sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Festa em Roma: os banquetes e as orgias

Banquete costumava acabar em orgia




Quanto maior o império, maiores as festas que a nobreza e os aristocratas ofereciam. O que dizer sobre o Império Romano, um dos maiores de todos os tempos? Tamanho era o gosto deles por jantares luxuosos e festas, que costumavam evoluir para orgias, que alguns políticos resolveram a baixar leis para moderar a farra. Uma delas, a Antia Lex, do século 1, limitava os gastos com essas comemorações e instituía que os magistrados só poderiam jantar fora se fosse na casa de determinadas pessoas. Claro, ninguém obedeceu. Acabou sobrando para o autor, Antius Resto. Segundo o filósofo Macrobius, como todos continuavam com suas orgias, para não contrariar a própria lei ele nunca mais foi visto jantando fora.

Outro bom exemplo da paixão romana pelos banquetes é personificado por Marcus Gavius Apicius. Amante da boa vida, gastava verdadeiras fortunas em seus jantares. Entre suas extravagâncias, adorava língua de flamingo e nunca servia couve – chegou a dizer ao filho do imperador Tibério que era “comida de pobre”.

A melhor forma de demonstrar poder era oferecer jantares

Vai rolar a festa
Um aristocrata podia medir seu prestígio com o número de jantares e festas ao qual era convidado. Ser convidado para os jantares certos, como os organizados pelo general Lucius Lucullus (110-56 a.C.), também era uma honra. Melhor que isso, só mesmo oferecer o jantar.

Traje a rigor
Vestir a toga era um privilégio masculino que escravos ou mulheres não usufruíam. Elas vestiam a stola, vestido de linho recoberto com a palla, um manto. Outras maneiras de elas ostentarem: penteados inusitados e jóias, muitas jóias.

Paladar exótico
Um bom festim chegava a ter sete pratos. Na abertura, peixes, ostras marinadas e pratos exóticos, como línguas de passarinho (uma porção tinha cerca de mil). O prato principal era uma carne. E as sobremesas eram frutas ou tortas feitas à base de geléia e mel.

Sem indigestão
O mais marcante no salão eram os tricliniuns, leitos com encosto para comer e beber – só pobres e escravos comiam sentados. Quem queria realmente esbanjar utilizava pratos de porcelana vindos da China.

Dança erótica
Além da lira, a música era tocada com chitara e tambores vindos do Egito ou castanholas da Espanha. Com ela, a orgia também começava. O cordax, por exemplo, era uma dança grega, altamente erótica, que despertava as paixões.

Prato principal: escravos
Quanto mais escravos, melhor. Eles serviam para trocar os potes de água quente para os convidados limparem as mãos, espantar moscas ou como objeto sexual. Luxo era designar que alguns com uma tocha levassem os convidados para casa.

Cardapius tipicus

Iguaris exóticas constavam do menu de uma típica festa romana

Entradas
Mariscos e ovos
Mamas de porco recheadas com ouriços-do-mar salgados
Pasta de miolos com leite e ovos
Cogumelos cozidos com molho de peixe gordo apimentado

Pratos principais
Gamo selvagem assado com molho de cebola, arruda, tâmara de Jericó, uva passa, azeite e mel
Outras cozidas com molho doce
Flamingo cozido com tâmaras

Sobremesas
Fricassê de rosas em pastel
Tâmaras secas recheadas com nozes e pinhões, cozidas em mel
Bolos quentes africanos de vinho doce com mel
Frutas

.:: Revista Aventuras na História

Um comentário:

Leonardo Cordeiro disse...

Oi Valter, estava fazendo uma penquena pesquisa de imagens da roma antiga e caí no seu blog. Li o texto e vou te consultar sempre. Parece que temos gostos parecidos e já fui a alguns lugares dos quais vc escreve. Tenho um blog sobre o evangelho, é o http://leonardolimacordeiro.blogspot.com , espero que vc goste. Abraços, fica com Deus!