sábado, 1 de março de 2008

Império Romano (Resumo)

A península Itálica é quase toda ocupada por povos do Neolítico, que conhecem a metalurgia do bronze, a agricultura e a construção de aldeias fortificadas, como as palafitas. Por volta de 2.000 a.C., a península recebe uma onda migratória de povos indo-europeus.

Domínio etrusco – Os etruscos, de origem desconhecida, deslocam-se para a península Itálica a partir de 900 a.C. e paulatinamente aumentam seu domínio. Na mesma época os gregos e fenícios fundam colônias na parte meridional da Itália e na Sicília. A fundação de cidades etruscas é uma característica do povoamento peninsular, destacando-se Roma em 753 a.C., que funde os latinos e os sabinos numa única comunidade urbana. Ainda sob o domínio etrusco, Roma estabelece a hegemonia sobre o Lácio e, posteriormente, sobre toda a península Itálica. Os romanos conseguem livrar-se do domínio etrusco, expandir sua influência na África, Europa Central e Ocidental, Grécia e Ásia Menor e transformar-se em império.

República romana – No início da hegemonia romana, a confederação entre as cidades governadas por reis é substituída por uma monarquia centralizada. O rei é entronizado por vontade divina, e é, ao mesmo tempo, chefe do exército, sacerdote e juiz supremo. Senado (assembléia de anciãos) e Cúria (assembléia de varões) são conselhos consultivos do rei. Em 509 a.C., como resultado das lutas entre patrícios e plebeus, estabelece-se a igualdade jurídica entre as classes livres, a monarquia é derrubada e instaura-se a República. As instituições fundamentais da República são o Senado, as Assembléias Populares e a Magistratura. A República termina em 46 a.C., quando Júlio César, após conquistas militares externas e lutas contra o Senado, transforma-se em ditador vitalício.

Expansão romana – Desde 507 a.C. Roma dedica-se ao domínio de toda a península Itálica. A partir de 264 a.C. volta-se contra Cartago e as colônias cartaginesas no norte da África, Sicília, Sardenha, Córsega, Baleares e península Ibérica. De 200 a.C. até o ano 476, Roma atravessa seis séculos de contínua expansão territorial, formando um império ainda mais vasto do que o de Alexandre, o Grande. Os romanos conquistam a Macedônia e a Grécia, a Ásia Menor, o Egito, a Cirenaica (atual Líbia), a península Ibérica, a Gália (França), Germânia (Alemanha), Ilíria (Albânia), Trácia, Síria e Palestina. Transformam a Mauritânia, a Capadócia, a Armênia, os Partos e o Bósforo em reinos vassalos.

Guerras Púnicas – São desencadeadas pela disputa da hegemonia do comércio no Mediterrâneo. A primeira guerra começa em 264 a.C. mas o embate só termina depois da terceira guerra em 146 a.C. Nelas se enfrentam Roma e Cartago (parte do domínio fenício).Segunda Guerra Púnica – Estende-se de 264 a 241 a.C. Roma consegue aniquilar os exércitos cartagineses, estabelecer seu domínio sobre a península Ibérica e a Sicília e restringir a influência de Cartago ao norte da África.

Segunda Guerra Púnica – É a mais famosa e vai de 218 a 202 a.C. Nela o general cartaginês Anibal e seu exército atravessam os Alpes montados em elefantes e chegam às portas de Roma. Os romanos decidem então atacar Cartago, e Aníbal volta para defender sua pátria, onde é derrotado.

Aníbal (247ª.C.-183 a.C.), general e estrategista cartaginês famoso por sua genialidade. Aos 9 anos é levado pelo pai para a Espanha e, segundo a lenda, jura ódio eterno aos romanos. Em 221ª.C. torna-se chefe supremo das tropas de Cartago. Em 219 a.C., depois de conquistar a cidade de Sagunto (aliada aos romanos), na Espanha, organiza um grande exército com infantaria, cavaleiros e 37 elefantes e cruza os Alpes em direção a Roma (Segunda Guerra Púnica). Durante a campanha fica cego de um olho e perde metade de seus homens, mas chega às portas de Roma. Vencido pelos exércitos de Roma em Cartago, Aníbal se refugia em Bítinia, na Ásia Menor, e depois se mata, tomando veneno, para não ser preso pelos romanos.

Terceira Guerra Púnica – Em 149 a.C., diante de novo e crescente desenvolvimento comercial de Cartago, Roma cria pretexto para nova guerra na qual destrói Cartago (146 a.C.) e vende seus sobreviventes como escravos. O antigo território cartaginês é transformado na província romana da África.

