatamente acusada de deixar de ser mulher"... Arredadas da vida pública, resta-nos indagar os vestígios no domínio do privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A família romana típica era uma tirania em pequena escala. 0 paterfamilias (pai da família) tinha poder de vida e de morte sobre os seus próprios filhos. A sua mulher ficava em casa, a fiar e a tecer, e a servir o seu marido. No entanto, a realidade podia ser bem diferente. Estando o marido frequentemente fora, na guerra, a mulher romana das classes mais altas era uma rainha no seu reino doméstico – e gozava de muito mais autonomia do que as mulheres da Grécia Clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A democracia ateniense nunca incluiu as mulheres: normas opressivas confinavam as mulheres e filhas, mesmo das classes mais altas, às suas casas. As mulheres romanas, se bem que politicamente sem poder, tinham urna considerável liberdade pessoal e politica; podiam ir aos banhos com as amigas, ou ao teatro e aos jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matrona romana estava presente na vida pública, dirigia a família com competência e gozava de respeito e consideração até nas conversas de tema cultural. As raparigas patrícias cresciam ao lado dos rapazes e eram educadas na arte, na música e na dança e só no início da puberdade eram separados. Enquanto eles eram preparados para os estudos e as armas, as mulheres aprendiam a dirigir a casa: vigiar os escravos, tecer, fiar, administrar o orçamento familiar. O matrimónio dava-se em idade muito jovem, mas com ele a matrona conquistava independência e autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As mulheres romanas, como as de hoje, tinham um estilo de vida consoante a riqueza da família. Enquanto umas ostentavam diademas, brincos, braceletes, pulseiras de tornozelo e anéis, as pobres ou escravas trabalhavam como costureiras, lavadeiras, cozinheiras, parteiras, amas-secas, curandeiras actrizes e dançarinas – ou servirem na enorme indústria do sexo do Império. Astianax e Elefantina, duas cortesãs de alto nascimento, segundo as crónicas, dizem terem sido autoras de um popular trabalho de pornografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Várias mulheres patrícias escreveram obras sérias: as memórias da mãe de Nero, Agripina, são referidas por Tácito, e no século I d.C., Pânfila de Epidauro escreveu livros sobre quase todos os ramos do antigo conhecimento. Nos campos da Pintura, na Filosofia e na Medicina as mulheres fizeram-se notar com importantes trabalhos nestas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 42 a.C., quando o Primeiro Triunvirato tentou aplicar uma taxa especial às matronas romanas, uma mulher, Hortênsia, invadiu a câmara conciliar (onde as mulheres não podiam entrar) e, dirigindo-se aos funcionários reunidos, falou com tanta paixão e eloquência que conseguiu o que queria e a taxa foi anulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas mulheres ficaram na história de Roma como Júlia, filha de Júlio César, Lívia esposa de Augustus, a suave Octávia, a dissoluta Messalina, a imperial Gala Placidia e tantas outras que marcaram uma época de esplendor como foi a do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Marius&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/chama-das-virgens.html"&gt;► A chama das virgens&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/01/familias-nada-tradicionais.html"&gt;► Famílias nada tradicionais&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-3601777043978693016?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/3601777043978693016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=3601777043978693016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3601777043978693016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3601777043978693016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/mulher-romana.html' title='&lt;strong&gt;A Mulher Romana&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HPa0TEAXI/AAAAAAAAE90/npGi03jyoxU/s72-c/mulheromana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-810192461528807224</id><published>2010-05-17T16:15:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T16:19:50.945-07:00</updated><title type='text'>Termas: no banho romano</title><content type='html'>Um antigo provérbio diz tudo os hábitos do Império Romano: “O banho, o vinho e Vênus consomem o corpo, mas são a verdadeira vida”. As termas romanas eram um dos maiores prazeres da vida urbana na Antiguidade, um dos principais locais de entretenimento. Quase como um clube ou um shopping center hoje em dia – aliás, talvez tudo isso junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até meados do século 3 a.C., os balneários existiam apenas nas propriedades dos ricos. No século seguinte, por iniciativa de imperadores e empresários, termas públicas foram construídas. Para entrar nelas, pagava-se uma pequena quantia, isso quando a diversão não era gratuita. O ápice dos banhos públicos foi lá pelo ano 300 – nessa época, havia quase mil casas do gênero em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um banho público não era um lugar voltado apenas para a higiene. Os balneários eram freqüentados também para a prática de esporte, para fins culturais e para tratamentos de saúde. “Até os escravos se banhavam neles”, afirma a historiadora Lourdes Feitosa, especializada em sociedade romana da Universidade Estadual de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gente escaldada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As termas romanas reuniam várias formas de diversão num só espaço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Passo a passo&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O banhista seguia uma espécie de ritual, embora o caminho não fosse rígido. Primeiro exercitava-se na palestra (pátio). Depois, se despia no apodyterium (vestiário), seguia para a sudatoria para um banho a seco, para o caldarium (banho quente) e para o tepidarium (banho morno) até se refrescar no frigidarium (banho frio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Aquecimento global&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abastecidas por aquedutos, as termas eram compostas por salas projetadas para manter a água, o piso e as paredes aquecidos pela lenha das hipocaustas. Esses fornos espalhavam o calor por cavidades embaixo do piso e por meio de tubos de cerâmica que subiam pelo interior de paredes ocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Negócios e fofocas&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ricos, pobres, escravos, todos procuravam as termas. Lá, conversavam sobre política, tratavam de negócios e também discutiam amenidades. No banho, eles ainda podiam comer, pagando à parte. Um cardápio encontrado na ruína de uma terma mostra que o paladar era eclético. Nele havia pão, nozes, banha e salsicha, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Pele de bebê&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O trabalho pesado ficava por conta de empregados e escravos das termas, que se dividiam na limpeza e manutenção. Muitos banhistas levavam seus próprios escravos para carregar seus utensílios – e para esfregá-los com o estrígil, um raspador de metal recurvado que servia para tirar a sujeira e o óleo do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Shopping center romano&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tinha de tudo nos banhos. As famosas termas de Caracalla, em Roma, por exemplo, comportavam até 1 600 pessoas e eram compostas por jardins, passeios, lojas, estádio, biblioteca, museu e salas de repouso, ginástica e massagem. Os pisos e paredes eram revestidos de mármore e adornados com mosaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Homens e mulheres&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, não havia proibição da entrada de homens e mulheres nos mesmos espaços. Mesmo assim, cada sexo freqüentava as termas num período do dia. As mulheres que apareciam nos banhos no mesmo horário dos homens eram prostitutas ou ficavam com má reputação na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-810192461528807224?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/810192461528807224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=810192461528807224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/810192461528807224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/810192461528807224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/termas-no-banho-romano.html' title='&lt;strong&gt;Termas: no banho romano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-5881886330784789086</id><published>2010-05-17T16:09:00.000-07:00</published><updated>2011-01-23T06:47:11.806-08:00</updated><title type='text'>As Guerras Civis na Roma antiga</title><content type='html'>&lt;em&gt;As "Guerras Civis" representam o processo de transição política pela qual passou a Roma antiga, no último século do regime republicano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTw_UQd4BfI/AAAAAAAAGSM/izY3An8OLS4/s1600/Guerras%2BCivis.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 394px; height: 394px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTw_UQd4BfI/AAAAAAAAGSM/izY3An8OLS4/s400/Guerras%2BCivis.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565392856773297650" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período a luta de classe tornou-se mais acirrada e complexa, pois a organização sócio-econômica havia se tornado mais complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Transformações Estruturais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conquistas realizadas pelos romanos durante mais de trezentos anos mudou completamente a feição da sociedade e a organização da produção da cidade. A cidade deixou de ser apenas uma cidade para passar a ter o controle sobre vastas extensões de terra, envolvendo praticamente todo o norte da África, a região da Palestina, todo o sul da Europa e a região que corresponde hoje à França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras responsáveis por essas grandes conquistas também foram responsáveis pela formação do modo de produção escravista, ou seja, pela formação de uma nova camada social - escravos - que torna-se determinante para a produção da riqueza social. O trabalho escravo desenvolveu-se rapidamente, pois havia escravos em abundância e seu preço era baixo, principalmente nas atividades rurais, mas também nas cidades, provocando a marginalização da plebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A plebe marginalizada tendeu a migrar em massa para as cidades, especialmente Roma, onde aglomerava-se constituindo uma grande massa pauperizada e que eventualmente se rebelava contra tal situação. A possibilidade de uma revolução plebéia fez com que a elite senatorial passasse a distribuir "pão" e a promover o "circo", ou seja, garantir o abastecimento mínimo e dar diversão à plebe, com o objetivo de alienar uma parcela dessa camada, evitando uma explosão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento do comércio pelo Mar Mediterrâneo foi responsável pelo enriquecimento dos Homens novos ( também chamados cavaleiros ), formaram uma nova camada social, com interesses peculiares, principalmente por que eram oriundos da plebe e apesar de enriquecidos, continuavam marginalizados politicamente.&lt;br /&gt;Há que se considerar ainda a formação do exército enquanto instituição, comandado por homens de origem patrícia, que aparentemente passaram a viver do próprio exército; porém, apesar das peculiaridades da vida militar, o exército foi responsável pela conquista de terra e de escravos, ou seja, dos elementos produtivos fundamentais para a sociedade romana, preservando a estrutura tradicional de produção, baseada no escravismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Crise&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto de interesses envolvendo esses grupos sociais tornou-se muito intenso no último século do período republicano. Até então podemos considerar o Senado como o centro das decisões do Estado romano, apesar das disputas internas, da corrupção e outros problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise pode ser percebida a partir do momento em que a vida política passa a ser determinada pela radicalização das propostas sócio-econômicas, na medida em que cada classe ou facção de classe passa a utilizar-se de armas variadas na disputa pelo poder. Nesse período as discussões e votações no Senado passam para um campo secundário, substituídas em importância pelas conspirações, assassinatos, golpes e ditaduras. É exatamente essa situação que passamos a tratar por Guerra Civil, as novas armas na disputa pelo poder mostram a intensidade da disputa política envolvendo interesses distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Manutenção do Escravismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da existência de interesses específicos, a manutenção do trabalho escravo e consequentemente da situação de marginalidade da plebe, eram pressupostos básicos tanto para os tradicionais patrícios, assim como para os homens novos e militares, no entanto interesses específicos em relação à organização econômica e a participação política determinaram as disputas internas a essas camadas elitizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os patrícios pretendiam manter os privilégios tradicionais, eram os únicos com direitos políticos plenos, e conseguiam dessa forma manter o controle sobre o Estado assegurando a continuidade do escravismo, da estrutura fundiária, e das leis que beneficiavam a agricultura. Dessa maneira utilizaram-se de todos os métodos ilícitos disponíveis para preservar seus privilégios, sendo que os maiores exemplos foram as perseguições aos representantes da plebe, que defendiam a reforma agrária, Tibério Gracco e anos depois Caio Gracco, ambos assassinados junto com seus partidários, fruto das violentas perseguições organizadas pela elite senatorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das leis elaboradas por Caio Gracco e aprovadas, a única que permaneceu foi a Lei Frumentária, segundo a qual o Estado era obrigado a vender trigo à população urbana por preço inferior ao de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens novos, enriquecidos com o comércio, pretendiam maior participação na vida política romana, como a ocupação de cargos no Senado, com o objetivo de assegurar melhores condições para as práticas comerciais, que na verdade envolviam não só elementos financeiros, mas militares e relacionados a administração das províncias. Apesar de ricos, os mercadores formavam um grupo pequeno e por isso procurou apoiar-se na plebe e nos militares para atingir seus objetivos, apoiaram as reformas de caio Gracco e posteriormente envolveram-se nas disputas militares, sempre procurando enfraquecer o poder da elite patrícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os militares formavam uma categoria especial, não havia nesse grupo um interesse de classe nítido, tanto a facção que procurou defender os elementos tradicionais, como a facção que apoiou o Partido democrático, pretendiam preservar o sistema escravista. As disputas, mesmo intensas, representam apenas interesses localizados e nenhuma delas pretendia transformações estruturais, ou seja, as disputas militares demonstram a importância do exército na organização política, utilizado ou pelos patrícios com o objetivo de manter privilégios ou pelos "democráticos" como forma de conquistarem direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Militares no Poder&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente a história atribui grandes feitos à alguns homens, e é assim também com vários generais romanos. Quando a exaltação ocorre no período contemporâneo fica mais fácil detectarmos o velho vício de valorizar os "heróis", porém, no passado, muitas vezes passa despercebido esse processo uma vez que temos informações limitados sobre o período.&lt;br /&gt;Não é diferente com a história de alguns generais que governaram Roma: Mário, Sila, Júlio César ou mesmo Otávio. Como chegaram e se mantiveram no poder? Por vontade própria? Claro que não... nenhum homem faz nada sozinho. Então por vontade do exército.... eis nosso problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de profissionalizado e importante, não é difícil perceber que na Roma antiga não havia um, mas vários exércitos. Podemos perceber essa situação analisando a luta pelo poder entre Mário e Sila, que na verdade deve ser vista como um confronto entre os grupos populares ( ou democráticos ) e a elite patrícia tradicional. Como Júlio César chegou ao poder? Sem dúvida o comando do exército e suas vitórias foram muito importantes, porém importantes para aumentar seu prestígio junto às camadas populares, que na verdade apoiaram sua ascensão ao poder. Mesmo que se considere que havia um processo de manipulação das massas romanas, estaremos concluindo que ter os plebeus a seu lado era fundamental para muitos dos generais que chegaram ou ambicionaram o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação do segundo triunvirato por Marco Antonio baseou-se no apoio popular, assim como a ascensão de Otávio ( após luta com o mesmo Marco Antonio) pressupôs o apoio da plebe romana, explicando o deslocamento de toneladas de alimentos do Egito para Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.historianet.com.br"&gt;Historia Net&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-5881886330784789086?