Crises na República – Nos séculos III e II a.C., o movimento de expansão territorial romano é acompanhado de uma guerra civil entre patrícios e plebeus. O movimento reformador dos Graco é uma de suas principais expressões. Roma também se vê envolvida em guerras e rebeliões dos povos dominados na Numídia (África), Germânia (teutões), Danúbio (címbrios), península Itálica (itálicos) e Grécia. A disputa entre as diversas facções patrícias pelo poder em Roma se alastra pela Ásia Menor, Sicília, África e Espanha.

Reformas dos Graco – Entre 133 e 121 a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco propõem reformas, como a limitação da extensão máxima dos latifúndios, a distribuição das terras comunais entre os camponeses e proletários e a distribuição do tesouro real entre os novos colonos. Incluem também a concessão de plenos direitos civis a todos os latinos e a cidadania a todos os aliados.

Tibério Semprônio Graco (162 a.C.-133 a.C.) é o mais célebre tribuno romano da plebe. Nasce em Roma e é educado por filósofos gregos. Segue as tradições liberais de sua família, desde o início da carreira, como questor na Espanha. É considerado o fundador do partido dos populares, facção radical que prega reformas em contraposição à oligarquia senatorial. Em 133 a.C., estabelece a Lei Agrária, que distribui aos pobres uma parte das terras pertencentes ao Estado. É assassinado num comício para sua reeleição.

Caio Semprônio Graco (154 a.C.-121 a.C.), irmão mais jovem de Tibério, também ganha destaque como reformador. Após a morte do irmão, assume a frente da facção radical. Em 123 a.C. é eleito tribuno e implanta várias leis populares, como a Lei Frumental, que barateia o custo do trigo aos pobres, e a Lei Viária, que determina a construção de obras públicas para empregar os desocupados.

Fim da República – Em 46 a.C., Júlio César e suas legiões extinguem o poder do Senado. César realiza uma ampla reorganização política e administrativa de Roma e do império, impulsiona a romanização dos territórios dominados por meio de colonos, distribui terras entre os soldados, reforma o calendário e promove construções monumentais. O assassinato de César tem como conseqüência a formação do triunvirato (Antônio, Otávio e Lépido), em 43 a.C., novas guerras internas e a repartição do império, em 40 a.C.

Caio Júlio César (100 a.C.-44 a.C.), um dos maiores chefes militares de toda a História, nasce em família aristocrática e alavanca suas ambições políticas com campanhas brilhantes contra as tribos que habitam as atuais França e Bélgica. Participa do primeiro triunvirato em 60 a.C., ao lado de Pompeu e Crasso. Com a morte de Crasso, disputa o poder com Pompeu, que é apoiado pelo Senado. César é destituído do cargo de governador das Gálias e recebe ordens para depor as armas. Decide, ao contrário, invadir a Itália e ao atravessar o Rubicão (riacho que separava a Gália da Itália) pronuncia a famosa frase Alea jacta est, "A sorte está lançada". A seguir, conquista Roma e a península Itálica. Invade o Egito intervindo na disputa dinástica a favor de Cleópatra. Em 47 a.C. chega à Ásia, onde obtém rápida vitória sobre Farnaces, rei do Ponto, quando diz outra frase célebre Veni, vidi, vinci ("Vim, vi, venci"). De volta a Roma, torna-se cônsul vitalício e ditador perpétuo. É assassinado com 23 facadas, nas escadarias do Senado, por vários senadores liderados por Brutus, seu filho adotivo, e Caio Cássio. Ao ser atacado, César se defende até ver Brutus. Pronuncia então sua última frase famosa, "Até tu, Brutus", e deixa de lutar.

Divisão do império – O Tratado de Brindisi (40 a.C.) divide o Império Romano entre Antônio, Otávio e Lépido. Antônio fica com o oriente, Otávio com o ocidente e Lépido com a África. Roma e a península Itálica são domínio comum do triunvirato. Em 39 a.C., pelo Tratado de Miseno, Sexto Pompeu recebe a Sicília, a Sardenha, a Córsega e a Acaia, com o compromisso de abastecer Roma de grãos. Embora o triunvirato tenha sido renovado por mais cinco anos, em 38 a.C., as guerras internas prolongam-se até 30 a.C., quando Otávio (depois chamado de Otávio Augusto) derrota Antônio e Cleópatra e domina o Egito.

Otávio Augusto (63 a.C. –14 d.C.), conhecido também como César Augusto, é o primeiro imperador romano, embora jamais governado de forma despótica. Sobrinho-neto e herdeiro declarado de Júlio César, estudava na Ilíria, do outro lado do mar Adriático, quando sabe do assassinato do tio-avô. Organiza então um exército e assume o controle de Roma, ao lado de dois poderosos amigos de César, Marco Antônio e Lépido. Os três se aliam contra os assassinos de César e, em seguida, passam a lutar entre si. Em 30 a.C. declara guerra à união de Antônio e Cleópatra e transforma o Egito em província romana. O Senado lhe outorga o título de Augusto e ele passa a exercer o poder absoluto por 44 anos. Augusto pacifica as Gálias, reforma os costumes, amplia os territórios do império até o Elba e o Danúbio e proclama a paz universal (Pax Augusta).

Sucessores de Augusto – Nomeado por Augusto como seu sucessor, Tibério Júlio César assume o império em 14 d.C. Tibério reforça o caráter oligárquico do poder, passa ao Senado a prerrogativa de eleger os magistrados e enfrenta conspirações palacianas que resultam em processos de lesa-majestade, execuções e suicídios.

Calígula – Caio César Germânico é o sucessor de Tibério em 37 d.C. Fica conhecido por Calígula, diminutivo do tipo de sandália usada pelos soldados.Transforma o principado em monarquia teocrática inspirada no estilo oriental. Persegue os senadores ricos e fica famoso por suas críticas ao Senado nomeando cônsul seu cavalo Incitatus. É assassinado pela guarda pretoriana em 41.

Cláudio – Retoma a tradição administrativa de Augusto e conquista o sul da Britânia e a Trácia. É assassinado em 54 por sua segunda mulher, Agripina, que coloca seu filho Nero no trono.Nero – Déspota que desencadeia uma série de assassinatos, incluindo o da própria mãe, Agripina. Incendeia Roma e inicia a perseguição aos cristãos. É deposto pelo Senado e suicida-se em 68. A ele sucedem-se quatro imperadores durante o ano de 69, substituídos pela dinastia flávia (Vespasiano, Tito e Domiciano), entre 69 e 96.


Império Romano no tempo de Adriano em 130 d.c.

Antoninos – É a denominação dada aos imperadores adotivos, que chegam ao trono por adoção ou eleição, a partir de 96. Começa com a nomeação de Nerva, pelo Senado. Em 98, depois de um motim dos pretorianos, é eleito Trajano, governador da Alta Gemânia, que com suas conquistas faz com que o Império Romano alcance sua extensão máxima. Seu sucessor é Adriano, governador da Síria, em 117, que reestrutura a administração e o exército, ordena a primeira codificação do Direito Romano, funda inúmeras cidades e pacifica os territórios do império. Morre em 138 e é sucedido por Antonino Pio (138 a 161), Marco Aurélio (161 a 180) e Cômodo (180 a 192). A partir do reinado de Marco Aurélio reativam-se as guerras de povos dominados.

Dinastia dos Severo – Iniciada com o acesso de Sétimo Severo ao trono, em 193. Sucedem-lhe Caracala, Helio Elagábalo e Alexandre Severo, até 235. Além da redução dos poderes do Senado e do fomento da germanização do exército, o ato mais importante do período é a Constitutio Antoniniana, de 212, que concede a plena cidadania romana a todos os provincianos livres e estabelece a unidade jurídica do império. Excluindo Sétimo Severo, todos os imperadores dessa dinastia são assassinados.

Economia romana – É basicamente agrária e pastoril no período da Realeza. A partir da República, quando o Império se espande, tem acesso aos escravos e desenvolve o comércio.

Sociedade de patrícios e plebeus – Sob o domínio dos etruscos, há uma nobreza proprietária de terras, súditos livres que trabalham na agricultura e nos ofícios e escravos, prisioneiros de guerra ou por dívidas. Sob o domínio romano, há os romanos livres e os escravos. Os romanos livres configuram duas grandes classes: os patrícios, ou nobreza territorial e militar, e os plebeus. Entre os plebeus estão os camponeses (pequenos proprietários ou lavradores das terras públicas), os artesãos e os soldados das centúrias. Além do escravismo, os patrícios utilizam o sistema da clientela, no qual trabalhadores livres produzem nos latifúndios em troca de proteção e de parte do que produzem. Com o fim das conquistas militares e as invasões bárbaras (século III) o escravismo é substituído pelo colonato, uma forma de servidão voluntária com base na antiga tradição da clientela.