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/5881886330784789086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=5881886330784789086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5881886330784789086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5881886330784789086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/as-guerras-civis-na-roma-antiga.html' title='&lt;strong&gt;As Guerras Civis na Roma antiga&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TTw_UQd4BfI/AAAAAAAAGSM/izY3An8OLS4/s72-c/Guerras%2BCivis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-2591308511983539060</id><published>2010-05-17T15:51:00.001-07:00</published><updated>2010-05-17T18:18:25.788-07:00</updated><title type='text'>Os Bárbaros</title><content type='html'>&lt;em&gt;A expressão surgiu entre os gregos antigos, que chamavam de bárbaro qualquer estrangeiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HI8Pj9M8I/AAAAAAAAE9k/La24yw4Yd8k/s1600/barbarians2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HI8Pj9M8I/AAAAAAAAE9k/La24yw4Yd8k/s400/barbarians2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472375959526912962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os primeiros a serem "presenteados" com o termo foram os persas, por volta do século 5 a.C. Para os gregos, os idiomas guturais (com a maioria dos sons produzidos na garganta) dos persas tinham sons parecidos com "bar-bar-bar" – daí a origem da palavra. Mas a expressão ficou famosa mesmo por volta do século 1 a.C., quando os romanos passaram a chamar de bárbaros todos os povos nômades ou seminômades do norte da Europa que viviam além das fronteiras imperiais (os principais grupos você conhece no mapa ao lado). Nos relatos dos inimigos romanos – poucos grupos bárbaros sabiam escrever –, os bárbaros entraram para a história como sujos, sanguinários, primitivos e incontroláveis. Mas o fato é que eles eram relativamente civilizados, morando em pequenas aldeias, cultivando cereais e criando gado. Esses povos viveram numa boa com os romanos até o século 4, quando uma horda de hunos vindos do leste invadiu a Europa, pressionando os outros povos a entrar pelas fronteiras do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sucessão de invasões tem seu ápice no ano 476, quando o último imperador é deposto e um chefe bárbaro assume o título de rei de Roma. Por meio do contato com os romanos, muitos povos bárbaros absorveram sua cultura e seu idioma, o latim. Como cada uma dessas tribos falava latim de maneira diferente, surgiram ao longo do tempo várias línguas diferentes, ainda que aparentadas, como o espanhol, o francês e o nosso português. A formação de reinos e a divisão política da Europa que a gente conhece hoje também começou a nascer na época das invasões bárbaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eles roeram a roupa do rei de Roma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Povos do leste invadiram a Europa e detonaram o Império Romano no século 5&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HJtQBWlaI/AAAAAAAAE9s/vLfKUvaya6U/s1600/McConnellTribes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HJtQBWlaI/AAAAAAAAE9s/vLfKUvaya6U/s400/McConnellTribes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472376801463801250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;HUNOS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Vindos da Ásia no século 4, os hunos eram guerreiros temidos que viviam em carroças ou tendas provisórias.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - Com ataques de cavalaria avassaladores, eles criaram um vasto império no século 5. O líder Átila invadiu duas vezes o Império Romano do Oriente, devastou os Bálcãs, avançou pelo sul até a Grécia e pilhou a Itália.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Com a morte de Átila, em 453, seus filhos dividiram o império e foram vencidos por uma força combinada de ostrogodos e outros povos em 455.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;ANGLO-SAXÕES&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Povo descendente de três grupos que migraram da Alemanha e da Dinamarca para a Inglaterra no século 5: os anglos, os saxões e os jutos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - Nos séculos 5 e 6, os anglo-saxões expulsaram os bretões da Grã-Bretanha e ficaram na ilha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Os anglo-saxões foram dominados pelos normandos, que invadiram a ilha no século 11. Mas o futuro nome do país que ocuparam, Inglaterra (England), seria derivado da antiga expressão Engla-lond, ou "Terra dos Anglos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;ALAMANOS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Não eram um único povo, mas um aglomerado de tribos sem governo central que costumavam lutar unidas em batalhas militares. O idioma desse povo influenciou a formação da língua alemã moderna.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - A partir do ano 213, os alamanos atacaram províncias do Império Romano na parte ocidental da Europa. No final do século 5, eles invadiram parte da França e da Suíça.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Em 496, os alemani são derrotados pelos francos e incorporados ao seu domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;GAULESES&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Habitantes originais das atuais Bélgica e Holanda desde o século 5 a.C., os gauleses vão para o sul da Europa e chegam à Gália, área que engloba o norte da França, Bélgica e oeste da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - Em 390 a.C., os gauleses tomaram Roma. Em resposta, os romanos conquistaram a Gália, numa ocupação completada no ano 50 a.C..&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Colonizados pelos romanos no século 1 a.C., as colônias gaulesas sobrevivem até o século 4, quando a região é invadida por bárbaros como os francos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;FRANCOS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Os primeiros registros desse povo são do século 3, quando ele dominava áreas das atuais Bélgica e Holanda.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - Tentaram invadir a Gália nos séculos 3 e 4, mas os romanos venceram a parada. Aproveitando uma invasão dos hunos na região, eles finalmente dominaram a área no século 5.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Os francos controlaram a Europa Central até o século 8, quando o poder de seu império foi dividido em vários reinos que originariam nações como a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;GODOS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Esse povo escandinavo se dividia em ostrogodos e visigodos, que falavam dois dialetos do idioma gótico, precursor distante do alemão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - Os ostrogodos criaram um império ao norte do mar Negro no século 3. Os visigodos capturaram Roma no ano 410.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Os ostrogodos se meteram em tretas com os hunos e com o Império Bizantino, deixando de ser um grupo coeso no século 5. Os visigodos foram destruídos pelos muçulmanos que invadiram a Europa no século 8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;VÂNDALOS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram&lt;/strong&gt; - Esse povo originário da Europa Central fugiu para o oeste do continente para se safar dos hunos no século 5. Em 429, os vândalos se mandaram para o Norte da África e criaram um reino na Tunísia e na Argélia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge&lt;/strong&gt; - Suas frotas de piratas controlaram a maior parte do oeste do mar Mediterrâneo. Em 455, os vândalos fizeram uma breve tomada de Roma, afanando um monte de obras de arte&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que fim levaram&lt;/strong&gt; - Em 533, os bizantinos invadiram o Norte da África e destruíram o reino vândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Mundo Estranho&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-2591308511983539060?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/2591308511983539060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=2591308511983539060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2591308511983539060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/2591308511983539060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/os-barbaros.html' title='&lt;strong&gt;Os Bárbaros&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_HI8Pj9M8I/AAAAAAAAE9k/La24yw4Yd8k/s72-c/barbarians2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-5849987641732610712</id><published>2010-05-06T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T20:10:14.449-07:00</updated><title type='text'>Leptis Magna – um pedaço de Roma na África</title><content type='html'>&lt;em&gt;Leptis Magna é uma das mais bem preservadas ruínas romanas do Mediterrâneo. É considerada uma das maravilhas de África&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MFb4Eqh-I/AAAAAAAAE4k/2Z1wbvf_n6o/s1600/01e3aa55a72bcf4328cf3c2ff7e6e0ce-big.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468220349024471010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MFb4Eqh-I/AAAAAAAAE4k/2Z1wbvf_n6o/s400/01e3aa55a72bcf4328cf3c2ff7e6e0ce-big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leptis Magna foi uma prospera cidade do Império Romano. Suas ruínas estão situadas em Al-Khums, Líbia, 130 quilômetros ao leste de Tripoli. Era uma das mais belas cidades do Império Romano devido a Septimus Severus, que a aumentou e embelezou, erigindo imponentes edifícios públicos, um porto, um mercado, armazéns, lojas e bairros residenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Período Púnico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade provavelmente foi fundada por colonos Fenicios em 1100 a.C., embora não tivesse a mesma importância que Cartago que se transformou em um poder principal no mar Mediterrâneo século IV a.C. Fez parte do estado de Cartago até a segunda guerra púnica. Em 146 a.C. foi anexada á república Romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Período Romano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leptis Magna voltou a renascer durante o Período Romano, altura em que a cidade foi incorporada ao império no governo do imperador romano Tibério, como sendo uma parte da Província Romana de Àfrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde essa altura, passou a ser a 3ª cidade mais importante de Àfrica. Durante o reinado do Imperador Septímio Severo, atingiu o auge ao ser agraciada com um amplo programa de obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MGmAYIZ5I/AAAAAAAAE4s/l9tQaxodqEw/s1600/Teatro..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468221622563923858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MGmAYIZ5I/AAAAAAAAE4s/l9tQaxodqEw/s400/Teatro..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Teatro&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Septímio Severo, originário de Leptis, favoreceu a sua cidade natal, patrocinando o seu engrandecimento em grande escala e em grande estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do Séc. III , houve um declínio do comércio Romano, a importância de Leptis Magna também caiu, na metade do século IV, as principais partes da cidade tinham sido abandonadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vândalos, Bizantinos e Árabes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à anarquia militar, Leptis Magna e a maioria das cidades da Tripolitania estavam desprotegidas. Em 439 os Vândalos invadem o Império Romano fundando um reino no norte da áfrica, tendo Cartago como capital. Leptis Magna passou a fazer parte do Reino dos Vândalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 523 um grupo de incursores Berberes saqueiam a cidade. Em 534 o general bizantino Belisario reconquista Leptis Magna e destrói o Reino dos Vândalos. A cidade foi anexada ao Império Bizantino. Em 650 os árabes venceram os bizantinos e dominaram toda Tripolitania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A morte e a destruição da cidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invasão árabe, que atinge velozmente o norte de África depois da derrota de Bizâncio frente aos Muçulmanos, vem apenas concluir um processo de declínio e de apagamento de uma grande e importante rede de grandes cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo informações da Enciclopédia Britânica, Leptis Magna entrou em decadência e, após a conquista árabe do Norte da África, no século 07 d.C., foi deixada ao abandono, não tendo sido habitada desde então. Isso garantiu a preservação não só dos edifícios romanos, mas também de indícios de outras civilizações que ocuparam a região, como os cartagineses e os númidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o seguir dos anos, Leptis passou a ser uma fonte de lucro. Parte dos mármores de Versalhes, foi retirada de Leptis. A partir dos anos 1920 passou a ser escavada sistematicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ruínas Romanas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MKWmh1UwI/AAAAAAAAE40/ydsTKXsxB3I/s1600/Arco+de+Septimus+Severus+em+Leptis+Magna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468225755973767938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MKWmh1UwI/AAAAAAAAE40/ydsTKXsxB3I/s400/Arco+de+Septimus+Severus+em+Leptis+Magna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arco de Septimus Severus&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Algumas estruturas merecem destaque, como o Arco de Septimus Severus, logo na entrada, construção com quatro entradas em arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MN49qTFMI/AAAAAAAAE48/vFHagwK1uBU/s1600/Termas+de+Adriano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468229644833723586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MN49qTFMI/AAAAAAAAE48/vFHagwK1uBU/s400/Termas+de+Adriano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Termas de adriano&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MOqWk4DhI/AAAAAAAAE5E/hVnTaEqvWZE/s1600/Mercado..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468230493335457298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MOqWk4DhI/AAAAAAAAE5E/hVnTaEqvWZE/s400/Mercado..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mercado&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MPgloxyLI/AAAAAAAAE5M/SQVhPBccBRs/s1600/F%C3%B3rum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468231425091291314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MPgloxyLI/AAAAAAAAE5M/SQVhPBccBRs/s400/F%C3%B3rum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fórum&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MQOYZ8H3I/AAAAAAAAE5U/5moE8bHTMS8/s1600/Bas%C3%ADlica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468232211813375858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MQOYZ8H3I/AAAAAAAAE5U/5moE8bHTMS8/s400/Bas%C3%ADlica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Basílica&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há também as Termas de Adriano, que ainda conservam quase intactas as latrinas de mármore utilizadas em tempos imperiais; o mercado; o Fórum e a Basílica, que embora não tenham mais teto, ainda conservam as paredes e vários dos relevos e inscrições originais. Algumas colunas da Basílica têm entalhes detalhados retratando a vida do deus Dionísio e os doze trabalhos de Hércules.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MRHSqESjI/AAAAAAAAE5c/KZ4BZvhlf9U/s1600/Anfiteatro..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468233189522950706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MRHSqESjI/AAAAAAAAE5c/KZ4BZvhlf9U/s400/Anfiteatro..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anfiteatro&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O edifício mais impressionante, porém, é o anfiteatro, em ótimo estado de conservação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Agência de Notícias ANBA / Wikipédia / Fronteiras do Desconhecido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-5849987641732610712?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/5849987641732610712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=5849987641732610712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5849987641732610712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5849987641732610712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/leptis-magna-um-pedaco-de-roma-na.html' title='&lt;strong&gt;Leptis Magna – um pedaço de Roma na África&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MFb4Eqh-I/AAAAAAAAE4k/2Z1wbvf_n6o/s72-c/01e3aa55a72bcf4328cf3c2ff7e6e0ce-big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-8962868055584940528</id><published>2010-05-06T10:57:00.001-07:00</published><updated>2010-05-06T11:05:35.024-07:00</updated><title type='text'>A chama das virgens</title><content type='html'>&lt;em&gt;Em Roma, as discípulas da deusa Vesta tinham de manter a castidade e zelar para que o fogo que protegia as famílias da cidade não apagasse jamais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MDTXOf9bI/AAAAAAAAE4U/Q9WVQNOBI9I/s1600/as+disc%C3%ADpulas+da+deusa+Vesta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MDTXOf9bI/AAAAAAAAE4U/Q9WVQNOBI9I/s400/as+disc%C3%ADpulas+da+deusa+Vesta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468218003745142194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sossego de suas casas, ocupados com as tarefas do cotidiano, os romanos viviam protegidos por uma chama que não podia se apagar. O fogo queimava em uma pira protegida pelas paredes do templo da deusa Vesta, no monte Palatino. Eles não imaginavam como a labareda, que homenageava a divindade encarregada de zelar pela união das famílias da Roma antiga, era mantida acesa. O mistério da chama só era conhecido por poucas pessoas. Em particular por moças abastadas, filhas de família de conduta impecável e virgens. Eram elas, as vestais, as encarregadas de não deixar o fogo apagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclusas, as sacerdotisas da deusa Vesta recebiam privilégios impensáveis a outras mulheres de sua época e ocupavam um alto status na comunidade. Tinham a obrigação de se manter castas durante 30 anos após escolhidas para a tarefa. Caso violassem a regra, recebiam penas duríssimas. Podiam até terminar enterradas vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da sombra da punição, ser uma discípula de Vesta era uma honraria ambicionada e rara. Só eram levadas para o monte Palatino as meninas de origem nobre. Com o consentimento dos pais e sem poder de escolha, as garotas eram recrutadas pelo sacerdote supremo do templo antes da puberdade. Ingressavam no grupo sem imaginar que sua principal tarefa era cuidar da chama de Vesta. A escolha, em geral, ocorria quando elas estavam com cerca de 7 anos, mas podia ser mais tarde. “A virgindade era apenas um dos requisitos para a escolha”, afirma a historiadora Renata Senna Garraffoni, professora da Universidade Federal do Paraná. “A menina deveria ser fisicamente perfeita. Além disso, era importante que a família fosse exemplo de perfeição em vários aspectos. Os pais tinham de estar casados, não podiam ter sido escravos nem ter tido qualquer envolvimento com negócios escusos. Órfãs também não eram escolhidas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez selecionadas, as meninas deveriam passar as próximas três décadas isoladas do convívio em sociedade. Viviam cercadas pelos muros altos do templo, localizado nas colinas romanas, onde também ficavam o Fórum e o Circo Máximo. Sob supervisão do Pontifex Maximus, título do maior dos sacerdotes de Roma, a chama do templo era mantida acesa sob disciplina militar. Nos primeiros dez anos de serviço, as vestais estudavam: aprendiam latim, histórias sobre a vida de Vesta – que era, segundo a mitologia romana, virgem – e questões de Estado. Nos dez anos seguintes, a tarefa principal era mais prática: revezar-se para alimentar a chama. A última década era voltada ao ensinamento: elas deveriam passar seu conhecimento para as novatas. Ao todo, entre as mais velhas e as mais jovens, o templo abrigava 18 sacerdotisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada eterna e pura, a chama em homenagem à deusa funcionava como uma espécie de garantia de que Roma não seria invadida ou violada. “Por isso há uma relação direta entre a manutenção da virgindade e a proteção da cidade, destinando às vestais um lugar de destaque”, diz a historiadora. Segundo Holt Parker, especialista em estudos clássicos da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, as vestais tinham até privilégios legais: não estavam tuteladas pelo pai ou pelo marido, prática comum entre as romanas. Elas eram tiradas de suas famílias ainda crianças, mas não passavam a pertencer a ninguém mais, tornando-se, assim, independentes e especiais aos olhos da sociedade e da legislação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EM NOME DA DEUSA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MD8KbOfGI/AAAAAAAAE4c/97QMwVsCp5M/s1600/hestia-ou-vesta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MD8KbOfGI/AAAAAAAAE4c/97QMwVsCp5M/s320/hestia-ou-vesta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468218704683498594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto a Vesta era uma tradição antiga em Roma. “Muitos estudiosos afirmam que a fé data do período da monarquia e teria sido introduzida pelo rei Numa Pompílio, por volta de 715 a.C.”, afirma Renata. Não existem muitos registros sobre a divindade. Como a deusa não costumava ser representada em esculturas ou pinturas, os dados a seu respeito vêm de textos de autores latinos como Cícero, Plínio e Plutarco. “A grande maioria das informações foi escrita por homens das elites romanas”, diz a historiadora. “As metáforas relacionadas à deusa e a suas sacerdotisas são permeadas por valores masculinos de diferentes momentos da história.” É certeza que a deusa, além de representar o fogo, tinha como tarefa principal guardar a lareira de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época republicana, que foi do fim do reino de Roma em 509 a.C. à criação do Império Romano em 27 a.C., havia cerca de 33 deuses romanos. E, para cuidar de seus cultos, existia toda uma rede de sacerdotes provenientes da aristocracia. “Eles se reuniam em distintos colégios para interpretar as vontades divinas, cuja tradição remonta à influência etrusca. Embora, na sua grande maioria, fossem colégios masculinos, o dedicado a Vesta era formado por sacerdotisas”, diz Renata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vestais tinham outros papéis importantes na sociedade romana. “Em geral, elas aconselhavam o Senado sobre todos os assuntos referentes a questões divinas, conversavam com o povo sobre temas como a lei sagrada, incluindo a dos mortos, e supervisionavam os assuntos da lei familiar, como adoção e herança”, diz Renata. Se houvesse discussões em família, por exemplo, as sacerdotisas eram chamadas para acalmar os ânimos. E podiam ainda ser solicitadas para cerimônias especiais, como a leitura do testamento de algum imperador. Atividades como cuidar do abastecimento de água para os serviços do templo também estavam no dia-a-dia dessas mulheres. A clausura não era assim tão rigorosa: elas tinham autorização para sair sempre que necessário para participar não só de seus afazeres cotidianos como também de alguns eventos públicos. Nas lutas de gladiadores, por exemplo, tinham cadeira cativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARNAVAL DE VIRGENS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez ao ano, todas as sacerdotisas deixavam juntas o templo em que moravam e iam para as ruas de Roma. Era a Vestália, festa em louvor à deusa, com data fixa entre 7 e 15 de junho. Tratava-se de um acontecimento único entre os moradores da cidade, que aguardavam ansiosos para ver de perto as tais virgens. Do pouco que se sabe dessa festa, há relatos de que seis dessas mulheres ficavam encarregadas de confeccionar bolos sagrados, feitos com as primeiras espigas de milho colhidas na estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passeio realizado pela cidade, em espécie de procissão, as vestais eram vistas como celebridades. Enquanto as virgens estavam em liberdade nas ruas, o templo de Vesta era aberto para visitação, mas só para as mães romanas. No fim do percurso, no rio Tibre, as oferendas eram jogadas na água. “A partir de relatos do romano Ovídio, em especial em seu livro Fasti, sabemos que o festival se dava no Fórum e o asno era uma figura importante na procissão”, conta Renata. O carro que carregava as virgens era uma liteira tão luxuosa que, ao passar pelas vielas superpopulosas da cidade, causava alvoroço e comoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A VIRGINDADE OU A MORTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vestal podia ser reconhecida pela aparência. O ingresso no templo, ainda na infância, era marcado pelo corte de cabelo: os fios deviam ser aparados na raiz. Com o passar dos anos, porém, passavam a exibir longas madeixas. As cabeças eram coroadas por adereços de lã branca que caíam sobre os ombros e por cima dos seios. Os vestidos brancos obrigatórios eram recobertos por mantos de cor púrpura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obrigação de se manter virgem durante os 30 anos de dedicação à deusa Vesta era levada a ferro e fogo. Caso uma vestal quebrasse o código de conduta, estava automaticamente condenada à morte. Ou era enterrada viva ou jogada do alto da rocha Tarpeia, no monte Capitolino. O homem que a profanasse ia para a forca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacrifício das sacerdotisas vestais também era empregado em outras ocasiões, como em situações de violência e ataques de inimigos contra Roma. Por serem puras, elas acabavam mortas para a proteção da cidade em momentos difíceis. Ainda hoje muitos estudiosos questionam até que ponto essa prática foi comum. Alguns explicam que a punição era parte do “pacote” de pertencer ao grupo das vestais. Elas eram consideradas uma espécie de antídoto para as mazelas que a cidade estaria sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto os sacerdotes quanto as sacerdotisas eram considerados na sociedade romana os responsáveis pela ordem divina, não podendo exercer outras funções administrativas do governo. Na maioria dos casos, levavam uma vida normal dentro da aristocracia. “A exceção era para as virgens vestais e os sacerdotes de Júpiter, que tinham relações sociais mais restritas e estavam permeados de tabus, como, no caso delas, a virgindade”, afirma a historiadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso as guerras não vingassem, as pragas não atacassem e a tentação do sexo não prevalecesse, depois de cumprirem os 30 anos de serviços à deusa as vestais ganhavam a liberdade. Com seus 40 anos, tornavam-se Virgo Vestalis Maxima. Entre outros privilégios, elas poderiam continuar a servir a deusa até a morte, já que muitas aceitavam o celibato como as freiras o fazem hoje em dia, ou se casavam com algum grande homem da época, gozando até de uma remuneração do governo, como uma espécie de aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns historiadores afirmam que o imperador Graciano, governante de Roma de 367 a 378, foi o responsável pelo fim da supremacia das vestais. Isso leva a crer que o reinado dessas mulheres teria durado cerca de mil anos. O manda-chuva daquele momento da história não era cristão, mas tinha certa aversão por alguns deuses pagãos. A manobra para acabar com o templo de Vesta foi um exemplo de má política: suspendeu os salários das vestais, desviando todo o dinheiro para o serviço postal imperial. O imperador Teodósio foi quem pôs fim à divina farra romana. Proibiu uma série de tradições antigas, como os jogos de gladiadores, e também encerrou o culto aos antigos deuses. O templo de Vesta foi fechado em 394. A última Vestalis Maxima conhecida, Coelia Concordia, morreu no mesmo ano, pouco tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIDA FANTASIADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A história das vestais está cercada de mitos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito e realidade se confundem quando o assunto é a vida das vestais. Claudia Quinta, que viveu por volta de 200 a.C., era uma delas. Certa vez, foi acusada de imoralidade e seria punida com a pena de morte, mas conseguiu provar publicamente sua inocência (não se sabe como). Alguns relatos sobre as vestais são fantasiosos, como o de que Rhea Silvia, mãe de Rômulo e Remo, os míticos gêmeos fundadores de Roma, que freqüentava um colégio de vestais, teria sido seduzida por Marte, deus da guerra. Perigosa, e real, foi Tarpeia, que no século I teria abrido as portas de Roma para os sabinos, um povo que não aceitava a cidadania sem voto estipulada pelos romanos (vem dela o nome da rocha Tarpeia, local de onde as vestais traidoras eram jogadas). A moça acabou pisoteada pelos cavalos dos sabinos durante a invasão à cidade. Já a sacerdotisa Julia Aquila Severa rompeu seus votos de castidade para se casar com o imperador Elagabalus. Ele, para espanto geral, era um homossexual que se travestia de mulher, mas que, mesmo assim, foi casado com três mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS DONAS DO FOGO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Além do poder econômico e do conhecimento, Roma e Grécia tinham em comum duas deusas poderosas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem de Vesta é cheia de mistérios. Mas sabe-se que ela é uma versão romana de Héstia, deusa do fogo dos gregos. Na tradição grega, a linhagem de Héstia teria sido uma das primeiras a formar o universo: ela era neta de Urano e uma das cinco filhas de Crono e Réia. Um dos irmãos de Héstia era Zeus, caçula que assumiu o posto maior do Olimpo após uma briga familiar. Quando soube que seria destronado para dar lugar a um de seus filhos, Crono engoliu sua prole. Réia, mãe dedicada, salvou Zeus escondendo-o do pai. Quando cresceu, Zeus decidiu vingar-se do pai. Ganhou de Prudência, sua amante, uma droga que obrigou Crono a vomitar os outros descendentes. Héstia voltou à vida e jurou virgindade eterna. Por isso, recebeu do irmão a honra de ser venerada nos lares por meio da chama sagrada. Todas as cidades gregas e romanas veneravam a chama eterna, cada qual com sua versão. Não se sabe, porém, quem veio primeiro: Héstia ou Vesta. “Era comum os romanos classificarem os deuses de outros povos a partir da comparação com os seus próprios”, diz a historiadora Renata Senna Garraffoni. Assim, embora Vesta seja a versão romana de Héstia, há quem defenda que o culto à deusa romana já existia antes do contato com os gregos. “Estudiosos dizem que relatos romanos indicam que as primeiras vestais eram filhas dos reis romanos ou suas esposas.” Tanto Vesta quanto Héstia se mantiveram indispensáveis para a vida social de seus povos no decorrer dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-8962868055584940528?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/8962868055584940528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=8962868055584940528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/8962868055584940528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/8962868055584940528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/chama-das-virgens.html' title='&lt;strong&gt;A chama das virgens&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-MDTXOf9bI/AAAAAAAAE4U/Q9WVQNOBI9I/s72-c/as+disc%C3%ADpulas+da+deusa+Vesta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-3004242161123112030</id><published>2010-04-28T13:26:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T14:19:40.502-07:00</updated><title type='text'>Adrianópolis: a batalha que valeu por uma guerra</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ao serem derrotados pelos godos em Adrianópolis, os romanos abriram a porta do império para a invasão de outros bárbaros&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VmWxm4w3I/AAAAAAAAEB0/j4b3GNXOOgs/s1600-h/valente+e+seus+homens+%C3%BAltima+fase+de+batalha+adrian%C3%B3polis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437364666579338098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VmWxm4w3I/AAAAAAAAEB0/j4b3GNXOOgs/s400/valente+e+seus+homens+%C3%BAltima+fase+de+batalha+adrian%C3%B3polis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Valente e seus homens na última fase da Batalha de Adrianópolis.