Cultura romana – A mais importante contribuição é no campo do direito, que constitui a base do sistema judiciário das nações ocidentais. Outras inovações são o alfabeto latino, a arquitetura com arcos e abóbada, o retrato, o relevo histórico e o mural decorativo. Os romanos recebem influência da cultura grega na pintura de afrescos, artesanato e escultura. Destaque para poetas como Horácio, Ovídio e Virgílio, historiadores como Varrão, Júlio César, Catão e Tito Lívio, e literatos como Plauto, Cícero e Andrônico.

Religião romana – Politeísta, com sacrifícios rituais. Sofre influência grega, com deuses equivalentes (por exemplo, Zeus é Júpiter, Ares é Marte). Com a expansão militar, os romanos assimilam cultos orientais e também o cristianismo, que chega a Roma por volta do ano 50 e se difunde rapidamente entre os plebeus. Durante o império, os romanos veneram o soberano e têm seus cultos supervisionados pela magistratura estatal, sendo o imperador o sumo pontífice.

Império Romano e cristianismo – As perseguições à nova religião começam com Nero (ano 54 a 68), numa reação ao crescimento do cristianismo e à recusa dos cristãos em venerar o imperador. Os cristãos são perseguidos até 313, quando o imperador Constantino, pelo Edito de Milão, concede-lhes liberdade de culto e igualdade de direitos, além da devolução dos bens expropriados da igreja cristã. Em 392, com o imperador Teodósio, o cristianismo torna-se a religião oficial do Império Romano.Constantino (280-337) passa a juventude na corte de Diocleciano. Em 305 junta-se ao pai, nomeado césar do ocidente, e participa da campanha da Bretanha. Um ano depois, é aclamado imperador. Em 324, após derrotar os outros césares, torna-se único imperador e elege Constantinopla como a capital do império unificado. É conhecido por ter encerrado a perseguição aos cristãos e colocado o cristianismo em situação de igualdade com os cultos pagãos. Com o passar dos anos, sua adesão ao cristianismo se acentua: proíbe que os senhores matem seus escravos, coíbe o adultério e o concubinato. Antes de morrer, recebe o batismo cristão.

Declínio do Império Romano – Começa antes do ano 200, com a crescente pressão dos chamados povos bárbaros, tanto os submetidos pelo Império Romano quanto os que vivem nas regiões limítrofes. Essa situação leva o império a abandonar várias províncias e agrava as disputas internas. Sucedem-se os imperadores militares, numa tentativa de frear a decadência do império. Mesmo apoiados no exército, os imperadores militares duram pouco tempo no poder e são, quase todos, assassinados. Com o objetivo de sufocar as rebeliões internas, reforçar as fronteiras do império e reiniciar a expansão no oriente, os cidadãos romanos são transformados em súditos, os camponeses ficam vinculados à gleba e os artesãos formam comunidades obrigatórias de trabalho (corporações) para prover o exército. Em 297, o imperador Diocleciano divide o império em dois augustos e dois césares, num sistema chamado tetrarquia, implantado para acabar com as agitações nas sucessões imperiais. Mas o absolutismo não consegue deter o declínio do Império, apesar das tentativas posteriores do imperador Constantino, entre 324 e 337.

Império do Ocidente e do Oriente – Em 394, acossado pelas grandes migrações e pelas invasões dos bárbaros, o Império Romano se divide em dois. Formam-se o Império Romano do Oriente, ou Império Bizantino, com capital em Constantinopla (mais tarde Bizâncio), e o do ocidente, com capital em Roma. O império do ocidente subsiste por 80 anos, atacado por germanos e hunos, até se extinguir em 476. O império do oriente estende-se até 1453.

5 comentários:

luaninha disse...

nossa esse resumo ai esta o maximo parabens para quem escreveu ele,verdadeiramente eh o melhor

cálita e diogo disse...

verdade, eu também gostei desse resumo!! me ajudou muito no meu trabalho de história..

maria disse...

gostei mas ñ vai me ajudar até no Etapa tem mais coisa,eu sou uma aluna etapa por isso estou dizendo isso

Valdzii .-. disse...

Ótimo resumo!

priscila sheik disse...

adorei o resumo ... vai me ajudar muito parabens ' espero que possa ajudar outras pessoas ',.....