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 378, o exército romano sofreu uma de suas mais incríveis derrotas, que entrou para a história como a Batalha de Adrianópolis. Em poucas horas de uma abrasante tarde de 9 de agosto, 17 mil dos melhores soldados do império perderam a vida na região semidesértica da Trácia, província romana ao sul do Danúbio. Foi uma verdadeira carnificina que não poupou nem mesmo a vida do imperador do Oriente, Flávio Valente, cujo corpo nunca mais foi encontrado. Perdendo apenas uma batalha, Roma parecia ter perdido na verdade uma guerra inteira. Seu exército nunca mais se recuperou e os visigodos obtiveram o direito de viver com suas próprias leis no interior dos domínios romanos, formando um estado dentro do estado. Os bárbaros chegaram a acumular tanto poder que mandaram e desmandaram na política do império, nomeando um imperador em 409 e saqueando Roma em 410. Era o começo do fim da maior potência da Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos antes do desastre de Adrianópolis, os visigodos cruzaram a fronteira romana com a autorização do próprio imperador Valente. Os germanos só conseguiram essa valiosa permissão quando se viram encurralados por bárbaros ainda mais ferozes, os hunos, que chegavam da Ásia para varrer o norte da Europa. Aterrorizados, milhares de homens, mulheres e crianças se puseram, então, às margens do Danúbio para implorar, aos gritos e com os braços estendidos, asilo aos romanos. Em troca, Fritigern, o chefe dos visigodos, prometia fornecer homens para as legiões. Diante da proposta, Valente aceitou os imigrantes. Afinal, a Trácia sempre fora um grande quintal, com terras demais e homens de menos.&lt;br /&gt;Uma vez dentro do império, porém, o povo gótico logo se desentendeu com mercadores da região, interessados apenas em explorar aquele rebanho humano. Os negociantes foram acusados de cobrar os olhos da cara por um prato de comida e de até mesmo substituir filé bovino por carne de cachorro. Cansados de tanta exploração, os visigodos seguiram o ditado “com um amigo desses ninguém precisa de inimigo” e se revoltaram, estuprando mulheres e destruindo vilarejos do interior romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube desses estragos, o imperador Valente convocou 25 mil de seus melhores legionários e partiu para Adrianópolis, uma cidade a 13 quilômetros do acampamento dos inimigos. Em seguida despachou espiões para saber quantos godos compunham o exército de Fritigern. Os agentes contaram o que viram: cerca de 10 mil soldados. No entanto, não contaram o que não viram: junto com tal força havia uma poderosa cavalaria dos ostrogodos, outro povo germânico, que tinha saído do acampamento dias antes em busca de comida. Desavisado do perigo, Valente ordenou, na alvorada de 9 de agosto, que os romanos marchassem em direção ao acampamento inimigo sob um sol escaldante que, nos dias de hoje, nessa época do ano, verão no hemisfério norte, chega a 40ºC. Fritigern, ardilosamente, conseguiu adiar a batalha, enviando mensageiros da paz. O bárbaro sabia que o tempo jogava a seu favor, já que a cavalaria ostrogoda deveria aparecer a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu. A batalha começou quase no mesmo instante em que chegaram os temíveis cavaleiros ostrogodos, “descendo as montanhas como raios de tempestade”, segundo o historiador e ex-soldado romano Ammianus Marcellinus. Os cavaleiros bárbaros desbarataram a vulnerável cavalaria romana, que abandonou a infantaria à própria sorte. Com isso os godos fizeram um cinturão mortal em torno dos soldados imperiais. Um cinturão tão apertado que os romanos mal podiam sacar das espadas. “Naquele momento tais eram as nuvens de poeira subindo do chão que mal dava para ver o céu, onde ecoavam gritos horríveis. Por essa razão, os dardos dos bárbaros atingiram o seu alvo sem que ninguém pudesse se desviar. O chão ficou coberto de sangue, fazendo escorregar os pés de nossos soldados. Com tanto desespero, tentaram se defender e alguns mataram, sem querer, seus próprios companheiros”, relata Ammianus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coberto de poeira e sangue, Valente foi abandonado por seus guardas pessoais e acabou ferido por uma flecha. Cambaleante, o imperador procurou refúgio na ala dos lanceiros, ainda minimamente organizados, mas não conseguiu ser salvo. Ninguém jamais reencontraria o corpo do imperador. Mais tarde surgiu a versão de que Valente, já ferido, foi deslocado por alguns oficiais até uma cabana próxima, rodeada em seguida pelos bárbaros. Diante de uma presa tão fácil, os godos decidiram atear fogo ao casebre. Valente teria sido consumido pelas labaredas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço da batalha de Adrianópolis foi extremamente negativo: além do imperador, 17 mil dos melhores soldados, muitos capitães, 35 tribunos, dois altos oficiais do palácio real e dois generais morreram no combate. Na noite daquele 9 de agosto, durante a volta para casa, “muitos legionários semivivos bloquearam as estradas por não resistirem aos ferimentos. E inúmeros cavalos mortos foram empilhados, enchendo a planície com seus corpos”, lamentou Ammianus. Para o império, o desastre de Adrianópolis arranhou o moral romana e debilitou o exército. “Foi uma derrota militar catastrófica – a pior em séculos – e que agravou a já existente carência de homens para a formação do exército. Além disso, depois dessa batalha o prestígio romano nunca mais foi o mesmo”, explica o especialista em império romano tardio Alan Dearn, pesquisador da Universidade de Macquarie, da Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com o fim da batalha, os godos continuaram dando trabalho para os romanos, até que Teodósio, o novo imperador do Oriente, agiu menos como general do que como diplomata, assentando os invasores no território por meio de um tratado bem generoso, proposto em 382. Os bárbaros viveriam com sua própria legislação em terras romanas e receberiam, de quebra, um subsídio anual para subsistência. Em troca, forneceriam homens para as legiões romanas, com a ressalva de que seus comandantes fossem sempre godos. “Esse tipo de assentamento ajudou a formar nos bárbaros um senso muito maior de unidade e identidade. E também lhes deu maior consciência de suas habilidades para influenciar a política romana”, diz Dearn. De fato, a autonomia legislativa e o controle do exército permitiram que o sucessor de Fritigern, Alarico, acumulasse tamanho poder em suas mãos que chegaria a escolher um imperador do Ocidente em 409 e a saquear Roma em 410. Com esses atos, os godos foram os responsáveis pela destruição das primeiras colunas do império. Os outros povos bárbaros demoliriam as demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reinos góticos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originários da atual Escandinávia, os godos migraram em 230 d.C. até o mar Negro, onde se dividiram em duas correntes. Os que marcharam a leste se tornaram os ostrogodos (em alemão, “Ost” quer dizer oriente). Os que peregrinaram a oeste viraram os visigodos (“West” significa ocidente). Assim que esses rudes bárbaros entraram em contato com as fronteiras romanas, se transformaram. Segundo o historiador inglês Perry Anderson observou, em Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, “a hierarquia social, a disciplina militar e a remuneração monetária, tudo isso eram lições aprendidas no estrangeiro e logo assimiladas pelos chefes locais”. De todos os povos bárbaros, os godos foram os primeiros a criar um reino autônomo dentro do Império Romano. Depois, em 475, fundaram na atual Espanha o primeiro reino bárbaro da Idade Média. Já em 493, criaram outro reino na Itália. Com uma população dez vezes menor que a dos habitantes romanos, impuseram uma espécie de apartheid para assegurar o domínio político. Os locais freqüentavam a igreja católica e eram julgados segundo as leis romanas. Já os bárbaros iam a igrejas arianas (outra vertente do cristianismo) e eram sentenciados em seus próprios tribunais. Até mesmo o casamento era proibido entre eles. Mas, aos poucos, eles se aproximaram da herança de Roma. Afinal, a burocracia, o tipo de moeda, a organização das cidades e o alfabeto latino tinham dado às populações nativas uma civilização material necessária para o domínio gótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-3004242161123112030?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/3004242161123112030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=3004242161123112030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3004242161123112030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3004242161123112030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/adrianopolis-batalha-que-valeu-por-uma.html' title='&lt;strong&gt;Adrianópolis: a batalha que valeu por uma guerra&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VmWxm4w3I/AAAAAAAAEB0/j4b3GNXOOgs/s72-c/valente+e+seus+homens+%C3%BAltima+fase+de+batalha+adrian%C3%B3polis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-8681794541421102676</id><published>2010-04-25T09:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T08:55:55.467-07:00</updated><title type='text'>O calendário romano</title><content type='html'>&lt;em&gt;O calendário que usamos hoje é uma evolução do antigo calendário romano, no qual vários meses foram batizados com nomes de deuses pagãos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os romanos dividiam o mês em três partes: as calendas, que iam do dia 1 ao dia 6 de qualquer mês; as nonas, que começavam a 7 e iam até aos dias 14; e os idos, que iam dos dias 14 até aos fins de cada mês do ano. Por exemplo, o dia 3 de Maio era para o calendário romano o terceiro dia das calendas desse mês; ou o quarto dia antes das nonas desse mesmo mês; ou o 11.º dia antes dos idos ainda do mesmo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cerca de 715 a.C., Numa Pompílio sucede a Rómulo, tornando-se no segundo rei de Roma (até 672 a.C.). Ao analisar o calendário, Numa apercebe-se que aquele estava atrasado relativamente ao ano trópico. Novos cálculos demonstraram, então, que o ano conteria realmente cerca de 12 lunações – mais duas do que anteriormente admitido – correspondente a 354 dias. Mantendo a nomenclatura dos meses, por esta apresentar um aspecto muito prático, Numa Pompílio defendeu o acréscimo de mais dois meses ao calendário em vigor, Januarius e Februarius. Como era extremamente religioso, todas as regras decretadas por Numa Pompílio tinham uma forte subjectividade de índole religiosa, com relevância especial ao deus Janus (este étimo deriva de janua que significa porta, entrada ou passagem). O deus Jano era considerado o protector de qualquer "abertura", fosse ela concreta ou abstracta. Ele é representado com duas caras opostas, uma à frente e outra atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, decretou que o ano se iniciaria com o mês Januarius (Janeiro; colocado antes de Março), e finalizaria com Februarius (Fevereiro; colocado após Dezembro)! Januarius, deriva do deus Jano. Februarius deriva de Februo, deus dos mortos. Outros historiadores indicam, porém, a derivação de februare, purificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente se entende a idéia que ambos os meses indiciam: o ano velho morre no último mês, tempo em que cada um terá de se purificar (Fevereiro), a fim de poder entrar pela passagem (Janeiro) do novo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a Fevereiro foram atribuídos apenas 23 dias. Em sucessivos anos, a extensão deste ano civil foi sendo alterada, conforme os caprichos da população, por esta se aperceber de algum assincronismo com o ano trópico. Também se relatam "interesses obscuros" em prolongar o ano civil. Sempre que havia necessidade de o alterar, faziam-no, tradicionalmente, após o 23 de Fevereiro (ou seja, no fim do ano). Tanto eram introduzidos apenas alguns dias, como meses inteiros, os denominados meses intercalares. Esse dia, 23 de Fevereiro, adquiriu tal importância que se manteve até aos dias atuais — repare-se no caso do ano bissexto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Numa Pompílio alterou também a duração de cada mês. Aparentemente, os números pares eram fatídicos e apresentavam uma simbologia mortal. Em oposição, os números ímpares agradavam consideravelmente aos deuses. Assim, Janeiro passou a ter 29 dias, e os restantes passariam a ter 29 ou 31 dias - os de 30 dias passavam a ter menos um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 46 a.C., Caio Júlio César, triúnviro de Roma, foi nomeado Chefe do Colégio dos Pontífices — instituição responsável pela estruturação dos calendários. Actuando igualmente através do Tribunal dos Decênviros – instituição que decidia sobre as Leis e Regras da Sociedade Romana – introduziu o Calendário Juliano, um calendário mais fiel ao ano trópico, com novas regras. Os meses de 29 dias passavam agora a ter, novamente, 30 dias. Fevereiro, que por 450 a.C. fora posto entre Janeiro e Março, passava a ter 29 dias em anos regulares, e 30 dias nos anos bissextos! O novo ano civil (com 365,25 dias) estava finalmente sincronizado com o ano trópico. Este calendário (luni-solar) foi promulgado pelo decreto De Astris, substituindo o antigo calendário lunar romano do rei Numa Pompílio. (Quem realmente o desenvolveu foi um estudante de Astronomia graduado — Sosígenes — mas César impôs o seu nome).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi nesse mesmo ano de 46 a.C. que Júlio César se prepara para introduzir a sua reforma do calendário. Aparentemente no intuito de sincronizar o calendário juliano com o tropical no ponto vernal (equinócio da Primavera), prolonga o ano com mais 80 dias. Foi o Annus Confusionus – o ano da confusão, com 445 dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um ano após a reforma, é decidido homenagear Júlio César no seu próprio calendário, por ter efectuado aquela reforma. Então, alteraram o nome do agora sétimo mês, Quintilius, para um mais conhecido, Julius - Julho, para que Júlio César nunca mais fosse esquecido. (A razão da escolha deste mês incide, aparentemente, sobre a sua data de nascimento: César terá nascido neste mês.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante os reinados seguintes, o último dia de cada mês foi sendo arrastado para os meses vizinhos, consoante as opiniões em voga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;Augustus Caesar&lt;/em&gt; (Augusto César – sucessor de Júlio César) introduziu a última alteração oficial que se manteve até aos nossos dias. Orgulhoso como era, e tendo obtido com sucesso grandes feitos para a sociedade romana, escolheu outro mês como homenagem a si mesmo, numa ação similar a Júlio César! O mês indiciado foi o sucessor de Julho, &lt;em&gt;Sextilis&lt;/em&gt;, e alterou-o para &lt;em&gt;Augustus&lt;/em&gt; - Agosto. Mas este mês só tinha 30 dias; sendo da opinião que ele próprio não era inferior a Júlio César, retirou um dia ao "tradicional" mês de Fevereiro, colocando-o no mês de Agosto, ficando este então com 31. O mês de Fevereiro estabilizou finalmente, com apenas 28 dias em anos regulares, e 29 dias em anos bissextos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Infelizmente, a sua grandiosidade não foi suficiente para acabar com a proliferação de erros que continuamente se cometiam no calendário. Somente após o ano 8 d.C. foi atingido o fim desse caos, a partir do qual se atingiu a estabilização definitiva do mesmo (até ao aparecimento do calendário Gregoriano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOS DEUSES AOS MORTAIS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os líderes romanos Júlio César e Augusto foram os últimos a ser homenageados no calendário&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JANEIRO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O nome deriva de Jano (&lt;em&gt;Ianuarius&lt;/em&gt;, em latim), deus romano com duas faces e espécie de “porteiro celestial”. A palavra latina &lt;em&gt;ianua&lt;/em&gt; significa “porta”, e o mês de janeiro representa justamente a entrada para um novo começo, um novo ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FEVEREIRO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O termo vem do latim &lt;em&gt;februmm&lt;/em&gt;, que significa “purificar”. Baseado também em um ritual de purificação romano, chamado &lt;em&gt;februa&lt;/em&gt;, que acontecia sempre no 15º dia desse mês no antigo calendário criado pelos romanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MARÇO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A inspiração foi o deus da guerra, Marte – o nome do mês era &lt;em&gt;martius&lt;/em&gt;, quando março abria o ano no primeiro calendário romano. No hemisfério norte, esse período corresponde ao início da primavera, época boa para o começo de campanhas militares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABRIL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existem duas versões mais aceitas. Uma é que o mês vem de &lt;em&gt;aperire&lt;/em&gt;, “abrir” em latim, o que lembraria a primavera e o desabrochar das flores. A outra versão vem de uma comemoração sagrada, &lt;em&gt;aprilis&lt;/em&gt;, feita em nome de Vênus, deusa do amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MAIO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nome baseado em comemorações que honravam duas deusas romanas identificadas com a primavera e com o crescimento de plantas e flores, Maia e Flora. As celebrações ocorriam no primeiro dia desse mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JUNHO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro mês com divergências sobre a origem do nome. Uma versão aponta que seria uma homenagem a Juno, deusa romana protetora da família e dos partos. Outra teoria diz que deriva do nome de um clã romano chamado Junius. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JULHO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No primeiro calendário romano, era chamado de quintilis, pois era o quinto mês do ano. Séculos depois, no ano 44 a.C., foi rebatizado em homenagem ao grande líder romano Júlio César (&lt;em&gt;Julius Caesar&lt;/em&gt;, em latim), que fora assassinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AGOSTO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como era o sexto mês do ano no velho calendário romano, recebia o nome de sextilis. Também foi rebatizado para homenagear outro grande líder, Augusto, que se tornou o primeiro imperador romano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SETEMBRO A DEZEMBRO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para esses meses faltou inspiração... Setembro vem de &lt;em&gt;septem&lt;/em&gt;, que significa “sete”; outubro, de &lt;em&gt;octo&lt;/em&gt; (“oito”), e assim por diante. Ou seja, eles conservaram no nome a mesma posição que tinham no primeiro calendário romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Marius / Revista Mundo Estranho&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-8681794541421102676?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/8681794541421102676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=8681794541421102676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/8681794541421102676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/8681794541421102676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/o-calendario-romano.html' title='&lt;strong&gt;O calendário romano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-5697892572635730981</id><published>2010-04-25T09:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T09:25:26.934-07:00</updated><title type='text'>Batalha de Resaena</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Batalha de Resaena&lt;/strong&gt; ou Resaina, foi travada em 243 perto Ceylanpinar, na Turquia, entre as forças do Império Romano, lideradas pelo Prefeito Pretoriano Timesitheus e o exército do Império Sassânida, liderado pelo Rei Sapor I. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9RsT7vHBQI/AAAAAAAAE0c/uu5t30wfQFE/s1600/catafractos+persas,+batalla+de+Resaina,+Mesopotamia,+243+d.C..jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9RsT7vHBQI/AAAAAAAAE0c/uu5t30wfQFE/s400/catafractos+persas,+batalla+de+Resaina,+Mesopotamia,+243+d.C..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464111337615852802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A batalha foi travada durante a campanha ordenada pelo Imperador Gordiano III para retomar as cidades romanas de Hatra, Nisibis e Carrhae.  Estes territórios, de fato, havia sido conquistados por Shapur e, antes dele, por seu pai Ardacher I, quando o Império Romano foi confrontado com guerras internas entre os pretendentes ao trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esta vitória as legiões romanas, não tinham sido pagas, e revoltaram-se, matando Gordiano III e proclamando Filipe, o Árabe como Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-5697892572635730981?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/5697892572635730981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=5697892572635730981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5697892572635730981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5697892572635730981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/batalha-de-resaena.html' title='&lt;strong&gt;Batalha de Resaena&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9RsT7vHBQI/AAAAAAAAE0c/uu5t30wfQFE/s72-c/catafractos+persas,+batalla+de+Resaina,+Mesopotamia,+243+d.C..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-4026284658113087999</id><published>2010-04-20T12:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T11:28:40.528-07:00</updated><title type='text'>A emboscada de Teutoburg</title><content type='html'>&lt;em&gt;Um genial ataque-surpresa derrotou o melhor e mais bem preparado exército da época&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84Hj75a1NI/AAAAAAAAEzs/2CUJTpZomtU/s1600/Teut.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84Hj75a1NI/AAAAAAAAEzs/2CUJTpZomtU/s400/Teut.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462311712002331858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As legiões romanas atravessavam a região de Teutoburg com tranqüilidade. Afinal, a Germânia no ano 9 era um território pacífico que parecia conformado com a submissão ao poderoso Império Romano. De repente, dardos e flechas cruzaram o ar. Seguiram-se correrias e gritos de guerra. Emboscada! Surpreendidos, os soldados não tiveram tempo para se organizar em formações de combate e muitos foram abatidos antes de ao menos compreender o que havia acontecido. Civis e carroças com provisões, que viajavam em meio às tropas, eram facilmente massacrados pelos agressores, o que tornava a defesa ainda mais difícil. O exército romano, o mais bem preparado e equipado de sua época, não segurou a onda em uma das melhores táticas de guerra já inventadas, o ataque-surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84InCpxVOI/AAAAAAAAEz0/v15MEwiygAY/s1600/10_mythos_05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 309px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84InCpxVOI/AAAAAAAAEz0/v15MEwiygAY/s400/10_mythos_05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462312864866981090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local da emboscada foi escolhido a dedo, uma faixa de terra de 220 metros de largura espremida entre uma colina ao sul e um brejo ao norte, a leste de onde hoje fica a cidade de Bramsche, na Alemanha. Os soldados germânicos, munidos basicamente de lanças, dardos e escudos, fizeram uma série de ataques-relâmpago colina abaixo. Com a confusão instaurada nas linhas romanas, muitos soldados foram empurrados em direção ao brejo, onde o equipamento pesado impossibilitava qualquer tática de defesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84JbpT6QFI/AAAAAAAAEz8/z6eD7m1ZHjw/s1600/a%2520batalha%2520Teutoburgo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84JbpT6QFI/AAAAAAAAEz8/z6eD7m1ZHjw/s400/a%2520batalha%2520Teutoburgo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462313768597471314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividido, surpreso e subitamente num território hostil, o exército romano tentou recuar para locais seguros. Em vão. Conhecendo melhor o terreno, os germânicos perseguiram e atacaram furiosamente os soldados latinos, aniquilando aos poucos os sobreviventes do ataque principal.&lt;br /&gt;É fácil entender por que os legionários fugiam com tanto desespero. Eles estavam cercados, desorganizados e, ao contrário do que ocorre hoje em dia, render-se não era uma opção: os prisioneiros eram crucificados e queimados vivos – ou, na melhor das hipóteses, escravizados –, enquanto os oficiais eram sacrificados aos deuses germânicos. Diante da situação desesperadora, o comandante do exército, Publius Quintilius Varus, tomou a única atitude considerada honrosa naquele momento para os romanos: suicidou-se, projetando-se sobre sua própria espada. Em apenas quatro dias o império perdeu cerca de 15 mil legionários, 900 soldados auxiliares e outros tantos cavaleiros, três legiões inteiras no total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relatos da selvageria perpetrada pelos germânicos tiveram um enorme impacto entre os romanos. “A população de Roma ficou tão assustada que o imperador Augusto teve de ordenar aos vigias da cidade que ficassem de prontidão durante a noite”, relata o historiador holandês Jona Lendering, especialista em Antiguidade. Depois da derrocada, os números das legiões destruídas, XVII, XVIII e XIX, passaram a ser considerados amaldiçoados e jamais seriam atribuídos novamente a qualquer outra legião. Para os germânicos, porém, Teutoburg é sinônimo de vitória. “Séculos mais tarde, Armínio, o líder do ataque, foi elevado à posição de verdadeiro herói nacional”, diz Lendering.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos ainda voltariam à Germânia em expedições posteriores, destinadas a “lavar a alma” do império e a resgatar os estandartes das legiões aniquiladas. Mas, apesar de bem-sucedidas, nenhuma delas tentou recuperar para os romanos o controle da região. A Batalha de Teutoburg contribuiu para que as tribos germânicas garantissem sua independência. De quebra, manteve a cultura alemã a uma distância segura da influência latina, fator que repercute até os dias de hoje na divisão de poder da Europa Unificada ou em conflitos como a derrubada do Império Napoleônico e a eclosão da Primeira Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hermann, ex-Armínio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84KO1uYVJI/AAAAAAAAE0E/cmUBL-OCN7c/s1600/Hermann.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84KO1uYVJI/AAAAAAAAE0E/cmUBL-OCN7c/s400/Hermann.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462314648103048338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cilada de Teutoburg foi arquitetada por Armínio, líder da tribo germânica dos cheruscos. Nas palavras do historiador romano Paterculus, “Armínio era bravo na hora de agir, aprendia com rapidez e tinha uma mente que o colocava muito acima do estado de barbarismo”. Tal era sua reputação que os romanos, antes, o viam como um aliado e lhe concederam regalias de cidadão de Roma. A armadilha foi executada à perfeição. Aparentemente Armínio pediu a uma tribo distante que entrasse em revolta, apenas para atrair a atenção das legiões romanas estacionadas na Germânia. O comandante romano, Publius Quintilius Varus, jamais percebeu a verdadeira intenção dos bárbaros e não tomou as devidas precauções para a marcha. Como resultado fez com que Roma perdesse para sempre sua influência sobre a região. Mas Armínio não pôde saborear a vitória por muito tempo. No ano 15, uma nova expedição romana, comandada por Germanicus, capturou sua esposa, Thusnelda. No verão do mesmo ano, oito legiões marcharam sobre os germânicos e derrotaram os homens de Armínio. Germanicus, então, retirou seus homens da região e deixou que a diplomacia romana cuidasse de jogar as tribos germânicas umas contra as outras. O fim do líder cherusco foi inglório: acabou assassinado por uma tribo germânica rival. Apesar disso, sua imagem foi resgatada nos últimos séculos por nacionalistas alemães. Só que decidiram rebatizá–lo com seu suposto nome germânico: Hermann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/11/cortina-de-ferro-da-antiguidade1-parte.html"&gt;► A »Cortina de Ferro« da Antiguidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/05/conversao-religiosa-dos-germanos.html"&gt;► A conversão religiosa dos germanos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-4026284658113087999?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/4026284658113087999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=4026284658113087999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4026284658113087999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/4026284658113087999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/emboscada-de-teutoburg.html' title='&lt;strong&gt;A emboscada de Teutoburg&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S84Hj75a1NI/AAAAAAAAEzs/2CUJTpZomtU/s72-c/Teut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-7579038805284992497</id><published>2010-04-12T19:48:00.001-07:00</published><updated>2010-04-21T11:15:40.965-07:00</updated><title type='text'>Cesaréia - de cidade romana a fortaleza cruzada</title><content type='html'>&lt;em&gt;Cesaréia localiza-se na costa do Mediterrâneo, no meio do caminho entre Tel Aviv e Haifa. As escavações arqueológicas durante as décadas de 50 e 60 revelaram remanescentes de muitos períodos e, particularmente, o complexo de fortificações da cidade cruzada e o teatro romano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PcEC5i9WI/AAAAAAAAEuM/yXK4Bb8n3jg/s1600/Imagem+1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 391px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PcEC5i9WI/AAAAAAAAEuM/yXK4Bb8n3jg/s400/Imagem+1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459449135358997858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os últimos 20 anos, importantes escavações realizadas por numerosas expedições de Israel e do exterior expuseram impressionantes vestígios da grandiosidade esquecida da cidade romana e daquela dos cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Cidade Romana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundada pelo Rei Herodes no século I a.E.C., na localização de um porto comercial fenício e grego denominado Torre de Straton, Cesaréia foi assim denominada por Herodes em homenagem ao imperador romano César Augusto. A cidade foi detalhadamente descrita pelo historiador judeu Flávio Josefo (Antigüidades XV pág. 331 e seg.; Guerra I, pág. 408 e seg.). Era uma cidade murada, com o maior porto na costa oriental do Mediterrâneo, chamada Sebastos, o nome grego do Imperador Augusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo da cidade, dedicado a César Augusto, foi construído sobre um pódio elevado diante do porto. Uma ampla escadaria conduzia do píer ao templo. Foram erigidos edifícios públicos e esmeradas instalações de entretenimento, segundo a tradição imperial. O palácio do Rei Herodes situava-se na parte meridional da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 6 da era comum, Cesaréia tornou-se a sede dos procuradores romanos da Provincia Juda e nela se instalou o quartel-general da 10 Legião Romana. Nos séculos II e III a cidade se expandiu, tornando-se uma das mais importantes da parte oriental do Império Romano, sendo classificada como "Metrópole da Província da Síria-Palestina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesaréia desempenhou um importante papel na história do início do cristianismo. Foi aqui que realizou-se o batismo do centurião romano Cornelius (Atos 10:1-5, 25-28); S. Paulo partiu daqui para sua viagem pelo Mediterrâneo oriental, e aqui foi aprisionado e enviado a Roma para julgamento (Atos 23:23-24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palácio foi construído sobre um promontório rochoso saliente, na parte meridional da cidade romana. As escavações revelaram uma grande estrutura arquitetônica, de 110 x 60 m, com um tanque decorativo cercado por pórticos. Esta construção elegante, em localização tão singular, foi identificada como o palácio de Herodes (Antigüidades XV, f. 332). O palácio foi usado durante todo o período romano, conforme atestam duas colunas com inscrições dedicatórias em grego e latim, contendo os nomes dos governadores da província da Judéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PdU_th9iI/AAAAAAAAEuU/Pk0A0YY9ebo/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 281px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PdU_th9iI/AAAAAAAAEuU/Pk0A0YY9ebo/s400/Imagem+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459450526072698402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro fica situado bem no sul da cidade. É atribuído ao Rei Herodes e foi a primeira das instalações romanas de entretenimento construídas em seu reino. O teatro está de frente para o mar e tem milhares de lugares arrumados numa estrutura semi-circular arqueada. O piso semi-circular da orquestra, revestido de início com gesso pintado, foi posteriormente lajeado com mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anfiteatro, na costa meridional da cidade, foi mencionado também por Flávio Josefo. Era orientado no sentido norte-sul e media 64 x 31 m. Os lados oriental e setentrional (arredondado) estão bem preservados; o lado ocidental foi destruído em grande parte pelo mar. Uma parede de 1,05 m de altura rodeava a arena coberta com giz esmigalhado e batido. Quando foi construído, na época de Herodes, tinha cerca de 8.000 lugares; no século I E.C. foram acrescentados mais lugares, aumentando sua capacidade para 15.000 espectadores. As dimensões, a forma e as instalações indicam que este anfiteatro era usado para corridas de cavalo e de bigas sendo, de fato, um hipódromo. Foi encontrada uma inscrição referindo-se a Morismus [o] cocheiro. Durante o século II, o anfiteatro foi construído e adaptado para ser usado como os demais anfiteatros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8Peh5UwM6I/AAAAAAAAEuc/i_Mp3P8h2fw/s1600/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8Peh5UwM6I/AAAAAAAAEuc/i_Mp3P8h2fw/s400/Imagem+3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459451847208088482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aqueduto, que garantia um abundante suprimento de água, foi construído no período herodiano; foi posteriormente reparado e aumentado para conduzir um canal duplo, quando a cidade cresceu. O aqueduto superior tem início nas fontes localizadas a uns 9 km a nordeste de Cesaréia, no sopé do Monte Carmel. Ele foi construído com considerável conhecimento de engenharia, permitindo que a água corresse, pela ação da gravidade, das fontes até a cidade. Em alguns trechos, o aqueduto era sustentado por fileiras de arcos, e atravessava a cadeia de kurkar ao longo da costa passando por um túnel. Entrando na cidade pelo norte, a água corria por um sistema de tubulação até cisternas e fontes por toda a cidade. Várias inscrições no aqueduto testemunham que os responsáveis por sua manutenção eram a Segunda e a Décima Legiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cesaréia Bizantina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este período, Cesaréia tornou-se um importante centro cristão. Orígenes, padre da Igreja, fundou uma academia cristã na cidade, com uma biblioteca de 30.000 manuscritos. No começo do século IV, o teólogo Eusébio, que foi bispo de Cesaréia, aqui compôs sua monumental Historia Ecclesiastica dos primórdios do cristianismo e o Onomasticon, um amplo estudo geográfico-histórico da Terra Santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cesaréia bizantina era cercada por uma muralha de 2,5 km de comprimento, que protegia os bairros residenciais construídos fora da cidade romana. Em sua seção meridional havia um portão de 3 m de largura. Junto com a população cristã e suas numerosas igrejas, havia comunidades judaicas e samaritanas, que construíram belas sinagogas. Durante este período, o porto romano interno foi bloqueado e construíram-se edifícios no que havia se tornado terra firme. Uma linha de galerias com lojas foi construída contra a parede do pódio, diante do porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja principal era a do Martírio do Sagrado Procópio, construída no século VI sobre os remanescentes do templo romano, sobre o pódio. Era uma igreja octogonal, de 39 m de largura, que se erguia dentro de um perímetro quadrado de 50 x 50 m, rodeada de salas ao longo das muralhas. O chão era lajeado com placas de mármore de formas variadas. Fora da linha de colunas do edifício, foram encontrados vários capitéis coríntios decorados com cruzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um edifício grande e bem trabalhado, com numerosos pátios e salas espalhados por toda a área da insula (bloco de edifícios), cercado pelas ruas principais da cidade, foi alcunhado o edifício do governo. Sua entrada era pelo cardo (rua principal no sentido norte-sul), e seu lado ocidental era sustentado por uma fileira de galerias, que no passado haviam sido usadas como depósitos do porto. Uma dessas galerias, de frente para o decumanus (rua principal no sentido leste-oeste), era revestida de gesso e decorada com desenhos de parede em vermelho e preto, inclusive figuras de Jesus e dos doze apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande salão com uma abside, localizado no centro do edifício do governo, funcionava como tribunal. Fragmentos de uma inscrição em grego aqui encontrados referem-se a um decreto imperial que trata dos honorários que os funcionários do tribunal podiam cobrar pelos serviços prestados. Na parte nordeste do edifício havia um conjunto de salas com chão de mosaico; um deles com uma citação da Epístola de S. Paulo aos Romanos (13:3). Nichos retangulares nas paredes de uma sala comprida ao norte do tribunal indicam que provavelmente serviam como arquivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os remanescentes de uma sinagoga do século V foram encontrados na praia, ao norte do porto. O edifício retangular está virado para o sul, na direção de Jerusalém. Entre os detalhes arquitetônicos encontrados em suas ruínas há capitéis com entalhes de menorot (candelabros), uma coluna com a inscrição Shalom e partes de uma inscrição em hebraico com a lista dos vinte e quatro sacerdotes do Templo de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram expostos os remanescentes de vários outros grandes edifícios, dentre eles uma casa de banhos do século IV, reformada. Ela consistia de um conjunto de pátios e salas, muitos dos quais lajeados com mosaicos, com bancos ao longo das paredes, sendo que na área do caldarium (estufa) havia vários compartimentos dotados de sistema de aquecimento (hipocausto). Algumas salas particularmente elegantes eram lajeadas com mármore e continham decorações de mosaico nas paredes; numa delas há uma figura feminina, perto da qual as palavras "mulher bonita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do anfiteatro, que já não estava mais em uso, foi construído um palácio de dois andares, ligados por uma escada. O pavimento superior incluía dois pátios e salas lajeadas com azulejos ou mosaicos coloridos, que serviam de residências. O andar inferior continha um pátio com uma abside num dos lados, lajeado com azulejos coloridos. Ao longo deste pátio erguiam-se duas fileiras de colunas com um santuário de mármore entre elas e na parede setentrional havia uma bica com um tanque retangular por baixo. Este andar inferior era um jardim aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cesaréia Árabe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 639, Cesaréia foi conquistada pelos árabes e sua importância e população declinaram. As áreas urbanas foram abandonadas e substituídas por terraços para agricultura. A cidade árabe estava cercada, no século X, por uma muralha de 3 m de espessura, cujos remanescentes foram encontrados durante as escavações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cesaréia dos Cruzados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1101, o exército franco comandado pelo Rei Balduíno I conquistou Cesaréia. Esta se tornou a sede de um bispado e, além dos francos, nela se estabeleceram também cristãos orientais e muçulmanos. Os genoveses encontraram na cidade um vaso de vidro verde e declararam tratar-se do Santo Graal, o cálice usado por Jesus na Última Ceia. Ele foi levado a Gênova e colocado na Igreja de S. Lourenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesaréia foi capturada por Saladino em 1187, após um curto cerco. Foi reconquistada em 1191 por Ricardo Coração de Leão, Rei da Inglaterra, que exilou os habitantes muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente à crescente ameaça muçulmana, Luís IX, Rei da França (que foi posteriormente canonizado), restaurou e fortificou Cesaréia em 1251-52. Uma majestosa muralha, de 4 m da espessura e cerca de 1,6 km de comprimento, cercava a cidade, que cobria uma área de mais de 16 hectares. A cidade era protegida ainda por um declive, por torres e um fosso de 10 m de profundidade e 15 m de largura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso à cidade era através de portões, sendo o principal localizado na muralha oriental. Para se chegar a essa porta principal, por acesso indireto, passava-se por uma ponte construída sobre arcos, sustentados por pilares no fundo do fosso. A sala do portão quadrada tinha um teto abobadado em forma de cruz, sustentado por consolos decorados com motivos florais. As portas eram fechadas por dentro com barras de madeira e protegidas externamente por uma grade de ferro, que era baixada através de uma fenda no teto. Estas impressionantes fortificações foram descritas detalhadamente pelos cronistas da época dos cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A catedral da cidade cruzada foi construída sobre o pódio erguido pelo Rei Herodes, a fim de servir de acrópole da cidade. A catedral do século XII, cuja parte oriental foi acrescentada nos meados do século XIII, era uma estrutura modesta medindo 55 x 22 m. O espaço interno se dividia numa nave central e duas laterais, que terminavam no leste em três absides; o chão era lajeado de mosaicos. A galeria abobadada era sustentada por pilares e pilastras retangulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cesaréia cruzada chegou ao fim em 1265, quando o sultão mameluco Baybars atacou a cidade. Depois de um curto cerco, os defensores cruzados perderam a esperança e evacuaram a cidade. Os conquistadores mamelucos, temendo um retorno dos cruzados, derrubaram completamente as fortificações da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesaréia é um majestoso sítio arqueológico, aberto ao público. Pode-se visitar o teatro do período romano, o palácio do Rei Herodes, o anfiteatro e muito mais. Pode-se também atravessar o fosso, entrar na cidade cruzada restaurada e contemplar o porto de cima do pódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas escavações na década de 90 foram realizadas por duas expedições: a da Autarquia de Antigüidades de Israel, dirigida por S. Porat; e a Expedição Conjunta de Cesaréia, do Centro de Estudos Marítimos da Universidade de Haifa, dirigida por A. Raban, da Universidade de Maryland, dirigida por K. Holum, e do Instituto de Arqueologia da Universidade de Haifa, dirigida por J. Patrich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.mfa.gov.il"&gt;Israel Ministry of Foreign Affairs&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-7579038805284992497?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/7579038805284992497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=7579038805284992497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7579038805284992497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/7579038805284992497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/cesareia-de-cidade-romana-fortaleza.html' title='&lt;strong&gt;Cesaréia - de cidade romana a fortaleza cruzada&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PcEC5i9WI/AAAAAAAAEuM/yXK4Bb8n3jg/s72-c/Imagem+1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-5273924028444094422</id><published>2010-04-12T19:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T19:47:54.264-07:00</updated><title type='text'>Aspectos importantes do Direito Romano</title><content type='html'>&lt;em&gt;Aspectos importantes durante a Realeza, República e o Império&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DIREITO ROMANO NA REALEZA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do período histórico em que Roma foi governada pelos reis, compreendendo uma faixa de aproximadamente 250 anos, segundo os cálculos de VARRÂO, desde a fundação de Roma, em 753 a.C., até o desaparecimento do trono, com Tarquínio, o Soberbo, em 510 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia duas classes bem distintas e opostas entre os habitantes da cidade de Roma: os patrícios e os plebeus. Os primeiros, homens livres, descendentes de homens livres, agrupados em clãs familiares patriarcais, que recebiam o nome de gentes, formavam a classe detentora do poder e privilegiada. Os plebeus, por sua vez, não faziam parte das gentes, estando, no entanto, sob a proteção do rei. Até o reinado de Sérvio Túlio, os plebeus não faziam parte da organização política de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Realeza, o Poder Público em Roma era composto por três elementos: o Rei (rex), o Senado (senatus) e o Povo (populus romanus), este último, como acima mencionado, constituído apenas por patrícios. Enquanto o rei, indicado por seu antecessor ou por um senador, era detentor de um poder absoluto, ou imperium, com atribuições políticas, militares e religiosas, sendo ao mesmo tempo chefe de governo e de Estado, o Senado era um órgão de assessoria do rei, com função predominantemente consultiva. Era, pois, o Senado detentor da auctoritas, sendo ouvido pelo rei nos grandes negócios do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo romano (somente patrícios, inicialmente) reunia-se em assembléias, que recebiam o nome de comícios curiatos, com o objetivo de discutir e votar as propostas de lei, sempre de iniciativa do rei. A unidade de voto recebia a denominação de cúria. A lei, assim votada e aprovada, recebia o nome de leges curiatae. No entanto, com as reformas empreendidas pelo rei Sérvio Túlio, a plebe foi favorecida, quando a riqueza de cada um, e não mais apenas as suas origens, passou a ser base para a distinção entre as pessoas. Com isso, ganhavam o direito de voto os plebeus contribuintes, sendo por estes entendidos aqueles que dispunham de meios para pagar impostos e que agora tinham direito de prestar serviço militar. Estes plebeus contribuintes votavam nos comícios centuriatos, sendo a unidade de voto a centúria. Ao mesmo tempo, adquiriam os plebeus o direito de praticar atividade comercial, o que favorecia, conseqüentemente, o contato com outros povos e outras culturas, culturas estas que mais tarde viriam a ser incorporados pelo Império Romano, ao mesmo tempo em que ganhava o povo romano poder econômico, passo fundamental para se alcançar o poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas as principais fontes do Direito Romano na Realeza: o costume e a lei. O costume, ou jus non scriptum, uso repetido e prolongado da norma jurídica tradicional não proclamada pelo Poder Legislativo, é a principal delas. A lei, de menor importância neste período, nascia com a proposta do rei ao povo, que, reunido em comícios curiatos ou centuriatos, aceitavam ou rejeitavam a iniciativa do rei. Se aceita, a regra de direito, depois de ratificada pelo Senado, tornava-se obrigatória. Vale ainda ressaltar que as leis, durante este período, eram particulares, e não gerais, regendo verdadeiros contratos entre patres da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DIREITO ROMANO NA REPÚBLICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abolida a Realeza em Roma, foi implantada a República, advinda de uma revolução chefiada por patrícios e militares, e que se prolongou de 510 ate 27 a.C. Caracterizava-se por ser uma República Aristocrática, onde a administração se subdividia em várias magistraturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder consular, ou dos cônsules, substitui o rei, enquanto detentores do imperium. Encarnavam a suprema magistratura. Estes cônsules eram eleitos em número de dois para um período de um ano, cada um deles governando alternadamente um mês cada. Assim, enquanto um governava, o outro fiscalizava, tendo contra o primeiro o direito de veto, ou intercessio, em caso de discordância. No entanto, o grande desenvolvimento da população romana fez com que as funções consulares se repartissem por outras pessoas. Foi assim que surgiram cargos como questores (responsáveis pela administração das finanças), censores (encarregados de promover o recenseamento e de fiscalizar os costumes), pretores (importantes magistrados para o Direito. Estavam encarregados da administração da justiça), edis curis (cuidavam da fiscalização do comércio e do policiamento da cidade), governadores das províncias, ou procônsules (encarregados de distribuir a justiça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos cônsules, a organização política de Roma na República ainda era composta pelo Senado e pelo povo. O Senado, nesta época, era um órgão consultivo e legislativo composto por 300 patres, nomeados pelos cônsules. Os atos oriundos do Senado eram os senatusconsultus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo (populus romanus), por sua vez, agora era composto por patrícios e plebeus, que reuniam-se em comícios (comícios curiatos, comícios centuriatos e comícios tributos) para votar. A plebe, cuja maior conquista na época foi a criação do tribuno da plebe (magistrados plebeus invioláveis e sagrados, com direito de veto – intercessio – contra decisões a serem tomadas), também se reunia sozinha no concilia plebis, onde se votavam os plebiscitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fontes do Direito Romano na República são as seguintes: costume, lei, plebiscito, interpretação dos prudentes e os editos dos magistrados. O costume, apesar de conservar extrema importância na sociedade romana, tornava-se, pela incerteza a ele inerente, importante arma de que dispunham os patrícios contra os direitos da plebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei, por sua vez, é a segunda fonte de Direito Romano na República. É redigida, apesar de muita resistência por parte dos patrícios e do Senado, a Lei das XII Tábuas, cuja importância é incontestável, sendo considerada pelos próprios romanos como a fonte de todo o direito público e privado. O cunho de romanidade presente em suas disposições garantiu-lhe imediata aceitação por parte de todos, passando a reger as relações jurídicas do povo romano. Mais tarde, numerosas outras leis surgiram também com o intuito de reger as relações dos povos de Roma e dos territórios submetidos, como a leges rogatae e a leges datae. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plebiscito é aquilo que a plebe deliberava por proposta de um magistrado plebeu, aplicando-se, a princípio, unicamente à plebe, adquirindo, a partir da Lei Hortênsia, valor de lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prudentes, ou jurisprudentes,são jurisconsultos encarregados de adaptar os textos legais às mudanças do direito vivo, preenchendo, assim, as lacunas deixadas pelas leis. A interpretação dos prudentes corresponde ao que atualmente chamamos de doutrina, diferindo, portanto, do que atualmente entendemos por jurisprudência (decisões repetidas dos tribunais). Tais pareceres, ou seja, a interpretação dos prudentes, passaram a influir na formação do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, são também fontes do direito romano os editos dos magistrados, conjunto de declarações (edicta) destes, em que expunham aos administrados os projetos que pretendiam desenvolver. Para o Direito Romano, assumem maior relevância os editos dos pretores, e, em especial, os editos urbanos. O pretor, como magistrado que o era, era detentor do poder de fazer editos, contribuindo assim para o florescimento, em oposição ao jus civile (formalista e rigoroso), do jus honorarium, mais humano, pois com ele se fazia uso da equidade, instrumento através do qual o pretor adequava a justiça ao caso concreto, abrandando-se a impessoalidade do caso concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DIREITO ROMANO NO ALTO IMPÉRIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também conhecido como principado, ou diarquia, é um período de transição entre a República e o Dominato (ou Baixo Império), estendendo-se de 27 a.C. a 284 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o príncipe ou imperador congrega poderes quase ilimitados, sendo o chefe supremo das forças armadas. A sua autoridade é máxima, e o seu poder é partilhado com o Senado. O poder judiciário, portanto, é repartido entre o príncipe e o Senado. As magistraturas, de início, continuavam a funcionar normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o seu caráter de transição, numerosas são as fontes de direito romano durante esta fase. Somando-se às fontes da República (costumes, leis, editos dos magistrados, senatusconsultos), acrescentam-se as constituições imperiais e as respostas dos jurisconsultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O costume ainda nesta época desempenha papel importante enquanto fonte de direito. Quanto às leis, adquirem maior importância as leges datae, medidas tomadas em nome do povo pelo imperador, correspondendo aos nossos atuais regulamentos administrativos. Os editos dos magistrados perdem muita importância neste período, tendo o novo regime praticamente tirado de fato a independência e o espírito de iniciativa dos pretores, fazendo com que estes aos poucos passassem a apenas reproduzir os editos de seus antecessores. Os senatoconsultos são medidas de ordem legislativa que emanam do Senado. Durante o Alto Império, o senatoconsulto é feito a pedido do príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As constituições imperiais eram medidas de ordem legislativa promulgadas pelo imperador e elaboradas pelo consilium principis, colégio constituído pelos mais importantes jurisconsultos da época. Gradualmente, esta fonte vai adquirindo maior importância até chegar a constituir a fonte única de direito romano durante o Baixo Império. Ainda como fonte do direito romano no Alto Império, as respostas dos jurisconsultos são as sentenças e opiniões feitas por quem fixa o direito, mas é somente a partir de Adriano que tais respostas passaram a ganhar força de lei. Em havendo divergência entre os pareceres, ao juiz era lícito seguir a opinião que a ele parecesse melhor, o que se aproxima, desta forma, da utilização do instituto que hoje conhecemos como eqüidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O DIREITO ROMANO NO BAIXO IMPÉRIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Baixo Império, também conhecido como Dominato, estende-se de 284 d.C. a 565 d.C., e caracteriza-se pelo poder supremo do imperador, que, ao assumir atribuições dos outros órgãos constitucionais, torna-se monarca absoluto, concentrando todos os poderes em suas mãos. Durante este período, o Império Romano encontrava-se subdivido em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente, sendo cada um desses blocos entregue a um imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As constituições imperiais, ou leges,,são a única fonte do direito romano neste período. A maior parte delas tem forma de editos. As codificações, ou compilações, que aqui surgem podem ter caráter oficial ou particular, conforme sejam elaboradas por iniciativa de imperadores ou por iniciativa privada. A importância de Justiniano é tamanha que podemos dividir as compilações existentes neste período como anteriores, posteriores ou da época de Justiniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre, no entanto, que a maior contribuição deste período e, certamente, um dos maiores legados deixados pela civilização romana corresponde ao Corpus Juris Civilis, obra esta que reúne o direito romano propriamente dito. O direito de Justiniano é uma obra que reúne em um só corpo numerosos textos de lei das épocas anteriores, assim como de sua época também, tendo tido vigência em todo o Império Romano, daí a sua incontestável importância não apenas para a época, mas também para a posterioridade, pois é o Direito Romano, cujos principais institutos encontram-se condensados no Corpus Juris Civilis, que constitui a raiz a partir da qual brotaram-se os principais institutos jurídicos ocidentais dos tempos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.direitonet.com.br"&gt;.:: George Magalhães Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-5273924028444094422?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/5273924028444094422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=5273924028444094422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5273924028444094422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/5273924028444094422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/aspectos-importantes-do-direito-romano.html' title='&lt;strong&gt;Aspectos importantes do Direito Romano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-3241045803543775149</id><published>2010-04-12T19:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T19:42:13.799-07:00</updated><title type='text'>O Altar da Vitória</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PY9HCUnJI/AAAAAAAAEuE/cVDIm_WIz74/s1600/nike.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 253px; height: 367px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PY9HCUnJI/AAAAAAAAEuE/cVDIm_WIz74/s400/nike.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459445717675580562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante séculos, os senadores romanos prestaram juramento solene junto do altar da Deusa da Vitória, existente na Sala do Senado, em Roma. Recitando orações imemoriais e com libações de vinho e incenso, os poderosos “claríssimos” honravam assim as antigas divindades pagãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século IV, o imperador Constantino mandou retirar o Altar da Vitória. Seria reposto alguns anos depois, por Juliano – apelidado “O Apóstata”, devido à sua tentativa de restabelecer o paganismo com religião oficial do império. Todavia, apenas duas décadas depois, no ano 382 da nossa era, o imperador Graciano voltou a mandar retirar o altar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora apesar destas decisões imperiais, a maioria da aristocracia senatorial era ainda assumidamente pagã. E já no reinado de Valentiano II, sucessor de Graciano, quatro deputações de notáveis pagãos imploraram ao imperador que recolocasse o altar. O seu líder era o senador Símaco, Prefeito da Urbs, pontífice, áugure e Procônsul de África, um dos mais respeitados nobres romanos. Símaco defendeu a reposição do altar em termos eloqüentes: &lt;em&gt;“Concedei, imploro-vos, que nós, que somos velhos, possamos deixar para a posteridade aquilo que recebemos em rapazes”. E continuava: “Todas as coisas estão cheias de Deus e não há lugar que seja seguro para os perjuros, mas o receio da transgressão é grandemente espicaçado pela presença da divindade”.&lt;/em&gt; De seguida, Símico invocava a própria &lt;em&gt;Aeterna&lt;/em&gt; Roma: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Deixai que use as minhas cerimônias ancestrais – diz ela -, pois que delas não me arrependo. Deixai-me viver à minha maneira, pois que sou livre. Foi este o culto que expulsou Aníbal das muralhas de Roma e os Gauleses do Capitólio. É para iso que me mantendes, para ser castigada na minha velhice? (...) Apenas peço paz para os deuses dos nossos antepassados, os deuses nativos de Roma. Está certo que aquilo que todos adoram seja considerado um só. Todos contemplamos as mesmas estrelas. Todos temos o mesmo céu. O mesmo firmamento nos abarca a todos. Que interessa qual a teoria erudita a que cada homem recorre para procurar a verdade? Não há apenas um caminho para nos conduzir a tão poderoso segredo. Tudo isto é matéria de discussão para homens ociosos. O que apresentamos a vossas majestades não é um debate, mas um pedido.”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta a Símaco veio da parte de Santo Ambrósio, Bispo de Milão e mentor espiritual do imperador Graciano: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Porquê citar-me os exemplos dos antigos? Não há mal nenhum em mudar para melhor [nullus pudor est ad melora transire]. Tomemos o exemplo dos antigos dias de caos em que os elementos voavam por todo o lado, numa massa desordenada. Pensemos em como o tumulto se apaziguou na nova ordem dum mundo e como esse mundo desde então se desenvolveu, com a invenção gradual das artes e os avanços da história humana. Suponho que, nos velhos tempos do caos, as partículas conservadoras se terão oposto ao advento da nova e vulgar luz do Sol que acompanhou a implantação da ordem. Mas, mesmo assim, o mundo avançou. E nós, cristãos, também crescemos; e a grande diferença entre nós e vós é que o que vós procurais por conjecturas nós conhecemos. Como posso fazer fé em vós quando confessais que não conheceis o objecto do vosso culto?” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será interessante contrapor a abertura de espírito de Símaco (&lt;em&gt;“Que interessa qual a teoria erudita a que cada homem recorre para procurar a verdade? Não há apenas um caminho para nos conduzir a tão poderoso segredo”&lt;/em&gt;), às certezas absolutas e dogmáticas de Ambrósio (&lt;em&gt;“a grande diferença entre nós e vós é que o que vós procurais por conjecturas nós conhecemos”&lt;/em&gt;). Esta batalha entre o cristianismo “dogmático” e o paganismo “tolerante” foi vencida pelo primeiro. E o seu desfecho condicionaria a história política e religiosa da Europa no milênio seguinte, tal como a evolução das artes, da filosofia e da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://roma-antiga.blogspot.com"&gt;Blog Roma Antiga&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-3241045803543775149?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/3241045803543775149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=3241045803543775149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3241045803543775149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/3241045803543775149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/o-altar-da-vitoria.html' title='&lt;strong&gt;O Altar da Vitória&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8PY9HCUnJI/AAAAAAAAEuE/cVDIm_WIz74/s72-c/nike.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-6783953594621582105</id><published>2010-04-12T19:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T09:21:19.770-07:00</updated><title type='text'>Educação Romana</title><content type='html'>O espírito prático romano manifesta-se também na educação, que se inspirou, entre os romanos, nos ideais práticos e sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história da educação romana podem-se distinguir três fases principais: &lt;em&gt;pré-helenista&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;helenista-republicana&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;helenista-imperial&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira e fundamental instituição romana de educação é a família de tipo patriarcal, germe de uma sociedade mais vasta, que vai da cidade ao império: os patres governam a coisa pública. Educador é o pai, que na sociedade familiar romana desempenha também as funções de senhor e de sacerdote - paterfamilias. Nesta obra educativa colaborava também a mãe, especialmente nos primeiros anos e no concernente aos primeiros cuidados dos filhos, sendo, em Roma, mais considerada a mulher do que na Grécia, dadas as suas predominantes qualidades práticas. O fim da educação é prático-social: a formação do agricultor, do cidadão, do guerreiro - salus reipublicae suprema lex esto. Essencialmente práticos e sociais são os meios: o exemplo, o treinamento ministrado pelo pai que faz o filho participar na sua atividade agrícola, econômica, militar e civil, a tradição doméstica e política - mos maiorum; e a religião - pietas - entendida como prática litúrgica, sendo a religião, em Roma, diversamente do que era na Grécia, sumamente pobre de arte e de pensamento. E tudo isso sob uma disciplina severa. Enfim, prático-social era o próprio conteúdo teorético da educação, a instrução propriamente dita, que se reduzia a uma aprendizagem mnemônica de prescrições jurídicas, concisas e conceituosas - as leis das doze tábuas - que regulavam os direitos e os deveres recíprocos naquela elementar mas forte sociedade agrícola-político-militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação romana sofreu necessariamente uma profunda modificação, quando o antigo estado-cidade, desenvolvendo-se e expandindo-se para a nova forma do estado imperial - entre o terceiro e o segundo século a.C. - veio em contato com a nova civilização helênica, cuja irresistível fascinação também Roma sofreu. Sentiu-se então a exigência de um novo sistema educativo, em que a instrução, especialmente literária, tivesse o seu lugar. Esta instrução literária partiu precisamente da cultura helênica. Primeiro são traduzidas para o latim as obras literárias e poéticas gregas - por exemplo, a Odisséia -, depois estudam-se os autores gregos no texto original, enfim se forma pouco a pouco uma literatura nacional romana sobre o modelo formal da grega. E, deste modo, a princípio é a literatura grega que se difunde em Roma, depois, mediante a literatura, é o pensamento grego que penetra e se difunde, e afinal, através do pensamento, entra e se espalha a concepção grega da vida - porquanto estava pelo menos nas possibilidades do caráter latino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, a família não estava mais à altura de ministrar esta nova e mais elevada instrução. As famílias das mais altas classes sociais hospedam em casa um mestre, geralmente grego - pedagogus  ou litteratus. E, para atender às exigências culturais e pedagógicas das famílias menos abastadas, vão-se, aos poucos, constituindo escolas - ludi - de instituição privada sem ingerência alguma do estado. Essas escolas são de dois graus: elementares - a escola do litterator onde se aprendia a ler, escrever e calcular; médias - a escola do grammaticus - onde se ensinava a língua latina e a grega, se estudavam os autores das duas literaturas, através das quais se aprendia a cultura helênica em geral. Um terceiro grau será, enfim, constituído mediante as escolas de retórica, uma espécie de institutos universitários, que surgem com uma diferenciação e uma especialização superior da escola de gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua finalidade era formar o orador, porquanto a carreira política representava, para o espírito prático romano, o ideal supremo. E, portanto, o ensino da eloqüência abrangia toda a cultura, do direito até à filosofia. O orador romano será o tipo do homem de ação, do político culto, em que a cultura é instrumento de ação - negotium e, logo, para os romanos, coisa muito séria, em relação com a seriedade da ação, e não simples distração - otium. Na reação dos conservadores contra a helenização da vida romana, os censores publicavam um decreto que condenava a escola latina de retórica (92 a.C.), por ser "novidade contrária aos costumes e aos preceitos dos maiores", e é definida até como ludus impudentiae. Acabam, todavia, por triunfar os inovadores, e a cultura helênica e os mestres gregos afluem a Roma sempre mais numerosos e bem acolhidos, enquanto a elite dos jovens romanos vai se aperfeiçoar nos centros de cultura helenista, especialmente em Atenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com a organização do império organizam-se também as escolas romanas. Por certo, vindo a faltar a liberdade, vem a faltar o interesse político da cultura; as escolas de retórica perdem a função prática e social, transformando-se em meios de ornamento intelectual entre os lazeres de uma aristocracia cultural, o que, absolutamente falando, representa uma purificação da cultura no sentido especulativo, dianoético, grego; mas, relativamente ao espírito prático-social romano, significa uma decadência para o diletantismo. Seja como for, o estado romano mostra agora apreciar a cultura. Começam os imperadores romanos por conceder imunidade e retribuições aos mestres de retórica ainda docentes em casas particulares; depois o estado passa a favorecer e promover a instituição de escolas municipais de gramática e de retórica nas províncias; enfim são fundadas cátedras imperiais, especialmente de direito, nos grandes institutos universitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais motivos de interesse imperial pela cultura e a sua difusão foi o fato de se ver nela um eficaz instrumento de romanização dos povos, um instrumento de penetração e de expansão da língua e dos jus romano, um meio, em suma, para o engrandecimento do império. E o resultado foi fecundo também para a cultura como tal, porquanto foi ela levada, embora modestamente, aqueles povos - Espanha, Gália, Grã-Bretanha, Germânia, províncias danubianas, África setentrional - a que o helenismo não pudera chegar. Tais escolas municipais foram tão vitais nas províncias, que muitas sobreviveram à queda do império romano ocidental, transformando-se em escolas eclesiásticas graças ao monaquismo cristão, e conservaram acesa na noite barbárica a chama da cultura clássica, preparadora dos esplêndidos renascimentos posteriores.&lt;br /&gt;O teórico da pedagogia romana pode ser considerado Quintiliano. Nasceu na Espanha no II século d.C., foi professor de retórica em Roma, o primeiro docente pago pelo estado, quando Vespasiano era imperador. Na Instituição Oratória, em doze livros, expõe o processo de formação do orador - cuja figura ideal já delineara Cícero no De Oratore. Faz Quintiliano uma exposição completa, propondo programas e métodos que foram em grande parte adotados sucessivamente nas escolas do império. A instituição escolástica compreende os dois graus tradicionais de gramática e retórica. No curso de gramática ensinam-se a língua latina e a língua grega, a interpretação dos poetas - Vergílio e Homero - e as noções necessárias para este fim. No curso de retórica ensinam-se a interpretação dos historiadores - Lívio - e dos oradores - Cícero -, o direito e a filosofia, enquanto fornecem o conteúdo essencial à arte oratória. Um lugar de destaque ocupam as normas e as exercitações de eloqüência, o fim supremo da educação romana, segundo o espírito prático-político romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Principais Representantes da Pedagogia Romana:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marco Fabío Quintilíano&lt;/strong&gt; (35-95) foi um dos mais respeitados pedagogos, lecionou durante 20 anos na escola de retórica, fundada em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Formação do Orador (distancia-se da Filosofia)&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Valoriza a Psicologia&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; trabalho em Grupo&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Exercícios Físicos&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Escola da Gramática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucio Eneu Sêneca&lt;/strong&gt; (4 a.C -65) vê a filosofia um instrumento capaz de orientar o homem pela vida. Enfatiza a formação moral e da menos importância a retórica, e valoriza também a Psicologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;Marco Túlio&lt;/strong&gt; (106-43) sua finalidade era formação do orador, que não se deve conhecer retórica, mas a Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Chegou a ser um dos principais modelos dos pedagogos renascentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Marco Pórcio&lt;/strong&gt; Catão (234-149), defende a tradição contra o inicio da influencia Helênica e o retorna as raízes Romanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://historiadaeducacao.pbworks.com"&gt;História da Educação&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br"&gt;Mundo dos Filosofos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/01/familias-nada-tradicionais.html"&gt;► Famílias nada tradicionais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/direito-romano.html"&gt;► Direito Romano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/02/filosofia-em-roma.html"&gt;► Filosofia em Roma&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/422456997025678393-6783953594621582105?l=imperioroma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://imperioroma.blogspot.com/feeds/6783953594621582105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=422456997025678393&amp;postID=6783953594621582105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/6783953594621582105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/422456997025678393/posts/default/6783953594621582105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/educacao-romana.html' title='&lt;strong&gt;Educação Romana&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-422456997025678393.post-769636120757205422</id><published>2010-04-12T19:23:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T09:07:50.737-07:00</updated><title type='text'>Direito Romano</title><content type='html'>&lt;em&gt;Direito Romano é o conjunto de princípios de direitos que regeram a sociedade romana em diversas épocas de sua existência&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direito romano é um termo histórico-jurídico que se refere, originalmente, ao conjunto de regras jurídicas observadas na cidade de Roma e, mais tarde, ao corpo de direito aplicado ao território do Império Romano e, após a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C., ao território do Império Romano do Oriente. Mesmo após 476, o direito romano continuou a influenciar a produção jurídica dos reinos ocidentais resultantes das invasões bárbaras, embora um seu estudo sistemático no ocidente pós-romano esperaria a chamada redescoberta do Corpus Iuris Civilis pelos juristas italianos no século XI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos gerais, a história do direito romano abarca mais de mil anos, desde a Lei das Doze Tábuas (Lex Duodecim Tabularum, em latim, 449 a.C.) até o Corpus Iuris Civilis por Justiniano (c. 530 d.C.).&lt;br /&gt;Os historiadores do direito costumam dividir o direito romano em fases. Um dos critérios empregados para tanto é o da evolução das instituições jurídicas romanas, segundo o qual o direito romano apresentaria quatro grandes épocas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Época Arcaica (753 a.C. a 130 a.C.) &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Época Clássica (130 a.C. a 230) &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Época Pós-Clássica (230 a 530) &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Época Justiniana (530 a 565) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência do direito romano sobre os direitos nacionais europeus é imensa e perdura até hoje. Uma das grandes divisões do direito comparado é o sistema romano-germânico, adotado por diversos Estados continentais europeus e baseado no direito romano. O mesmo acontece com o sistema jurídico em vigor em todos os países latino-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da Lei das Doze Tábuas (754-201 a.C.), o direito privado consistia do antigo direito civil romano (ius civile Quiritium), que se aplicava apenas aos cidadãos romanos. Estreitamente ligado à religião, possuía características como o formalismo estrito, simbolismo e conservadorismo, como na prática altamente ritualística da Mancipatio, uma forma de venda.&lt;br /&gt;Alguns entendem que as antigas raízes do direito romano provêm diretamente da religião etrusca, que enfatizava o ritualismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Doze Tábuas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível apontar o momento exato da gênese do sistema jurídico romano. O primeiro texto legal, cujo conteúdo chegou até a os dias de hoje com algum detalhe, é a Lei das Doze Tábuas, que data de meados do século V a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os historiadores romanos, o tribuno da plebe C. Terentílio Arsa propôs que o direito fosse escrito de modo a evitar que fosse aplicado indiscriminadamente pelos magistrados patrícios. Após oito anos de lutas, os plebeus teriam convencido os patrícios a enviar uma delegação a Atenas para copiar as Leis de Sólon. Ademais, várias delegações foram enviadas a outras cidades da Grécia com propósitos semelhantes. Em 451 a.C., dez cidadãos romanos teriam sido selecionados para registrar as leis (decemviri legibus scribundis). Durante o período em que trabalharam, receberam o poder político supremo (imperium), enquanto que o poder dos magistrados foi cerceado. Em 450 a.C., os decênviros inscreveram as leis em dez tábuas (tabulae), mas seu trabalho foi considerado insuficiente pelos plebeus. Um segundo decenvirato teria então acrescentado duas tábuas, em 449 a.C. A Lei das Doze Tábuas foi em seguida aprovada em assembléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudiosos modernos tendem a descrer da exatidão dos historiadores romanos. Não crêem, por exemplo, que um segundo decenvirato tenha acontecido. Pensam que o decenvirato de 451 a.C. incluiu os pontos mais controversos do direito consuetudinário e assumiu as principais funções públicas em Roma. Ademais, a questão da influência grega no direito romano primitivo é motivo de grande debate. Considera-se improvável que uma delegação tenha sido enviada à Grécia, como pensavam os romanos; é mais provável que a legislação grega tenha chegado a Roma por meio das cidades da Magna Grécia. O texto original das doze tábuas não foi preservado. Tudo indica que foi destruído quando os celtas tomaram Roma e a incendiaram, em 387 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fragmentos preservados mostram que não se tratava de um código legal no sentido moderno, pois as Doze Tábuas não pretendiam ser um sistema completo e coerente de todas as regras jurídicas aplicáveis. Na verdade, continham algumas disposições legais cujo propósito era alterar o direito consuetudinário da época. Embora contivessem disposições sobre todas as áreas do direito, predominavam as referentes ao direito privado e ao processo civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiras leis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais das Doze Tábuas, também são conhecidas dos primórdios do direito romano a Lex Canuleia (445 a.C., que permitia o casamento - ius connubii - entre patrícios e plebeus), as Leges Licinae Sextiae (367 a.C., que restringiam a posse de terras públicas - ager publicus - e exigiam que um dos cônsules fosse plebeu), a Lex Ogulnia (300 a.C., que autorizava os plebeus a ocupar cargos sacerdotais) e a Lex Hortensia (287 a.C., pela qual as decisões das assembléias plebéias passavam a valer para todo o povo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra lei importante do período republicano é a Lex Aquilia, de 286 a.C., que regulava a responsabilidade civil. Entretanto, a maior contribuição de Roma à cultura jurídica européia não foi a promulgação de leis bem redigidas, mas o surgimento de uma classe de juristas profissionais e de uma ciência do direito, por meio de um processo gradual de aplicação dos métodos da filosofia grega ao direito - um tema que os gregos jamais haviam tratado como ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiros doutrinadores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente, as origens da ciência do direito em Roma relacionam-se com Cneu Flávio, quem teria publicado, em cerca de 300 a.C., os formulários com as palavras que deveriam ser ditas em juízo para que uma ação judicial tivesse início. Como, antes da época de Flávio, estes formulários, supostamente secretos, eram conhecidos apenas pelos sacerdotes, sua publicação teria permitido que outras pessoas pudessem estudá-los. Independentemente da veracidade desta tradição, na altura do século II a.C. os juristas eram ativos e escreveram um grande número de tratados sobre direito. Dentre os juristas famosos da época da República estão Quinto Múcio Escévola, autor de um volumoso tratado sobre todos os aspectos do direito que veio a ser muito influente posteriormente, e Sérvio Sulpício Rufo, amigo de Cícero. Assim, Roma já havia desenvolvido um sistema de direito e uma cultura jurídica sofisticados quando a República Romana foi substituída pelo Principado, em 27 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Período pré-clássico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período entre 201 e 27 a.C., desenvolveu-se um direito mais flexível que melhor atendia as necessidades da época. Ademais do ius civile antigo e formal, surgiu o ius honorarium, assim chamado porque os pretores - que ocupavam cargos honorários - desempenharam um papel central em sua formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptação do direito às novas necessidades foi empreendida pela prática jurídica, pelos magistrados e, em especial, pelos pretores. O pretor não legislava e, tecnicamente, não criava direito novo quando emitia editos (magistratuum edicta). Na verdade, porém, as decisões pretorianas gozavam de proteção legal (actionem dare) e com freqüência serviam de fonte para novas regras de direito. Os pretores não estavam obrigados a respeitar os editos dos seus antecessores, mas terminavam por empregar regras pretorianas anteriores que julgassem úteis. Com isto, criou-se um conteúdo normativo que prosseguia de edito em edito (edictum translatitium).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiu então, ao longo do tempo, e em paralelo com o ius civile, a complementá-lo e corrigi-lo, um novo corpo de direito pretoriano. Na verdade, o direito pretoriano assim foi definido pelo famoso jurista romano Papiniano: Ius praetorium est quod praetores introduxerunt adiuvandi vel supplendi vel corrigendi iuris civilis gratia propter utilitatem publicam ("o direito pretoriano é o que os pretores introduziram para complementar e corrigir o direito civil para a utilidade pública"). O ius civile e o direito pretoriano vieram a ser fundidos no Corpus Iuris Civilis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Período clássico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros 250 anos da era cristã foram o período no qual o direito e a ciência jurídica romanos atingiram o mais alto grau de perfeição. A época costuma ser chamada de período clássico do direito romano, que alcançou um caráter único dado pelas realizações literárias e práticas dos juristas romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes trabalhavam em diferentes funções: proferiam pareceres, a pedido de particulares; aconselhavam os magistrados responsáveis pela administração da justiça, como os pretores; auxiliavam os pretores a preparar seus editos, anunciados publicamente no início do mandato pretoriano e que continham uma explicação de como exerceriam suas funções e um formulário de procedimentos judiciais. Alguns juristas também ocupavam altos cargos judiciais e administrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juristas produziram todo tipo de comentários e tratados de direito. Em cerca de 130 d.C., Sálvio Juliano escreveu um edito pretoriano padronizado, que foi utilizado por todos os pretores a partir de então. O edito continha descrições detalhadas de todos os casos nos quais o pretor permitiria uma ação judicial ou uma defesa. O edito padrão funcionava como um abrangente código legal, embora não gozasse, formalmente, da força de lei. Indicava os requisitos para uma reivindicação legal bem-sucedida e tornou-se a base dos amplo
